Blog do Torero

31/05/2009

Sempre aos Domingos: "O gol mais dolorido"

 
 

Sempre aos Domingos: "O gol mais dolorido"

Texto e ilustrações de Adilson Delaim

Logo após sua aposentadoria dos campos de futebol como atleta, o hoje Sr. Luiz que até o presente no exercício de sua profissão (hoje rara) de sapateiro e que por mais de duas décadas serviu nossa agremiação como massagista (tendo inclusive curado muitas chagas e fraturas) nos brindava com suas peripécias, quando íamos até sua oficina levar nossas bolas para a mais perfeita calibragem, sendo esta, a que considero a maior de todas.

Após uma campanha invicta no Campeonato do Oeste, nossos bravos heróis do PIANCÓ ATLÉTICO CLUB haviam galgado a final do ano de 1959 contra a agremiação da comarca de Arabela. Sendo a mais jovem região do Estado e com tantos municípios emancipados naqueles anos, a Federação de Futebol premiaria o campeão com o acesso à 3ª Divisão do Campeonato Estadual como estímulo ao desenvolvimento do desporto na região.

O maior entrave (recorrente até os dias atuais) era justamente o oponente, que simplesmente abrigava em seus domínios a sede da Liga Arabelense de Futebol, detendo além de um grande time, todos os meandros para selecionar árbitros, regras e quiçá resultados (dizem que só entraram na final por terem literalmente forjado resultados na última rodada do octogonal). E por terem campanha inferior, fariam somente um jogo em seus domínios na melhor de três partidas.

Já na primeira partida o PIANCÓ em seu território impôs uma sonora goleada por 4 x 1, com três gols só na primeira etapa do nosso lépido ponteiro direito, nosso herói maior LUIZ, que tivera de ser substituído no intervalo, pois fora caçado como preá rabicó e alvejado em seu ponto fraco, no “joanete” que sempre lhe incomodava.

No retorno uma vitória bastava para decretar o passaporte para o Estadual, sem contar com LUIZ ainda em recuperação, mas já apoiando o pé no chão, vencia pelo placar mínimo e eis que no último minuto nosso defensor, em um salto dentro da área para afastar o perigo de cabeça é deslocado pelo centroavante adversário e tem a bola resvalada em seu punho.

Estava ai instalada a primeira das grandes discussões desta decisão, primeiro dentro das quatro linhas, pois, nenhum argumento fora atendido e ainda no calor dos brados a injusta expulsão da dupla de zaga titular para a partida final, caso nosso grande arqueiro “Mão-de-onça” não evitasse o tento. E o pior aconteceu, bem que “Mão-de-onça” pulou feito um felino no ângulo espalmou para o lado o violento chute, que ricocheteou nas duas traves, e entrou lentamente balizas adentro, (calma este ainda não foi o mais gol mais dolorido).

Durante a semana ares dramáticos tomou conta de nossa região, dois amigos um ourives e outro coletor, disseram ter ouvido a conversa de um conselheiro do Arabela FC, numa selaria da comarca, afirmando ter ajustado com um atleta adversário, sobre uma possível facilidade de emprego na capital caso pudesse dar uma ajudazinha durante o prélio.

Logo o delegado impôs uma ampla diligência fazendo a acareação de todos os fatos, e ficando simplesmente provado que fora uma mera brincadeira do nobre conselheiro com o matuto selador. Certo é que o defensor não participou da grande final por desarranjos intestinais.

Enfim chegou o domingo dia da grande final, a região toda torcendo por nossos heróis, uma cidade recém emancipada, acolhedora e acima de tudo merecedora do título. Nosso artilheiro após duas semanas de muitas ervas, sebo de carneiro, simpatias e até a benção do vigário, já dava os primeiros trotes naquele domingo, com suas ataduras protegendo seu joanete, mas demonstrando um semblante de dor, ao menos já estava prontamente paramentado caso houvesse a necessidade de sua entrada no decorrer da partida.

