Blog do Torero

26/10/2008

Sempre aos domingos: A volta de Tim Timão

Sempre aos domingos: A volta de Tim Timão

Por Max Fischer


Série B Village sempre foi um vilarejo pacato, porém de uns tempos para cá muitos caubóis da elite haviam visitado suas pastagens. Louis Laranjeira, Big Green e mais recentemente Sancho Pampa, entre outros, haviam duelado contra os caubóis locais, mas nenhum deles teve uma passagem tão histórica como Tim Timão pela cidade do purgatório futebolístico. O apelido se deve ao fato que seus moradores estão sempre a um passo de entrar na disputa pela estrela de ouro de Brasileirão City, mas também estão por um passo de ser mandado as profundezas do inferno de Série C Hill.

Logo no dia seguinte que o destino de Tim havia sido selado, o vilarejo foi tomado de assalto pelas centenas de torcedores de Tim. Alguns ainda não haviam conseguido acreditar no que havia acontecido com seu caubói e molhavam as ruas da cidade com suas lágrimas.

Antes de começar a pensar em seu retorno para Brasileirão City, Tim teve que procurar um novo fornecedor de armas, já que o árabe Dudu A. Lib havia sido expulso das cercanias do rancho de Tim. O novo fornecedor de Tim se tornou Andy Sánchez, um espanhol que prometia transparência e renovação para Tim. Esqueceu da primeira, mas cumpriu a segunda parte do acordo, ao trocar as velhas armas de Tim por novas armas como o rifle argentino Herrera e as pistolas Douglas e André Santos. Outra troca de Tim foi à saída de seu preparador Nelsinho “Sete-a-um” Batista por Brother Menezes, o preparador que havia levado Sancho Pampa de volta a Brasileirão City alguns anos atrás.

Tim precisou de 32 duelos para garantir passagem em umas das carruagens que irão retornar ao Brasileirão City no final do ano. Perdeu apenas dois duelos: para Buck Bahia em seu Pacaembu Saloon e para New Village, que contém a melhor arma mais mortal do campeonato, a velha e temida garrucha T.Maravilha, nas planícies de Gold Mountain. Deu 67 tiros em seus adversários e levou apenas 22 tiros.

Seu último duelo foi com o caubói nordestino com sotaque inglês, Sir Hara. O Pacaembu Saloon estava lotado pelos fanáticos por Tim, que não o abandonaram em nenhum momento. Nas arquibancadas, 32 mil pessoas e a velha pistola Saint Basílio, que é até hoje reverenciada por Tim, pois foi graças a ela que Tim voltou a levar uma estrela de xerife para casa depois mais de duas décadas.

Tim logo saiu da frente após Douglas, sua arma inteligente, furar a armadura de Sir Hara após o tiro de Herrera quase ter acertado o alvo. Pombos-correio corriam rapidamente a distância entre Pacaembu Saloon e Barueri Arena’s, onde Blue Reed lutava contra os donos da casa. Porém o tiro de Douglas não garantia ainda uma passagem a Tim. O “bando de loucos” como ficou conhecido os fanáticos por Tim olhavam para o céu a cada instante a espera de novidades de Barueri Arena’s e quando um dos pombos anunciou que Blue Reed havia conseguido dar um tiro no caubói dos empresários, a festa começou nas arquibancadas do Saloon. A festa, porém pouco durou, pois outro pombo jogou uma panela de água fria na torcida ao anunciar o empate em Barueri Arena’s.

O relógio da praça central de Série B Village marcava pouco depois 5 e meia da tarde quando um dos pombos, já exausto de tanto voar, declarou que Blue Reed havia dado mais um tiro certeiro dando números finais ao seu duelo. E exatamente às 17h58min36s, Tim garantiu sua passagem de volta a Brasileirão City O caubói ainda teve forças de se jogar em sua torcida e dar uma volta olímpica nos braços de sua torcida e ser levado para fora do Saloon onde acontecia um carnaval fora de época que duraria noite adentro.

O crepúsculo se aproxima cada vez mais e muitos tiros ainda serão trocados nas vielas de Série B Village, já que ainda existem 3 carruagens com destino a Brasileirão City e 4 para Série C Hill. Para Tim e sua torcida cada duelo agora será uma festa, já que a estrela de xerife da cidade, feita com prata de segunda categoria, se torna cada momento mais real, embora Tim já afirme que irá guardá-la muito bem escondida em uma gaveta de seu rancho, pois em seu uniforme alvinegrovioláceo só há espaço para suas maiores conquistas.

Por Torero às 20h02

05/10/2008

Poesias visuais de Al-Chaer

Poesias visuais de Al-Chaer

O "Sempre aos domingos" de hoje é um tanto diferente. São poesias visuais feita por Al-Chaer, que está sempre presente nos comentários e brincadeiras deste blog (e esta semana errou os seis palpites da Toreroteca). Os textos explicativos também são seus.

Em tempo: minha poesia preferida é a sobre Pelé. Maradona ficou em segundo. Como sempre.

 

- A RIVALIDADE: MARADONA

No Futebol, rivalidade é tudo. A desconstrução do número 10 da camisa da Seleção da Argentina. Uma "homenagem" ao Craque Portenho, sem perder a oportunidade da provocação. Lo siento, mis hermanos, pero Maradona es el segundo. El primero es sólo uno. Y El Rey es nuestro.

 

- O DRIBLE: GARRINCHA

A magia do drible. O drible atingindo o limite impossível das pernas tortas. 

As curvaturas em paradoxo com o equilíbrio. O improviso. A surpresa. Queremos ver o gol, mas com o drible é muito mais gostoso. Com preliminares é sempre mais gostoso...

 

- A TORCIDA E O ÍDOLO: ZICO

O ídolo da maior torcida do Mundo. O grito da torcida movimentando-se para dentro do Número 10 de sua camisa. O orgulho tremulando em forma de bandeira.

 

- A TÁTICA: FUTEBOL

A escalação, o esquema tático, a estratégia. A preleção em 2D que busca extrair dos jogadores a motivação para que realizem o movimento em 3D. As letras sob a forma de funções que descrevem o dinamismo dentro de um campo de futebol. Assim como no futebol, as táticas fazem parte de nossa vida, nas expectativas e preparações para realizarmos os nossos sonhos. 

 

- O REI: PELÉ  

A disposição das chuteiras, além de escrever a palavra PELÉ, tem nas cores o REI com o uniforme da Seleção.

E a inclinação sugere a maneira com que o PELÉ partia para a área, com a cabeça e o peito à frente, as pernas e os pés mais atrás, com a bola sendo conduzida e protegida dos zagueiros.

A cabeça e o pescoço é a letra P (chuteiras pretas).

A camisa é a letra E (chuteiras amarelas).

O calção é parte das demais letras L e E. Infelizmente não consegui pintar as chuteiras de azul celeste, que era a cor do calção da Seleção de 70. Ficou azul escuro, muito próximo da cor preta, mas conseguiu-se o efeito esperado.

E o restante das letras da sílaba LÉ volta a ter as chuteiras na cor preta, que são as pernas e os pés do Rei.

Não esqueci do acento!!! A bola é o acento agudo no "É" !!!

 

Por Torero às 08h27

Sobre o autor

Formado em Letras e Jornalismo e quase formado em Cinema, é autor de treze livros (como "O Chalaça"), escreveu roteiros para cinema (como "Pequeno Dicionário Amoroso") e para tevê ("Retrato Falado").

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