Blog do Torero

30/07/2008

Reporter de 2a.

E eis que está no ar a última página do "Repórter de 2a. na 3a." (depois dessa, quero um mês sem sair do 4o.). Para ir para lá, clique aqui.   

Por Torero às 19h28

29/07/2008

Tico e Teco na Folha

Para ler o texto de hoje na Folha, em que escuto uma conversa de Tico e Teco sobre uma falha no regulamento da Série C, clique aqui.

Por Torero às 12h35

Toreroteca da C

Não houve acertadores. Na verdade, ninguém chegou nem perto. O melhor fez 4 pontos. E a culpa foi dos times grandes dos três primeiros jogos. Quase todos votaram em Paysandu, Sampaio Correa e Santa Cruz, mas nenhum deles venceu. Pelo jeito, na Série C não essa história de ganhar com o nome. É luta de cego armado de foice em noite sem lua e no meio da lama.

Por Torero às 07h03

24/07/2008

Toreroteca

E vamos à última e desafiadora Toreroteca do C:

No grupo 3, Bacabal x Paysandu. O empate é favorável ao Paysandu.

No grupo 4: Barras x Sampaio Correa. O primeiro já está eliminado, o segundo já está classificado.

No Grupo 5: Santa Cruz (PE) x Campinense. O Campinense já está na segunda fase. O Santa Cruz precisa vencer para não depender de ninguém. E será difícil segurar o Santa Cruz empurrado por dezenas de milhares de torcedores.

Grupo 10: Itumbiara x Legião. O empate classifica o Legião.

Grupo 14: Madureira x Guarani. O jogo entre um que está fora e outro que está dentro. Apenas um amistoso.

Grupo 14: Ituano e Linense. Quem vencer avança. O empate favorece o Ituano.

 

Eu vou de:  Empate, Sampaio Correa, Santa Cruz, Itumbiara, empate e Ituano.

Por Torero às 07h26

22/07/2008

Oportunismo F.C.

Para ler o texto de hoje na Folha, clique aqui.

Por Torero às 16h50

20/07/2008

Toreroteca

Seis leitores fizeram cinco pontos. Mas nenhum acertou os seis. A grande zebra da rodada foi a vitória do Central sobre o Campinense. Como disseram meus leitores-guias de Caruaru: "Quando a gente não espera nada do central, ele vai lá e ganha. Quando a gente espera...". Como desta vez, contra o líder do grupo, nada se esperava, ele venceu. E derrubou muitos palpiteiros. 

Por Torero às 21h23

19/07/2008

Sempre aos domingos

Sempre aos domingos

Já é

(por Carlos Eduardo S. Souza)

 

Jales dirigia cuidadosamente o seu carro, pela BR-040, voltando do trabalho que fazia de vigilante na torre do Shopping Alta Vila, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.

Todo o cuidado com que Jales guiava seu veículo era pouco, pois naquele trecho da rodovia, a descida do Bairro Olhos D’Água, por onde ele passava, o número de acidentes é assustador.

Pelo retrovisor, Jales viu uma carreta se aproximar rapidamente.

Preocupado, tratou logo de levar seu carro para a faixa mais à direita, e a carreta atrás, já piscando um farol que não tinha tamanho.

De repente, um baque e um susto. A Belina 79 de Jales deu num buraco que não ele não vira, tão tenso estava, e o pneu furou.

Entrou pelo Bairro Betânia, resolvido a nunca mais fazer aquele caminho outra vez, sem saber, entretanto, como faria então para chegar a Ribeirão das Neves, onde morava com a mulher e a filha.

Encostou o carro um pouco à frente e, ainda taquicárdico, desceu. O pneu, de fato, fora embora.

A Belina até tinha estepe, mas não tinha uma ferramenta sequer.

- Que foi aí, véio?! – alguém perguntou.

Um jovem alto, usando boné e uma camisa do Atlético já estava agachado ao lado do carro, olhando o pneu estourado.

- Entrei num buraco ali no Anel, cara.

- Tem estepe não?

- Tem, mas tô sem chave e macaco pra levantar o carango.

- Já é. Vô lá em casa buscá, que eu tenho... Peraí!

- Pô, irmão, valeu mesmo. Brigadão!

- Já é.

O rapaz não demorou nadinha.

