Blog do Torero

22/11/2009

Sempre aos domingos

 
 

A “verdadeira” história das Copas do Mundo (do ponto de vista dos defensores de teorias conspiratórias) – Parte II (1978 – 2014)

Por Cláudio e Lino Porto

1978 – Argentina (Argentina). Única copa ganha somente nos gramados. Cansada de ser roubada ao longo da história, a Argentina enfim vence a sua, e com tamanha categoria que seu treinador chegou a dispensar o jovem Maradona, indiscutível maior jogador de todos os tempos, conforme eleição transparente, realizada sob os mais rígidos critérios pela FIFA através da Internet. Contaminados por teorias conspiratórias, alguns ingênuos defendem a tese de que o holandês Cruijff abdicou (covardemente) de jogar a copa por desconfiar que o democrático governo militar do país vizinho teria comprado a taça em acordo com seu co-irmão brasileiro, sob aval do bravo selecionado peruano.

 


1982 – Espanha (Itália tri). O juiz da decisão foi Arnaldo César Coelho, para quem a regra era clara: a Alemanha não poderia vencer de modo algum, pois a máfia italiana havia prometido denunciar que o esquema das loterias (motivo de injusta punição ao excepcional Paolo Rossi) ia muito além das fronteiras da Bota. A FIFA acertou o tri italiano com a Cosa Nostra em troca de silêncio. Lamenta-se apenas o bom time brasileiro ter ficado pelo caminho, deixando gênios como Valdir Peres, Paulo Isidoro e Serginho Chulapa sem terem erguido uma taça do mundo. Às vezes o futebol é injusto.

1986 – México (Argentina bi). Apesar de Maradona ter feito uma copa razoável, a conquista fora previamente acertada com a Inglaterra e a ONU, como compensação ao pacífico governo portenho por ter concedido aos britânicos o direito de usarem as Ilhas Malvinas, após empate no referido conflito bélico entre as duas poderosas nações. Outra versão, baseada em farta documentação secreta, garante que o título seria francês, em combinação com os brasileiros (daí o pênalti bisonhamente perdido por Zico), como forma de humilhar ainda mais a Grã-Bretanha. Na verdade, outro acordo de bastidores é que prevaleceria nesta e na próxima copa... Afinal, por que a imbatível Alemanha entregaria tão fácil duas finais seguidas?

1990 – Itália (Alemanha tri). A bela seleção de Lazzaroni surpreendentemente fora; repetição da decisão entre Argentina e Alemanha, derrotada facilmente nas duas edições anteriores; pênalti inexistente na final... Meras coincidências? Óbvio que o objetivo era acelerar a unificação alemã após a queda do Muro de Berlim, conquista do valoroso povo ocidental que pôs fim a sua tirania. Bom lembrar que Joseph Blatter é germânico. Segunda copa seguida que o esquema funcionou com precisão. E a terceira final entre os dois países estava armada para ser na Colômbia em 94...

1994 – EUA (Brasil tetra). O imperialismo ianque, em franca decadência, roubou a sede do país sul-americano, alegando insegurança gerada pelo tráfico de drogas (?), fato que causou imensa revolta popular não divulgada pela grande imprensa, pois a Colômbia, além de pacífico exportador de café, era também uma das favoritas ao título. Posando de democratas, os estadunidenses exigiram que a copa fosse decidida nos pênaltis, de modo a agradar os imigrantes ítalo-americanos e hispânicos (para eles, o Brasil é hispânico), abafando a pressão popular que ameaçava irromper no seio de Tio Sam. Deu certo: o conservador Clinton foi reeleito. Chegaram ao cúmulo de excluir Maradona do certame, justo no auge de sua forma física, sob uma estapafúrdia alegação de doping.

1998 – França (França). A história só é conhecida entre nós graças à Internet, que nos permite divulgar as verdades que essa imprensa golpista tenta nos omitir, como o célebre dossiê das multinacionais do esporte com a CBF: França vence em 1998, Brasil em 2002, França em 2006 e Brasil em 2010. Tudo parecendo o mais natural possível. Ronaldo não concordou e inventaram aquela história enrolada da língua enrolada. Um dia Edmundo contará toda a verdade. Os traidores da pátria receberam polpudo prêmio pelo vice. Gonçalves e Júnior Baiano, entre outros, vivem hoje como milionários sem precisarem explicar a origem de tanto dinheiro. Tudo para que o silêncio se mantenha sobre o restrito grupo dos 44 jogadores envolvidos, seus familiares e amigos.

2002 – Coréia/Japão (Brasil penta). Esquema funcionando. Sabedor do acordo, Felipão dá-se ao luxo de deixar Romário de fora para convocar o cerebral Anderson Polga. Os países anfitriões, mesmo inimigos, aceitam fazer a copa juntos apenas para provar ao mundo que são mais poderosos que a China, o que corrobora a nova correlação de forças da geopolítica planetária globalizada... Por via das dúvidas, conforme todos já desconfiavam, Oliver Khan estava comprado na final.

2006 – Alemanha (Itália tetra). O acordo franco-tupiniquim quase funcionou de novo. Só muito dinheiro para explicar o medíocre Zidane passeando em campo sem marcação e aquele ridículo ato de arrumar a meia em pleno ataque francês. O problema para esses conspiradores é que há sempre alguém de reputação ilibada que não se vende: Materazzi, elegante zagueiro italiano, provou que honestidade não tem preço.

2010 – África do Sul (?). Com o acirramento da grave crise econômica nos EUA, comenta-se que a FIFA já teria um plano para tornar os ianques campeões mundiais, alterando o cenário futebolístico internacional e reduzindo, por tabela, o crescente poder da UEFA. Como o fim do império americano nunca esteve tão próximo, e eles quase venceram a última Copa das Confederações, é bom ficarmos alertas.

2014 – Brasil (?). Será a copa mais bem organizada da história deste país, sem nenhum desvio de verba, superfaturamento, caos aéreo ou qualquer outro fato que macule a imagem de nação ordeira e organizada que o Brasil possui. A final será no Maracanã e o Brasil jogará por um empate...

 

Por Torero às 12h11

21/11/2009

Sempre aos domingos (de sábado)

 
 

A “verdadeira” história das Copas do Mundo (do ponto de vista dos defensores de teorias conspiratórias) – Parte I (1930-1974)


Texto de Cláudio e Lino Porto

 
1930 – Uruguai (campeão: Uruguai). Tudo combinado. Uruguai faria e venceria a de 30. Argentina faria e venceria a de 34. Em 38 o tira-teima entre eles, no Paraguai.

1934 – Itália (campeã: Itália). Título merecido. Benito Mussolini mostrou ao mundo o que um governo moderno, ético e bem administrado pode fazer dentro e fora de campo.

1938 – França (Itália bi). A FIFA temia que um líder democrático como Adolf Hitler triunfasse. Mesmo com a forte Áustria anexando-se à Alemanha, a Itália de Mussolini novamente nos ensinou como a firme condução de um país reflete-se diretamente no bom futebol jogado por sua seleção. Sem falar que Meazza foi melhor que Pelé...

