Blog do Torero

22/09/2009

Heróis santistas

 
 

Heróis santistas

(O insigne Marcelo Lyra mandou uma mistura entre jogadores santistas e heróis (se bem que neste Brasileiro eles estejam mais para vilões)

Fábio Costa é o Coisa: quando sai do Gol para dividir parece uma coisa.

George Lucas é o Thor: quando bate falta a bola vira o martelo do Thor: veloz e certeira.

Domingos é o Incrível Hulk, chegou perto, ele quebra.

Fabão é o Demolidor, pois às vezes dá umas furadas que só sendo cego.

Léo é o Flash: sai da defesa e já aparece no ataque.

Émerson é o Fantasma, o espírito-que-anda: dizem que tem mais de 400 anos e está velho para o futebol, mas aparece do nada e o talento ressurge. 

Rodrigo Souto é o Homem Invisível: não aparece muito para a torcida, mas tem uma função tática importante.

Ganso é o Super-Homem: algumas vezes é o herói do jogo. Noutras, some em campo, vira Clark Kent.

 Neymar, obviamente, é o Superboy.

Madson é o Multi-homem: parece que está em vários lugares ao mesmo tempo (ultimamente, até no banco).

E Kleber Pereira é o Príncipe Namor: está sempre na água (no caso, da banheira).

Por Torero às 07h56

20/09/2009

Valentino Rossi e Muricy Ramalho

 
  (Neste Sempre aos Domingos de hoje, dia em que o São Paulo pode chegar à liderança do Brasileiro, apresento-vos um texto que vem bem a calhar, que se encaixa feito mão na luva, feito dedo no nariz)

Por JAIME BELMIRO*

 

Corria o ano de 2003 e o piloto de motovelocidade Valentino Rossi caminhava célere rumo à conquista de seu tricampeonato da MotoGP/500 cilindradas. Impiedosamente, o piloto italiano mostrava porque era o melhor daquela época, já que simplesmente deglutia seus adversários corrida a corrida.

 Porém, apesar do tricampeonato iminente, Valentino tinha que conviver com os comentários de que boa parte de suas conquistas se deviam à superioridade de sua moto e sua equipe Honda frente ao equipamento e time dos outros pilotos.

O que reforçava esta teoria era que, entre 1994 e 2002, a Honda havia conquistado nada menos que 8 dos 9 campeonatos das 500cc. Talvez os méritos devessem recair realmente ao equipamento e à equipe, tão vencedores àquela época; possivelmente Valentino fosse um mero coadjuvante, o condutor de uma moto vencedora, apenas. Valentino e a Honda confirmam a conquista do campeonato de 2003.

Mas chega o ano de 2004 e Valentino aceita do desafio de correr pela Yamaha, equipe mediana, cuja última conquista havia sido no longínquo ano de 1992. Que formidável embate preparado para 2004: o piloto campeão contra sua ex-moto/equipe campeãs. Seria o "vamos-ver", o "tira-teima".

Como um virtuose, Valentino não vence somente o campeonato de 2004, mas também o de 2005 e, mais recentemente, o de 2008 - todos pela Yamaha - para escrever definitivamente seu nome na história!

A Honda não ganha nada desde a saída de "Vale", em 2003! Hoje, Valentino Rossi é o maior piloto de motovelocidade de todos os tempos.

Corre o ano de 2009 e Muricy Ramalho possui um tricampeonato brasileiro de futebol (2006 a 2008) no bolso. Sua equipe na ocasião do tricampeonato, o São Paulo, também exibia impiedosamente sua capacidade de vencer seus adversários (mesmo não jogando o fino, vencia e era o que importava). Semelhantemente a Valentino, Muricy também teve que conviver com os comentários: "Com esse time, até eu." "Com essa estrutura, qualquer um conseguiria." "Com Rogério Ceni no gol e indo ao ataque fazer gols, fica fácil".