E praticamente em menos de cinco minutos o drama se instalara no estádio municipal, num contragolpe fulminante a zaga substituta não conseguira parar os fortes atacantes e o placar estava inaugurado em favor do Arabela FC.

Imediatamente a torcida começa os primeiros gritos tímidos do nome do nosso glorioso ponta/atacante LUIZ, LUIZ, LUIZ....

O jogo se desenrola numa disputa desleal de ambas as partes, com três sangrando (um na perna e dois nas testas) e dois enfaixados com suspeitas de fratura, um na clavícula e outro na sic, "cana do braço", mas ninguém quisera abandonar a primeira etapa da batalha final.

Caso o PIANCÓ empatasse a partida se consagraria campeão. Em caso de vitória do Arabela FC, teríamos a prorrogação, e somente ai nosso PIANCÓ teria a vantagem do empate pelo saldo de gols. Retornam então para o que seriam os últimos 45 minutos, deste épico evento, com a substituição de um moribundo de cada lado (eram permitidos a troca de dois jogadores de cada time por motivos eminentemente comprovados de incapacidade de locomoção), e sob os gritos cada vez mais encorpados da torcida pedindo nosso herói, LUIZ, LUIZ, LUIZ....

Mas para infelicidade local volta no banco.

Desenrola-se o prélio num marasmo total, os já combalidos atletas não dispunham de forças para suportar aquela tarde de estiagem em outubro que beirava os 40º, e numa tentativa de tirar com a cabeça aquilo que seria o segundo gol, o lateral direito piancoense afasta com precisão o mais forte chute até então do campeonato e cai desmaiado, com seus oito pontos novamente abertos e desta vez maiores, parecia ter sido atropelado por um jipe, e segue reanimado ao leito do atendimento médico, isso tudo faltando menos de dez minutos para o final.

Neste instante a torcida só vê uma saída, e entusiasmados clamam a entrada do nosso grande atleta, artilheiro e driblador... quem??? LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ... este grito ecoou quilômetros naquela tarde.

Imediatamente amarrou sua “bota”, se aqueceu e dá mais algumas alongadas e lá estava pronto para o que desse e viesse. E assim, na primeira oportunidade que tocara na bola, fez a maior seqüência de dribles até hoje já vistos, desde a intermediária não teve um adversário que não fosse vencido ao menos duas vezes, parecia que nosso serelepe estava possuído por forças cósmicas, sendo somente parado na pequena área pelo arqueiro rival, ferindo-lhe novamente sua recente lesão – o joanete.

A torcida toda sob o alambrado, bradando como nunca o nome do maior jogador de todos os tempos em nossa pequena e pacata PIANCÓ, nunca houvera tamanho furor até então, era somente os berros ao nosso herói... LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ... que levantou-se lentamente.

Bola na marca da cal (nas dezoito jardas), a torcida numa mistura de aflição e devoção pronta para invadir o campo, era um só coro LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ, LUIZ...  nosso batedor oficial tomara tanta distância e quando se vê está próximo do círculo central, partiu à bola como um touro e desferiu um petardo que nem Roberto Carlos (aquele da ajeitadinha na meia na Copa/2006) consegue chegar à metade da força, o goleiro pula em direção à bola, mas o que se vê é o estufar e o tremular da rede, o time todo em direção ao nosso grande herói, comemorando efusivamente, carregando-lhe nos ombros, coincidindo com o apito final.

Uma mistura de alegria com risos e choros, e apreensão, pois todo o time do Arabela corre para o juiz puxado pelo arqueiro que lhe apresenta o capotão encaixada em suas mãos, e aponta dizendo que somente a “câmara de ar” que entrara meta adentro.

De um lado toda a torcida vibrando com o gol salvador no último minuto da partida, do outro o protesto dos inconformados arabelenses, e por fim a dúvida que não estava nas regras, ou seja, nossas autoridades maiores em campo não puderam decidir se o gol seria ou não válido, algo inusitado até então. Fato é que os argumentos de ambas as partes não chegaram a uma conclusão tanto em campo, quanto na Liga Arabelense.