1942 / 1946 – Era para ser na moderna Alemanha nacional-socialista, mas a FIFA recusou-se a promover a Copa sob a frouxa alegação de que não havia condições devido à guerra do resto do mundo contra o eixo democrático. Mera desculpa para impedir o triunfo da então poderosa nação alemã. A imprensa internacional, sempre dominada pelos semitas, chegou ao absurdo de inventar essa história de campos de concentração, em que até hoje muitos tolos crêem.

1950 – Brasil (Uruguai bi). Fontes secretas afirmam que o presidente Dutra, a mando de Vargas, teria enviado caças da FAB para abater o avião do Torino em 1949, o que facilitaria o triunfo da seleção do popular governo trabalhista brasileiro no ano seguinte. Mas a tese mais coerente é que Barbosa, infalível goleiro brasileiro, teria se vendido por rios de dinheiro e levado uma vida nababesca após abandonar o futebol, a ponto de bancar alguns jornalistas para tentarem nos convencer do contrário.

1954 – Suíça (Alemanha campeã). Auge da Guerra Fria. Era imprescindível ao capitalismo internacional que a invencível e socialista Hungria fosse derrotada. Sem falar que a Alemanha precisava a todo custo conter o crescente desejo interno pela volta do fascismo democrático em sua pátria. ...E ainda dizem que a Suíça é neutra!

1958 – Suécia (Brasil). O jovem Havelange fez um acordo com os franceses para tentar impedir que os ingleses chegassem ao poder máximo na FIFA. A França, disparado melhor time daquela Copa, venceria em 58. Depois o Brasil venceria em 62. Em 66, França. E assim, sucessivamente... O plano só não deu certo porque a comissão técnica brasileira falhou ao explicá-lo para aquele ponta-direita escalado à última hora.

1962 – Chile (Brasil bi). Simples: copa comprada pela CBD... Que Garrincha, que nada! Jogador mediano. Driblava sempre para o mesmo lado. Não era tudo isso que diziam. O tal Mané foi apenas uma invenção da imprensa carioca, notadamente a botafoguense, reduto de intelectuais boêmios com mania de poesia.

1966 – Inglaterra (Inglaterra). O decadente capitalismo anglo-saxão estava cansado das conquistas latinas. Britânicos e germânicos se unem para impedir o tri canarinho, que foi ao Reino Unido com uma seleção super organizada. O conluio: Inglaterra em 66, Alemanha em 70 e Bélgica em 74, para não dar na vista. E o juiz da final era um suíço...

1970 – México (Brasil tri). Pelé? Sem dúvida um bom jogador, mas aquelas “famosas” jogadas que não terminaram em gols foram combinadas com os goleiros adversários, inclusive com truques de câmera para endeusá-lo posteriormente. Pelé foi uma invenção da imprensa neoliberal paulista, através de jornalistas como Juca Kfouri e José Torero, saudosistas corno-mansos, que ainda acreditam que futebol se decide dentro de campo. Essa “conquista” brasileira só foi possível graças à destacada atuação do ultra popular presidente Médici, que além de escalar o ousado Zagallo como treinador, no lugar do retranqueiro comunista Saldanha, mandou convocar o genial atacante Dario Beija-Flor, demonstrando que seus conhecimentos iam muito além do mero terreno da democracia.

1974 – Alemanha (Alemanha bi). Milhares de alemães ocidentais arriscando suas vidas para cruzar o Muro de Berlim em busca de uma vida melhor no lado oriental, socialista. Óbvio que a imprensa burguesa mundial tentava noticiar o contrário. Neste contexto de Guerra Fria, era natural que o timaço da Alemanha Oriental fosse garfado, restando apenas a boa, mas conservadora, equipe holandesa, apelidada de “laranja mecânica” em alusão a um obscuro filme dos anos 70 em que seus personagens primam pela violência. Tudo para facilitar a vitória da fraca equipe alemã capitalista, na qual se destacava o mediano Beckenbauer.

(continua amanhã)

Por Torero às 09h43

A seleção fora da Copa

 
 
Texto de Rafael Calixto Tauil
 
A Fifa temia que as duas maiores estrelas do futebol atual, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, não participassem da Copa do Mundo de 2012, na África do Sul, já que suas respectivas seleções passavam por dificuldades nas eliminatórias. A Argentina, coroada com gritos de “chupem” proferidos por Maradona, conseguiu sua suada classificação. Nesta última quarta-feira, sem o “gajo” -que enfrenta uma contusão e as mandingas de um bruxo chamado Pepe-, Portugal também conquistou sua vaga, no dia em que as 32 seleções do torneio foram, enfim, definidas.

Outros jogadores renomados, assim como suas respectivas seleções, no entanto, não vão participar da Copa. Como seria então uma seleção, de 23 atletas, formada apenas pelos que não podem jogar o torneio? Confira a lista dos que você poderia (mas não vai) ver em campo na África do Sul.

 

GOLEIROS

Petr Cech (República Tcheca/Chelsea): Considerado um dos melhores do mundo, joga com proteção desde 2007, depois de ter literalmente "quebrado a cabeça". Os tchecos foram superados por eslovacos e eslovenos em seu grupo na Europa.

Reserva: Shay Given (Irlanda/Manchester City): Arqueiro do hoje milionário City, destacou-se anteriormente no também inglês Newcastle. Fora graças à “mão grande” de Thierry Henry.

 

DEFENSORES

John O’Shea (Irlanda/Manchester United): Curinga de Alex Ferguson no time dos Red Devils, pode atuar em qualquer posição da zaga e até como volante. No clube, costuma aparecer mais como lateral direito.

Dmytro Chygrynskiy (Ucrânia/Barcelona): Custou nada menos que 25 milhões de euros aos cofres do Barça, com recisão de mais 100 milhões. É bom? Não vai ser na Copa que vamos saber.

Cristian Chivu (Romênia/Internazionale de Milão): Canhoto, joga na zaga, mas também faz a lateral esquerda quando necessário. Sua seleção passou longe de uma vaga –ficou atrás até da Lituânia nas eliminatórias.

Yuri Zhirkov (Rússia/Chelsea): Foi contratado pelo time inglês pela bagatela de 21 milhões de euros, vindo do CSKA de Moscou. É lateral esquerdo de origem, apóia bem o ataque e pode jogar de meia.
Reservas: Ivan Córdoba (Colômbia/ Internazionale de Milão); Olof Mellberg (Suécia/Olympiacos);  John Arne Riise (Noruega/Roma); Marek Jankulovski (República Tcheca/Milan).

 

MEIO-CAMPISTAS

Seydou Keitá (Mali/Barcelona): Sua seleção, que ainda conta com jogadores como Sissoko, Kanouté e M.Diarra, conseguiu ficar atrás do Benin em nas eliminatórias africanas –Gana ficou com a vaga do grupo. Volante de contenção, leva vantagem com suas passadas largas.

Ryan Giggs (País de Gales/Manchester United): A uma semana de completar 37 anos, o craque, extremamente técnico, conduz com maestria o meio-campo e tem feito a diferença no clube inglês. Ganhou, na votação dos jogadores, a Professional Footballers Association, o prêmio de melhor de 2009. Seria o capitão do time.