Hoje Muricy enverga as cores do Palmeiras, cuja última conquista remonta ao ano de 1994. Que maravilhoso embate teremos este semestre: o técnico tricampeão contra sua ex-equipe tricampeã. Será "a hora da verdade", o "pega-pra-capar". Quem será o grande tetracampeão? Claro que Muricy já tem seu nome gravado com letras douradas e garrafais nos anais da história do futebol brasileiro. No entanto, se realizar a proeza da conquista do campeonato deste ano com o Palmeiras, Muricy alcançará não somente um tetracampeonato, mas também o direito se ser considerado o maior técnico de futebol do Brasil da década.

É bem verdade que Internacional, Atlético-MG e Goiás estão em grandes condições de levar o caneco; mas, que me perdoem estes belos times, Muricy X São Paulo é o duelo do ano no futebol brasileiro.

 

*Jaime Belmiro é analista de sistemas, fã de esportes a motor e torcedor do Guarani de Campinas.

Por Torero às 09h20

19/09/2009

Doping na arbitragem

 
 

Doping na arbitragem

Texto de Anderson Santos

Saiu em todos os meios de comunicação: "Árbitro brasileiro de futebol é pego apitando dopado os jogos do Brasileirão!". Isso logo após a "vergonhosa" suspensão de seis atletas no atletismo nacional pelo mesmo motivo.

Já era de se estranhar que em meio a péssimas arbitragens, ele se sobressaísse em relação aos demais, corrigindo erros até dos seus auxiliares! Nem o velho jargão popular poderia ser utilizado para ele: "errar é humano".

Segundo as informações até agora divulgadas, o juiz utilizava de várias alternativas para garantir 100% de acerto nas partidas. Para acompanhar os lances de perto, ele resolveu dedicar a vida plenamente ao esporte, formando-se educador físico e se casando com uma nutricionista.

Desde cedo o plano estava traçado. O sonho da vida dele era apitar uma Copa do Mundo e ser tão respeitado quanto o italiano careca do Collina, nem que para isso tivesse que torcer para que a CBF realizasse uma "preparação" igual a realizada para a Copa de 2006.

Parte física garantida, foi rápida a sua passagem para o quadro da Fifa. Nem os turrões invejosos dos comentaristas de arbitragem tinham motivos para xingá-lo. Para ajudar ainda mais em seu físico, treinava como se fosse um atleta de maratona, com direito a corridas nas férias em locais com altitude.

Mas não apenas isso era suficiente, o juiz sabia que ele dependia de outras duas pessoas para garantir a perfeição. Resolveu colocar a mãe, uma jovem senhora, para observar os lances através da transmissão da TV. Quando via que o filho poderia cometer algum erro, quase que de forma instantânea, ela o comunicava através de um micro-ponto no ouvido dele, disfarçado pelos cabelos de médio tamanho.

Ah, acaba de aparecer uma nova notícia aqui! Conseguiram entrevistar a mãe do árbitro. Ela afirma que o filho não queria que a xingassem durante as partidas de futebol e ela achou que poderia ajudá-lo. Afinal, se fossem xingá-la, agora poderiam ter razão.

Realmente é uma pena que a tecnologia não possa ser utilizada nos campos de futebol ao menos para definir se é gol ou não. Mas o futebol já estava ficando sem graça com uma surpresa a menos na sua caixinha.

(Para que ninguém se assuste e se ache mal informado, esse é apenas um texto que "brinca" com dois fatos que muito nos preocupam: a péssima qualidade da arbitragem do futebol e o doping no atletismo).

Por Torero às 05h56

18/09/2009

Uma seleção de heróis arroz-com-feijão

 
 

(O Flávio mandou uma seleção de heróis de histórias em quadrinhos bem diferente. E muito bem bolada)

 

Texto de Flávio Godinho

Goleiro: Cascão. É ele levantar os braços e a bola e os atacantes buscam distância do gol. Não tem tido muito trabalho.

 

Lateral direito: Cebolinha. É o ponto flaco do time e só deve tel sido convocado por plessão de patlocinadoles ou pol estas pledileções glatuitas e incompleensíveis que os técnicos cultivam. Um zelo à esquelda. 

Zagueiro Central: Mônica. Não perde uma dividida.

Quarto Zagueiro: Bidu. Cumpre bem o seu papel, garantindo a guarda da grande área.

