Blog do Torero

30/11/2008

Na raça!

Nesta segunda-feira, os aliviados santistas poderão se encontrar no Bar Boleiros, em São Paulo (rua Jesuíno Cardoso, 624, na Vila Olímpia). É que será lançado o livro "Na raça!", de Odir Cunha, que conta a conquista do bicampeonato mundial pelo Santos.

Pepe e Coutinho estarão lá, falando sobre aqueles três Santos x Milan de 1963.

Para os bissantistas, ou seja, os santistas de Santos, o lançamento será dia 4, quinta-feira, no Chopp Santista, (na esquina do canal 3 com a avenida da praia). E os dois craques (que são muito bons em contar histórias) também estarão lá.

Por Torero às 23h32

Toreroteca

Com o empate do São Paulo e a derrota do Corinthians, ninguém acertou. Marcelo Serrano até acertou estes dois jogos, mas botou fé que o Cruzeiro venceria fora de casa e ficou apenas nos cinco votos. Na semana que vem, última Toreroteca do ano, se ninguém fizer os seis pontos, o livro va para o primeiro que fizer cinco. Ou quatro. Ou três, Ou dois. Ou unzinho que seja. 

Por Torero às 23h06

Sempre aos domingos

Sempre aos domingos

(O texto de hoje foi enviado por Marcondes Serotini Filho)

SE FOSSE O CORINTHIANS...

Jamais um campeonato iria se resolver com uma rodada de antecedência. Quem dera. Mesmo quando o rebaixamento começa a se tornar uma luz ao contrário no fim do túnel, um trem em rota de colisão com um coração a ser despedaçado, nem assim o cadafalso nos é apresentado com todas as suas cores escuras.

Até o último minuto, com a cimitarra pesando sobre nosso pescoço, requintes de crueldade nos são ofertados para que não nos esqueçamos da eterna sina. Então, ao vivo, vemos no outro jogo que nos salvaria da degola, o goleiro catar um sem número de pênaltis, até que finalmente, com a ajuda do juiz que manda repetir o procedimento à exaustão, o pé-de-gancho consegue marcar, decretando nossa queda.

A dor é maior ao perceber que o time mereceu mesmo cair, de tão ruim que era. Não precisava deixar a angústia durar tanto tempo.

Se o Corinthians estivesse com a mão na taça, alguma manteiga iriam derramar para que ela escorregasse, quase nos escapando por completo. O resgate aconteceria, óbvio, no último minuto, na undécima hora, quando nossas unhas já não existissem mais.

Mas como é o São Paulo, a fleugma irá prevalecer, não haverá passeata nem tampouco derramamento de lágrimas. Jamais você verá, após o apito final do árbitro, na penúltima rodada, com 4 a zero pro tricolor no placar, um torcedor atravessar o gramado de joelhos. Este é o São Paulo, cansado de vencer, com ar superior, que mesmo quando não está numa final, faz seu torcedor se vangloriar do aluguel do Morumbi, que vai encher as burras já repletas do clube.

Com o São Paulo campeão, champanhe e brandy regam a festa.

Mas, se fosse o Corinthians, sangue e lágrimas seriam os líquidos mais observados na contenda, desde o péla-porco até as cativas.

 

(obs. péla-porco é como chamamos a arquibancada aqui no interior - queima a testa mesmo!.)

Por Torero às 05h58

29/11/2008

Meu primeiro texto

Meu primeiro texto

[Conforme a sugestão do leitor Thiago Esteves Nogueira, publico aqui a minha primeira coluna. Ela foi escrita para o JT, onde comecei a escrever  no final de 94 no Caderno de Cultura (mas logo de cara já falei de futebol). Depois, quando passei para a Folha, em janeiro de 98, refiz a crônica, trocando Clarice Lispector pelo Padre Vieira, e também a usei como texto inicial. Mais tarde, em 2001, quando ela saiu no livro "Os cabeças-de-bagre também merecem o paraíso", troquei mais uma ou outra palavra (lembro que foi então que coloquei Rivaldo, Robnaldo e Romário). Enfim, é o meu primeiro texto, mas com alguma plástica.  

