25/05/2007
Precisamos contra-atacar!
O Movimento "Fora Dualib" faz hoje, às 20h00, sua primeira manifestação, na esquina das ruas José Paulino e Cônego Martins, onde nasceu o Corinthians.
Pois façamos também nós, seguidores do movimento "Fica, Dualib", nossa primeira manifestação. Mas nada de lugar marcado. Sejamos anarquistas. Portanto, cada um, onde estiver, seja no aconchego do lar ou de um bar, às 20h00 erga o seu copo, tenha ele vinho nobre ou cerveja barata, e grite "Fica, Dualib!".
Vamos lá, amigos, não deixemos esta provocação sem resposta!
O sonho não pode acabar!
PS: E depois vamos relatar aqui os episódios desta cruzada cívica!
Por Torero às 13h55
24/05/2007
Das viradas
Ontem fui à Vila Belmiro ver o jogo entre Santos e América.
Depois do gol mexicano, eu, que sou um torcedor do tipo pessimista, daqueles que pensam que a derrota é certa e inevitável, como certas e inevitáveis são as derrotas para o tempo e a morte, já pensava em como seria chato sair do estádio cabisbaixo, debaixo de chuva e desclassificado da Libertadores.
Mas o público, mais otimista que eu, gritava muito e acreditava na virada.
Aliás, a torcida santista vem mudando lentamente. Ontem estava mais vibrante, mais animada, menos pessimista. Imagino que a causa disso seja a renovação. Agora não há apenas quarentões pessimistas como eu, mas também adolescentes entusiasmados e cheios de hormônios.
Então veio o empate, e com Jonas, que até então só tinha feito lambança, que estava sendo xingado pela torcida, que fazia o torcedor ao meu lado falar em Somália, Dodô e em Pelé, que bem podia sair do seu camarote e jogar uns minutinhos.
Depois deste gol, deixei o pessimismo de lado e passei a crer na classificação.
O estádio assistiu ao resto do jogo em pé.
E a virada veio.
Como diz o ditado, "de virada é mais gostoso". E é mesmo. Virar um jogo é isso:
-Então, doutor, como é que eu estou?
-Ah, meu amigo, este raio-x não deixa dúvidas. O senhor está com um câncer fatal. Dou-lhe mais duas semanas de vida.
-Duas semanas...?
-Duas semanas. No máximo. Opa, espera aí. Ah, olha só! O senhor não tem nada. A minha mão é que está suja e manchou o raio-x. Sabe como é, ganhei uma garrafa de melado duma tia lá de Minas Gerais. Uma delícia! Quer um pouquinho?
Sim, vencer de virada é como vencer a morte e o tempo. É escapar da derrota já esperada, é evitar o inevitável.
PS: Grêmio e Santos são dois times de virada. O Grêmio virou a final do estadual em cima do Caxias, depois virou na Libertadores sobre São Paulo e Defensor. O Santos virou na final do estadual em cima do São Caetano, e na Libertadores contra o Caracas e o América. Ou seja, nesta semifinal, quem sair na frente, perde.
Por Torero às 08h12
20/05/2007
Fica, Dualib!
Li no Blog do Juca que alguns corintianos fundaram o movimento "Fora Dualib" (não teríamos uma vírgula aí?).
Isso me deixou muito preocupado. Acho que nós, os não-corintianos, temos que nos posicionar quanto a isso. E com urgência! Não podemos deixar que Dualib saia do Corinthians. Assim como Mustafá era no Palmeiras, Dualib é a certeza de que o Timão não merecerá o aumentativo por um bom tempo. É a certeza de que o Corinthians será mal administrado, que terá muitas dívidas e pouco time. É a certeza de que o time com a maior torcida do principal estado do país jamais usará todo seu potencial.
Por isso, irmãos não-corintianos, estou fundando o movimento "Fica, Dualib".
Os pontos principais de nosso programa podem ser:
1-) A presidência passa a ser cargo vitalício. E transmitido por hereditariedade. Ou seja, em caso de morte o cargo deve ser repassado a alguém de sua família, como, por exemplo, sua sobrinha."
2-) Acabar de vez com a prestação de contas e balancetes. Isso só atrapalha a concentração de nosso líder.
3-) Dar carta branca ao presidente para novas parcerias obscuras.
4-) Apoiar a política de revalorização de antigos craques. Dualib já trouxe de volta Marcelinho e Vampeta. Por que não trazer também Wladimir, Zé Maria, Lance, Russo e Romeu?