Lateral esquerdo: Penadinho: Nunca aparece para as jogadas. Teve sua vez, mas hoje vive do passado e não está sabendo a hora de parar, uma pena.   

Volante: Zé Lelé. Com sua movimentação, confunde o esquema adversário (e até mesmo os companheiros, os bandeiras e o árbitro ). Curiosamente, suas repetidas expulsões não têm comprometido o time.

 

Volante: Chico Bento. Conhece o campo e seus atalhos como ninguém.

 

Meia: Zé Carioca. Muito contestada a escalação deste “estrangeiro” repatriado por empréstimo. Mas, com sua ginga e malandragem, tem conseguido envolver facilmente, no bico, as esquadras adversárias.

 

Meia: Magali. Quanto a esta, a escalação é incontestável: está comeeeeendo a bola.

 

Atacante: Pelezinho. Sem maiores comentários, Pelé é o 10 que não pode faltar em nenhuma seleção.

 Atacante: Anjinho. Este até a torcida adversária reconhece que é bom mesmo. Está voando em campo e ganha todas pelo alto, na boa. 

Técnico: Maurício de Sousa.  Treinador à moda antiga, feito o Joel Santana, não desgruda da prancheta. E não tem compromisso com erro: se algo foge do script, simplesmente passa a borracha e começa tudo novamente. Só deve tomar mais cuidado com as pontas, o ponto fraco do time. Tem conseguido compensar as limitações do elenco com a obediência tática de quem tem o time nas mãos.

 

 

Por Torero às 07h56

16/09/2009

CROSSOVER FUTEBOLÍSTICO

 
 

CROSSOVER FUTEBOLÍSTICO

texto de Jefferson Alves

Em meados dos anos 90 as duas gigantes dos quadrinhos americanos, Marvel e DC, resolveram promover uma disputa entre seus personagens, onde o resultado dos combates era decidido com enquetes entre os leitores. Assim, numa minissérie com roteiro tosco, vimos Batman lutando contra Capitão América, Namor contra Aquaman e assim por diante. Apesar de ser claramente um caça-níqueis oportunista, esta história despertou curiosidade, afinal, que fã de quadrinhos nunca se perguntou qual seria o resultado de uma briga entre Hulk e Superman? Diante disso, porque não levar essa disputa para os campos de futebol e imaginar qual seriam as escalações das equipes de super-heróis?
 
O time da Marvel seria escalado no esquema 4-4-2, começando com:
 
Goleiro: Sr. Fantástico, afinal ninguém é mais adequado para o gol do que um cara que se estica todo, sendo capaz de alcançar qualquer bola.
 
Laterais: na direita Mercúrio, um velocista capaz de atacar e defender ao mesmo tempo, literalmente. Na esquerda, Homem-Aranha. O Amigão da Vizinhança é perfeito para a posição porque quando desce para o ataque seu sentido-de-aranha avisa se um adversário se aproveitar do espaço deixado atrás.
 
Zagueiros:  para impor respeito, nada melhor do que o Hulk na zaga central, duvido que alguém coloque o pé numa dividida dessas. Fazendo companhia ao Gigante Esmeralda no miolo de zaga, Wolverine, que nunca se contunde e intimida os atacantes adversários rosnando para eles. 

 O problema dos zagueiros é que eles não se dão lá muito bem.

 Volantes: para proteger a zaga, o Coisa, um verdadeiro muro na intermediária defensiva, já na transição da defesa para o ataque, o mais indicado é um jogador habilidoso, capaz  de incendiar a partida surgindo de surpresa no ataque: Tocha Humana.
 
Meias: armando o jogo pela direita aparece um deus da bola: Thor, um verdadeiro tormento para os adversários. Na esquerda, a posição que exige mais habilidade no futebol, nada melhor do que o mago Doutor Estranho.
 
Atacantes: Noturno, um jogador versátil que pode cair pelas duas pontas, se teleportando de um lado para o outro para confundir a marcação e Capitão América, pois sua força e agilidade são insuperáveis, além do mais, a estrela da companhia não poderia ficar no banco.
 