 

Dize-me quem escalas e te direi quem és

A seleção de cada torcedor funciona como uma espécie de espelho. Assim, se ele escolhe um meio-campo formado por Dunga, Galeano, Mauro Silva e César Sampaio, fica evidente que se trata de um precavido, talvez até de um covarde. Por outro lado, se propõe um ataque com Rivaldo, Ronaldinho e Romário, estamos na frente de um ousado, de um destemido. Se a linha é Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, falamos com um saudosista, e se a defesa conta com Carlos Alberto, Figueroa, Domingos da Guia e Nílton Santos, estamos ao lado de um amante dos clássicos.

Convencido de que escalar uma seleção seria a forma ideal de me apresentar ao leitor, pus o cérebro para trabalhar e escolhi meus onze jogadores preferidos:

Goleiro: Drummond. Um grande time começa por um grande goleiro. Drummond nasceu em Itabira, mas atuou longo tempo no Rio de Janeiro. Ele traz segurança e tranqüilidade para o resto da equipe. É elástico e seguro, dono de um estilo que marcou época e fez seguidores.

Lateral direito: Bandeira. O pernambucano merece a posição apesar dos problemas respiratórios. Lateral direito de inegável leveza, caracteriza-se por criar jogadas aparentemente simples, mas que só parecem tão simples porque ele faz um complexo trabalho para descomplicá-las.

Zagueiro central: Érico. Central tem que ser gaúcho. Érico, além de ter nascido em Cruz Alta, é um beque polivalente: joga com qualquer tempo e vento. Pode atuar com aspereza e rudeza, ou sair jogando com maleabilidade e graça. Assim como outro central, Domingos da Guia, também possui um filho de inegável talento.

Quarto zagueiro: Nelson Rodrigues. Essa é uma posição onde é proibido ter falsos pudores; tem que se chutar a bola para a arquibancada e, se preciso for, deixar o inimigo estatelado no chão com fratura exposta. É o caso de Rodrigues, um jogador de moral polêmica. Alguns críticos mais ácidos dizem que ele cai muito pela direita, mas trata-se de um defeito menor que suas qualidades.

Lateral-esquerdo: Vieira. Começou a carreira timidamente, mas um dia teve um estalo e passou a jogar como que inspirado pela luz divina. Seu estilo é lógico, mas também grandiloqüente. Às vezes traça caminhos tortuosos, mas sempre chega ao seu objetivo. De todos os convocados é o único Atleta de Cristo.

Médio volante: Gregório. Um bom cabeça-de-área tem que saber xingar a mãe do adversário de doze formas diferentes. Gregório conhece 118. Não é à toa que o apelidaram de Boca do Inferno. Perguntado sobre as violentas faltas que comete, diz que são para a glória de Deus, pois, “quanto maior o meu pecar, maior a graça d’Ele em perdoar”. Não raro, elabora firulas e gongorismos que surpreendem a torcida.

Meia-direita: Mário. Um ponta-de-lança tem que ser ao mesmo tempo clássico e inovador. Mário consegue as duas coisas: sabe estudar o jogo e inventar lances com a mesma competência. Pode-se dizer que é um clássico de vanguarda.

Meia-esquerda: Machado. A nobre camisa dez não poderia ser vestida por outro. Excelente nos lançamentos em profundidade, é um especialista nos dribles sutis e no toque refinado. Estranhamente, está sempre com um riso nos lábios. Não se sabe, contudo, se ri dos inimigos, de si mesmo ou do público.

Ponta-direita: Guimarães. É um inventor. Guimarães cria dribles e ziguezagueia pelos campos gerais como ninguém. Seus lances são inesperados, como se ele sempre tivesse que criar um caminho pró¬prio. Aprendeu tudo que sabe na várzea, mas seu jogo é universal.

Centroavante: Oswald. Um centroavante deve ser imprevisível, e imprevisibilidade é a única coisa previsível em Oswald. Seu jogo é feito de toques curtos e dribles em pequenos espaços. Tem um temperamento difícil e costuma polemizar com os adversários. É um típico rompedor.

Ponta-esquerda: Graciliano. Vindo de Quebrângulo, Alagoas, este extrema-esquerda é dono de um estilo duro, sisudo e seco. O torcedor sempre pode esperar dele um jogo consistente e seguro. Odeia concentrações e pretende escrever um livro de memórias condenando essa prática.

Obs.: Obviamente esta seleção de imortais conta apenas com jogadores defuntos, o que deixou de fora vá¬rios nomes. Em meu banco de reservas estão Verissimo, Ubaldo, Millôr e Fonseca. São grandes atletas, mas desconfio que não têm muita pressa em entrar nesse time.

