Blog do Torero

26/12/2009

Marta, Marta, Marta, Marta...

 
 

Marta, Marta, Marta, Marta...

Texto de Anderson Santos, de Maceió-AL

Tentei assistir a entrega do prêmio através do site da Fifa. Não deu. Tentei assistir pelo Globoesporte.com. Ficou transmissão típica de Internet: alguns segundos na tela e minutos para recarregar. Por via das dúvidas, já estava com o minuto-a-minuto do evento na janela ao lado.

Tudo bem, eu sei que o Messi era escolha definida - prova disso é a diferença, a maior, para o segundo colocado. Mas o que esperava não era, e nem de longe, ver um argentino levantar o trofeu de melhor jogador do mundo.

Pouco me importava se Kaká, Xavi, Iniesta ou Cristiano Ronaldo também estavam em Zurique. Se tinha duas alemãs - uma tri-campeã do prêmio - e uma inglesa. A Cristiane joga muito e é a jogadora que mais evoluiu ao longo dos anos, mas deu o azar, talvez como Garrincha, de ser contemporânea da maior jogadora de todos os tempos.

A minha atenção estava voltada para Ela, que tinha tudo para ver afirmada a sua supremacia no futebol. Isso mesmo, no futebol. Ouso a dizer que ninguém joga melhor futebol atualmente do que Marta, independente do sexo.

Para aumentar a minha ansiedade, na hora do anúncio da melhor jogadora de futebol de 2009 a transmissão do vídeo foi recarregar e a do minuto-a-minuto atualizou. Segundos de ansiedade, até a notícia: "Marta é escolhida pela quarta vez a melhor jogadora do mundo! Impressionante!".

Imediatamente ligo para o meu pai para avisar e escutar um: "Eu não disse para você".

Vá lá que não é nenhum título mundial coletivo ou medalha de ouro olímpica, mas temos sim que comemorar. O futebol feminino vem dando seus primeiros passos e isso só acontece graças à força de vontade de muitas jogadoras - caso da grande Sissi - e de poucos apaixonados pelo futebol, que as incentiva(ra)m.

A mim, que sou de uma geração que não pode ver sequer Maradona, é com muito prazer que vejo alguém do nível de um Pelé. Além disso, o orgulho é maior ainda quando sei que a Marta nasceu no sertão nordestino, no interior de um Estado tão pobre e antiquado até quanto Alagoas.

É a prova para o Brasil, e o mundo, que aqui não é o antro da corrupção e do tiroteio, que não temos apenas guabirus, taturanas ou presidentes afastados por desvio de dinheiro público. Alagoas também é a terra de Graciliano Ramos, de Hermeto Pascoal, de Dida (um dos maiores artilheiros da história do Flamengo), de Zagallo e de Marta.

Espero não cansar ao longo dos próximos anos de repetir esse nome. Marta Vieira da Silva, a maior vencedora da história do prêmio "Melhor do Mundo" da Fifa.

 

Por Torero às 08h12

20/12/2009

Seleção sem solução - última parte

 
 

Texto de Lino e Cláudio Porto

Seleção da Oposição: Time formado em 1994, após fusão entre as equipes dos Tucanos e dos Democratas, de Governador Vale Dólares. Venceu facilmente os torneios nacionais de 94 e 98, passando como um rolo compressor sobre os adversários, graças ao falecido neo-líbero Motta. Crises internas e externas custaram-lhe a derrota em 2002. Desde então, continua na dúvida entre montar novamente um time ofensivo ou ficar na defesa, tentando encaixar um contra-ataque nos (muitos) erros de seu maior rival.

1. Fernando Henrique. Capitão e elegante goleiro, com fama de intelectual, sem parentesco com seu homônimo do Fluminense. Foi o primeiro bi-campeão nacional, mas o segundo título até hoje é visto com desconfiança, pois foi ganho no tapetão. Atualmente faz apenas jogos de exibição, já sem o brilho de outrora.

2. Geraldo. Lateral paulista que atua recuado. A fama de misturar política com religião lhe rendeu muitas críticas dentro do próprio time. Era visto como um jogador educado, grande promessa, mas não conseguiu fazer gol no então combalido goleiro Luís Inácio e caiu em desgraça.

3. Tasso. Zagueiro cearense de boa reputação nos anos 90, parece ter se perdido no atual campeonato truculento disputado nos campos do Senado.

4. Jorge. Defensor catarinense de origem germânica, especialista em jogadas por baixo. Duro, provocador, gosta de declarações polêmicas e já foi acusado até de racista. Só tem o pé direito. Maciel, seu reserva, é bem mais fino.

6. Pedro. Espalhafatoso ala gaúcho, com fama de gesticular muito em pleno campo, mas que cumpre com rigor a sua função de bom marcador.

5. Beto. Filho do bom meio-campista paranaense Zé Richa, joga sorridente e sempre de cabeça erguida. Porém, o time adversário insiste que ao final de cada partida ele nunca deixa o campo com o uniforme inteiramente limpo.

8. Antônio Carlos. Neto do lendário extrema-direita baiano, aparentemente é bem menos violento que o avô, mas no fundo seu jogo é igual, sempre pela mesma faixa do campo, da qual se julga dono.

10. Neves. Neto de um craque mineiro que atuou em vários clubes, vem se tornando um especialista na articulação de jogadas. Porém, seu estilo moderno de atuar, muitas vezes agressivo, não só lhe empana o brilho como parece cheirar mal diante do torcedor...

7. Jarbas. Ponteiro pernambucano famoso pela lisura de suas jogadas. Jamais foi expulso ou advertido pelo árbitro, mas a torcida sente que ele poderia render um pouco mais. Volta e meia é substituído pelo promissor Demóstenes, bom de cabeça.

9. Serra. Artilheiro esguio, cabeceador nato, saúde invejável. Perdeu um pênalti decisivo diante do goleiro Luís Inácio em 2002, mas sagrou-se campeão paulista na seqüência, sem precisar jogar o segundo turno. Para ser campeão nacional, sabe que terá de conquistar parte da torcida que ainda o vê como um jogador um tanto antipático.

11. Fernando Cânhamo. Surgiu na mesma categoria de base que revelou Dirceu e Dilma. Teve passagem marcante pelo futebol sueco. Poucos duvidam de sua categoria, de seu jogo moderno, versátil, ora na marcação, ora no ataque. Porém, o fato de ter atuado com calção de crochê quando juvenil, ainda gera desconfiança numa grande parcela da torcida.

O desfalque do time será o atacante Arruda, do Brasiliense, que será julgado pelo STJD após ser flagrado por uma câmera dando colocando a mão na bola num lance decisivo. Como é a segunda vez que o atleta foi pego em jogada similar, sua promissora carreira parece definitivamente encerrada.

O placar dos confrontos entre as duas tradicionais agremiações está 2 x 2. O tira-teima será em outubro do ano que vem. A torcida brasileira está dividida e com a paciência no limite, haja vista o baixo nível das últimas decisões entre ambas e as inúmeras derrotas durante a pré-temporada. Mas mantém a esperança de que será um jogo histórico e de que o grande vitorioso será ele mesmo: o povão.