Técnico: Prof. Xavier, um mestre que consegue passar instruções para todo o seu time ao mesmo tempo e, o que é melhor, sem ter que ficar berrando na beira do campo.

 

 Charles Xavier. Este sim, merece ser chamado de "professor".
 
O time da DC viria no esquema 3-5-2, escalado assim:
 
Goleiro: Gavião Negro, que é capaz de voar para alcançar as bolas mais difíceis e, numa cobrança de falta, pode literalmente fechar os ângulos apenas abrindo as asas.
 
Zagueiros: O trio de zaga seria formado pelos Lanternas Verdes Hal Jordan e John Stewart jogando no combate, afinal se eles são guardiões do universo vão poder guardar a grande área muito bem. Atuando como líbero aparece o Capitão Marvel, afinal um personagem que tem o nome do adversário só poderia ficar com as sobras mesmo...
 
Volantes: protegendo a zaga uma dupla de volantes insuperável, pelo menos no quesito entrosamento: Batman e Robin.

 Os dois volantes dinâmicos são os cães de guarda da equipe.


 
Alas: Pela direita, o Flash, que desce para o ataque e volta para compor o meio-de-campo na velocidade da luz. Já na esquerda o escolhido é Mutano, que pode usar a velocidade do guepardo para atacar e a ferocidade do tiranossauro para defender.
 
Meia-armador: nessa posição-chave o escalado é o Caçador de Marte, afinal ninguém melhor para pensar o jogo do que um telepata.
 
Atacantes: para derrubar a retranca adversária a equipe DC conta com Aquaman que faz o jogo fluir pelas pontas e o grande astro Superman, que tem o chute mais forte do Universo.

 O Aquaman joga na banheira.

Técnica: para comandar os heróis da Liga da Justiça, uma inovação, Mulher Maravilha. Afinal, todo mundo sabe que quando uma mulher manda os marmanjos obedecem.
 
Eu não sei como seria essa partida, nem qual seria o resultado, o que sei é que certamente não faltaria raça, empenho, luta, jogadas de efeito, gols inimagináveis e uma disputa verdadeiramente heróica, qualquer que fosse o vencedor.

Por Torero às 07h40

13/09/2009

Sempre aos domingos: Seleção de promessas

 
 

Sempre aos domingos: Seleção de promessas

Texto de Mateus Pedroso

Muito se fala sobre novas promessas no futebol brasileiro. Hoje em dia, jogadores, ainda crianças, adolescentes, já são vistos como futuros craques, e futuras minas de dinheiro. Com isso, muitos deles acabam se tornando futuras e eternas promessas, sumindo pelo mundo do futebol, sendo esquecidos por não conseguir sucesso neste mundo.

Com isso, resolvi fazer uma seleção de algumas promessas que se tornaram eternas e, digamos, uma "enganação" ao torcedor brasileiro. Enganação é uma palavra muito forte, mas é o que os torcedores pensam sobre eles, já que eles confiam que tais jogadores, muito badalados desde as categorias de base, e não obtém o mesmo sucesso entre os profissionais.

Um grande exemplo de enganação, muito falado recentemente, foi Lulinha, que tinha uma multa recisória de U$ 50 milhões, e no mostrou o nem um pouco do futebol que se esperava, e muito menos o futebol apresentado em seleções de base e nas categorias de base do Corinthians.

Com isso, selecionei uma seleção de eternas promessas, "enganações" do futebol brasileiro, dos últimos anos, jogadores nos quais, os tercedores se esperavam muito, e não corresponderam tanta expectativa.

Goleiro - Diego. Começou nos juniores do Grêmio e foi para o Juventude. Se destacou jogando pelo Atlético-PR, chegou a ganhar o Bola de Prata, como o melhor goleiro do campeonato brasileiro em 2002. Foi contratado pelo Fluminense, passou pelo Santo André mas caiu no esquecimento, e hoje, atua no pequeno Leixões de Portugal.

Lateral Direito - Russo, se destacou pelo Sport, chegou a seleção brasileira em 1997, sendo campeão da COpa das COnfederações em 1997. Passou por clubes como Santos e Vasco, e hoje, está esquecido no futebol, jogando pelo Centro-PE.