(PS: Relendo agora o texto, deu-me vontade de trocar um dos selecionados. Ficaria mais ou menos assim: Centroavante: Amado. O jogador baiano é adorado pela torcida, mas um tanto desprezado pela crítica esportiva. Porém, é inegável que sabe prender como poucos a atenção dos zagueiros e do público. O excesso de acarajé compromete um pouco a sua forma. Começou a jogar na praia, onde ficou conhecido como o capitão da areia.

 

Por Torero às 09h39

28/11/2008

A um passo do paraíso

Ansioso leitor, ansiada leitora, o melhor da festa é esperar por ela. Por isso os são-paulinos são os sujeitos mais felizes deste fim de semana. Se vocês virem um cara despreocupado no ponto de ônibus, dizendo que o coletivo pode atrasar porque ele não tem pressa, podem ter certeza: o sujeito é tricolor.

O são-paulino hoje é como a moça cheia de espinhas chegando na costureira para provar seu vestido de debutante. É como o adolescente que vai ao seu primeiro bordel e olha os dedos da eficiente profissional tirando sua cinta. É como o casal de namorados que está sentado no banco da praça e lentamente começa a levar seus lábios na direção do outro. É como o noivo virgem que espera, na lua-de-mel, já deitado na cama e usando um respeitoso samba-canção, que sua noiva saia do banheiro com sua camisola transparente. É como a mãe grávida de nove meses que olha para sua barriga e sabe que daqui a pouco terá um companheiro para sempre. É como a criança acordando no dia 25 para ver o que lhe deixaram sob a árvore de Natal. É como o jornalista iniciante que corre até a banca para comprar um exemplar com seu primeiro texto. É como o sexagenário que está abrindo sua primeira cartela de Viagra.

Enfim, não sei se deu para entender, mas o que tentei dizer é que o são-paulino está à beira de uma grande alegria. Uma alegria merecida.

Seis rodadas atrás, escrevi na Folha que o São Paulo tinha o caminho mais fácil para o título. Mas eu não esperava que ele pudesse vir com uma rodada de antecedência.

Os altos e baixos dos concorrentes ajudaram um bocado. O Grêmio mostrou-se frágil nos jogos fora de casa, pois, apesar de vencer o poderoso Palmeiras, perdeu do Cruzeiro, da Portuguesa e do Vitória. O Palmeiras foi derrotado em seus dois confrontos diretos com Grêmio e Flamengo. O Flamengo tropeçou no empate com a Portuguesa e na derrota para o Cruzeiro. O instável Cruzeiro levou goleadas do Náutico e do Goiás.

Já o São Paulo ganhou seus seis jogos, sendo que quatro por apenas um gol de diferença. Um gol que faz toda a diferença. E é o símbolo do time de Muricy.

Na verdade, não sei se o São Paulo consegue fazer um gol a mais ou levar um gol a menos. Por um lado, seu esquema defensivo voltou a ser o ponto forte do time. Por outro, o time reaprendeu a atacar sem um centroavante fixo, como eram Aloísio ou Adriano. Talvez Muricy consiga meio gol no ataque e meio gol na defesa.

O fato, caro são-paulino, é que você está a um passo do paraíso. Aproveite bem esta sexta e este sábado, que o melhor da festa é esperar por ela (se bem que a festa e a ressaca também têm sua graça).

Por Torero às 07h31

Toreroteca

E vamos à penúltima Toreroteca do ano.

Comecemos com o jogo mais importante da rodada: São Paulo x Fluminense.

Depois, o jogo do último rival: Ipatinga x Grêmio.

Para dar uma apimentada, um jogo de desesperados: Náutico x Atlético-PR.

Por motivos óbvios, Atlético-MG x Santos.
 
Para dar uma certa classe, um jogo de Libertadores: Internacional x Cruzeiro.

E em homenagem ao campeão da Série B: América-RN x Corinthians.

Meus votos são: São Paulo, empate, Náutico, Atlético-MG, empate e empate. Valem os votos enviados até as 16h00 deste sábado. Ganha o primeiro que acertar os seis jogos. E o prêmio de grego é um livro deste que vos escreve.

 

Por Torero às 07h30

25/11/2008

O melhor time do Brasil é...

Para ler o texto de hoje na Folha, clique aqui.