Por Torero às 11h20

19/12/2009

Seleção sem solução - I

 
 

Seleção sem solução - I

Texto de Cláudio e Lino Porto

Mais uma seleção para a sua coleção: a seleção (em minúsculas) da política brasileira. De um lado, o time do Governo. De outro, a equipe da Oposição. Na torcida, de pé, na chuva, espremidos, nós, pobres eleitores-torcedores...:

Seleção do Governo, que começou com um time ofensivo e hoje atua num esquemático 4-5-1 (alguns diriam 1-7-1), mais defendendo do que atacando:

1. Goleiro (e capitão) – Luís Inácio. Esse é o cara. Depois de perder 3 decisões seguidas, pode agora igualar o placar, pois passou a pegar desde marolinha até pré-sal. Sobre o fato de parte de seu time ter se vendido num esquema de jogos arranjados com o clube Congresso na temporada 2006, diz que não sabia de nada porque estava lá trás só organizando a zaga. Apesar de ter um dedo a menos em uma das mãos, boa parte da torcida ainda o apóia, pois confia que ele segura as pontas mesmo quando o time dá algum apagão.

2. Ala direita – Romero. Defende bem, mas apóia pouco. A torcida o vê com enorme desconfiança, pois já jogou até no arqui-rival. Por coincidência, sempre faz parte da equipe campeã.

3. Zaga central – Zé Alencar. Experiente, joga discreto e pouco aparece. Nos treinos, cobra mais flexibilidade na atuação dos zagueiros reservas Meirelles e Guido. Graves contusões o têm deixado de fora do campeonato.

4. Quarta-zaga – Aloísio. Esperava-se mais dele. Às vezes joga fino e elegante, noutras desce o sarrafo. Já ameaçou até abandonar o time, mas seu capitão o convenceu a ficar e a lutar pelo tri.

6. Ala esquerda – Antônio. Veio de Ribeirão Preto e também é médico, mas joga bem menos que o doutor Sócrates. Era o xodó da torcida no auge das conquistas. Porém, durante um treino, ao buscar uma bola que caiu na casa ao lado, desentendeu-se com o caseiro e nunca mais voltou a ser o que era.

5. Volante – Renan. Não esconde que bate mais do que joga. Diz que apenas cumpre o que o treinador pede. É fraco no apoio, mas sabe destruir como ninguém. A torcida não aprecia seu futebol e sempre pede a sua substituição, mas o capitão gosta de vê-lo dar o primeiro combate nos jogos decisivos.

8. Meia-esquerda – Dirceu. No início, era um jogador combativo, com o cacoete de sempre cair pela esquerda do campo. Aprimorou-se e começou a atuar também pelo meio. Depois de um bate-boca com o atacante Jefferson do Clube Congresso, foi pego em um antidoping que praticamente lhe custou a carreira. Continua treinando às escondidas com seus ex-companheiros, pois a equipe ainda o vê como um armador com grande visão do jogo. O gaúcho Tarso se esforça para lhe substituir à altura.

10. Meia-direita – Ribamar. Se Inácio é o dono da bola, o maranhense Ribamar é o dono do campo. Apesar da forte marcação que recebe, raramente sai machucado ou é expulso. De fôlego insuperável, é titular há mais de 40 anos. Lento, embora não da mesma “academia” de Ademir e Dudu, cadencia e distribui as jogadas, pois todas passam por ele, o que irrita os adversários e parte da própria torcida governista.

7. Ponta-direita – Fernando. Começou em um obscuro clube de Alagoas. Na histórica decisão de 1989, ele e seu atual capitão quase trocaram socos. A torcida governista odiou sua contratação e o engole a contragosto. Joga recuado, apoiando Romero e Renan nas jogadas pela ala direita, sempre que a equipe precisa de marcação mais cerrada contra o time da Oposição.

9. Centroavante – Dilma. Assim como Dirceu, foi uma volante agressiva em seu início de carreira, até pouco a pouco ir se posicionando mais à frente. É vista como truculenta, embora seu futebol tenha melhorado nas últimas temporadas. Apesar de ainda não ter caído nas graças da torcida, ninguém duvida de seu potencial para ser a artilheira e a nova capitã do time.

11. Ponta-esquerda – Vicentinho. Começou em São Bernardo do Campo, nos mesmos campinhos de terra em que seu capitão despontou para a seleção nacional, mas jamais teve o mesmo carisma do Camisa 1. A ala mais popular da torcida o tinha como grande promessa, mas seu futebol nunca decolou.

(continua amanhã, com a seleção adversária)

 

Por Torero às 17h03

13/12/2009

Sempre aos domingos: Reconhecimento

 
 

Sempre aos domingos: Reconhecimento

Texto de Gabriel Luccas

“Perdemos, paciência. Campeão moral? Pra mim não me serve. Campeões da burrice. É, campeões da burrice tática. Esse título me parece mais apropriado. Era o que eu tinha a dizer”. As palavras do jornalista João Saldanha em um de seus comentários à Rádio Tupi do Rio de Janeiro expressavam bem o sentimento dos que esperavam que o Brasil “esmagasse” a Itália na partida eliminatória da Copa do Mundo da Espanha de 1982, disputada no estádio Sarriá, em Barcelona.

Mas e eu? Até hoje não entendo como a mídia, que sempre levou a fama de fabricar mocinhos e bandidos ao longo dos anos, não me crucificou. Afinal, a chance de salvar aquela lendária seleção esteve nos meus pés. Aliás, é engraçado que não me recordo da minha vitoriosa carreira como jogador de futebol. Mas, afirmo: daquela partida especificamente ninguém lembra de mais detalhes do que eu.

Estava me recuperado de uma grave contusão no joelho. Poderia enfrentar a Itália. Conversei com o Telê Santana um dia antes e ele disse que confiava em mim, mas que o time estava acertado do meio para frente com Sócrates, Zico, Éder e o Serginho Chulapa. Ao menos garantiu que na etapa final eu jogaria.

Chegamos ao Sarriá muito confiantes. No aquecimento, ainda dei algumas dicas aos titulares, principalmente ao Zico, que se espelhava na minha técnica para jogar. Por falar naquele grupo, não há um que não me telefone até hoje para saber como estou. Eu era –e sou – muito querido nesse meio. Modéstia à parte, sempre fui o melhor da minha geração.

Sobre o adversário não havia muito o que estudar. A Itália jogaria como sempre atuou: recuada e esperando pelo nosso erro. E o primeiro aconteceu logo aos 5 minutos. Um tal de Paolo Rossi marcou o primeiro gol deles.

Lá do banco eu percebi o nosso treinador nervoso. Já eu nem me abalei, sabia que ganharíamos. Olhei para o Valdir Peres, dei uma piscadinha e com as duas mãos fiz um sinal para ele esquecer aquele susto. Iríamos virar quando quiséssemos.

Aos 12 minutos, empatamos. O Zico deu belo passe para Sócrates, e o Doutor tratou de mandar para a rede. A confiança era tanta que comecei a contar piada para os reservas. Cheguei até a exagerar no relaxamento. Logo o Telê me deu um olhar fuzilador e fiquei quieto.

Aquele tal de Rossi fez mais um gol aos 25 minutos. O Toninho Cerezo tentou inverter o jogo no campo de defesa e deu uma bola açucarada para aquele italianinho Ele esperou a saída do Valdir e, pela primeira vez, me deixou com a mão gelada.

Mas quando a  “Azurra” começava a perceber que no futebol milagres acontecem, exatamente na metade da etapa final o Falcão chutou forte e recolocou a lógica em pauta. E, olha, tudo ainda estava nos planos da Itália. O empate tava ótimo para eles. O pior é que já tava até visualizando o Chulapa fazendo o gol da nossa virada. Assim eu nem iria jogar

Aos 30 minutos, o Paolo Rossi completou cobrança de escanteio para o gol mais uma vez. Com o 3 a 2, mudei minha fisionomia. Enchi o peito de ar, me aqueci e logo fui chamado para entrar na equipe. No desespero, o Telê me colocou no lugar do Leandro, e me lancei ao ataque.