Irmãos não-corintianos, precisamos nos unir neste momento em que vemos nossa superioridade ameaçada. Mais um pouco e o Corinthians irá para a Série B do Brasileiro, mais um pouco e o Corinthians entrará num buraco do qual levará décadas para sair. Por isso, não podemos esmorecer! Vamos às ruas e gritemos: "Fica, Dualib!"
PS: Por que o Corinthians está vencendo? Porque Dualib está viajando. Volta, Dualib!
Por Torero às 06h29
17/05/2007
Até logo
A bondosa leitora e o bodoso (não, não esqueci o “n”, dê uma olhada no dicionário) leitor devem pensar que escrever sobre futebol é uma moleza, não é? Devem pensar que fico vendo jogos na tevê enquanto migalhas de batatinhas chips caem sobre minha barriga, não é? Pois é isso mesmo.
Mas não é só isso.
Há, por exemplo, que ler muito jornal. E não apenas a Folha, mas também os rivais, como Estadão e Lance!. Nisso gasto cerca de uma hora por dia. Ou seja, sete horas por semana. E nem vou colocar na conta a revista Placar e a coluna do Sócrates na Carta Capital.
Há também que estar-se ligado na internet, onde sempre há notícias quentes, onde há blogs interessantes (como o do Paulinho), onde vejo como estão os times pelo Brasil e onde posso fazer minhas pesquisas para o Zé Cabala. Mais uma hora diária. Mais 7 horas por semana.
Não se pode esquecer dos programas de tevê. Há o sagrado Globo Esporte, o curioso Loucos por Futebol, o bom Sportv Repórter, os boleiros Bola da Vez, Bate Bola e Expresso da Bola, as conversas do Arena e o Papo com Armando Nogueira, sem falar no tradicionalíssimo Grandes Momentos do Esporte e nas entrevistas do Juca Entrevista. É claro que nem sempre vejo tudo isso, mas, mesmo assim, contemos mais uma hora por dia e 7 por semana. Ah, e uma horinha semanal é gasta aos domingos e segundas zapeando pelas mesas redondas.
Não podemos esquecer do rádio, que no futebol é um meio de comunicação ainda muito poderoso. Divido-me entre CBN, Bandeirantes e Jovem Pan, e assim lá se vão mais umas 3 horas por semana.
Ultimamente têm sido lançados muitos livros sobre futebol. O mínimo de decência exige que eu leia ao menos um por mês, e a leitura de um livro de duzentas páginas leva oito horas em média, ou seja, duas por semana.
E, obviamente há que ver jogos de futebol. Temos o jogo de quarta, o de quinta, o de sábado, o de domingo (às vezes dois) e os campeonatos europeus. Como sou um CDF (colunista de futebol) gasto nisso pelo menos umas 6 horas por semana.
Depois de tudo, há ainda que escrever meus textinhos. Para cada um gasto no mínimo duas horas. Como faço uma coluna para a Folha e esta para o UOL, lá se vão mais 4 horas. E há as respostas aos leitores e uns textos extras para revistas, jornais de empresa, etc..., que somam mais três horas por semana.
Em resumo: 7 + 7 + 7 + 1 + 3 + 2 + 6 + 4 + 3 = 40.
Estas 40 horas significam que não dá para fazer outra coisa sendo colunista esportivo (citar a Soninha não vale. Todos sabem que ela tem uma irmã gêmea, Soraia, e só por isso consegue fazer tudo o que faz). E, saudosa leitora e sardoso (é “r” mesmo, não “u”) leitor, eu preciso acabar um livro que está encalacrado, emperrado, há muito tempo. A primeira vez que saí da Folha, quando era repórter de Esportes no distante ano de 1987, foi para tentar escrevê-lo. Desde então, eu e ele temos lutado de quando em quando, e tenho perdido sempre. Mas, com dedicação integral, talvez eu tenha alguma chance.
É por isso que terei que parar de escrever regularmente neste blog e na Folha.
Mas não vou me despedir, pois, de vez em quando, quando der saudade, posso vir aqui e escrever algum gracejo ou desabafo.
De qualquer modo, espero estar de volta ao meu posto nas Olimpíadas. Então, fiquemos apenas com um até logo.
Por Torero às 07h59
16/05/2007
Convite
Caso algum leitor esteja no ócio lá pelas oito ou nove da noite, querendo tomar uma bebida obtida a partir da fermentação de lúpulo e cevada, bem poderia sorver tal iguaria no Bar Boleiros (rua Ministro Jesuíno Cardoso, 324, Vila Olímpia, tel.: 3849-8042).