Zagueiro - João Carlos. Se destacou jogando pelo Cruzeiro no final da década de 90, e foi vendido a preço de ouro em uma negociação com o Corinthians. O timão pagou 4 milhões de dólares mais o zagueiro Cris para ter o jogador. Cris, evoluiu e hoje joga pelo Lyon, da França. Já João Carlos só viu sua carreira desmoronar, e após isso, com contusões e problemas cardíacos, teve que abandonar o futebol. Hoje, é técnico do Poços de Caldas.

Zagueiro - Fábio Bilica. Começou nas divisões de base do Bahia e aos 18 anos, foi vendido ao Venezia da Itália. Participou da seleção pré-olímpico em 1999 e Olimpíadas em 2000. Após isso, atuou por pequenos clubes na Itália, Goiás, Gêmio, e hoje defende o Fenerbahçe da Turquia.

Lateral esquerdo - Lúcio. Este se intitulava o terceiro melhor lateral esquerdo do mundo (atrás de Maldini e Roberto Carlos). Se destacou pelo Palmeiras, mas seu futebol caiu muito. Estava jogando pelo Hertha Berlin, reserva e sem nenhum destaque, e acaba de voltar ao Gêmio.

Volante - Fábio Rochemback. Revelado pelo Internacional, em 2000. Logo se destacou, passando por seleção sub-20 e até seleção principal, com apenas 20 anos. Foi vendido para o Barcelona, mas não conseguiu se firmar, e vendido ao Sporting de Portugal. Hoje, acaba de assinar com o Grêmio de Porto Alegre, maior rival de clube formador.

Volante - Dudu Cearense. Começou no Ceará e logo foi para o Vitória-BA, e logo se destacou. Foi o capitão da seleção sub-20 campeã mundial em 2003. Foi também campeão da Copa América pela seleção principal em 2004. Do Vitória, se transferiu para o Kashiwa Reysol, jogou na França, Rússia e Grécia. Sempre foi tratado como um excelente volante, mas nunca defendeu um time grande na carreira. Hoje, joga pelo Olympiakos.

Meia - O exemplo mais recente de uma "enganação" de nosso futebol. Lulinha. Grande estrela das categorias de base do Corinthians e das seleções de base. Sempre se destacou, números dizem de que ele teve mais de 400 gols antes de se tornar profissional, mas após isso, nenhum destaque, e pelo contrário, muito criticado pela torcida, e emprestado ao Estoril de Portugal.

Meia - Harison. Começou no São Paulo, e era o destaque dos juniores. E mais.. Titular de Kaká. O seu reserva, se tornou o melhor do mundo, e ele... caminhou por times como Ponte Preta, Guarani e hoje joga em um time da Arábia Saudita

Atacante - Daniel Carvalho. revelado pelo Internacional, também campeão mundial pela seleção sub-20, e escolhido para a seleção do campeonato. Também jogo na seleção pré-olímpica, e em 2006, até pela seleção principal. Do Internacional foi vendido ao CSKA, em 2004, mas não emplacou. Passou grande período na reserva, voltou para o Inetrnacional em 2008, mas, fora de forma, também não rendeu o esperado.  Hoje, está de volta ao CSKA.

Atacante - Gil. Tido como grande revelação do Corinthians no começo desta década. Com boas atuações pelo Timão, chegou a seleção brasileira em 2003. Foi vendido para o futebol japonês, e depois de passagens por Cruzeiro, e Botafogo, hoje está esquecido na reserva do Internacional.

Técnico - Oswaldo de Oliveira. Começou bem. Discípulo de Vanderlei Luxemburgo, em seu primeiro ano, foi campeão brasileiro pelo Corinthians. Após isso amargou apenas fracos desempenhos em times como Vasco, São Paulo, Santos, entre outros. Hoje é o técnico do Kashima Antlers no Japão.

Hoje em dia, temos grandes candidatos a "enganação". Fortes candidatos, são Ciro do Sport, Neymar do Santos, Vitor Simões do Botafogo, Oscar, do São Paulo, entre outros.