Não chegava uma bola em mim. Mas no último minuto a nossa sorte parecia ter mudado. O Júnior deu um chutão pra área da Itália. Mesmo marcado por dois zagueiros, consegui dominar a bola e ficar de frente pro goleiro deles. Ia marcar quando fui puxado pela camisa. O juiz não teve dúvidas: apitou o pênalti. Nem Zico, nem Sócrates, nem Éder, nem Chulapa... ninguém ousou tirar a bola debaixo dos meus braços.

Quando ajeitei ali na marca da cal, imaginei Dona Marta e Seo Osvaldo, os meus pais, colados na televisão e já aos prantos. E o resto da população? A molecada que sempre jogou comigo já devia dar como certo aquele gol. E eu também. Tomei quatro passos de distância. Tinha a certeza da glória. Fui lentamente para a cobrança e desloquei o Zoff. Mas a bola caprichosamente tocou o travessão e foi pela linha de fundo.

A partida logo acabou e fomos eliminados. A tristeza era geral. Mesmo fora do Mundial, o Brasil manteve a fama de ter o futebol mais vistoso do mundo. Mas eu tinha a certeza de que ninguém me perdoaria por aquele erro – tal qual fizeram com o Barbosa, o nosso goleiro que tomou o gol da derrota na final da Copa do Mundo de 1950.

Os cronistas esportivos da época, como o Saldanha que falei lá no começo, ficaram em choque. Lamentaram muito a nossa derrota. Criticaram exaustivamente o Telê, o Cerezo... nem o Zico escapou. Mas, acreditem, me pouparam de qualquer comentário. Juro! Aliás, não vi uma linha sequer comentando a minha passagem pela seleção. Até hoje ninguém reclamou que bati aquele pênalti de maneira errada. Deve ser pra não reviver a dor daquele momento. Ou para preservar o craque que eu sempre fui.

 

Por Torero às 10h06

12/12/2009

Tira-teima Palmeiras X Cruzeiro e regras de desempate

 
 

Tira-teima Palmeiras X Cruzeiro e regras de desempate

Texto de Marcelo Ferioli


O Palmeiras é uma vítima do regulamento, ficou fora da Libertadores por conta do critério de desempate (número de vitórias). O verdão teve campanha parecida a do Cruzeiro, conquistou os mesmos 62 pontos, porém venceu uma a menos, empatou três a mais e perdeu 10 vezes, enquanto o Cruzeiro perdeu 12 jogos.

Ambas as equipes marcaram 58 gols, porém com uma defesa mais consistente a equipe do Palmeiras levou apenas 45 gols, enquanto o Cruzeiro levou 53. O saldo da equipe alviverde foi de 13 gols enquanto o do cruzeiro foi de 5. No confronto direto entre essas duas equipes o Palmeiras também leva vantagem, venceu as duas partidas entre elas nesse campeonato (3x1 e 1x2).

Ninguém irá reclamar do critério que tira da próxima copa libertadores o Palmeiras, pois o critério era sabido de todos desde o início do campeonato, e com larga vantagem de pontos, o desempenho ruim nas rodadas finais crucificam a campanha do Palmeiras. O time tinha nítida consciência que precisava ao menos de um empate para garantir pelo menos vaga para a pré-libertadores. Porém essa regra de desempate que, quando há igualdade em número de pontos, privilegia a equipe que venceu mais foi determinante para definir a última vaga que leva ao torneio continental. O que aconteceria se o regulamento fosse outro?

·              Inglaterra, França e Alemanha (saldo de gols): Palmeiras

·              Espanha, Portugal, Itália (confronto direto): Palmeiras

·              Argentina (jogo extra): ?

·              Brasil (número de vitórias): Cruzeiro

 

Recapitulando:

Critérios de desempate em caso de igualdade por pontos em campeonatos nacionais por pontos corridos

 

[1] A regra diz que se igualdade persistir nesses quesitos as equipes dividem a mesma colocação.

2 Desempata o melhor comportamento: cartões amarelos contam 1 ponto e vermelhos 3.

3 Partida única em campo neutro.

 

PS: Imagino que vai ter gente me chamando de "palmeirense chorão"... Mas eu sou maqueano e detesto esse critério de desempate faz tempo, ainda mais depois de 2008 quando o meu Marilia foi rebaixado pra Série C por conta dessa "bendita" regra, preterido pelo Fortaleza (tivemos menos vitorias e saldo menor, mas ganhamos dos cearenses nos dois confrontos).

Por Torero às 07h43

06/12/2009

ABC do fim de semana - Preview

 
 

ABC do fim de semana - Preview

Texto de Douglas Aluizio

A - ATLETICO MINEIRO - Nadou, nadou...
 
B - Branco - Foi o que deu no Verdão na reta final do brasileirao.
 
C - Corinthians - Abdicou do campeonato, ao fazer isso, colocou todo o peso da Libertadores nas costas no centenário. Muito perigoso.
 
D - Derrota - 21 teve o SPORT, é demais pra um time de primeira, merecia cair mesmo.
 
E - Empates  Foram 14 e que determinou a queda do Fogão.
 
F - Fogão - Faltou-lhe o que sobrou ao Fluminense na reta final: espírito de luta.
 
G - Goiás - Honrou o futebol com o empate com o Flamengo  e vitória sobre o São Paulo nas últimas rodadas.
 
H - Hexacampeão - Foi o grito que ecoou no Maracanã com 90 mil rubro negros.
 
I - Internacional - Ficou devendo, pelo elenco não pode se contetar só com a vaga na Libertadores.
 
J - Jogos - Foram 380.
  
L - Luis Álvaro - A promessa de um novo Santos para 2.010.
 
M - Marcelinho Paraíba, Marcelinho Carioca, Petkovic, Harlei, Fernandão, os velhinhos tiveram
participação decisiva no campeonato.
 
N - Náutico, junto ao Sport, deixam a Região Nordeste triste mais uma vez.
 
O - O Omperador foi crucial e o nome do campeonato. Desse jeito vai a copa 2.010.
 
P - Palmeiras, esteve com a taça na mão, terá que se contentar com a repescagem para Libertadores.
 
Q - Queria ver Madson, Neymar, Ganso e Kléber Pereira começar jogando. Foi o que mais pedimos em 2.010.
 
R - Ricardo Gomes chegou de mansinho, e mostrou ser um bom profissional, tem futuro.
 
S - São Paulo - Mostrou mais uma vez ter elenco forte e quase papou o quarto titulo consecutivo. Pela sétima vez entra na Libertadores, para desespero de corintianos e palmeirenses.
 
T - Tite não conseguiu fazer do Inter um time campeão.
 
U - Utopia era acreditar que o Grêmio realmente iria jogar pra ganhar do Mengo na ultima rodada.
 
V - Vagner Love não mostrou a que veio, se é que veio.
 
Não vai dar tempo para x e z. Tenho que ir agora. Fui!
 