Três autores estarão lá autografando seus livros e bolachas de chope. Eu, com o opúsculo "Santos, um time dos céus", Odir Cunha, com seu polpudo "Time dos sonhos", e Pepe, o nosso buda sorridente, com seu "Bombas de alegria".
Depois, é claro, poder-se-á ver a gloriosa lide entre América do México x Santos.
Por Torero às 05h14
15/05/2007
O escrete dos escrotos
Aproveitando minha insônia, coloco aqui o escrete dos escrotos. Curiosamente ele recebeu muito mais votos que a seleção dos seletos. É a natureza humana. Sem perda de tempo, vamos aos eleitos (ou reprovados) pelos eleitores:
Para a posição de goleiro, Danrley e Fábio Costa receberam boas votações: 17 e 18 votos, respectivamente. Mas Rogério Ceni foi mais lembrado que os dois juntos: 36 votos. Verdade seja dita, nos últimos tempos ele tem conseguido amenizar sua imagem prepotente, criada há uns sete ou oito anos, quando ele dificilmente aceitava um erro. Mas sempre me passa a impressão de estar fazendo um certo esforço para domar seu ego e falar a coisa politicamente correta.
O lateral-direito deste time é Souza, do São Paulo. Confesso que o acho divertido e suas provocações me parecem apenas isso, provocações. Mas, para quem leva o futebol muito a sério (o que não é o meu caso), Souza realmente pode ser irritante, tanto que recebeu 34 votos.
O zagueiro central deste time é Antonio Carlos (44 votos). Ele foi campeão pelos quatro grandes de São Paulo, mas sua infeliz manifestação de racismo, quando estava jogando pelo Juventude, marcou sua carreira. Ainda por cima, na época não admitiu o erro, e isso foi pior ainda. No Brasil, o eleitor aceita desculpas esfarrapadas. O torcedor, não.
Para a quarta zaga, Júnior Baiano foi lembrado por 33 leitores. De futebol meio tosco no começo da carreira, deu um salto de qualidade quando foi treinado por Telê Santana. Fez até gol de bicicleta! Depois, pouco a pouco foi voltando à situação original. Acho que é mais reprovado por suas caneladas e gols contra do que por sua personalidade.
Na lateral esquerda ficou o segundo jogador mais votado deste time: Roberto Carlos (53 votos). Suas declarações imodestas, a bicicleta na Copa da França e sua arrumadinha na meia na Copa da Alemanha (duas atitudes que também mostram vaidade) ficaram como uma tatuagem no jogador. O pior é que ele tinha certo direito de ser imodesto, pois foi o melhor do mundo em sua posição por muito tempo. Mas arrotar vantagens sempre pega mal. Aliás, arrotar pega mal.
Como volante, um jogador polêmico: Vampeta. Ele teve 21 votos para o escrete dos escrotos e 9 para a seleção dos seletos. Eu o colocaria na galeria dos francos, dos que falam o que pensam. Muitos detestaram suas cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto, alguns acharam engraçado. Estou com os alguns.
Ao seu lado, improvisado, ficou Leandro, do São Paulo, com 23 votos. Diferentemente de Souza, as provocações de Leandro são mais amargas, mais sisudas.
Os meias do escrete dos escrotos são muito talentosos. Na direita ficamos com Carlos Alberto (30 votos), ex-corintiano, ex e atual Fluminense. Trata-se de um jogador muito habilidoso, mas que pensa que é melhor do que é, e por isso acaba jogando sozinho e não rende o que poderia. É mais um que entra na seleção pela imodéstia.
Com a camisa 10, o jogador mais votado desta enquête. Sim, você sabe quem é ele. Nem poderia ser outro. O nosso campeão de votos, com 71 sufrágios, é o divertido e controvertido, o grande e pequeno, o desembaraçado e embaçado Marcelinho Carioca. Houve de tudo em sua carreira: brigas com companheiros, acusações de mercenário, trocas polêmicas de time, mulheres, religião, negócios nebulosos, lágrimas em programas de tevê, atitudes marqueteiras, gols maravilhosos e jogadas inesquecíveis. Ele é amado por muitos e odiado por muitos mais. Marcelinho Carioca é um personagem de bolero.