Andrei Arshavin (Rússia/Arsenal): Rápido e criativo, o meia-ofensivo levou o Zenit São Petersburgo à conquista da Copa da Uefa e, posteriormente, da Supercopa na decisão contra o Manchester United, em 2008. O Arsenal despendeu cerca de 15 milhões de libras.

Reservas: Darren Fletcher (Escócia/Manchester United); Mahamadou Diarra (Mali/Real Madrid); Martin Petrov (Bulgária/Manchester City); Antonio Valencia (Equador/Manchester United).

 

ATACANTES

Andriy Shevchenko (Ucrânia/Dinamo de Kiev): Já com 33 anos, o centroavante tornou-se um jogador mais cerebral. Armaria o ataque. Teve seu auge no Milan, mudou-se para Stamford Bridge e agora voltou para o clube que o revelou.

Zlatan Ibrahimovic (Suécia/Barcelona): Indiscutivelmente fator decisivo dos últimos três títulos nacionais da Inter de Milão, mudou-se para a Catalunha como contratação mais cara da história do time azul-grená –66 milhões de euros. Provavelmente o craque do time.

Emmanuel Adebayor (Togo/Manchester City): Fez fama ao substituir Thierry Henry, depois que o francês deixou o Arsenal. Foi levado para Manchester com a onda de contratações resultante da injeção de dinheiro de Abu Dhabi no clube.

Reservas: Roman Pavlyuchenko (Rússia/Tottenham); Edin Dzeko (Bósnia/Wolfsburg); Milan Baros (República Tcheca/Galatasaray).

São muitas opções consideráveis para o ataque. Entre elas, Craig Bellamy, Adrian Mutu, Robbie Keane, Dimitar Berbatov, Claudio Pizarro, Vedad Ibisevic, Henrik Larsson (sim, jogou as eliminatórias), Mohamed Zidan, Amr Zaki, John Carew e até o brasileiro-croata Eduardo da Silva.

Faltou alguém? Quem você levaria? Quem mais merece o troféu “George Weah” de arquibancada VIP na África do Sul –lembrando, jogadores que não costumam ser convocados, mas de seleções que vão à Copa, não contam.

Por Torero às 09h32

19/11/2009

Mil outra vez

 
 

Texto de Carlos Eduardo Sisso


19 de novembro de 2009.

O dia em que a Terra parou.

Os olhos do mundo se voltam, ansiosos, para o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Todas as emissoras de rádio e TV se acotovelam por um mínimo espaço que pudessem encontrar à beira do gramado.

Vasco e Santos empatam por 1 a 1.

E, de repente, silêncio.

32 minutos do segundo tempo.

Lançamento para Pelé.

“É agora!”, diz um torcedor ao meu lado.

Trila o apito.

Pênalti!

O Maracanã explode.

Torcedores do Santos se abraçam nas arquibancadas.

Torcedores do Vasco se abraçam nas arquibancadas.

Torcedores de todos os times se abraçam por todo lugar.

“É agora!”, repete o torcedor, e me abraça também.

Pelé pega a bola e a beija.

Tensão.

Bola na marca da cal.

De um lado, Pelé.

Do outro, Andrada.

Pelé.

Andrada.

Andrada.

Pelé.

Ninguém respira.

Trila o apito.

 

 


O Maracanã explode.

O mundo explode.

E Andrada soca o chão.

Pelé pega a bola e a beija.

Todas as emissoras de rádio e TV se acotovelam por um mínimo espaço que pudessem encontrar dentro do gramado.

Era o gol 3000.

Ovacionado, mais uma vez, e diante de centenas de microfones e lentes de televisão, Pelé diz:

“Pô, galera, de novo?

Já se passaram 40 anos!

Quantas vezes eu vou ter de repetir?

‘Tem que cuidar das criancinhas! Tem que cuidar das criancinhas! Tem que cuidar das criancinhas!’

Tem dó, né?!”

E, de repente, silêncio.

 

Por Torero às 16h11

15/11/2009

Critérios de desempate, o que é mais pertinente?

 
 

 

Por Marcelo Ferioli

 

Ao observar os dados abaixo referentes ao desempenho de Juventos e Milan no campeonato italiano da última temporada, você seria capaz de dizer qual das duas equipes terminou na frente (no caso, qual foi a vice-campeã, pois a Internazionale foi campeã com 84 pontos)?

Não, você não poderia saber quem terminou na frente sem conhecer os resultados do confronto direto. Embora o Milan tenha vantagem no número de vitórias e maior saldo de gols, quem teve melhor performance no confronto direto foi a Juve que bateu a equipe milanesa em Turim (4x2) e empatou em Milão (1x1), e assim assegurou o vice-campeonato. No “Calcio”, em caso de igualdade em pontos a regra privilegia quem se deu melhor no confronto direto.

Se considerarmos um apanhado dos países de maior evidência no cenário do futebol (Alemanha, Argentina, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Portugal e Brasil), todos os campeonatos nacionais são disputados por pontos corridos (o campeonato brasileiro tardou mas se juntou aos outros). Nestes campeonatos a primeira regra para classificação dos clubes é obviamente o total de pontos ganhos (vitórias valem 3 pontos, empates 1 e derrotas 0). No entanto as semelhanças param por ai, os critérios seguintes variam de acordo com o campeonato. As regras NÃO são as mesmas no arredor do mundo.

Muitíssimo disputado, o campeonato brasileiro deste ano pode ser decidido nos critérios de desempate caso algumas equipes terminem com o mesmo número de pontos, assim sendo, o número de vitórias será priorizado. Seria este o critério mais justo? Acredito que discutir tal assunto seja pertinente antes que algum clube se sinta prejudicado ao perder um título, uma vaga na libertadores ou seja rebaixado “graças” ao critério que privilegia o número de vitórias. Seria esse o melhor critério para desempatar? Porque ele é preconizado?

É curioso observar que os critérios de desempate variam de um campeonato a outro, pois isso pode ser determinante!

Na Inglaterra, França e Alemanha o primeiro critério de desempate é o saldo de gols. Na Espanha, Itália e Portugal o confronto direto desempata em caso de igualdade em pontos, antecedendo o critério de saldo. Na Argentina, em caso de igualdade, o campeão é decidido em um jogo extra. E o Brasil é o único deste apanhado a privilegiar o número de vitórias no caso de empate.

Vejamos alguns exemplos recentes:

No campeonato francês do ano passado três equipes (PSG, Toulouse e Lille) terminaram empatados em número de pontos ganhos (64). Durante o campeonato o PSG venceu 19 partidas, o Lille conquistou 17 vitórias e Toulouse obteve 16. No entanto foi o Toulouse que se garantiu na fase de grupos da liga Europa (a nova Copa da UEFA) por ter um melhor saldo de gols, garantindo a quarta colocação. O Lille disputou a qualificação desta copa. O PSG, que nos moldes brasileiros levaria vantagem, nem sequer disputou a Liga da Europa e amargou a sexta colocação do francês, pois o seu saldo foi inferior.

Também no ano passado no campeonato espanhol, Betis e Getafe terminaram com o mesmo número de pontos e também de vitórias. O Getafe se safou do rebaixamento graças a um golzinho a mais de saldo, já que houve igualdade também no confronto direto.