Enquanto trocavam o pneu, iam conversando. Foi quando Jales soube que o jovem morava ali perto e se chamava Jefferson, mas era conhecido como Moicano.

- Por causa do cabelo – disse, tirando o boné.

Moicano era motoboy, tinha 24 anos, era solteiro, mas tinha um filho pequeno com uma menina do colégio.

- A vida é dura, mermão! – e concluiu – E ainda tem o Galo que num ganha...

Os dois riram.

Jales disse que o Cruzeiro também não estava isto tudo. Que o time era bom no meio-campo, mas destoava um pouco na defesa e ainda não acharam o cara pra jogar com o Guilherme lá na frente.

- ‘Cê é cruzeirense?

- Hum-hum.

- Ihhh... Que maré, aê! Tanta gente pra ajudar e me cai logo um cruzeirense!

E os dois riram de novo.

- Pelo menos ‘cês tão ganhando uma coisinha aqui, outra ali de vez em quando. E a gente que custa a ganhar, e quando ganha é só esse mineiro páia aê!

E os dois foram ali, conversando, rindo e trocando o pneu da Belina.

Quando terminaram, Jales agradeceu:

- Quanto é que eu te devo, cara!

- Sai dessa, maluco. ‘Cê tem dinheiro?

- Não.

- Então, véi! Num vem com esse papo mole de dívida, que isso é coisa de grã-fino. Nóis é tudo parceiro, trabalhador, plebe, sangue-bom, aê...

- É mesmo, valeu!

- Manda seu timeco perder pra nóis no domingo, e tá tudo certo!

- Hahaha! Só, cara. Vou mandar. Mas valeu mesmo. Brigadão!

- Já é.

Jales entrou no carro, e viu Moicano atravessando a rua e sumir, dobrando uma esquina.

- Gente boa, esse Moicano. – pensou.

***

No domingo, o jogo entre Cruzeiro e Atlético, como sempre, agitaria a cidade. Eram esperadas mais de 50 mil pessoas e cidade respirava o clássico.

À medida que o horário da partida se aproximava, o fluxo de pessoas em direção ao estádio aumentava.

O grupo de amigos em que Jales estava era, ao todo, de umas 20 pessoas.

Moicano foi junto com uns amigos para a sede do Galo, em Lourdes, e, de lá, seguiam até o ponto de ônibus que os levaria ao Mineirão.

O pequeno grupo cruzeirense cantava o hino do clube e descia ali pela Rua Rio Grande do Sul.

Os atleticanos gritavam palavras de ordem, e vindos da Avenida Olegário Maciel, já contornavam a Praça Raul Soares.

Foi então que, nas esquinas da Rua Goitacazes com a Avenida Bias Fortes, no centro de Belo Horizonte, aconteceu o fatídico encontro.

O quebra-quebra foi geral.

Paus e pedras voavam entre os carros. O embate era de uma brutalidade assustadora.

Jales armara-se de um pedaço de fibra arrancado de um orelhão que seus amigos quebraram.

Seu grupo, menor, era perigosamente acuado.

Moicano e seus amigos lançavam pedras das calçadas, e espalhados por um raio maior, tentavam cercar os cruzeirenses.

Rapidamente a pancadaria selvagem começou.

Outros torcedores que por ali passavam também entraram na briga, e a correria se espalhou pelas ruas adjacentes.

Jales tentava defender-se dos chutes e socos, usando sua fibra, feita lâmina.

Moicano aproveitava a vantagem numérica dos torcedores atleticanos, e se juntava a outros na hora de atacar.

Por uma brecha entre dois carros, Jales se lançou e, desesperado, tentou fugir do grupo que se aproximava cercando-o, mas foi atingido por um pontapé e caiu, batendo fortemente a cabeça contra um poste.

Alguém gritou: “Mata!”.

Moicano se virou e viu alguns de seus amigos partirem pra cima de um cruzeirense atirado ao chão.

Outros cruzeirenses chegaram para ajudar, e fizeram um cerco a Jales, que tentava se reerguer, mas o número maior de atleticanos os fez fugir novamente.

A polícia chegou atirando suas bombas de efeito moral, e gás lacrimogêneo.

A turba, então, desfez-se.

Jales, mesmo grogue, tentou correr de novo, mas caiu.

Moicano e seus amigos, correndo, depararam-se com o agonizante cruzeirense em seu caminho, e cada um tratou de dar-lhe ainda um golpe final.