Por Torero às 16h55

24/11/2008

Anísio e Wilson

Hoje, o torcedor mais triste do Brasil deve ser Anísio, do interior do Pará.

Ele torce para o Águia e tinha grande esperança de que o time de sua cidade subisse para a Série B.

Ele é de Marabá, uma cidade média, com cerca de 170 mil habitantes. Mas seu Águia foi mais longe que os grandes clubes do estado, Paysandu e Remo, que ficaram pela metade do caminho.

Na fase final do campeonato, Anísio teve que viajar 485 km até Belém para ver os jogo de seu time, pois o estádio de Marabá era muito pequeno e os jogos tiveram que acontecer na capital do estado.

Ele só não viajou para Campinas para ver o último jogo porque uma passagem de avião seria muito cara e Marilene, sua grávida esposa, certamente pediria divórcio se ele gastasse tanto para ver um jogo do Águia.

Mesmo assim, Anísio acompanhou o jogo pela internet. Sua esperança durou até os últimos minutos da partida. O jogo estava 1 a 1 e o empate classificaria o Águia. Mas, aos 35 minutos do segundo tempo, o Guarani fez 2 a 1 e as esperanças do Águia, e de Anísio, desabaram.

Ele chegou perto de seu sonho. Mas acordou.

Hoje, Anísio está mais triste que os torcedores do Ipatinga, mas cabisbaixo que os do Gama, mais desolado que os do CRB.

Sim, porque o pior não é a desgraça, mas chegar perto da graça e não alcançá-la. Talvez só os torcedores do Grêmio saibam bem o que é sentir isso.

Por outro lado, o jogador mais alegre do Brasil é Wilson, de Ouricuri.

A história do bugrino do sertão é a seguinte: ele pegou quatro ônibus para ir de sua cidade, no sertão de Pernambuco, até Campina Grande, interior da Paraíba. Foram várias horas de viagem, mas era a única chance de ele ver seu time ao vivo.

Wilson escolheu ser bugrino porque, quando tinha doze anos, o Guarani montou um belo time com Luizão e Djalminha. Foi amor à primeira vista.

Pois bem, Wilson, agora com 25 anos, encontrou com alguns bugrinos no estádio Amigão, em Campina Grande, e até deu uma entrevista para a tevê local, quando revelou que seu maior sonho era ver um jogo do Guarani no Brinco de Ouro.

O interessante é que os torcedores do Bugre ficaram sabendo da história e decidiram abraçar a causa de Wilson. Fizeram uma vaquinha via internet e em menos de 24 horas conseguiram o dinheiro para trazer o bugrino do sertão para a partida decisiva.

Ele veio de avião e um torcedor, dono de um hotel, hospedou Wilson.

Foi a primeira vez que Wilson andou de avião. Foi a primeira vez que ele assistiu a um jogo no estádio de seu time. “Foi a primeira vez de tudo”, ele me disse agora às 11h00, pelo telefone.

Wilson viu, no campo, seu time vencer com um gol aos 35 do segundo tempo e subir para a Série B

“Está sendo bom demais. Estou me sentindo em minha casa. Cercado de pessoas do bem.”

E a festa não foi apenas ver o jogo. Ele também conheceu o clube, falou com os jogadores e até entrou em campo com o time.

Mas Wilson disse que o melhor mesmo foi ver o time vencer e subir para a Série B.

“Sertanejo é acostumado com sofrimento. Mas dessa vez até esqueci desse meu amigo.”

 

PS: Anísio não existe, foi inventado, se bem que deve haver alguns sujeitos parecidos com ele. Wilson existe, e não deve haver outro igual.

Por Torero às 12h00

21/11/2008

Finzão de semana

Ah, que sábado! Ah, que domingo! Este fim de semana é daqueles que dá vontade de ter um frigobar ao lado da poltrona para não ter que levantar.

Aliás, pensando bem, o fim de semana começou ontem, com um belo jogo de sete gols entre Figueirense e Náutico. Os que lutam para não cair dão espetáculos tão bons quanto os que lutam pelo campeonato.

Voltando para o futuro (isso daria um bom título de filme), no sábado teremos mais três desesperados em campo: o Santos vai a Curitiba enfrentar o Coxa, a Portuguesa recebe o Goiás e o Atlético Paranaense viaja até o Rio para medir forças e fraquezas com o Botafogo. Serão três jogos entre um time nervoso, que luta para não cair, e outro tranquilo, que está ali pelo meio da tabela, sem sonhos nem pesadelos. Veremos se vale mais a adrenalina ou a paz de espírito.