E a tendência, é cada vez mais essas falsas promessas estarem presentes, pois jogadores estão cada vez mais jovens sendo esperanças para o clube, e assim, aumentando a ilusão dos torcedores.

Só a experiência e o tempo pra dizer quais as promessas e os futuros craques do futebol brasileiro.

Por Torero às 07h16

12/09/2009

Por que Torcemos para o que Torcemos?

 
 

Por que Torcemos para o que Torcemos?

Texto de Cláudio Cupertino, baiano e “atualmente” torcedor do São Caetano.

  

Estive pensando em como é difícil, talvez impossível, racionalizar sobre o futebol. Mais especificamente sobre o torcedor de futebol.

Afinal, o que faz alguém escolher um determinado time para torcer?

Claro que estou aqui tentando um exercício de comportamento de massas, pois cada pessoa tem sua justificativa, mas se pensássemos pelo lado racional, a escolha do time seria motivada apenas pelos resultados (os títulos ou vitórias), ou até pelo seu contraponto – a escolha do rival que perde demonstrando aquela atitude revolucionária de ser contramaré.

Claro que a geografia também exerce papel fundamental na escolha. Geralmente tendemos a torcer pelo mais próximo. Ainda assim, em caso de cidades com vários times disponíveis para torcer, não conseguiríamos explicar os motivos de escolha. Sem contar o fato de que é inadmissível torcer por um time de outro país. Ser patriótico é obrigação fundamental para um torcedor.

Muito provavelmente há os que sofrem influencia paterna para a escolha do time do “coração”.  Ou de irmãos mais velhos, de Avôs, ou até mesmo de mães. Em alguns casos esporádicos, o efeito da psicologia reversa pode influenciar a escolha do time: A imagem conservadora do Pai pode fazer do filho um torcedor do rival.

Igualmente inegável o papel que a mídia exerce como influenciadora de opiniões e motivadora dos chamados “times da moda”. Os times de sucesso em sua época.

Se levássemos em conta apenas o aspecto histórico – as chamadas glórias futebolísticas – talvez o Santos tivesse a maior torcida do Brasil. Outros exemplos regionais poderiam ser citados como o Vasco, que foi bem sucedido em termos de resultado nos anos 40, o Internacional, nos anos 70, o Flamengo nos anos 80, São Paulo nos 90, e assim por diante. Todos eles frutos de época e com seus respectivos rivais contrapontos e que com certeza ganharam à maioria dos jovens torcedores, porém repito nenhum equiparado ao Santos.

Entretanto isso não ocorreu.
 
Aliás, o Flamengo é um caso a parte. Ninguém discorda de ser o dono da maior torcida do Brasil. Mas como isso surgiu? Sua torcida é a maior desde os anos 50, talvez antes, e mais, não foi por influencia geográfica, já que esta bem distribuída pelo país, apesar de inegavelmente influenciado na época pelo fato do Rio de Janeiro ter sido a capital do país e a mídia (as Rádios) ouvida nacionalmente. Porém o Flamengo não era o único time da cidade que seria divulgado, tampouco o que tinha melhores resultados. Então como explicar? E como explicar que perdure até hoje?

Se bem que analisados com profundidade, nenhum dos fatores acima é realmente Racional.

Afinal, será que sou obrigado a torcer por um time apenas porque ele é da minha cidade, já que os jogadores nem o são.

Sou obrigado a seguir meu pai ou torcer pelo rival para desafiar meu pai?

Torço pelo campeão (e eventualmente o melhor) ou torço pelo rival apenas porque ele foi o glorioso derrotado?

Torço pelo time que a televisão me “vende” como o mais charmoso igual a tomar coca-cola?

E quer coisa mais irracional do que não poder mudar de time? Aceitamos tacitamente que não virar a casaca é mais respeitado que muitos artigos da constituição.

Nada disso se explica racionalmente.

Afinal, onde reside a alma dos torcedores?

Se fossemos racionais seríamos todos Flamenguistas, Santistas ou Bairristas?

Talvez torcedores do Real Madrid, ou...