Vindo em último, Moicano atingiu-o fortemente na cabeça, com um pedaço de madeira que encontrara no chão.

- Já é – disse a si mesmo.

E Jales tombou definitivamente.

***

De volta ao trabalho, na segunda-feira seguinte, Moicano estava feliz. Seu Galo ganhara, e ganhara bem. Ia assobiando e cantando o hino do Atlético sobre sua moto.

Lançou um dos exemplares do jornal que entregava, na portaria do Shopping Alta Vila, onde Jales ainda não havia aparecido.

Na manchete do jornal, o “Show do Galo” era tudo o que se lia.

Mas do outro lado da cidade, o ronco seco do motor de uma Belina não foi ouvido.

Só o choro de uma mãe e sua filha.

Por Torero às 22h57

18/07/2008

A campanha continua

Irmãos, não é porque o momento é difícil que vamos desistir de nossa campanha.

Sim, o time tem dívidas.

Sim, o time está na zona de rebaixamento.

Mas não, não vamos esmorecer. Quem esteve ao Seu lado na alegria, tem que estar ao Seu lado na tristeza. Quem esteve ao Seu lado na primeira, tem que estar ao Seu lado na segunda.

O time está mal, mas só com calma e tempo, uma ou duas décadas, conseguiremos nos reerguer.

 Marcelo já!

Marcelo sempre!

Marcelo eterno!

Por Torero às 08h24

17/07/2008

Toreroteca da C

Muito bem, e vamos a mais uma Toreroteca. E, novamente, com times da Série C, onde agora os jogos são de vida e morte. Para esta rodada, escolherei jogos onde haja times que eu vi ou verei jogar.

O primeiro é Itabuna x Sergipe, que verei ao vivo (aliás, há algum leitor em Itabuna para me dar dicas sobre o time e a cidade?).

O segundo será entre Campinense e Central, dois times ricos da terceira.

O terceiro, entre Atlético (BA), time do texto mais recente da página "Repórter de 2a. na 3a." e ASA de Arapiraca, dois times simpáticos que terão que matar um ao outro.   

O quarto será Icasa x Treze. O primeiro é vice-líder com 7 pontos. O segundo tem apenas 1 e, se não vencer, no próximo ano irá amargar a Série D, de desastre (se se classificar no estadual, é claro).  

O quinto, entre Santa Cruz (RN) e Salgueiro (PE), um curioso time que pertence ao proprietário de um consórcio funerário. O time é bem organizado, paga seus jogadores quinzenalmente e é um dos líderes gerais do Campeonato 

E, por fim, um jogo entre dois times de torcidas muito pequenas: Linhares e Macaé. O segundo tem média de 276 torcedores por jogo. O primeiro, nem a metade disso: 137.

Meus palpites são: Empate, Campinense, Atlético, Icasa, empate e Macaé.

 

PS: Já há novo texto no "Repórter de 2a na 3a". Para ir para lá, clique .

PS2: Como os times da Terceira são menos conhecidos, não apenas o primeiro, mas os três primeiros leitores que acertarem todos os jogos ganharão livros (espero, é claro, que ninguém acerte, para que não secar meu estoque). 

PS3: Só valerão os palpites dados até as 15h de sábado.

Por Torero às 07h22

15/07/2008

Texto da Folha

A história desta Kombi e de seu proprietário são os temas de hoje no texto da Folha. Para ler o texto, assinantes do UOL e da Folha podem clicar aqui.

Por Torero às 07h26

14/07/2008

Toreroteca

Ninguém ganhou. Na verdade, ninguém acertou nem os dois primeiros jogos. As vitórias de Icasa e Linense sobre Treze e Guarani bastaram para desclassificar todo mundo. A Série C é mais imprevisível que passo de bêbado.

Por Torero às 07h37

11/07/2008

Juiz-laxante

Nesta sexta-feira, eu, que já quis ser vegetariano, cheguei ao décimo tipo de animal comido nesta viagem pela Série C. Até agora já desceram pela minha garganta: peixe, frango, boi, sururu, bode, carneiro, ostra, lagosta, camarão e avestruz.

Aliás, enquanto jantava meu pobre (mas saboroso) avestruz, escutei na mesa do lado uma ótima piada sobre Gilmar Mendes, o presidente do STF: o sujeito chamou-o de "juiz-laxante". O porquê, deixo a cargo da inteligência dos leitores.