Como tal resultado elevaria uma das equipes ao campeonato Estadual do próximo ano, o caso foi levado ao julgo dos nobres postulantes dos tribunais de recursos da Federação Estadual de Futebol.

Depois de semanas de análises, e também não chegando num consenso resolvem encaminhar à CBD – Confederação Brasileira de Desporto, e após vários estudos, hipótese físicas, quânticas e análises de fotos dos objetos e relatos de todos envolvidos, conta-se que o jovem presidente daquela entidade que atendia pela graça de “João”, levou ao conhecimento da FIFA e até o prezado momento, não se tem o conhecimento do veredicto emitido pela entidade mor do nosso futebol mundial.

Quanta “DOR” dos nossos heróis piancoenses em não ter disputado o Estadual de 60, quanta “DOR” daqueles que se foram e descansam na paz eterna e com esta dúvida que atravessa décadas.

Pra mim, quanta dor na face e no abdômen ao ouvir esta e outras proezas.

 

Por Torero às 08h30

23/05/2009

*Sempre aos domingos: "Ser José não é para qualquer Mané"

 
 

*Sempre aos domingos: "Ser José não é para qualquer Mané"

Texto de Eduardo Corch

 São José dos Campos, sábado, bar do Zé:

-Zezinho, traz mais uma gelada e aipim, disse José Ricardo, o anfitrião!

-Pra mim, a picanha mal passada e uma caipirinha de frutas vermelhas, rebateu Mazé, de São José do Rio Pardo

-Uma cachaça de Minas, emendou Zé Maria, vindo de São José de Rio Preto

-Traz duas pra mim, disse a saudosista Josefa, de San Jose, Califórnia

Sem nenhum constrangimento, José, de São José dos Pinhais, tomava seu rabo de galo.

Mais uma vez, estava reunida a confraria do Josés.

O papo rolava solto, havia seis meses que não se viam. E, mais uma vez, enalteciam o nome dado pelos pais. A confraria tinha até brasão, um jota dourado acompanhado por um esse vermelho. Em letra maiúscula, fonte desenvolvida exclusivamente para o grupo.

A pauta do encontro era organizar um evento para prestar homenagem ao nome. Afinal, ser José não é para qualquer mané. Depois de muita briga, os homens venceram e decidiu-se organizar a primeira Copa José Youssef Yosef Joseph de Futebol!

Mas a discussão não parou por aí. Todos queriam sediar o campeonato. Ofereceram mundos e fundos para receber as partidas. Era porco no rolete, festas de abertura, coquetel de encerramento, desfile em carro de bombeiro, foto na primeira página do jornal da cidade, jóias, viagens, dinheiro....

Como bons botequeiros, tentaram palitinho, dois ou um, par ou ímpar, porrinha, moeda. A solução foi dada pela Joseana, mulher do Zezinho. Em voz alta, gritou lá da cozinha, enquanto fritava mais coxinhas:

-Chega de confusão no meu bar. Esse ano, o jogo será aqui mesmo, em São José dos Campos! E teremos o time dos políticos contra o combinado gringos e escritores.

O silêncio durou pouco e todos, animados, partiram para organizar o campeonato.  Conseguiram o primeiro patrocinador: Jose Cuervo, bebida oficial da competição.

E chegou o grande dia. São José dos Campos em polvorosa, recebendo o primeiro jogo. Estádio lotado, o circo armado, fogos de artifício, personalidades, prefeito, marias chuteiras, marias gasolinas, marias josés na arquibancada buscando o seu zé.

A confraria obviamente envaidecida com o sucesso do evento. José Ricardo, como membro anfitrião, toma o microfone e faz um longo discurso, explicando a origem do nome José:

-Em hebraico, vem do nome Yoseph, aquele que acrescenta, que sofre com os problemas alheios. E conserva o autocontrole mesmo nas piores situações.