Em 2008 na liga inglesa Reading (10 vitórias) e Fulham (8 vitórias) empataram em número de pontos. Porém o Reading tinha saldo inferior, e foi o Fulham que se manteve na primeira divisão.

Objetivo na competição:

De acordo com a regra, o “desafio” ou as ambições de uma partida podem mudar. Numa partida em que uma equipe está perdendo por 5x0 o impacto do resultado poderia variar dependendo do regulamento do campeonato. Um simples golzinho, feito ou tomado, pode valer muito lá no final se o primeiro critério for o saldo, por exemplo.

Pergunta:

Porque o Brasil adota o número de vitórias como primeiro critério de desempate? No caso de igualdade de pontos este critério privilegia a equipe que ganha mais, mas que consequentemente, tem mais derrotas que uma outra com o mesmo número de pontos e número inferior de vitórias. Assim sendo,  uma vitória e duas derrotas valem mais do que três empates. Exemplificando, o “time 1”  empata três jogos em 1x1, o “time 2” perde dois jogos de 10x0 e ganha um de 1x0. Na regra brasileira o time 2 leva vantagem. O time 1, apesar da sua campanha regular é penalizado levando apenas um ponto por cada empate, penaliza-lo novamente no critério de vitórias é redundante.

Se há muito tempo a vitória passou a valer três pontos no lugar de dois, porque ela ainda segue como critério de desempate? Essa regra pode decidir um campeonato!

Recapitulando:

Critérios de desempate em caso de igualdade por pontos em campeonatos nacionais por pontos corridos

Pois é, o critério de desempate fora do nosso país não segue o modelo do Brasileirão. O item confronto direto que aparece como principal critério em Portugal, Itália e Espanha, e terceiro fator de desempate na França e Alemanha é preterido na lista de critérios do Brasileirão pelo número de vitórias. Embora o Brasil seja o maior detentor de copas do mundo e grande exportador de craques pelo mundo afora não é um exemplo de regulamento de campeonato nacional. Pelo menos no que diz respeito à elite do futebol mundial.

Saldo de gols, confronto direto ou porque não jogo extra, não sei qual desses poderia ser o mais justo, mas priorizar o número de vitórias é no mínimo estranho, diferente e singular.

Este ano não adianta chorar, pois todos os clubes concordaram com o regulamento no início do campeonato, mas porque não discuti-lo para os anos seguintes?

 



[1] A regra diz que se igualdade persistir nesses quesitos as equipes dividem a mesma colocação.

[2] Desempata o melhor comportamento: cartões amarelos contam 1 ponto e vermelhos 3.

[3] Partida única em campo neutro.

Por Torero às 07h22

14/11/2009

Agora é que são elas, Flu!

 
 

Por JAIME BELMIRO

Quem matou Odete Roitman, em Vale Tudo? Roque Santeiro está vivo? Como desmascarar Flora, de A Favorita?

Como nas grandes novelas, o destino do Fluminense é, hoje, algo absolutamente misterioso. A história do Tricolor neste fim de 2009 tem contornos de drama, emoção, comédia e, principalmente, suspense.

Prestes a ser rebaixado no Campeonato Brasileiro e a ser campeão da Copa Sul-americana, o Fluminense tem um leque vasto de possíveis finais de fazer até Walcyr Carrasco se coçar de dúvidas. Por isso mesmo, recorro a grandes novelas campeãs de audiência para visualizar alguns The Ends para o "clube das três cores que traduzem tradição".

PÉ NA JACA - COBRAS & LAGARTOS - DEUS NOS ACUDA: O Fluminense toma um gol aos 10 segundos, no Maracanã contra o Atlético-PR. Não se acerta mais no jogo e é goleado. Perde os demais jogos. É rebaixado. Perde em casa de 6x0 para o Cerro e dá adeus à Sul-americana. Cuca vai para o Flamengo. O Flamengo ganha a Libertadores e o Mundial em 2010 com Thiago Neves. Adriano Imperador vai para a Copa da África no lugar de Fred e o Brasil é hexa com gol do flamenguista na final contra a Argentina de Conca. O Flu cai para a Série C no fim de 2010. Tenta uma virada-de-mesa e não consegue. Estuda fechar as portas.

UM SONHO A MAIS - CHEGA MAIS - ELAS POR ELAS: O Flu escapa do rebaixamento jogando o fino e ainda vê o Botafogo na Segundona. Vai para a final da Sul-americana. Vence em casa o jogo de ida por 3x1, mas perde o jogo de volta por 3x0 e é vice-campeão. Um alívio e uma frustração...

IRMÃOS CORAGEM - LIVRE PARA VOAR - CELEBRIDADE: O Flu é rebaixado para a Segundona, mas jogou muito no fim do ano e quase escapou, com garra e coragem. Mostrou-se um time forte. Prevê um ano de passeio na Série B em 2010, como o Vasco em 2009. É festa sobre festa. Ainda ganha a Copa Sul-americana e disputará a Recopa Sul-americana.

BRILHANTE - FINAL FELIZ - BELEZA PURA - CHAMPAGNE - OS GIGANTES - A INDOMADA: O Tricolor mostra porque é o clube tantas vezes campeão! Vence os jogos restantes do Brasileirão. Termina em 15º, mas tem 7 jogadores na seleção do Brasileirão 2009, além do técnico Cuca. Vence a Sul-americana com goleadas nos jogos de ida e volta das finais. O Flu vence a Taça São Paulo de Juniores 2010. Vence o carioca contra o Mengo na final. Vence a Copa do Brasil contra o Paulista de Jundiaí e vinga a derrota de 2005. Vence a Recopa Sul-americana. Vence a Copa Suruga. Vence aquele campeonato de Fórmula 1 de times de futebol com o Nelsinho Piquet pilotando pelo Flu. O Flamengo perde a final da Libertadores para a LDU no Maracanã por 3x2 após estar vencendo por 2x0. Alan é convocado por Dunga para a Copa na África, mas rejeita. "Prefiro jogar pelo Fluzão". Vence o Brasileirão 2010 de ponta a ponta, com 8 rodadas de antecedência. Ronaldo que jogar no Flu. Kaká quer jogar no Flu. Cristiano Ronaldo sempre quis jogar no Flu. Romerito quer voltar ao Flu. O Flu rejeita todos, menos Romerito, que joga os últimos 15 minutos como capitão na derradeira partida do Brasileirão 2010 e ergue a taça na festa tricolor.

*Jaime Belmiro é analista de sistemas e torcedor do Guarani de Campinas.

Por Torero às 07h46

08/11/2009

Fica, Marcelo

 
 

Fica, Marcelo

Para o Sempre aos domingos de hoje recebi esta provocativa carta, já com esta ilustração, de Victor Farinelli)

Caro José Roberto Torero,
 
Meu nome é Victor Farinelli, nasci em Santos e sou corinthiano. Estava conversando outro dia com meu conterrâneo Diogo Sales, são-paulino, como a Baixada em sido um local tranquilo ultimamente pros santistas que não torcem pro Santos, como nós.
 