Por Torero às 21h58

10/07/2008

Toreroteca de Terceira

E, já que os leitores sugeriram, vamos à Toreroteca da Série C. Os jogos escolhidos são:

Treze (PB) x Icasa (CE).

Guarani x Linense, já que o blog tem vários torcedores bugrinos.

Holanda (AM) x Remo (PA), o jogo da região Norte.

Mixto (MT) x Águia Negra (MS), do Centro-Oeste.

Metropolitano (SC) x Caxias (RS), do Sul. 

e Central x Campinense, que verei ao vivo.

Meus palpites são: Empate, Guarani, empate, Mixto, Caxias e Campinense. 

Por Torero às 16h41

Repórter de segunda na Terceira

Está no ar o texto sobre o jogo entre Treze e Santa Cruz (RN). Para ir para lá, clique .

Por Torero às 16h26

08/07/2008

Vendo com os ouvidos

Para ler o texto de hoje na Folha, sobre o sujeito abaixo, folhistas e uolistas podem clicar aqui.

Por Torero às 07h14

07/07/2008

Reporter de 2a. na 3a.

A página sobre a Série C já está no ar. Para ir para lá, clique aqui. Os comentários e sugestões podem ser mandados para cá.

Por Torero às 20h20

06/07/2008

Sempre aos domingos - Uma idéia para Isidoro

Sempre aos domingos - Uma idéia para Isidoro

Texto de Marcio R. Castro

Esta semana, em ação de busca e apreensão da polícia, foram encontrados na sede da torcida organizada Mancha Verde munição, clavas de metal, bastões de madeira com pregos e outros apetrechos que em nada lembram bandeiras, flâmulas ou faixas.

Um dos “diretores” da torcida, Isidoro Lopreto, prometeu severas providências. “As pessoas que erraram serão penalizadas, podendo, inclusive, ser excluídas do quadro de sócios. A entidade está acima de qualquer coisa”.

Sugiro ao austero Isidoro que comece as expulsões pelo “presidente de honra” da torcida, Paulo Serdan. Afinal, seu extenso currículo de violência foi coroado recentemente com as agressões ao técnico das categorias de base que ousou tirar seu filho de um jogo. Costelas e dentes quebrados, ainda que só alguns, não devem ficar na conta da entidade, não é mesmo?

Na mesma leva, o atual “presidente” da organizada, Jânio Carvalho, poderia sofrer impeachment. Há pouco tempo, o representante máximo da torcida deu uma edificante declaração, após desavença com seguranças do Palmeiras em que dois membros da torcida foram esfaqueados. "Se tivermos que fazer alguma coisa, vamos resolver na mesma moeda. É olho por olho e dente por dente. Se a Justiça não fizer, vamos ter que fazer. Depois não adianta me prender. Eu volto para a cadeia, mas volto com ele [segurança]". Pelo que entendi, Jânio iria para cadeia e o segurança para o cemitério, mas deixa para lá. O importante é que a família Mancha Verde não vai compactuar com ameaças de morte. Já vai tarde, presidente!

Isso geraria um devastador efeito cascata. Na Gaviões da Fiel, por exemplo, o ex-“presidente” Douglas Deúngaro, vulgo Metaleiro, seria afastado sumariamente da torcida. Aquele, que durante sua gestão, em 1997, planejou e executou a emboscada ao ônibus do Corinthians, em plena rodovia dos Imigrantes, apedrejando e aterrorizando jogadores e demais membros da delegação. Sim, ele mesmo, que se escondeu no banheiro do ônibus da equipe (já reformado, 10 anos depois do primeiro ataque) e, de surpresa, agrediu novamente jogadores que não honraram a camisa alvinegra. Como sobram outros episódios em sua ficha que não condizem com lealdade, humildade e procedimento, não ia ter jeito: rua!

Na Independente, torcida são-paulina, o primeiro da lista seria o ex-“presidente” Carlos Amorosino Júnior, o Sukita. Condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato a pauladas de um torcedor “rival”, o “presidente” enfrentaria agora o crivo de seus colegas, preocupados também em preservar a instituição e em manter o ambiente amistoso dos estádios. Um a um, começando por Sukita, cairiam aqueles que tanto desonram a Independente.