Ainda no sábado, mas já pela Série B, teremos os três times que lutam pela última vaga para a divisão principal. O Vila Nova (55 pontos), que precisa de um milagre estatístico, enfrentará o Brasiliense (13º.) fora de casa. O Grêmio Barueri (60 pontos), favorito à última cadeira na Série A, recebe o América-RN, que está em 15º. lugar e luta para não cair. E o Bragantino (57 pontos) pega, em casa, o ameaçado Fortaleza, que está na 18ª. posição.

Qualquer um dos três jogos é garantia de emoção. De bom futebol, nem tanto, mas, de emoção, com certeza.

Para o domingo ficam reservados os duelos mais importantes da Série A. O melhor jogo deve ser entre Cruzeiro e Flamengo. Os dois se enfrentam mais pela Libertadores do que pelo título. Mas sempre resta uma esperança. Pelo menos, ao que vencer.

O Grêmio vai a Salvador para pegar o Vitória. “Vitória” e “Salvador” são substantivos poderosos, mas nome não ganha jogo. Este fim de semana é a melhor chance para os gaúchos retomarem a primeira posição, pois o São Paulo terá pela frente um Vasco desesperado.

Quanto ao Palmeiras, terá que vencer o Ipatinga no Parque Antártica. Vencer o lanterna jogando em casa é a obrigação dos alviverdes. Se não conseguir isso, realmente não merecem a Libertadores.

Mas é na Série C onde se ouvirão mais orações. Todos os quatro jogos são decisivos. Faltando apenas um jogo, há um classificado (o Atlético Goianiense) e dois times fora do páreo (Confiança e Rio Branco). Os outros cinco lutam pelas três vagas restantes.

O Campinense (20 pontos) tem a sorte e o azar de pegar o Atlético-GO. Azar porque o Atlético é o time mais forte do grupo. Sorte porque ele já está classificado e pode jogar sem tanto afã.

O Duque de Caxias enfrenta, também fora de casa, o desclassificado Confiança.

E o Brasil de Pelotas vai até o Acre jogar contra o Rio Branco.

São três partidas em que o candidato à vaga jogará fora de casa contra times desinteressados. Nestes jogos deve haver catimba, espertezas e malas brancas.

O único confronto direto entre os postulantes à Série B será Guarani x Águia de Marabá. Quem ganhar sobe. Quem perder...

Enfim, teremos um grande fim de semana. Os fanáticos vão se despedir de suas famílias no almoço de sábado e só retornarão ao planeta na manhã de segunda-feira. Eu, pelo menos, farei isso. Até segunda.

Por Torero às 06h40

E volta a Toreroteca

Os jogos desta semana são:

Cruzeiro x Flamengo, o grande clássico do domingo;

Vasco x São Paulo, o duelo entre as pontas da tabela;

Vitória x Grêmio, um jogo que pode ter surpresas;

Palmeiras x Ipatinga, a partida mais fácil do teste;

Guarani x Águia de Marabá, o jogo mais decisivo do dia;

E Brasiliense x Vila Nova, só para ter uma partida da B.

Meus palpites são: empate, São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Guarani e empate.

Valem os palpites dados até as 18h29 de sábado. O primeiro a acertar os seis jogos receberá, em seu lar, um livro deste que vos escreve.

Por Torero às 06h38

18/11/2008

Zé Cabala e o grande baiano

Para ler o texto de hoje na Folha, clique aqui.

Por Torero às 09h37

12/11/2008

Dez perguntas - lição de casa

Daqui a alguns minutos irei para uma cidade pequena onde não sei se terei internet. Então, para que os laboriosos leitores deste blog não fiquem no ócio, deixo-vos uma lição de casa: pensar nalgumas perguntas para o presidente da CBF Ricardo Teixeira. Já fizemos a mesma coisa com os presidentes dos quatro grandes clubes de São Paulo. Agora é a vez do sumo mandatário do futebol nacional. Mande aí suas perguntas.    

Por Torero às 03h05

Tico e Teco na C

Para ler o texto de ontem na Folha, clique aqui.

Por Torero às 03h01

10/11/2008

De publicitário e louco todo mundo tem um pouco

Em algumas farmácias aqui em Roma há cartazes de Ronaldo como garoto-propaganda de um tônico capilar.