Os times perfilados, ouvem o hino da competição: “Hey Joe, onde é que você vai com essa arma aí na mão”

Zé Carioca, o mascote da competição, incomodado com os gritos da torcida, chamando-o de Loiro José. Porteiro Zé, o outro mascote, visivelmente embriagado, tropeçava na linha lateral e despencava no gramado. A torcida delirava.

José Luis Datena, mestre de cerimônias, anuncia:

-E o time dos políticos vem no 3-5-2, com o vice-presidente José Alencar no gol. A defesa, formada por Trípoli, Serra e Aníbal.

-No meio, os petistas Cardozo, Dirceu, Genoíno, Mentor e Cirilo. E, formando o ataque, uma dupla de peso: Fogaça e Sarney, capitão, técnico, psicólogo, fisiologista e presidente da equipe.

Mas na prática, o esquema não funcionava... Ninguém entendia como jogavam. Sempre pelo meio ou direita...

-Não é possível, até os canhotos jogam pelo meio, dizia José Trajano, o comentarista que cobria a partida.

-Pois é, vejo um clarão no lado esquerdo, uma verdadeira avenida, complementou Datena, agora narrador.

E não parava por aí. Era uma confusão. Tudo era discutido, negociado, barganhado.

-Serra, passa a bola pra mim! Estou livre, dizia o impaciente José Dirceu, sozinho no meio da área.

-Se você passar pro Dirceu, no próximo pênalti quem bate é você, gritou Genoíno.

-E se não tiver pênalti no jogo?, perguntou o sempre nervoso Serra ainda com a bola nos pés.

-Ah, a gente compra um. O juiz está no esquema, responderam em coro vários jogadores.

Josefa, aproveitando seu livre trânsito no mundo das celebridades fez um grande trabalho e montou uma verdadeira constelação.

Trouxe um combinado de gringos e escritores para participar do torneio. Percebia-se que eram diferentes, começando pelo esquema.  Um ousado 3-4-3!!!

Na defesa, os três tenores, ou melhor, os zagueiros: Carreras, Cocker e Satriani. Dava gosto de ver... afinadíssimos, sincronizados, não saíam do tom. Perfeitos!!

No meio, quanta classe. José de Alencar, José Miguel Wisnik, José Lins do Rego e José Roberto Torero. Alternavam passes longos, tabelas curtas, inversões de jogo. Não faziam falta. E não perdiam a chance de usar a caneta, ou melhor, meter a bola embaixo das canetas. No ataque, os brilhantes, temperamentais e letais Stalin, José Mourinho e José Saramago.

E tudo corria bem, o time jogava bonito, encantava, parecia a seleção de oitenta e dois. Mas, em um lance isolado, tudo mudou. Cocker tinha a bola nos pés, nenhum adversário para ameaçá-lo.

-Toca pro José, gritou uma morena alta, ao lado do alambrado

-Mas para qual deles?, retrucou Cocker

-Ah, qualquer um, solta a bola!

E assim fez Cocker, recuando a bola para Jose Maria Aznar, o goleiro. O jogo estava tão fácil que Aznar, encostado na trave, lia tranquilamente os Lusíadas. Assustado, não pegou a bola com os pés e sim camões, ou melhor, com as mãos. Falta em dois lances! Quase tomaram o gol.

Mas era o prenúncio que algo errado iria acontecer. E não deu outra. José de Alencar fez um lançamento de cinquenta metros para Stalin, que avançou pela esquerda, como um raio. E sem perder tempo, cruzou, buscando Saramago.

-Rá rá, rá, impedido, apontou o juiz José Simão, soprando seu apito dourado.

-Ei juiz, tá ficando cego?, berrou Saramago, já na marca do pênalti.