Apesar do cenário otimista que se anuncia se minha sugestão for aceita, uma coisa me incomoda. Todos os casos mencionados acima se referem aos “presidentes” das associações, aos líderes máximos de cada grupo. Constantemente, ouvimos desses “dirigentes” que não há como exercer controle sobre milhares de pessoas, que a torcida não deve ser responsabilizada nem punida pelos atos individuais de cada integrante.

Pura balela. O discurso dos líderes das torcidas organizadas é absolutamente demagógico, já que são justamente eles que incentivam, promovem e praticam os mais absurdos atos de violência e selvageria. O pior é que, pelas posições de destaque que ocupam, eles se tornam o exemplo a ser seguido. Para completar o círculo, devemos lembrar que nossos heróis são eleitos pelos sócios das agremiações, que formam efetivamente o que chamamos de torcidas. É evidente, então, que as instituições têm sim responsabilidade sobre si mesmas, já que são os sócios que escolhem os rumos que sua torcida deve seguir ao eleger e compactuar com seus nobres representantes.

Isso leva a crer que a mentalidade dominante das organizadas, como um conjunto, e não individualizada nas pessoas que as compõe, é essa mesmo que conhecemos, ainda que imposta por uma minoria atuante frente a uma maioria desinteressada: violenta, belicista, hipócrita e muitas vezes criminosa. Portanto, nada mais justo do que responsabilizar e punir também as torcidas pelo comportamento de seus componentes.

Talvez assim, sob o risco de sofrer sanções, multas, suspensões e, em último caso, extinção, a maioria adormecida (será mesmo que é maioria?) se levante e tome conta de verdade de sua torcida. Ou, impulsionados pelo instinto de sobrevivência, os que hoje comandam as agremiações mudem suas atitudes.

Parte fundamental desse processo civilizatório, a maneira como os clubes se relacionam com as organizadas também deve mudar. Carga de ingressos exclusiva, viagens bancadas pelo clube, reuniões com a diretoria e comissão técnica, tudo isso deve ser eliminado ou, pelo menos, vinculado à transformação de conduta das torcidas. É preciso que apenas um cartola, assim como vai fazer Isidoro, comece a revolução. Alguém se habilita?

Por Torero às 06h36

04/07/2008

10 respostas

E eis as dez respostas do Presidente do Palmeiras.

1-) Caro Presidente, bom dia. Precisando de um estádio maior para sediar mais confortavelmente os jogos do Verdão, o Senhor confirma o início das reformas no estádio para início de agosto e término em 2010? Qual será a capacidade oficial? Obrigado
[Marco Clerris] [São Paulo, SP, Brasil]

 
O Palestra Itália será um dos principais estádios do Brasil. O conceito será de uma arena multiuso, nos moldes dos principais estádios da Europa. Será a primeira Arena nos padrões FIFA das Américas, um motivo de extremo orgulho para todos os torcedores. E não é só isso. Será possível organizar grandes espetáculos musicais, artísticos e convenções empresariais, entre outros eventos. E, logicamente, para a torcida palmeirense, teremos o principal palco de futebol de São Paulo e talvez do Brasil. A Arena atenderá as exigências do caderno de encargos da FIFA no que diz respeito a conforto, comodidade para torcedores e imprensa. As obras no complexo devem começar ainda em julho e se estenderão por aproximadamente dois anos.


 
2-) Presidente, o que o senhor acha de um espetáculo que começa às 21h50min, cujo espectador fica sob risco de frio e chuva e ainda põe o traseiro no cimento; que ainda por cima teve seu preço mínimo majorado para R$ 40,00, e concorre com atrações como cinema, teatro (que são em lugares abrigados, mais baratos e tem assentos muito mais confortáveis) e mesmo TV pagas (que transmitem o mesmo espetáculo)?

Paulo R. Filomeno] [Campinas, SP]

 
Quanto aos ingressos, a Sociedade Esportiva Palmeiras entende que cobra valores compatíveis para o atual momento econômico não só do País, mas também do futebol brasileiro. É importante lembrar, nesta questão, que o torcedor palmeirense terá, em um prazo estimado de pouco mais de dois anos, o melhor estádio de São Paulo para assistir partidas de futebol. Não precisamos comparar atrações culturais com o futebol, pois não há necessidade de um torcedor deixar de ir ao cinema ou teatro para poder acompanhar o time de coração.