Por Torero às 08h41

03/12/2009

Carta aberta ao Sr. Marcelo Teixeira

 
 

Carta aberta ao Sr. Marcelo Teixeira

Texto de Gustavo Kosha


Em primeiro lugar, vou me apresentar, Sr. Marcelo. Meu nome é Gustavo, tenho 32 anos e sou publicitário. Sou torcedor do Santos desde que me conheço por gente e, graças ao meu pai, vou à Vila desde os 3 anos de idade. Sou sócio do Santos também desde que nasci. Por vir de uma família totalmente devota ao Clube, assim como a sua, costumo dizer que quem gosta e ama um time de futebol tem o amor mais sincero que um ser humano pode ter. Podemos mudar de nome, cidade, estado, país, religião, carreira profissional, esposa (marido) e muitas outras coisas na vida, mas de time, salvo raríssimas exceções, não mudamos. Por isso tenho certeza, espelhado em meu próprio caso, que para quem gosta de um clube de futebol essa devoção é simplesmente apaixonada.

Sempre fui fã da sua administração, sempre votei na sua chapa em todas as eleições do Clube, bem como o apoiei e o defendi de todas as críticas feitas por meus amigos que simpatizavam com a oposição. Não entendia como existiam pessoas que podiam ir contra a sua administração se a grande maioria dos títulos que eu tinha visto o Santos ganhar tinha sido nas suas gestões. Campeão Brasileiro em 2002, Vice- Campeão da Libertadores em 2003, novamente Campeão Brasileiro em 2004, isso sem contar o Bi Paulista de 2006 e 2007.

Pois bem, com o final da temporada 2009, me pergunto o que aconteceu? Eu vivi no Santos na década de 90, que sem dúvida nenhuma foi uma das piores da história do nosso time de futebol. O senhor assumiu e tudo mudou. Mas este ano e o ano passado, em particular, foram horríveis, acho que superando toda a década de 90. Desculpa questionar, mas acho que tenho todo o direito, já que sou sócio, vou aos jogos e votei no senhor. O que aconteceu com todas as promessas feitas na campanha "Rumo Certo"? O que aconteceu com todo o planejamento? Porque convenhamos, o senhor como um administrador bem-sucedido em Santos, tenho certeza, tem a humildade de assumir e reconhecer que 2008 e 2009 não teve planejamento algum.

Vi e ouvi todas as manifestações e críticas à sua administração, e, confesso, fiquei sem ter o que responder. Senti-me abandonado, acreditei em uma coisa e o que foi mostrado nestes dois últimos anos foi uma coisa completamente diferente. Começo a achar que o senhor realmente teve sorte de ter vários craques da nossa base revelados ao mesmo tempo no time campeão de 2002. Como sou a favor de apoio total e irrestrito no estádio em todos os jogos, jogando o time bem ou mal, prometi a mim mesmo que não vaiaria o time e não faria nenhum protesto até o fim do ano. E foi o que realmente eu fiz. Acompanhei sofrendo os dois últimos anos, vendo o time fazer jogos bisonhos, jogadores sem vontade e a diretoria perdida, tentando "apagar incêndios" que, desde o início de 2008, já se mostravam iminentes.

Sr. Marcelo eu espero poder voltar a ver o nosso Santos ocupar o lugar merecido. O lugar que conquistamos com toda a nossa gloriosa história. Por favor, não deixe que essa história seja esquecida, apagada ou arranhada com uma queda para a série B. Com todo respeito aos outros times que já caíram, o Santos é muito grande para que isso ocorra. E ao contrário do que dizem alguns "engravatados" comentaristas de futebol, cair não faz bem. Não faz bem para nós que somos apaixonados pelo Clube, que vivemos dentro desse Clube desde o nosso nascimento. Nosso lugar não é brigando para não cair, mas brigando por títulos. Somos sim, mal-acostumados, como o senhor mesmo afirmou, mas mal-acostumados porque o Santos, graças a Deus, nos permitiu ser assim com a sua história de glórias. Nos acostumou a ser vencedores, sempre. E se caso a vitória não venha, e isso faz parte do esporte, pelo menos quero ver um time honrado dentro de campo, um time digno de nossa história e de nossos grandes ídolos. E uma diretoria honrada e comprometida administrando tudo isso do lado de fora. Chega de decepção.

Enfim, Sr. Marcelo Teixeia, chegou o momento de mais uma eleição e esse ano eu não votarei no senhor. Acho que chegou o momento do senhor receber de coração o muito obrigado de toda a nação santista. Sim, temos que reconhecer que o senhor foi importante para o Santos, nos deu títulos, se doou ao Clube, as vezes sacrificando sua própria família e seus próprios negócios em prol do Santos. Não podemos deixar de reconhecer isso, e quero deixar bem claro que não estou sendo irônico. O meu muito obrigado é sincero. Mas chegou a hora de mudar, para o próprio bem do senhor, da sua imagem e de tudo o que o senhor conquistou com o Santos.

Todos nós nascemos e morremos, o Santos não. O Santos é imortal, é eterno, e não pode ficar atrelado a uma pessoa só. O Santos não é nem de Santos, o Santos é do mundo! Eu confesso que não acreditava na sua candidatura, achava que o senhor deveria sair com o mínimo de dignidade depois desses dois anos ridículos que tivemos, salvo o futebol feminino (mais uma vez obrigado, mas para o nosso Santos, isso é MUITO pouco). Mas novamente o senhor se candidatou. E espero, de coração, caso o senhor ganhe mais uma vez que o senhor lembre de tudo o que vivemos nesses últimos dois anos, e que em 2010 possamos novamente ser o Santos Futebol Clube que o mundo conhece. Boa sorte, não para o senhor, mas para todos nós que amamos o Santos.

Por Torero às 11h03

O dono da bola

 
 

Texto de Armando Alves

 

- Mãe, tô indo pro campinho!

- Tá bom meu filho, vê se não volta tarde.

- Não entendo esse menino, mulher! Ruim de bola desse jeito, não sei pra que ele insiste tanto!

- Deixa o menino se divertir, homen implicante!

- Gente, olha lá o Marcelinho vindo!

- Vou lá puxar um pouco o saco dele... Senão nem no gol eu jogo hoje! Quem mandou eu me meter à besta e querer fazer aquela vaquinha pra comprar uma bola pra nós.

- Ah, você sabe como é o Marcelinho, né? Ele não joga nada, não sabe a diference entre um zagueiro e um centroavante, e a gente só chama ele pra jogar por causa da bola. Imagina só se a vaquinha dá certo e agente deixa de depender da bola do Marcelinho, nunca mais nós íamos deixar ele jogar com a gente! Ele não é bobo!

- É, eu sei. Mas a vaquinha tava dando tão certo. Se não fosse aquele troglodita do Germânico ter ameaçado o pessoal que tava contribuindo, a gente já teria até uma bola oficial. A bola do Marcelinho é muito ruizinha...

- Você sabe que o Germânico é amigo do Marcelinho, e também é muito ruim de bola! Ele só joga no time por causa do Marcelinho. Mas que essa bola do Marcelinho é ruinzinha, isso é!


- Não temos outra opção, né?

- Não.

- Mas sabe, o que está me deixando mais triste é a gente só apanhar do time daqueles três irmãos da rua de cima, o Salomão, o Conrado e o Palmieri.

- Com certeza! Pelo menos antigamente aqui embaixo agente era respeitado. Agora nem isso!

- Se pelo menos o Marcelinho deixasse alguém jogar no lugar dele. Não precisava nem ser o jogo todo, era só dar uma revezada, sei lá!

- Isso é! Nós perdemos todos os últimos contras por causa dele. Nosso time até que não é tão ruim, tem tradição aqui no bairro. Mas com o Marcelinho não dá!