Como segundo atacante, o escolhido pelos leitores foi Edmundo (28 votos). O bad boy fez por merecer a indicação. Seu currículo traz de tudo, de desentendimentos com companheiros a acidentes fatais no trânsito. É um sujeito com muitos neurônios, mas ainda mais hormônios. Hoje, porém, está mais calmo e mais profissional. Se tivesse esta postura desde o começo da carreira, poderia ter sido um dos grandes do futebol mundial. Mesmo assim, convenhamos, é um cracaço.
E o centroavante do time é ninguém menos que Romário. O baixinho recebeu 34 votos. É um atacante nato no futebol e no verbo, com alfinetadas precisas. Um sujeito sem travas na língua, apesar de ter a língua meio travada.
No banco de reservas do escrete dos escrotos, além dos goleiros já citados, sentariam: Gabriel (11 votos), Argel (18), Magrão (15), Neto (17), Ricardinho (19), Djalminha (14) e Paulo Nunes (15).
Para o cargo de técnico houve uma bela disputa entre Luxemburgo e Leão, mas no final o ex-goleiro (que teve 9 votos para a posição) disparou e acabou vencendo o duelo por 21 a 14.
Não pedi votos para não-jogadores, mesmo assim Eurico Miranda ganhou fácil como o dirigente mais escroto (8 votos) e houve um empate entre dois jornalistas polêmicos: Galvão Bueno e Milton Neves (7 votos).
Em resumo, o escrete dos escrotos formaria com: Rogério Ceni; Souza, Antonio Carlos, Júnior Baiano e Roberto Carlos; Vampeta, Leandro, Carlos Alberto e Marcelinho Carioca; Edmundo e Romário. Um time ruim de se conviver, mas bom de se ver.
Por Torero às 03h53
14/05/2007
A Seleção dos Seletos
Finalmente, depois de contar mais de duzentos votos (o que dá uns dois mil nomes), consegui tabular os resultados. Nas linhas abaixo, a Seleção dos Seletos
O número 1 desta seleção é o número 1 por dois motivos: Porque é goleiro e porque foi o mais votado. Marcos, do Palmeiras, tem o estranho costume de dizer o que pensa, de não ser marqueteiro, de dizer que está ruim quando está ruim. Os honestos, no meio futebolístico, são coisa rara. Não é à toa que ele teve 39 votos.
O número 2 também é o segundo colocado. Cafu foi lembrado 28 vezes. Sujeito sorridente, que quando ganhou a Copa lembrou da esposa e não esqueceu que era 100% Jardim Irene. Alías, no Jardim Irene ele mantém a Fundação Cafu (http://www.fundacaocafu.org.br/). Mesmo fracassando na última Copa, tem crédito suficiente para estar com folga na seleção dos bacanas.
A vaga de zagueiro central ficou com o divertido Ricardo Rocha (12 votos). Todos os técnicos que trabalharam com o pernambucano dizem que trata-se de um sujeito agrupador, que faz bem para a equipe. Mesmo contundindo-se na primeira partida da Copa de 94, acabou sendo importante para a conquista, sendo um capitão fora de campo. Além disso, jogava um bolão.
O quarto zagueiro do time dos gente-fina é o único estrangeiro da equipe: Gamarra (9 votos). Era tão fino que nem falta fazia. Jogou num Corinthians inesquecível e num Palmeiras esquecível, e por pouco não levou seu Paraguai aos píncaros da glória na Copa de 1998.
Na lateral esquerda ficou o belo, inteligente e vitorioso Leonardo (20 votos). Jogou como poucos e criou, com Raí, em 1998, a Fundação Gol de Letra (http://www.goldeletra.org.br/). A mancha em seu currículo exemplar é aquela cotovelada em Tab Ramos na Copa de 94. Mas até aí ele fez o bem, pois Branco entrou em seu lugar e fez aquele gol salvador contra a Holanda.
A primeira vaga de volante será ocupada pelo modesto e competente Mineiro. Calado, eficiente, sempre presente na defesa e de vez em quando marcando gols, Mineiro ganharia fácil o prêmio de operário-padrão.
Já para a segunda vaga de volante tivemos um empate entre César Sampaio e Juninho, cada um com 14 votos. Juninho Pernambucano foi um dos poucos que escapou do fiasco da última Copa. Jogou com empenho e não estava em nenhuma boate no dia seguinte à derrota para a França. César Sampaio, sempre de bom humor e incansável na marcação, é tão adorado pelos palmeirenses que já há quem ouse escalá-lo em lugar de Dudu no Palmeiras de todos os tempos.