Por Torero às 07h30

06/09/2009

Sempre aos domingos: Pretérito do Futuro

 
 

Sempre aos domingos: Pretérito do Futuro

Texto de Cláudio e Lino Porto

Rio de Janeiro, 1920. Alguns jovens e atléticos amigos conversam num bar defronte a movimentada praia de Botafogo.

- Chega! não me fale mais de gripe espanhola. Acho que sobrevivemos e o futuro será radiante.

- Quanto otimismo! Isso é característico de todo flamenguista: sofrer sem jamais perder a esperança.

- Sabe, gostei quando vocês se separaram do tricolor das Laranjeiras, mas não precisavam ter feito àquela profecia idiota, de que um dia terão a maior torcida do país e mais títulos cariocas do que eles.

- Sim, o pó-de-arroz deve estar rindo até agora. Acho que se vocês tivessem continuado no Fluminense o sofrimento hoje seria zero. Que aposta mais furada...

- Não sei, não, mas algo me diz que o futuro será diferente. Acho que daqui a 50 anos o Menguinho será o maior time do Brasil, quiçá do mundo.

- Menos, meu caro Lino, menos... Daqui a cem anos vamos ter o mesmíssimo quadro futebolístico de hoje e de outrora: Fluminense, Canto do Rio, São Cristóvão e Botafogo, nesta ordem. Talvez o América, se não sucumbir à pressão de sua exigente torcida.

- Não sei. Algo me diz que aquele time de portugueses, o Vasco da Gama, vai crescer junto com o meu Mengo. Dizem que eles aceitam até negros no time.

- Não me faça rir. Desde quando negros sabem jogar futebol? Esqueceu que o esporte bretão é elitizado por natureza?

- Nossa! Agora você foi demasiado racista e elitista!

- E que mal há nisso?

- Nada, em absoluto. Todavia, li a respeito de uma revolução modernista que se avizinha e sobre a tendência de a democracia tornar-se cada vez mais universal.

- José Cláudio, este teu irmão anda cheirando ópio ou bebendo absinto? Daqui a pouco esse raro flamenguista vai dizer que um dia um operário chegará à presidência da República.

Gargalhadas geral. Os moços decidem, então, em tom de galhofa, tentar adivinhar os rumos do futebol brasileiro na próxima virada de século.

- Aposto que teremos um estádio com refletores, coberto, para mais de 40 mil espectadores sentados!

- Ah, sei, e gente andando nas ruas com um telephone ao ouvido...

- Para que 40 mil se a torcida do Regatas Flamengo cabe em um Ford bigode?!

- Zombarias, piparotes... Não é necessário ser cartomante para se saber que neste país as coisas nunca mudam. Daqui a cem anos ainda teremos algum coronel bigodudo dando as cartas na política. E não será o neto do Rui Barbosa!
 
- Vocês acham que o futebol paulistano tem algum futuro?

- Não creio. Corinthians Paulista e Palestra Itália me parecem sem apelo popular. Ouvi dizer que nasceram juntos, filhos dos mesmos imigrantes burgueses que enriqueceram com o recente ciclo de industrialização. São clubes de elite, que só existem graças à vigorosa imprensa bandeirante. Duvido que surja um bom football club em São Paulo, ou que por lá apareça outro craque como Charles Müller, ou um forward que consiga assinalar mais de 500 golos na carreira.

- 500?! É humanamente impossível um player anotar 500 tentos em toda a sua carreira. Equivale a dizer que um goalkeeper possa também fazer golos, ou que nalgum dia distante mulheres serão capazes de praticar qualquer desporto.

- Este jogo é britânico por excelência. Jamais gozará de popularidade por aquelas bandas.

- Mas tem aquele bom time da baixada santista...

- A Portuguesa?

- Não, o outro, o Jabaquara. Esse sim tem jeito de campeão.

Os demais freqüentadores do recinto observam com desdém os joviais esportistas burilando suas soturnas previsões.

- Vocês já imaginaram um campeonato brasileiro?

- Meu caro Lino, o mancebo teria ficado demente? O futuro está nos estaduais.