- E ainda tem o Germânico, que fica botando medo em todo mundo que fala mal do Marcelinho...

- Por falar no Germânico, que confusão é aquela lá?

- Vamos lá ver!

- Menino, menino! O que aconteceu?? O Germânico estava querendo te bater??

- Estava...

- Por que?!

- Não sei... Juro que não entendi! Eu só perguntei se podia jogar também, e ofereci minha bola.

- Nossa, é oficial!!

- Com uma bola dessas nosso jogo ia até melhorar!

- Vou falar com o Marcelinho pra ver se ele deixa você jogar um pouquinho pelo menos! Mas deixa eu te perguntar, qual é o seu nome?

- Luisinho.

Por Torero às 11h00

29/11/2009

Sempre aos domingos: Torcer

 
 

Sempre aos domingos: Torcer

Texto de Anderson Santos 
 
 

Torcer é confiar em pessoas com quem você nunca trocou um “oi”

Torcer é olhar para a pessoa ao lado na arquibancada e ver como um igual

Torcer é acreditar num lance milagroso ou num santo goleiro mesmo sendo ateu

Torcer é crer que a explosão pode sair um pouco antes do apito final

Torcer é trocar o dia de folga com a família pela tarde com os amigos

Torcer é enlouquecer após um gol

E pedir para ser internado por problemas cardíacos após um título

Torcer é saber perder (por culpa do juiz)

E saber ganhar graças ao melhor time do mundo

Torcer é colocar a camisa do time mesmo após uma derrota

Torcer é gozar do adversário mais próximo em caso de vitória

E desligar o celular em caso de derrota

Torcer é se alienar de tudo em nome de uma paixão

É “estar com o time onde o time estiver”

Enfim, torcer é acreditar que o mundo pode parar por mais de 90 minutos

Por Torero às 07h07

28/11/2009

Sempre aos domingos: Eu pertenço a mim mesmo

 
 

Sempre aos domingos: Eu pertenço a mim mesmo

Texto de Marcio R. Castro

Rubem gostava dos momentos que antecediam a uma partida. Com o passar dos anos, aquela ansiedade usual havia se tornado o seu próprio antídoto, gerando um efeito tranqüilizante que amortecia músculos e mente. Anestesiado, Rubem podia curtir o ritual do vestiário, separando o uniforme, envolvendo a tornozeleira com esparadrapos, assustando os novatos com os estalos de seus joelhos.

Porém, no túnel, segundos antes de entrar em campo, sentia que já estava um tanto fora de lugar. Aquela roda de jogadores, com alguns gritando palavras de incentivo, outros falando solenemente, geralmente tudo ao mesmo tempo, era algo entre o óbvio e o patético. Meio sem jeito, Rubem lembrava que também já havia feito entusiasmado esses papeis.

Na sequência, a oração. Quase vinte homens vomitando o pai nosso, numa marcha sem ritmo ou graça. Não havia espiritualidade nenhuma naquele momento, era apenas uma vociferação sem significado. Ou pior, tinha sim um significado. Aquilo era um rito de guerra, não de paz.

Essa questão religiosa, digamos assim, já o aborrecia há algum tempo. Em sua carreira, nem se lembrava mais de quantas vezes havia sido intimado a participar de algum grupo de preces ou a conhecer essa ou aquela igreja do círculo centenário da adoração peregrina. Rubem ficava perplexo ao constatar que, em muitos casos, os mesmos que oravam e pregavam e glorificavam eram também os que cuspiam e quebravam e tramavam contra treinadores.

Mas os times já estavam no gramado. O velho artilheiro não teria muitos jogos pela frente, queria deixar uma boa lembrança. Em seu primeiro toque na bola, tomou uma pegada daquelas. Logo depois, um discreto murro nas costelas, acompanhado de um discurso singelo: “vou te aposentar, vovô!”. Cortesia do novo zagueiro da seleção, recém-convocado.

Na saída do campo, para o intervalo, seu algoz dava uma entrevista disputada. Rubem passou bem no instante em que o sujeito falava “graças a deus, graças a deus, nosso trabalho está sendo abençoado...”. O rapaz das pancadas e ameaças era um temente!

Mais alguns passos e o veterano pode ouvir um “se deus quiser, vamos conseguir os três pontos...”, agora vindo da boca de um de seus companheiros de time. Resolveu contar quantas vezes ouviria citações divinas até o recomeço do jogo. Foram 13. Algumas eram apenas interjeições. Outras, as que assustavam, flutuavam no ar como verdadeiras revelações.

Veio o segundo tempo. Logo de cara, gol do adversário. Na comemoração, camisa levantada e mensagem em letras improvisadas, “I belong to Jesus”. Em inglês, claro, para evangelizar mundo afora. Rubem olhou conformado. Sabia que a intenção do jogador era boa, vá lá, conhecia a figura. Talvez fosse o efeito Kaká, ou um pedido do empresário, quem sabe só uma moda politicamente correta. Talvez fosse ele que estivesse mais ranzinza.

Aquilo acabou dando um inesperado ânimo ao artilheiro. Queria marcar o seu. Correu, disputou, driblou, deixou por duas vezes seus colegas na cara do gol. Colocou uma bola na forquilha, mas o goleiro buscou com as unhas.

Foi seu último jogo. No treino seguinte, uma contusão o afastou dos gramados. Se fosse mais jovem, talvez voltasse. Mas não era. Sem saber que era sua despedida, saiu de campo quase satisfeito naquele dia. E pensou: eu pertenço a mim mesmo.

Por Torero às 08h48

22/11/2009

Sempre aos domingos

 
 

A “verdadeira” história das Copas do Mundo (do ponto de vista dos defensores de teorias conspiratórias) – Parte II (1978 – 2014)

Por Cláudio e Lino Porto

1978 – Argentina (Argentina). Única copa ganha somente nos gramados. Cansada de ser roubada ao longo da história, a Argentina enfim vence a sua, e com tamanha categoria que seu treinador chegou a dispensar o jovem Maradona, indiscutível maior jogador de todos os tempos, conforme eleição transparente, realizada sob os mais rígidos critérios pela FIFA através da Internet. Contaminados por teorias conspiratórias, alguns ingênuos defendem a tese de que o holandês Cruijff abdicou (covardemente) de jogar a copa por desconfiar que o democrático governo militar do país vizinho teria comprado a taça em acordo com seu co-irmão brasileiro, sob aval do bravo selecionado peruano.

 


1982 – Espanha (Itália tri). O juiz da decisão foi Arnaldo César Coelho, para quem a regra era clara: a Alemanha não poderia vencer de modo algum, pois a máfia italiana havia prometido denunciar que o esquema das loterias (motivo de injusta punição ao excepcional Paolo Rossi) ia muito além das fronteiras da Bota. A FIFA acertou o tri italiano com a Cosa Nostra em troca de silêncio. Lamenta-se apenas o bom time brasileiro ter ficado pelo caminho, deixando gênios como Valdir Peres, Paulo Isidoro e Serginho Chulapa sem terem erguido uma taça do mundo. Às vezes o futebol é injusto.

1986 – México (Argentina bi). Apesar de Maradona ter feito uma copa razoável, a conquista fora previamente acertada com a Inglaterra e a ONU, como compensação ao pacífico governo portenho por ter concedido aos britânicos o direito de usarem as Ilhas Malvinas, após empate no referido conflito bélico entre as duas poderosas nações. Outra versão, baseada em farta documentação secreta, garante que o título seria francês, em combinação com os brasileiros (daí o pênalti bisonhamente perdido por Zico), como forma de humilhar ainda mais a Grã-Bretanha. Na verdade, outro acordo de bastidores é que prevaleceria nesta e na próxima copa... Afinal, por que a imbatível Alemanha entregaria tão fácil duas finais seguidas?