Pergunto aos criativos leitores deste blog: Que publicidade você faria com Ronaldo? 

 

(Caso alguém queira enviar propagandas com fotos, mande para blogdotorero@uol.com.br)

Por Torero às 16h39

08/11/2008

Doni, goleirorum magnus, qui diriabus?

Estou em Roma e, saindo do Vaticano (onde fui pedir uma mãozinha para que o Santos escape do rebaixamento), deparei-me com uma loja de camisas esportivas. Para minha surpresa, o vendedor me informou que a camisa número 32 de Doni (corintianos e santistas não têm boas memórias dele) é uma das mais vendidas. Ou ele melhorou muito ou, como diria Asterix, "esses romanos são loucos".

 

Por Torero às 16h44

03/11/2008

Big, Jack e seus revólveres fumegantes

No faroeste ninguém ganha por antecipação. O que vale é bala no peito do adversário, o sangue do inimigo escorrendo, o corpo do adversário afundando no chão lamacento.

Não basta ter as melhores armas. Há que usá-las melhor.

Por isso, neste fim de semana, vários caubóis que não eram favoritos venceram seus duelos.

Jesse Capibaribe, por exemplo, que tinha 33 pontos, venceu a bela Victoria Salvador.

Wyatt Earp Tinga ganhou de Coxa Cox e pulou para 31 pontos.

Joaquim Wayne, o caubói que usa uma cruz de malta no chapéu, venceu Louis Laranjeira, que usa cartola, e foi a 34 pontos, passando o próprio Louis.

 Joaquim (aqui sem o seu chapéu) sempre tem mais uma bala no revólver.

Hurry Hurricane venceu  Cliff Reciff, e saltou para 35 pontos, respirando por alguns dias, pois logo teremos um duelo entre Louis Laranjeira e Phil Gueira, e um dos dois deve ultrapassá-lo.

Aliás, Phil Gueira fez bonito e empatou com o então líder do campeonato. E em pleno Olímpico Saloon, a casa de Sancho Pampa.

O mesmo fez Jesse Bacalhau contra o poderoso Black Red, o caubói que tem sempre um urubu pendurado no ombro. Lá no Maracanã, onde todos pensavam que ele seria esmigalhado, Jesse lutou bem e foi Black que acabou tendo a sorte de conseguir empatar.

E Rob Gallo ganhou de Set Fire. Ou seja, entre os nove caubóis mais ameaçados de serem exilados para Série B Village, apenas dois perderam: Louis Laranjeira e Billy, the Fish.

 Big venceu Billy, the Fish, e encostou em Jack.

Aliás, eu estava no Belmiro Saloon e vi a derrota de Billy. Ele e Big Green fizeram um bom duelo. Tão bom que até alguns policiais, digo, assistentes do xerife, em vez de ficarem virados para a multidão, ficaram observando o duelo. O empate estaria de bom tamanho, mas, no último instante (ah, como doem as balas que nos acertam no último instante...), Big Green alvejou Billy mortalmente.

Com isso, Big passa a ser o vice-líder do campeonato. Ele está atrás de Jack Tricolor, que trucidou, ou tricidou, já que acertou três tiros, James Colorado. Como Will Uai perdeu de John Esmeraldine, e Sancho Pampa e Black Red empataram em casa, os dois caubóis paulistas passam a ser momentaneamente os favoritos a ficarem com a estrela de xerife. E realmente me parecem os dois melhores candidatos, já que os outros três são mais inconstantes.

 Todos estão atrás de Jack.

Por Torero às 08h56

Série C

O Atlético-GO disparou de vez. Venceu o Rio Branco por 5 a 0 e só não se classifica se seu avião cair (toc, toc, toc).

O Campinense, em casa, venceu o Brasil de Pelotas (que perdeu várias partidas por diferença mínima) e passou para a segunda posição.

Mas a grande vitória foi a do Duque de Caxias, que, fora de casa, venceu o Águia de Marabá. Curiosamente, o Águia consegue arrancar empates suados em campos alheios, mas perdeu os três pontos em Belém. Ainda está em quarto lugar, mas hoje deve ser ultrapassado por Guarani ou Confiança, que jogam em Campinas.

PS: Para meu regozijo, e mais ainda para o dos leitores, tirarei duas semanas de férias.  

Por Torero às 08h48

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