Graças ao excelente trabalho de Marcelo Teixeira, que reduziu as ambições santistas à briga (nem sempre exitosa) pelo título paulista, e a "ver o que dá pra fazer" no Brasileirão, ser rival do Peixe em Santos é menos prejudicial pra auto-estima dos rivais do que se poderia supor - até mesmo com o Corinthians na Segundona, só foi complicado nos primeiros meses, porque depois o time do Marcelo passou todo o campeonato de 2008 lutando prá não cair, e os santistas ficaram pianinhos com medo de conhecer a mesma tragédia que o meu time sofreu.
 
Por isso vemos com muito preocupação o surgimento de uma chapa de oposição séria na Vila. Depois do Belluzzo no Palmeiras, agora isso. Por que temos que suportar calados essa onda de austeridade proveniente dos novos dirigentes do futebol brasileiro? Sobretudo quando surge num clube que não é o que a gente torce.
 
O que esses caras querem? Tornar o Santos um clube responsável? Fazer o clube começar a brigar por títulos fora da esfera estadual? Espero que não. E também seria temerário ter um intermediário, porque outra pessoa, mesmo sendo do grupo da situação pode acabar sendo um bom presidente. Melhor que seja o próprio Marcelo, que ademais sabe como tratar a oposição, com manobras de mudança de data da eleição e promessas vazias de pré-contratos com reforços, um jogo de cintura que quiçás o seu herdeiro não tenha.
 
Por isso, junto com meu amigo Diogo, queremos agregar uma nova campanha à já conhecida MARCELO ETERNO, e essa nova se chama:
 
FICA MARCELO!

Por um Santos no lugar onde os seus rivais querem... LÁ ATRÁS!!!
 
FICA MARCELO garante um clube que lutará pelo título de campeão paulista todos os anos (e pra que mais?), e se dá a sorte de cair uma molecada boa como em 2002, poderá até aspirar a outros títulos melhores, vender todo mundo em menos de dois anos e aspirar o dinheiro em menos de dois meses.
 
FICA MARCELO assegura a permanência de Luxemburgo na Vila! (o que também faz feliz os demais torcedores; já pensou se o Andrés, que é amigo do Vanderlei, resolve mandar o Mano embora e trazer de volta o Luxa? Melhor deixar ele na Baixada quietinho).
 
FICA MARCELO não evitará que o Santos continue abaixo do décimo lugar nos próximos Campeonatos Brasileiros, nem que poderá evitar o rebaixamento, mas quem quer destaque nacional no futebol masculino se o clube é soberano continental no fuebol feminino!!!
 
Enfim, FICA MARCELO é a certeza de que o caudilho da Vila manterá essa coroa na cabeça antes que algum aventureiro a roube, com intenções de revolucionar o clube. Assim, se manterá o atual cenário que permite a nós, corinthianos, sãopaulinos e palmeirenses que vivemos na Baixada Santista, uma harmônica interação com a maioria absoluta que espera ansiosa por voltar a impor o branco em toda a orla da praia prá comemorar os títulos como antigamente.
 
Torero, como você é o único que deu espaço na grande mídia à felizmente mal sucedida campanha FICA DUALIB (criticada por mim mas defendida fervorosamente pelo meu amigo Diogo), contamos com você prá que nos ajude também com essa nossa empreitada.
 
Aquele abraço!
Victor Farinelli

Por Torero às 09h38

07/11/2009

Seleção feminina

 
 

 

(No Sempre aos Domingos deste sábado (amanhã teremos outro) publico uma bela seleção feminina, formada por grandes personagens da literatura)

Texto de Cláudio e Lino Porto

1. Julie – Goleira francesa, descoberta pelo técnico Balzac. Passa tranqüilidade à seleção graças à experiência de seus 30 anos, mesclada ao ainda ótimo vigor físico, suficientes para fechar o gol lá trás, sem trocadilhos.

2. Lolita – Na ala direita, a infanto-juvenil americana saltita lépida e faceira pela lateral do campo atrás de qualquer bola, sem trocadilhos e sem jamais perder o fôlego. Aliás, quem fica sem fôlego mesmo são os torcedores mais maduros, suspirando nos alambrados da vida enquanto a olham de soslaio...

3. Bovary – Apesar de esta zagueira ser considerada uma “madame”, há quem não confie nela, tachando-a de traiçoeira e vulgar.

4. Karenina – Para fechar uma dupla de zaga impenetrável, sem trocadilhos, é só escalar essa aristocrata russa, capaz até de se matar para não perder uma dividida.

6. Luísa – Prima do Basílio, não esse que jogou no Santos, mas o filho do Eça. Atua com discrição, mas sempre vai até o fundo, sem trocadilhos. No final do jogo acaba se arrependendo de suas jogadas mais ousadas.

5. Jocasta – Cabeça-de-área grega, não hesita em jogadas truculentas. Se bobear, se enforca pelo time. Se jogasse basquete, encestaria todas.

8. Alice – A talentosa menina provém das categorias de base da Inglaterra. Sua inventividade no meio do campo é uma maravilha. Uma, não, um país inteiro.

10. Julieta – Descoberta pelo técnico britânico William num campinho de Verona, é uma jogadora à moda antiga, que só atua por paixão. Suas jogadas pecam pela pieguice, mas todos os adversários acabam se rendendo à sua graça. A FIFA quer proibir sua jogada mais mortal, que é fingir-se de morta, pois pode acabar em tragédia.

7. Capitu – Joga na diagonal, entrando oblíqua e dissimulada na área, cortante como um machado. Os adversários mal percebem que sofreram gols.

9. Iracema – Centroavante guerreira. Há quem duvide de sua virgindade, mas não de sua capacidade de fazer gols, especialmente quando se lança em velocidade, uma flecha, seus cabelos negros como as asas de uma graúna, em direção à tribo adversária...

11. Beatriz – Depois de atravessar o inferno, seu descobridor, o italiano Dante, garante que suas jogadas celestiais levarão a torcida ao paraíso, com trocadilhos...

 

Por Torero às 07h14

01/11/2009

Seleção dos Simpsons

 
 Enviada por Denilson de Oliveira Biffi

 

Goleiro: Smithers. Do jeito que defende seu chefe, o Sr. Burns, seria um goleiro espetacular.

Lateral direito: Sr. Burns. Com a longevidade de um Cafu, nada mais justo que escalar um senhor centenário na posição. Além do mais, ele estará próximo de seu maior defensor, Smithers.

 Smithers iria adorar a hora de comemorar os gols com seu chefe.

Zagueiro central: Nelson. Com sua truculência, ninguém se atreveria a tentar nada de abusado.

Quarto zagueiro: Chefe Wigum. Tipicamente e literalmente um xerifão.

Lateral esquerdo: Maggie Simpson. A menos experiente do time, que não diz uma palavra, mas atraindo as atenções para ela, deixando espaço para os elementos supresa. Cai bem pela esquerda. Também cai pela direita. E para a frente e para trás. Enfim, cai para todo lado.

Meia direita: Lisa Simpson. Inteligente e perspicaz, armaria o time como ninguém.

Primeiro volante: Marge Simpson. Sempre atrás da filha, Lisa. Quem teria coragem de fazer algo a ela? Seu único problema seriam os lances de cabeça. Algumas bolas se perderiam em seu volumoso penteado.

Segundo volante: Abe Simpson. Um pouco velho e às vezes desligado, mas muito útil na retaguarda.