 

 

3-) É mesmo vantajoso fazer um acordo desses com a Traffic? De montar um time que serve de vitrine para negociações. Não é melhor começar a pensar os grandes clubes brasileiros como fim e não como meio de se chegar ao topo da pirâmide do futebol.
[Felipe Bandeira]


Quando a Sociedade Esportiva Palmeiras firmou a melhor co-gestão do futebol brasileiro (e talvez mundial), à época com a Parmalat, também surgiram dúvidas quanto à eficácia da parceria. Com o tempo, não só os palmeirenses, mas a imprensa em geral e demais torcedores, entenderam que ali se fazia uma união vencedora. Entendemos que o acordo com a Traffic é altamente positivo para o nosso clube.

 

 


4-) Presidente, parabéns pela sua administração. A maior vergonha do Palmeiras foi ser rebaixado para a Série B. A segunda maior, foi não ter participado do Mundial da FIFA 2000, lugar que tinha direito. Pergunta: Qual o verdadeiro motivo desta exclusão? Não seria possível de investigação, neste tema, a gestão de Mustafá?
[Marco Aurelio] [campo grande, ms, brasil]


A decisão sobre os participantes do Mundial de Clubes, que ocorreu no Brasil em 2000, aconteceu na semana que antecedeu a segunda partida da decisão da Libertadores 1999, que vencemos. Realmente o Palmeiras, por ter sido o campeão da Libertadores, poderia ser o representante brasileiro. Mas fomos indicados para o Mundial que ocorreria em seguida, na Espanha, que foi adiado pela FIFA.


 
5-) Presidente, o Marcos vai receber um busto no Palestra Itália, ao lado do Ademir da Guia, Waldemar Fiume e Junqueira? (Já ouvi que não poderia ocorrer, uma vez que ele já jogou em outro time, no começo da carreira. Mas, até aí, o Ademir jogou no Bangu).

[Paulo Domenico Rizzo]


O goleiro Marcos é um dos principais ídolos da história recente da Sociedade Esportiva Palmeiras e, tenham certeza, contará com todas as homenagens que um atleta de sua grandeza merece. O torcedor pode ter certeza que o Marcos terá o reconhecimento digno dos serviços prestados para o nosso clube. Ele ainda é um jogador, está na ativa, e no momento apropriado vamos estudar o caso com todo o carinho.


 
6-) Presidente: Primeiramente, parabéns pelo título paulista. Em segundo lugar, gostaria de saber quando o Palmeiras vai viabilizar para que o morador fora do estado de São Paulo torne-se sócio sem depender de um endereço no Estado para que se faça a cobrança, podendo, inclusive, o boleto ser impresso no site oficial do clube?
[Valdemagno Silva Torres] [Recife/PE/Brasil]


Esta é uma reinvidicação justa dos nossos associados do interior de São Paulo e de outras regiões do país. Trata-se de uma de nossas preocupações e, pode ter certeza, em breve teremos uma solução


 
7-) Caro Presidente, gostaria de saber como o Palmeiras passou a tratar suas categorias de base, após o acordo com a Traffic? O que notamos é que novos jogadores chegam e nenhum comentário sobre os nossos jovens é visto, aliado ao antigo problema do Vanderlei Luxemburgo de não trabalhar com jogadores de categoria de base. Hoje temos a Traffic, mas será que o futuro do futebol não está nas categorias de base e devemos ter sempre um olho voltado para elas? Saudações Palestrinas!

[Raphael] [São Paulo - SP]


Caro torcedor, permita-me discordar de sua opinião. Vários jogadores da nossa categoria de base fazem parte, atualmente, da nossa equipe. São vários os exemplos, como Wendel, Diego Cavallieri, Maurício, Bruno e David, por exemplo. Nossas categorias de base nunca receberam tamanha atenção. Estão previstos vários investimentos, ainda este ano, como a construção de alojamentos na Academia 2, em Guarulhos. Já fizemos um refeitório especial, supervisionado por nutricionista, fisiologista, assistente social e psicólogo. Firmamos convênio médico e odontológico para as categorias de base. Disponibilizamos, ainda,  curso profissionalizante de informática e temos convênio com um colégio.