1990 – Itália (Alemanha tri). A bela seleção de Lazzaroni surpreendentemente fora; repetição da decisão entre Argentina e Alemanha, derrotada facilmente nas duas edições anteriores; pênalti inexistente na final... Meras coincidências? Óbvio que o objetivo era acelerar a unificação alemã após a queda do Muro de Berlim, conquista do valoroso povo ocidental que pôs fim a sua tirania. Bom lembrar que Joseph Blatter é germânico. Segunda copa seguida que o esquema funcionou com precisão. E a terceira final entre os dois países estava armada para ser na Colômbia em 94...

1994 – EUA (Brasil tetra). O imperialismo ianque, em franca decadência, roubou a sede do país sul-americano, alegando insegurança gerada pelo tráfico de drogas (?), fato que causou imensa revolta popular não divulgada pela grande imprensa, pois a Colômbia, além de pacífico exportador de café, era também uma das favoritas ao título. Posando de democratas, os estadunidenses exigiram que a copa fosse decidida nos pênaltis, de modo a agradar os imigrantes ítalo-americanos e hispânicos (para eles, o Brasil é hispânico), abafando a pressão popular que ameaçava irromper no seio de Tio Sam. Deu certo: o conservador Clinton foi reeleito. Chegaram ao cúmulo de excluir Maradona do certame, justo no auge de sua forma física, sob uma estapafúrdia alegação de doping.

1998 – França (França). A história só é conhecida entre nós graças à Internet, que nos permite divulgar as verdades que essa imprensa golpista tenta nos omitir, como o célebre dossiê das multinacionais do esporte com a CBF: França vence em 1998, Brasil em 2002, França em 2006 e Brasil em 2010. Tudo parecendo o mais natural possível. Ronaldo não concordou e inventaram aquela história enrolada da língua enrolada. Um dia Edmundo contará toda a verdade. Os traidores da pátria receberam polpudo prêmio pelo vice. Gonçalves e Júnior Baiano, entre outros, vivem hoje como milionários sem precisarem explicar a origem de tanto dinheiro. Tudo para que o silêncio se mantenha sobre o restrito grupo dos 44 jogadores envolvidos, seus familiares e amigos.

2002 – Coréia/Japão (Brasil penta). Esquema funcionando. Sabedor do acordo, Felipão dá-se ao luxo de deixar Romário de fora para convocar o cerebral Anderson Polga. Os países anfitriões, mesmo inimigos, aceitam fazer a copa juntos apenas para provar ao mundo que são mais poderosos que a China, o que corrobora a nova correlação de forças da geopolítica planetária globalizada... Por via das dúvidas, conforme todos já desconfiavam, Oliver Khan estava comprado na final.

2006 – Alemanha (Itália tetra). O acordo franco-tupiniquim quase funcionou de novo. Só muito dinheiro para explicar o medíocre Zidane passeando em campo sem marcação e aquele ridículo ato de arrumar a meia em pleno ataque francês. O problema para esses conspiradores é que há sempre alguém de reputação ilibada que não se vende: Materazzi, elegante zagueiro italiano, provou que honestidade não tem preço.

2010 – África do Sul (?). Com o acirramento da grave crise econômica nos EUA, comenta-se que a FIFA já teria um plano para tornar os ianques campeões mundiais, alterando o cenário futebolístico internacional e reduzindo, por tabela, o crescente poder da UEFA. Como o fim do império americano nunca esteve tão próximo, e eles quase venceram a última Copa das Confederações, é bom ficarmos alertas.

2014 – Brasil (?). Será a copa mais bem organizada da história deste país, sem nenhum desvio de verba, superfaturamento, caos aéreo ou qualquer outro fato que macule a imagem de nação ordeira e organizada que o Brasil possui. A final será no Maracanã e o Brasil jogará por um empate...

 

Por Torero às 12h11

21/11/2009

Sempre aos domingos (de sábado)

 
 

A “verdadeira” história das Copas do Mundo (do ponto de vista dos defensores de teorias conspiratórias) – Parte I (1930-1974)


Texto de Cláudio e Lino Porto

 
1930 – Uruguai (campeão: Uruguai). Tudo combinado. Uruguai faria e venceria a de 30. Argentina faria e venceria a de 34. Em 38 o tira-teima entre eles, no Paraguai.

1934 – Itália (campeã: Itália). Título merecido. Benito Mussolini mostrou ao mundo o que um governo moderno, ético e bem administrado pode fazer dentro e fora de campo.

1938 – França (Itália bi). A FIFA temia que um líder democrático como Adolf Hitler triunfasse. Mesmo com a forte Áustria anexando-se à Alemanha, a Itália de Mussolini novamente nos ensinou como a firme condução de um país reflete-se diretamente no bom futebol jogado por sua seleção. Sem falar que Meazza foi melhor que Pelé...

1942 / 1946 – Era para ser na moderna Alemanha nacional-socialista, mas a FIFA recusou-se a promover a Copa sob a frouxa alegação de que não havia condições devido à guerra do resto do mundo contra o eixo democrático. Mera desculpa para impedir o triunfo da então poderosa nação alemã. A imprensa internacional, sempre dominada pelos semitas, chegou ao absurdo de inventar essa história de campos de concentração, em que até hoje muitos tolos crêem.

1950 – Brasil (Uruguai bi). Fontes secretas afirmam que o presidente Dutra, a mando de Vargas, teria enviado caças da FAB para abater o avião do Torino em 1949, o que facilitaria o triunfo da seleção do popular governo trabalhista brasileiro no ano seguinte. Mas a tese mais coerente é que Barbosa, infalível goleiro brasileiro, teria se vendido por rios de dinheiro e levado uma vida nababesca após abandonar o futebol, a ponto de bancar alguns jornalistas para tentarem nos convencer do contrário.

1954 – Suíça (Alemanha campeã). Auge da Guerra Fria. Era imprescindível ao capitalismo internacional que a invencível e socialista Hungria fosse derrotada. Sem falar que a Alemanha precisava a todo custo conter o crescente desejo interno pela volta do fascismo democrático em sua pátria. ...E ainda dizem que a Suíça é neutra!

1958 – Suécia (Brasil). O jovem Havelange fez um acordo com os franceses para tentar impedir que os ingleses chegassem ao poder máximo na FIFA. A França, disparado melhor time daquela Copa, venceria em 58. Depois o Brasil venceria em 62. Em 66, França. E assim, sucessivamente... O plano só não deu certo porque a comissão técnica brasileira falhou ao explicá-lo para aquele ponta-direita escalado à última hora.

1962 – Chile (Brasil bi). Simples: copa comprada pela CBD... Que Garrincha, que nada! Jogador mediano. Driblava sempre para o mesmo lado. Não era tudo isso que diziam. O tal Mané foi apenas uma invenção da imprensa carioca, notadamente a botafoguense, reduto de intelectuais boêmios com mania de poesia.

1966 – Inglaterra (Inglaterra). O decadente capitalismo anglo-saxão estava cansado das conquistas latinas. Britânicos e germânicos se unem para impedir o tri canarinho, que foi ao Reino Unido com uma seleção super organizada. O conluio: Inglaterra em 66, Alemanha em 70 e Bélgica em 74, para não dar na vista. E o juiz da final era um suíço...