Meia esqueda: Milhouse. Nem tão esperto nem inteligente, mas faria tudo pela atenção de Lisa, inclusive aprender a jogar futebol.

 Milhouse, em vez de fazer pose de Papai Noel na barreira, iria proteger os óculos.  

Segundo atacante: Bart Simpson. Esperto, sempre dá um jeito de fazer jogadas inesperadas pelo adversário.

Centroavante: Homer Simpson. Quem mais seria? Nem precisa de justificativa. Além disso, seu abdômen lembra o de outro famoso centroavante.

Técnico: o cara da loja de gibis. Pelo menos no jogo contra a seleção dos super-herois e/ou vilões, ele saberia tudo do adversário.

Mascote: obviamente, o Ajudante de Papai Noel.


Por Torero às 08h41

25/10/2009

Seleção de escritores

 
 

Texto de Bruno Pontes

Goleiro: Luis Fernando Verissimo – apesar de ser filho de jogador, começou a jogar relativamente tarde. Ainda assim,  construiu uma carreira sólida e uma popularidade maior que a do pai, talvez pelo seu estilo de jogo mais despojado e leve. Discreto, só aparece nas suas grandes defesas em momentos decisivos dos jogos. Vive jogando em times do Rio e de São Paulo, mas não esconde de ninguém o desejo de encerrar a carreira no Internacional de Porto Alegre.

 

 Lateral Esquerdo: James Joyce – muito veloz, corre em um ritmo alucinado o jogo todo sem parar. Pena que muitas vezes não é compreendido pelos próprios colegas de equipe e que, então, vários de seus lançamentos caiam no vazio ou nos pés do adversário. Por essa razão também, dizem que seu estilo de jogo é intraduzível.

 

 Zagueiro Central: Fernando Bonassi – incisivo e determinado, os críticos reclamam que seu jogo é muito violento. Não se abate e diz que a realidade é dura mesmo.

 

 Quarto Zagueiro: Umberto Eco – mesmo sendo zagueiro de ofício, vive se arriscando em outras posições e não dá muitos passes. Não raras vezes avança sozinho  até o ataque e até já fez alguns gols memoráveis. No entanto, por causa disso muitos jogadores o taxam de fominha e o apelidaram  de Umberto Ego.  

 

 Lateral Direito: Dante Alighieri– percorreu um longo caminho até chegar ao paraíso. Hoje, já no meio caminho de sua vida, é querido pela torcida. Compensa a falta de velocidade atual com lançamentos geniais. Sempre se esforçar para bem servir seus amigos, mas não poupa seus inimigos de duras críticas, sendo comum ouvi-lo em campo mandando-os para o inferno.

 

 Primeiro Volante: Marcel Proust – amado por uns, odiado por outros. Seus detratores reclamam que ele fica muito tempo parado prendendo a bola, sem evoluir e sem objetividade. Já os defensores dizem que isso é apenas um estilo de jogo e que, no final das contas, todos vão reconhecer que ele construiu uma grande obra (os mais poéticos comparam até com uma catedral).

 

 Segundo volante:  Jorge Luis Borges – tem uma visão de jogo surpreendente, sabendo a posição de cada um dos companheiros mesmo de olhos fechados. Além disso, faz tabelinhas memoráveis e sabe como ninguém atuar como corta luz. Todavia, tem o péssimo hábito de falar de si mesmo na terceira pessoa e de achar que o modelo de futebol é o inglês. Também já arrumou confusão com um jogador chileno que vivia disputando com ele o troféu de melhor jogador do ano.

 

 Meia direita: Paulo Coelho – apesar de constantemente criticado pela imprensa especializada, que alega que seu jogo é superficial e que ele não domina bem os fundamentos, é ídolo da torcida de todo o mundo. Faz muitos gols, embora nem todos bonitos, e sua camisa é a mais vendida. Além disso, dentre os companheiros, é tido como líder espiritual do grupo.

 

 Meia esquerda: Machado de Assis –teve origem humilde, mas sempre soube agradar os dirigentes. Alguns notam também sua semelhança com Friedenreich e muitos o coparam a Pelé. Sua visão oblíqua permite enxergar caminhos para lances inesperados. Fora dos gramados, teve importante atuação para organizar um sindicato da categoria.

 

 Atacante: Dalton Trevisan – objetivo ao extremo, não é de firulas e quando chuta ao gol é para marcar. Mesmo assim, é criticado pela imprensa por não participar de entrevistas coletivas e raramente se deixar fotografar fora de campo. Sem explicação racional, atua melhor em jogos noturnos.

 

 Centroavante: Jorge Amado – oscila fases boas com longos períodos de inatividade. Alguns o consideram preguiçoso, mas se surpreendem com a quantidade de gols que marcou durante a carreira. Tem um jogo cadenciado e vez ou outra cai pela esquerda.

 

 Técnico: Nelson Rodrigues -  folclórico, usa técnicas psicológicas para afastar o que chama de complexo de vira-lata de seus jogadores. Não desmerece a importância da sorte e vive usando metáforas com picolés ou culpando o sobrenatural. De família da craques, também é lembrado por ser irmão do Maracanã.

Por Torero às 08h34

21/10/2009

Duas seleções parecidas mas diferentes

 
 

Duas seleções parecidas mas diferentes

Curiosamente recebi duas seleções parecidas. A primeira é de jornalistas e apresentadores de tevê. A segunda, só dos primeiros.


Esta foi manda por Paulo Henrique Fabião:

Goleiro: Jô Soares: Além de fechar a meta inteira com o seu tamanho, é experiente e apesar das criticas, continua sendo um dos melhores de sua posição.

Lateral Direito: Joemir Beting: Tem muitos anos de carreira e sabe todas as manhas do jogo político como um bom lateral, ataca e defende no momento certo.

Lateral Esquerdo: Arnaldo Jabor: Guarda a posição da esquerda. É muito ágil em seus comentários e opiniões.

Zagueiro Central: Boris Casoy: Como um bom zagueiro, é simples e objetivo sempre.

Quarto Zagueiro: Pedro Bial: Esta sempre fazendo a cobertura de qualquer evento em toda parte do planeta.

Primeiro volante: Ratinho: Faz o estilo brucutu. Não joga bonito, pois sempre está preocupado com os pontos da partida.

Segundo Volante: Serginho Groisman: Tem muita experiência, mais ainda tem fôlego de menino. É o “Vovô garoto” do time.

Meia Direita: Milton Neves: Pelo tamanho de sua cabeça, pode ser considerado o “cérebro” do time, porém a critica diz que ele é muito marketing , ou no caso, merchan.

Meia Esquerda: Marcelo Tas: É o camisa 10 do time. Inteligente, criativo e sempre fazendo jogadas que surpreendem os adversários.

Atacante: Caco Barcelos: Já não é nenhum garoto, mas mesmo assim corre pelo Brasil inteiro para fazer suas reportagens. É um ídolo para quem está começando.

Centroavante: Silvio Santos: Já não tem o mesmo pique de antigamente, mas dentro da área ainda faz seus gols no ibope. Além de tudo, merece o respeito de todos os adversários.

Técnico: Faustão: Só ele é que da as instruções, pois não deixa nunca ninguém falar.