 
8-) Presidente, primeiro gostaria de relatar um episódio depois complementar com uma pergunta. Sou do interior de São Paulo, e como estava com muita coisa pra fazer na semana do segundo jogo da final, não pude ir à São Paulo passar horas na fila pra comprar o ingresso. Quando soube da possibilidade de comprar pela internet (espaço VISA), já era tarde. Pra minha surpresa, a Mancha de Rio Claro anunciava em sua página no Orkut a venda de ingressos, inclusive para não sócios. Fui imediatamente para lá, onde me ofereceram ingresso por R$ 130,00 (o de R$ 40,00). Minhas perguntas são: Como pode o Palmeiras privilegiar as organizadas na distribuição de ingressos? O Palmeiras prefere esse tipo de torcedor (violento) em seus estádios? O Palmeiras tem conhecimento que as uniformizadas agem como cambistas? O Palmeiras tem medo desses bandidos? Porque não se possibilita a venda de ingressos (todos) pela internet? É pressão das organizadas?
[Marcelo] [Rio Claro - SP]

 
Parte das vendas de ingressos já é feita pela internet, para o espaço Visa. A nova Arena contará com a venda de ingressos com antecedência, para evitar filas e cambistas. Quanto aos torcedores dito organizados, não podemos discriminar ninguém. São palmeirenses que acompanham o time em todas as ocasiões, em diversos pontos do país.


 
9-) Quando o Serdan, da Mancha, agrediu o técnico que barrou seu filho no time infantil, foi dado um prazo de 90 dias para uma sindicância interna. Esses 90 dias já se esgotaram. Qual foi a conclusão da sindicância e as providências tomadas?
[Walter Camargo] [Santana de Parnaiba, SP, Brasil]

 
Encontra-se no Departamento de Sindicância do clube para novas análises. 

 
10-) Quando afinal vocês conseguirão acabar com as torcidas organizadas para que pessoas de bem consigam voltar aos estádios, pois eu sou do tempo em que se podia ir ao estádio e voltar inteiro para casa
[Ivaldo] [são paulo-sp-brasil]

 
Não podemos discriminar torcedores.  São todos palmeirenses, "comuns" ou "organizados". Também sou do tempo em que as torcidas conviviam pacificamente no estádio, mas não podemos generalizar e ver apenas aspectos negativos nas torcidas organizadas. Quando há exageros, estes devem ser punidos nos termos da Lei.

 

Por Torero às 19h50

02/07/2008

Repórter de segunda na terceira

Uma boa notícia aos três leitores desta coluna. Daqui a alguns minutos entrarei no carro, colocarei o cinto de segurança, me benzerei (sou ateu mas não sou besta) e rodarei mais de dois mil quilômetros até Arapiraca (AL). Porém, não pensem vocês três que isso significa que entrarei de férias e vocês não me lerão mais por aqui. Não, isto seria uma ótima notícia, não apenas boa.

Na verdade vou é trabalhar mais. Farei uma peregrinação pela Série C do futebol brasileiro, com atualizações diárias, fotos e uma página especial. Serei um repórter de segunda categoria na terceira divisão. Mas o tratamento gráfico será de primeira.

Tudo começa domingo, na rodada de estréia do Campeonato, no jogo entre ASA e Petrolina. Depois irei a Campina Grande, ver Treze x Santa Cruz (RN), daí Central de Caruaru (PE) x Campinense (PB), Serra (ES) x Duque de Caxias (RJ) e, por fim, Macaé (RJ) x Boa Vista (RJ). Mas no meio do caminho passarei por outras cidades e clubes.

Aliás, se meus três leitores tiverem algumas dicas sobre estes lugares, personagens e jogadores, coloquem aí nos comentários. E, se possível, encontrarei algum de vocês pelo caminho.

Espero que esta caravana seja divertida para nós quatro.

Por Torero às 10h28

01/07/2008

O "W" da questão

O texto de hoje da Folha começa assim:

"Uma das coisas mais chatas de ser colonizado culturalmente é ter que aprender a língua do colonizador. Isso é realmente boring. Ainda mais para mim, que não understendo a língua inglesa muito well."

Parece que não tem nada a ver com futebol, mas tem. Para ler o resto, clique aqui.

Por Torero às 11h35

Sobre o autor

Formado em Letras e Jornalismo e quase formado em Cinema, é autor de treze livros (como "O Chalaça"), escreveu roteiros para cinema (como "Pequeno Dicionário Amoroso") e para tevê ("Retrato Falado").

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