1970 – México (Brasil tri). Pelé? Sem dúvida um bom jogador, mas aquelas “famosas” jogadas que não terminaram em gols foram combinadas com os goleiros adversários, inclusive com truques de câmera para endeusá-lo posteriormente. Pelé foi uma invenção da imprensa neoliberal paulista, através de jornalistas como Juca Kfouri e José Torero, saudosistas corno-mansos, que ainda acreditam que futebol se decide dentro de campo. Essa “conquista” brasileira só foi possível graças à destacada atuação do ultra popular presidente Médici, que além de escalar o ousado Zagallo como treinador, no lugar do retranqueiro comunista Saldanha, mandou convocar o genial atacante Dario Beija-Flor, demonstrando que seus conhecimentos iam muito além do mero terreno da democracia.

1974 – Alemanha (Alemanha bi). Milhares de alemães ocidentais arriscando suas vidas para cruzar o Muro de Berlim em busca de uma vida melhor no lado oriental, socialista. Óbvio que a imprensa burguesa mundial tentava noticiar o contrário. Neste contexto de Guerra Fria, era natural que o timaço da Alemanha Oriental fosse garfado, restando apenas a boa, mas conservadora, equipe holandesa, apelidada de “laranja mecânica” em alusão a um obscuro filme dos anos 70 em que seus personagens primam pela violência. Tudo para facilitar a vitória da fraca equipe alemã capitalista, na qual se destacava o mediano Beckenbauer.

(continua amanhã)

Por Torero às 09h43

A seleção fora da Copa

 
 
Texto de Rafael Calixto Tauil
 
A Fifa temia que as duas maiores estrelas do futebol atual, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, não participassem da Copa do Mundo de 2012, na África do Sul, já que suas respectivas seleções passavam por dificuldades nas eliminatórias. A Argentina, coroada com gritos de “chupem” proferidos por Maradona, conseguiu sua suada classificação. Nesta última quarta-feira, sem o “gajo” -que enfrenta uma contusão e as mandingas de um bruxo chamado Pepe-, Portugal também conquistou sua vaga, no dia em que as 32 seleções do torneio foram, enfim, definidas.

Outros jogadores renomados, assim como suas respectivas seleções, no entanto, não vão participar da Copa. Como seria então uma seleção, de 23 atletas, formada apenas pelos que não podem jogar o torneio? Confira a lista dos que você poderia (mas não vai) ver em campo na África do Sul.

 

GOLEIROS

Petr Cech (República Tcheca/Chelsea): Considerado um dos melhores do mundo, joga com proteção desde 2007, depois de ter literalmente "quebrado a cabeça". Os tchecos foram superados por eslovacos e eslovenos em seu grupo na Europa.

Reserva: Shay Given (Irlanda/Manchester City): Arqueiro do hoje milionário City, destacou-se anteriormente no também inglês Newcastle. Fora graças à “mão grande” de Thierry Henry.

 

DEFENSORES

John O’Shea (Irlanda/Manchester United): Curinga de Alex Ferguson no time dos Red Devils, pode atuar em qualquer posição da zaga e até como volante. No clube, costuma aparecer mais como lateral direito.

Dmytro Chygrynskiy (Ucrânia/Barcelona): Custou nada menos que 25 milhões de euros aos cofres do Barça, com recisão de mais 100 milhões. É bom? Não vai ser na Copa que vamos saber.

Cristian Chivu (Romênia/Internazionale de Milão): Canhoto, joga na zaga, mas também faz a lateral esquerda quando necessário. Sua seleção passou longe de uma vaga –ficou atrás até da Lituânia nas eliminatórias.

Yuri Zhirkov (Rússia/Chelsea): Foi contratado pelo time inglês pela bagatela de 21 milhões de euros, vindo do CSKA de Moscou. É lateral esquerdo de origem, apóia bem o ataque e pode jogar de meia.
Reservas: Ivan Córdoba (Colômbia/ Internazionale de Milão); Olof Mellberg (Suécia/Olympiacos);  John Arne Riise (Noruega/Roma); Marek Jankulovski (República Tcheca/Milan).

 

MEIO-CAMPISTAS

Seydou Keitá (Mali/Barcelona): Sua seleção, que ainda conta com jogadores como Sissoko, Kanouté e M.Diarra, conseguiu ficar atrás do Benin em nas eliminatórias africanas –Gana ficou com a vaga do grupo. Volante de contenção, leva vantagem com suas passadas largas.

Ryan Giggs (País de Gales/Manchester United): A uma semana de completar 37 anos, o craque, extremamente técnico, conduz com maestria o meio-campo e tem feito a diferença no clube inglês. Ganhou, na votação dos jogadores, a Professional Footballers Association, o prêmio de melhor de 2009. Seria o capitão do time.

Andrei Arshavin (Rússia/Arsenal): Rápido e criativo, o meia-ofensivo levou o Zenit São Petersburgo à conquista da Copa da Uefa e, posteriormente, da Supercopa na decisão contra o Manchester United, em 2008. O Arsenal despendeu cerca de 15 milhões de libras.

Reservas: Darren Fletcher (Escócia/Manchester United); Mahamadou Diarra (Mali/Real Madrid); Martin Petrov (Bulgária/Manchester City); Antonio Valencia (Equador/Manchester United).

 

ATACANTES

Andriy Shevchenko (Ucrânia/Dinamo de Kiev): Já com 33 anos, o centroavante tornou-se um jogador mais cerebral. Armaria o ataque. Teve seu auge no Milan, mudou-se para Stamford Bridge e agora voltou para o clube que o revelou.

Zlatan Ibrahimovic (Suécia/Barcelona): Indiscutivelmente fator decisivo dos últimos três títulos nacionais da Inter de Milão, mudou-se para a Catalunha como contratação mais cara da história do time azul-grená –66 milhões de euros. Provavelmente o craque do time.

Emmanuel Adebayor (Togo/Manchester City): Fez fama ao substituir Thierry Henry, depois que o francês deixou o Arsenal. Foi levado para Manchester com a onda de contratações resultante da injeção de dinheiro de Abu Dhabi no clube.

Reservas: Roman Pavlyuchenko (Rússia/Tottenham); Edin Dzeko (Bósnia/Wolfsburg); Milan Baros (República Tcheca/Galatasaray).

São muitas opções consideráveis para o ataque. Entre elas, Craig Bellamy, Adrian Mutu, Robbie Keane, Dimitar Berbatov, Claudio Pizarro, Vedad Ibisevic, Henrik Larsson (sim, jogou as eliminatórias), Mohamed Zidan, Amr Zaki, John Carew e até o brasileiro-croata Eduardo da Silva.

Faltou alguém? Quem você levaria? Quem mais merece o troféu “George Weah” de arquibancada VIP na África do Sul –lembrando, jogadores que não costumam ser convocados, mas de seleções que vão à Copa, não contam.

Por Torero às 09h32

19/11/2009

Mil outra vez

 
 

Texto de Carlos Eduardo Sisso


19 de novembro de 2009.

O dia em que a Terra parou.

Os olhos do mundo se voltam, ansiosos, para o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Todas as emissoras de rádio e TV se acotovelam por um mínimo espaço que pudessem encontrar à beira do gramado.

Vasco e Santos empatam por 1 a 1.

E, de repente, silêncio.

32 minutos do segundo tempo.

Lançamento para Pelé.