Auxiliar: Luciano Huck: Trabalha para um dia assumir o posto do Faustão.

Cartola: Roberto Justus:  Se o time não jogar bem, ele demite todo mundo.

 


Esta é da lvra de Rodrigo Della Vittoria Duarte:

Goleiro: Luciano do Vale, não tem muito reflexo, mesmo assim fecha o gol.

Lateral direito:José Inácio Werneck, tem um folego impressionante, deve correr uma maratona por jogo.

Zagueiros: Chico Lang e Roberto Avallone, uma dupla que se completa.

Lateral esquerdo: PVC, a nossa enciclopédia.

Primeiro Volante: Trajano, o capitão do time, berra com todo mundo, assusta os adversários, mas suas intenções são as melhores.

Segundo Volante: Milton Neves, dizem que ele é puro marketing, faz bem o meio de campo.

Meia direita: Torero, criativo, inventivo, você sempre pode esperar algo novo dele.

Meia esquerda: Juca Kfouri, do tipo cerebral, organiza o time, pensa o jogo.

Atacante: J.R.Malia, irreverente, está sempre pronto para o ataque.

Centroavante: Kajuru, anda meio fora de forma, mas não perdoa.

Técnico: Galvão Bueno, grita o tempo todo fora de campo.

 

 

Por Torero às 09h10

18/10/2009

O ABC dos atletas que não deram certo.

 
 

O ABC dos atletas que não deram certo.

(Publico hoje, no Sempre aos Domingos, uma seleção com sofisticados personagens. Ela foi enviada por um leitor misterioso, de codinome hillvaley1985)

texto de hillvaley1985

Acácio - logo que foi contratado, pensaram ser a solução para o problema do jogo aéreo, pois era um zagueiro alto e esguio. Mas suas declarações,entrevistas e comentários o fizeram voltar para o Ministério do Reino e acabou se aposentando por lá.

Bentinho - Uma série de boatos a respeito da sua vida sentimental encerrou precocemente a carreira desse promissor centroavante. Nos treinos, sempre que ele cabeceava a bola, os próprios amigos de clube imitavam o som da bola que acabou de ser furada, sonoplastia imitada também pela torcida rival, que idolatrava o volante Escobar.

Creonte - Abdicou da carreira de zagueiro para ser rei.

Daniel - Depois de passar por uma tremenda provação, o ótimo lateral esquerdo largou o futebol, mas afirmou que não teme dirigentes, nem suas feras, e que sua fé é inabalável.

Euricão - zagueirão, natural da Paraíba, parente de Ariano Suassuna, começou a carreira no clube cruz maltino. Mas suas pífias atuações e sua avareza o fizeram voltar pra sua terra natal. Boatos no clube diziam que ele dormia com uma porca de madeira...

Fausto - como pode um atacante medíocre, da noite para o dia, se tornar o melhor do mundo pela FIFA? Como ganhou tanto dinheiro? Como conseguia fazer aquelas firulas e transformações? Entre tantas farras e orgias, desapareceu  e nunca mais foi visto.

Gregor - Advindo do futebol do leste europeu, esse lépido meia-esquerda logo chamou a atenção de todos. Mas exames detectaram uma horrível anomalia em seus genes, tornando-o inapto para o futebol. Vive hoje trabalhando de caxeiro viajante.

Hyde - psicólogos do clube alertaram para a dupla personalidade do atleta. Baixinho e invocado, esse volante era violento e repulsivo. Sua aparência pálida o tornava mais assustador.

Ícaro - filho de um excelente zagueiro que tinha uma ótima impulsão. Muitos acreditavam que ele voava...Ícaro resolveu seguir os passos do pai, mas não seguiu um dos seus conselhos. Se deu mal e acabou caindo no mar do esquecimento.

Jean Valjean - um garoto pobre, orfão, rude, mas muito boa pessoa, de bom coração. Foi revelado por um religioso que via nele um ótimo goleiro. Mas o constante atraso de salário e a necessidade pela qual sua família passava, o fizeram roubar uma padaria e assim foi levado para a cadeia.

Martim - sua paixão por uma índia o fez trocar a meia- esquerda de clubes europeus por um do Ceará, o Pitiguaras. Mas descobriu que sua amada torcia pelo rival, o Tabajaras. Ao voltar de uma pré-temporada, Martim perde a esposa, aí desistiu do futebol.

Policarpo Quaresma - de todos os atletas, o mais patriota e ufanista. Atacante de ofício; pela sua seleção, fez chover. Mas não conseguiu patrocínio de chuteiras, daí foi esquecido. Hoje, por trás dos óculos, ocupa a subsecretaria do Arsenal de Guerra.

Quincas Borba - atacante de rendimento pífio, durou pouco no futebol. Gostava tanto de ler que criou até uma filosofia, o Humanitismo. Tratava-se de um estudo profético sobre a lei do passe livre.

Ricardo Reis - médico por profissão, jogador espetacular por vocação. O legítimo camisa 10. Descobriu-se, porém, que ele se passava por outras pessoas e tinha vários documentos. Às vezes, se passava pelo poeta Alberto Caiero ou pelo engenheiro Álvaro de Campos.

Victor -  no campo, grande meio campista; nos palcos, excelente transformista. Teve que optar por um dos empregos. Decidiu pela ribalta.

Zé do burro - o carregador de piano do time. Volante pegador. Fez um voto ao seu santo: se seu time fosse campeão, carregaria o mascote do time até a igreja da outra cidade.

Por Torero às 08h31

11/10/2009

Seleção alimentícia

 
 

Texto de Marcelo Lyra

Pegando carona na seleção de apelidos, o futebol brasileiro é um prato cheio para uma seleção alimentícea.

Do que lembro, são esses, já dá um time (quando não tinha em atividade, recorri a antigos famosos)

Goleiro: Manga (ex-Internacional).

 Dava gosto ver o goleiro Manga.

Lateral direito: Eduardo Arroz (Ponte Preta). Na reserva, Maisena, do Fortaleza.

Zagueiro: Marcelo Batatais (São Caetano).

Zagueiro: Alfredo Mostarda (ex-Palmeiras).

Lateral Esquerdo: Triguinho (Santos), reserva: Pirão (Ponte).

 Triguinho joga o arroz-com-feijão.

Volante: Coquinho (Brasiliense).

Segundo Volante: Ademir Sopa (São Caetano).

Meia de Ligação: Rodrigo Broa (Campinense).

 Broa faria uma boa dupla com Fubá, ex-Corinthians.

Atacantes: Márcio Mixirica (Ponte); Nilton Batata (ex-Santos); Rubens Feijão (ex-Santos)

O Boquita, do Corínthias, quando enfrentasse esse time, iria se destacar na marcação, pois iria engolir meio time.

O Preparador físico seria o Filé.

O técnico seria o Roberto Cavalo, do Paraná Clube, que com o Filé faria uma dupla Filé à cavalo.

Para acompanhar o time da comida, que tal o Conca Cola?

E o clube time poderia jogar no Caldeirão da Vila. Mas se enfrentasse o Papão, estaria frito!

 

Por Torero às 06h05

10/10/2009

Au, tá...

 
 

Au, tá...