- Mas um nacional com América Mineiro, Náutico Capibaribe, Galícia, Renner, Ponte Preta, o Britannia de Curythiba, todos os grandes medindo forças em pontos corridos...

- Daqui a pouco ele vai sonhar com um certame contra times da Argentina, do Uruguai... Doido varrido.

- Não teríamos a menor chance. Levaríamos surras do Huracán e do Ferro Carril. O Uruguai nem se fala, não perde para ninguém. É favorito disparado ao ouro olímpico.

- É isso! Por que não uma Olimpíada somente de futebol? A cada quatro anos e...

- Pobre Lino... É capaz de o celerado imaginar até um torneio internacional de clubes.

- Parece-me que o futuro está nas fusões, por isso o Flamengo só terá alguma chance se voltar ao seio do Fluminense.
 
- O futuro são as cisões, não fusões, que são sempre confusas, com o perdão do meu cacófato, diz José enquanto sorve seu café.

- Então, pelo visto, nada mudará no futebol brasileiro no próximo século.

- Talvez alguns jogadores fiquem ricos jogando bola.

Gargalhadas incontidas.

- Se nem os dirigentes ganham dinheiro com ludopédio, imagine um atleta!

- Está bem, vocês venceram. Vamos voltar ao nosso treino de remo senão é bem capaz daquela turma do volleyball se tornar mais popular do que nós.

Os jovens se entreolham, agora com ar de impaciência.

- Que tal darmos uma surra nesses dois irmãos?

(Sempre aos domingos é uma seção para textos de leitores. Apesar do títuloe, que não é publicada sempre mas em compensação também sai em outros dias)

Por Torero às 10h15

03/09/2009

O som e a bola

 
 

O som e a bola

Nesta edição extraordinário do "Sempre aos Domingos", publico em texto do leitor Flávio Godinho, que fez uma interessante comparação entre estilos musicais e os times do Brasileiro. 

 

1) Flamengo: MPB. Popularmente brasileiro.

 

2) Botafogo: Ópera. Um drama encenado com música, enquanto vai sendo operado.

 

3) Fluminense. Jazz. Aqui “jazz” um time, após ter o tratamento glosado pelo plano de saúde.

 

4) Grêmio: Instrumental. Sem falar nada, o mosqueteiro vai tirando som do violino com o sabre e como sabe.

 

5) Internacional: Choro. Plangente, plangente, plangente, até se afogar no próprio rio de lágrimas. Excelente em DVDs, mas não fica bem na fita.

 

6) Atlético-MG: Cantigas de Roda. Para relembrar dos bons e longínquos tempos.

 

7) Cruzeiro: Blues.

 

8) Goiás: Poderia ser o Tropicalismo (opção de insurgência contra a ditadura.), mas talvez o new wave se encaixe melhor.

 

9) Corinthians: Hip-hop. O som “dos mano”.

 

10) São Paulo: Rock, mas com y, de Rocky Balboa.

 

11) Palmeiras: RAP. Falta melodia, mas passa a mensagem direitinho em forma de palestra.

 

12) Santos: Cantos Gregorianos (para todos os santos).

 

13) Barueri: Valsa. O som que as debutantes ouvem antes de voltar para casa e retornar para a realidade.

 

14) Santo André: Tropicália. Se continuar a tropicar, é bem provável que caia.

 

15) Avaí: Jovem Guarda. Um rock ingenuamente juvenil.

 

16) Sport: Baião. Se não se cuidar, vai virar um outro Bahia, um Baião.

 

17) Náutico: Frevo. Freve um pouquinho, mas logo amorna e gela.

 

18) Atlético-PR: Dance Music. Neste ritmo, pode dançar.

 

19) Coritiba: Forró. É um tal de bate em coxa...

 

20) Vitória: O som do Prince, aquele que não pronuncia o próprio nome.

 

 

Por Torero às 08h41

Sobre o autor

Formado em Letras e Jornalismo e quase formado em Cinema, é autor de treze livros (como "O Chalaça"), escreveu roteiros para cinema (como "Pequeno Dicionário Amoroso") e para tevê ("Retrato Falado").

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