Pânico no estádio... medo que fosse uma epidemia... Gritaria, histeria, desespero

Os gringos voltaram rapidamente a seus países. Os políticos, mandaram buscar seus jatos, Brasília não estava tão longe. Os escritores nem as chuteiras tiraram, saíram em disparada pela Dutra, uns para o Rio de Janeiro, outros para São Paulo.

Fim de jogo!

(*O Sempre aos Domingos é uma seção em que publico textos dos leitores. Nem sempre é aos domingos, como hoje, que é sábado)

Por Torero às 10h30

09/05/2009

Sempre aos domingos*: E o Corinthians vai perder torcida...

 
 

Sempre aos domingos: E o Corinthians vai perder torcida...

Texto de Marcio R. Castro

Dando uma olhada na tabela da série C do Brasileirão, percebi que o J. Malucelli ainda é relacionado como J. Malucelli. Pois é, por questões burocráticas, o time ainda não ganhou seu novo nome, Corinthians Paranaense.

Anunciada há alguns meses com entusiasmo, a “filial” paranaense do Corinthians foi considerada uma grande jogada de Marketing. O diretor corintiano da área, Luis Paulo Rosemberg, chegou a classificar a iniciativa de “grande taça mercadológica”.

O presidente Andres Sanchez também se mostrou empolgado. O Corinthians “autêntico” comemora o acordo, que possibilitará participação na negociação de jogadores, formação e troca de atletas, ações promocionais conjuntas e outras medidas.

Porém, o que mais foi alardeado é o aspecto expansionista da iniciativa. Para os dirigentes corintianos, o acordo fará a torcida crescer ainda mais, se espalhar por novas fronteiras, conquistar novos territórios.

Pois vai acontecer exatamente o contrário. Isso mesmo, o Coringão, ao longo do tempo, vai ver a sua torcida paranaense diminuir.

Hoje, o Corinthians tem a maior torcida do Paraná, a frente de Coritiba e Atlético. Porém, a partir de agora, os corintianos de lá terão uma simpatia especial pelo Corinthians local, passarão a ser torcedores também dessa “nova” agremiação. Um segundo time. Com o passar dos anos, o clube criará raízes, ganhará personalidade, terá vida própria. E poderá ser, no futuro e aos poucos, o time de coração de muitos paranaenses que provavelmente seriam torcedores do clube paulista. A dinâmica se inverterá: o time de coração, Corinthians Paranaense; a simpatia, o segundo time, o Corinthians Paulista.

Parece absurdo? Com mesmo nome, escudo, cores e uniforme, o Botafogo da Paraíba foi fundado por óbvios admiradores do glorioso carioca. O tempo passou, o clube cresceu, as coisas mudaram. Hoje, para quem você acha que um torcedor do Botafogo da Paraíba torce em um jogo contra o Botafogo?

Ou os torcedores do Barcelona de Guayaquil, numa eventual disputa de título mundial com o Barcelona, torceriam por quem? O mecanismo é similar nos três exemplos, apesar de origens históricas diferentes e das particularidades de cada caso (sobretudo porque paraibanos e equatorianos foram espontâneos e apaixonados ao criarem seus times, enquanto que o clube paranaense tem pouco mais do que interesses comerciais em sua formação). Para vislumbrar melhor a tese, só é preciso imaginar algumas décadas se passando, e dar o devido peso a essa ampulheta.

Não sei, posso estar exagerando. Influenciado, talvez, pela rejeição que tenho da proposta, colonialista até ao ridículo de ostentar no escudo do Corinthians Paranaense a bandeira paulista. Mas me parece que, pelo menos quanto à “expansão imperialista” do Corinthians, a grande taça mercadológica pode ser é um grande tiro no pé.

 

*A seção "Sempre aos domingos" publica textos enviados pelos leitores.

Por Torero às 17h54

Sobre o autor

Formado em Letras e Jornalismo e quase formado em Cinema, é autor de treze livros (como "O Chalaça"), escreveu roteiros para cinema (como "Pequeno Dicionário Amoroso") e para tevê ("Retrato Falado").

© 1996-2009 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.