Texto de Lino e Cláudio Porto

- Au, quer dizer, oi! Eu sou o Turbo, cachorrinho do Bruno. Quer dizer, cachorro do Bruninho. Gosto do Bruninho porque ele sempre me dá pizza de ontem, daquelas bem torradas e duras, com um leve cheiro de mussarela... E eu também detesto futebol.

Três foguetes estouram ao longe.

- Ouviram? Odeio futebol porque logo depois vêm os foguetes e como eu ouço muito demais, os meus ouvidos doem.

Mais foguetes e gritos de “é campeão!” ao fundo.

- Pensava que tio Lino e tio Cláudio torciam pelo mesmo time preto e branco, mas descobri que quando um estoura foguete, o outro está triste. Então só podem ser dois times de preto e branco diferentes, porque quando um está com a camisa do time, o outro nem aparece.

Bruno chega da rua, suado e cansado, e vai direto pro vídeo-game. Turbo fica só olhando, quieto, sem entender, pensando na sua boa vida de cão.

- Acredito que existam mais times de preto e branco no mundo, porque dia desses também soltaram foguetes e meus tios estavam tristes. Logo, deve haver pelo menos três times de preto e branco no mundo do futebol. Abanei o rabo pra ver se alegrava os dois, mas quase que me deram um pontapé no traseiro.

Bruno vai ao banheiro, sai sem dar descarga nem lavar a mão, passa a mão na cabeça do Turbo, que agradece e corre saltando atrás do menino.

- Sei que o time do tio Lino é o maior campeão do mundo que existe. Todo começo de verão, no meio da noite, um monte de gente veste a mesma camisa branca dele, estouram champanhe e, claro, foguetes. São tantos que tenho que me esconder na minha casinha. São quase duas horas de comemoração sem parar.

Turbo belisca um pedaço de pão velho que alguém deixou cair.

- Esses humanos são muito estranhos. A cada quatro invernos eles se vestem de amarelo e torcem todos pelo mesmo time durante dias. Depois tudo acaba como se nada tivesse acontecido. Sei que são quatro invernos porque da primeira vez que percebi isso eu tinha dois invernos, depois se repetiu no meu sexto inverno. Hoje eu tenho mais de sete invernos. O Bruninho pensa que eu sou criança que nem ele. Eu finjo que sou para alegrar ele e ganhar uns pedaços de pizza de ontem sabor três queijos, que são as guloseimas que eu mais admiro.

- Bruno, vá se lavar, que tá fedendo! Grita a mãe do Bruninho.

- Saco isso de ter de se lavar. De vez em quando eles me pegam na marra e me dão um banho. Odeio banho que nem futebol. Gosto do meu cheiro e do meu pêlo assim, dessa cor meio branca, meio cinza, tipo um marrom claro... Só o Bruninho não liga pro meu cheiro. Eu também não ligo pro cheirinho dele, pois quando ele chega de mansinho perto da minha casinha, pra me dar um susto, eu nem preciso abrir o olho pra saber que é ele. Aí eu finjo que me assustei, ele me pega, me enche de carinho torto e a gente brinca um monte. Super divertido.

Foguetes.

- Quem será que foi campeão hoje? Tio Cláudio e tio Lino estão quietos. Não vi ninguém com roupa estranha. Pode ser o time do seu Nelson da venda. Os foguetes vêm de lá. Ou será o do seu Aristides, que torce pelo time de preto e vermelho. Falta de criatividade nos pêlos desses humanos. Sempre cores óbvias. Não têm a criatividade dos cachorros e gatos... Caim, caim !!!!

Quase pisaram no rabo do Turbo enquanto ele andava distraído pela casa.

- Ufa, foi por pouco! Veja o Epaminondas, com seu pêlo marrom brilhante. Tá certo que ele tem um corpo mais comprido que o nome, fora aquelas orelhas ridículas que andam se arrastando pelo chão... Tem também a Latifa, que é uma gata no sentido certo da palavra, com um pêlo verde-mato que eu até agora não vi em nenhuma camisa, nem mesmo quando aquele bando de italianos ficou comemorando até tarde da noite. E a Pâmela, baita cadela da vizinha, no bom sentido, que tem um pêlo lustroso, oleoso, e quando volta da petshop, toda garbosa, com aquela cor caramelada que só ela tem?!
 
- Sai lá pra fora cachorro fedorento! Grita a avó do Bruninho.

- Tá bom, só queria saber quem ganhou...

Nisso, um bando de cinco parentes invade a casa.

- Timão ê ô! Timão ê ô!

- Ah, são aqueles da família que só aparecem aqui em casa quando o time deles ganha, lá uma vez ou outra. Agora percebi que são eles os terceiros de preto e branco do mundo do futebol. Se bem que tem um de berinjela azulada no meio. E eu detesto berinjela...

- A gente trouxemos um engradado gelado, berrou um deles, como se todo mundo fosse surdo.

- A única coisa boa dessas comemorações é que sempre tem pizza. Aí eu durmo tranqüilo porque sei que amanhã vai ter um monte de borda crocante pra eu mastigar...

- Olha o Turbo aí, gente. Vamos pôr o manto alvinegro nesse vira-lata!

- Au-au-au, respondi o mais ferozmente que pude.

Mais foguetes.

- O tempo continua frio. Pelo visto, este ano o verão vai demorar pra chegar...


(Bruno cresceu, aprendeu a tomar banho, mas não a gostar de futebol. Turbo, vira-lata de raça, morreu atropelado há uns dois anos, deixando-nos um imenso vazio).

Por Torero às 11h12

08/10/2009

Os vilões do Santos

 
 

 Texto de David Hepner

Fábio Costa é o Dr. Octopus: Com defesas incríveis, parece ter oito braços. Mas na maioria das vezes ele usa os membros para dividir o adversário ao meio.

George Lucas: Com esse nome, só pode ser o Darth Vader.

Domingos é o Juggernaut (Fanático): Inteligência não é seu forte e já vai quebrando tudo o que vê pela frente.

 Domingos e sua lustrosa cabeça aterrorizam os adversários.

Fabão é o Frankenstein: Violento, mas no fundo tem bom coração.

Léo é o Charada: Aparece de surpresa no ataque. Perigosos, seus cruzamentos são sempre um ponto de interrogação para o adversário.

Émerson é o Mum-Rá: Mesmo em sua forma decadente, permanece eterno. 

 O veterano volante veio do mundo dos mortos, mas anda meio morto em campo.

Rodrigo Souto é o Coringa: Pode atuar tanto no meio como na zaga.

Ganso é o Pinguim: Desengonçados, mas são duas aves terrivelmente perigosas para o adversário.

Neymar é o Venom: Um vilão jovem e poderoso, mas não pode ouvir o som da torcida adversária que treme e se desmancha todo.

Madson é o Duende Verde: Voa pelo campo, mas não faz nada que preste e mesmo assim se acha f...

Kleber Pereira é o Lex Luthor: Mesmo com a kriptonita na cara do gol, fica sempre no quase.

Wanderlei Luxemburgo é o Lord Voldemort: Se acha o maior mago de todos os tempos e domina seus comandados com mão-de-ferro.

  Luxemburgo: roupas elegantes, palavras nem tanto.

 

Por Torero às 08h13

© 1996-2009 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.