“É agora!”, diz um torcedor ao meu lado.

Trila o apito.

Pênalti!

O Maracanã explode.

Torcedores do Santos se abraçam nas arquibancadas.

Torcedores do Vasco se abraçam nas arquibancadas.

Torcedores de todos os times se abraçam por todo lugar.

“É agora!”, repete o torcedor, e me abraça também.

Pelé pega a bola e a beija.

Tensão.

Bola na marca da cal.

De um lado, Pelé.

Do outro, Andrada.

Pelé.

Andrada.

Andrada.

Pelé.

Ninguém respira.

Trila o apito.

 

 


O Maracanã explode.

O mundo explode.

E Andrada soca o chão.

Pelé pega a bola e a beija.

Todas as emissoras de rádio e TV se acotovelam por um mínimo espaço que pudessem encontrar dentro do gramado.

Era o gol 3000.

Ovacionado, mais uma vez, e diante de centenas de microfones e lentes de televisão, Pelé diz:

“Pô, galera, de novo?

Já se passaram 40 anos!

Quantas vezes eu vou ter de repetir?

‘Tem que cuidar das criancinhas! Tem que cuidar das criancinhas! Tem que cuidar das criancinhas!’

Tem dó, né?!”

E, de repente, silêncio.

 

Por Torero às 16h11

15/11/2009

Critérios de desempate, o que é mais pertinente?

 
 

 

Por Marcelo Ferioli

 

Ao observar os dados abaixo referentes ao desempenho de Juventos e Milan no campeonato italiano da última temporada, você seria capaz de dizer qual das duas equipes terminou na frente (no caso, qual foi a vice-campeã, pois a Internazionale foi campeã com 84 pontos)?

Não, você não poderia saber quem terminou na frente sem conhecer os resultados do confronto direto. Embora o Milan tenha vantagem no número de vitórias e maior saldo de gols, quem teve melhor performance no confronto direto foi a Juve que bateu a equipe milanesa em Turim (4x2) e empatou em Milão (1x1), e assim assegurou o vice-campeonato. No “Calcio”, em caso de igualdade em pontos a regra privilegia quem se deu melhor no confronto direto.

Se considerarmos um apanhado dos países de maior evidência no cenário do futebol (Alemanha, Argentina, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Portugal e Brasil), todos os campeonatos nacionais são disputados por pontos corridos (o campeonato brasileiro tardou mas se juntou aos outros). Nestes campeonatos a primeira regra para classificação dos clubes é obviamente o total de pontos ganhos (vitórias valem 3 pontos, empates 1 e derrotas 0). No entanto as semelhanças param por ai, os critérios seguintes variam de acordo com o campeonato. As regras NÃO são as mesmas no arredor do mundo.

Muitíssimo disputado, o campeonato brasileiro deste ano pode ser decidido nos critérios de desempate caso algumas equipes terminem com o mesmo número de pontos, assim sendo, o número de vitórias será priorizado. Seria este o critério mais justo? Acredito que discutir tal assunto seja pertinente antes que algum clube se sinta prejudicado ao perder um título, uma vaga na libertadores ou seja rebaixado “graças” ao critério que privilegia o número de vitórias. Seria esse o melhor critério para desempatar? Porque ele é preconizado?

É curioso observar que os critérios de desempate variam de um campeonato a outro, pois isso pode ser determinante!

Na Inglaterra, França e Alemanha o primeiro critério de desempate é o saldo de gols. Na Espanha, Itália e Portugal o confronto direto desempata em caso de igualdade em pontos, antecedendo o critério de saldo. Na Argentina, em caso de igualdade, o campeão é decidido em um jogo extra. E o Brasil é o único deste apanhado a privilegiar o número de vitórias no caso de empate.

Vejamos alguns exemplos recentes:

No campeonato francês do ano passado três equipes (PSG, Toulouse e Lille) terminaram empatados em número de pontos ganhos (64). Durante o campeonato o PSG venceu 19 partidas, o Lille conquistou 17 vitórias e Toulouse obteve 16. No entanto foi o Toulouse que se garantiu na fase de grupos da liga Europa (a nova Copa da UEFA) por ter um melhor saldo de gols, garantindo a quarta colocação. O Lille disputou a qualificação desta copa. O PSG, que nos moldes brasileiros levaria vantagem, nem sequer disputou a Liga da Europa e amargou a sexta colocação do francês, pois o seu saldo foi inferior.

Também no ano passado no campeonato espanhol, Betis e Getafe terminaram com o mesmo número de pontos e também de vitórias. O Getafe se safou do rebaixamento graças a um golzinho a mais de saldo, já que houve igualdade também no confronto direto.

Em 2008 na liga inglesa Reading (10 vitórias) e Fulham (8 vitórias) empataram em número de pontos. Porém o Reading tinha saldo inferior, e foi o Fulham que se manteve na primeira divisão.

Objetivo na competição:

De acordo com a regra, o “desafio” ou as ambições de uma partida podem mudar. Numa partida em que uma equipe está perdendo por 5x0 o impacto do resultado poderia variar dependendo do regulamento do campeonato. Um simples golzinho, feito ou tomado, pode valer muito lá no final se o primeiro critério for o saldo, por exemplo.

Pergunta:

Porque o Brasil adota o número de vitórias como primeiro critério de desempate? No caso de igualdade de pontos este critério privilegia a equipe que ganha mais, mas que consequentemente, tem mais derrotas que uma outra com o mesmo número de pontos e número inferior de vitórias. Assim sendo,  uma vitória e duas derrotas valem mais do que três empates. Exemplificando, o “time 1”  empata três jogos em 1x1, o “time 2” perde dois jogos de 10x0 e ganha um de 1x0. Na regra brasileira o time 2 leva vantagem. O time 1, apesar da sua campanha regular é penalizado levando apenas um ponto por cada empate, penaliza-lo novamente no critério de vitórias é redundante.

Se há muito tempo a vitória passou a valer três pontos no lugar de dois, porque ela ainda segue como critério de desempate? Essa regra pode decidir um campeonato!

Recapitulando:

Critérios de desempate em caso de igualdade por pontos em campeonatos nacionais por pontos corridos

Pois é, o critério de desempate fora do nosso país não segue o modelo do Brasileirão. O item confronto direto que aparece como principal critério em Portugal, Itália e Espanha, e terceiro fator de desempate na França e Alemanha é preterido na lista de critérios do Brasileirão pelo número de vitórias. Embora o Brasil seja o maior detentor de copas do mundo e grande exportador de craques pelo mundo afora não é um exemplo de regulamento de campeonato nacional. Pelo menos no que diz respeito à elite do futebol mundial.

Saldo de gols, confronto direto ou porque não jogo extra, não sei qual desses poderia ser o mais justo, mas priorizar o número de vitórias é no mínimo estranho, diferente e singular.

Este ano não adianta chorar, pois todos os clubes concordaram com o regulamento no início do campeonato, mas porque não discuti-lo para os anos seguintes?

 



[1] A regra diz que se igualdade persistir nesses quesitos as equipes dividem a mesma colocação.

[2] Desempata o melhor comportamento: cartões amarelos contam 1 ponto e vermelhos 3.

[3] Partida única em campo neutro.

Por Torero às 07h22

Sobre o autor

Formado em Letras e Jornalismo e quase formado em Cinema, é autor de treze livros (como "O Chalaça"), escreveu roteiros para cinema (como "Pequeno Dicionário Amoroso") e para tevê ("Retrato Falado").

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