Para as meias foram eleitos dois galãs. O primeiro é Raí, ídolo no São Paulo e semideus no Paris Saint-Germain. Tinha um futebol que unia habilidade com força física. Seus 25 votos vêm por sua posição sempre sóbria e pela criação da Fundação Gol de Letra.
O outro meia é Kaká (20 votos). Bom moço até a raiz dos cabelos, Kaká freqüentava a igreja Renascer, aquela que teve seus dois fundadores presos nos EUA. Um tanto violento no começo da carreira, hoje Kaká é um cracaço e deve ter sido o sonho de muitas sogras.
No ataque teremos dois jogadores, um centroavante fixo e um atacante flutuante. O flutuante é Robinho (19 votos). Simpático e brincalhão, Robinho é um comercial de pasta de dentes ambulante. O mais curioso é que seu futebol se parece com ele. É outro que saiu ileso do vexame da última Copa, o que não deixa de ser uma vitória.
E, para a posição de centroavante, o escalado é Aloísio (23 votos), o homem que não consegue conjugar verbos no plural. Mas Aloísio mantém uma creche e uma escolinha de futebol em sua cidade natal, Atalaia, e se isso não é saber conjugar no plural, eu não sei o que é.
Para técnico, o escolhido foi Abel. Desde o episódio em que não quis sair da Ponte Preta para ajudá-la a fugir do rebaixamento, Abelão mostrou que estava no time dos legais. Depois, sua personalidade franca, emotiva, até mesmo chorona, conquistou de vez os brasileiros.
Ou seja, a Seleção dos Seletos ficou com Marcos; Cafu, Ricardo Rocha, Gamarra e Leonardo; Mineiro, César Sampaio (ou Juninho Pernambucano), Raí e Kaká; Robinho e Aloísio. Técnico: Abel. Eis aí um bom time de bons.
Amanhã, o escrete dos escrotos.
PS: Deu para montar uma seleção de veteranos seletos. Ficou asim: Taffarel; Jorginho, Luisinho, Wladimir (improvisado) e Nilton Santos; Ademir da Guia, Zico e Sócrates; Garrincha, Dadá e Pepe. Um timaço! E a concentração seria uma festa!
Por Torero às 09h14
13/05/2007
A mais lembrada
A mais lembrada
(O texto de hoje foi enviado por Ricardo Pierocini)
Eu sou ela. Aquela que sempre é lembrada quando o árbitro não marca pênalti para o seu time ou não anula o gol claramente impedido do time adversário. Isso mesmo: Sou mãe de um juiz de futebol.
Gostaria de aproveitar o dia das mães para compartilhar um pouco do meu fardo. Ainda me lembro do dia em que Judas (nome fictício para preservar a identidade do meu filho) ainda adolescente me comunicou que ocuparia suas horas vagas apitando jogos. Tentei convencê-lo a ser como os colegas de sua idade que faziam coisas normais como pichação, rachas e outras pequenas contravenções. Mas Juju sempre foi um garoto decidido.
Falhei ao não perceber os primeiros indícios de sua vocação para o ofício de errar, digo, de apitar. Enquanto todos os seus coleguinhas queriam uma bola de futebol no aniversário, ele, uma bandeirinha. No quarto, pôsteres do Arnaldo Cezar Coelho e do Godoy.
No colégio, nas aulas de Português, em vez de resumo, entregava a súmula do livro. Nunca disse uma palavra quando terminava um namoro, somente retirava do bolso de sua camisa (só andava com camisas de bolso) um cartão de cor vermelha.
O primeiro jogo profissional em que ele atuou foi inesquecível. Eu estava no estádio. Tudo ia bem até que, aos 45 do segundo tempo, ele marcou um pênalti contra o time da casa. Foi uma loucura. O estádio inteiro o xingando, ou melhor, me xingando. Não consegui me segurar. “ Seus brutos, desse jeito vocês vão assustar meu menino. É o primeiro jogo da vida dele. Vocês nunca erraram, não? Quem nunca errou que atire a primeira pedra.” Hoje, refletindo melhor, não repetiria aquela frase. Fui atingida por chinelos, pilhas, amendoins e outros objetos não identificados.
Meu pequeno Iscariotes é um bom menino. Ele me disse que aquela a quem os torcedores se referem não sou eu. É uma mãe multiuso. Quase um pretinho básico. Serve para extravasar frustrações. Aquela mãe é a mesma dos políticos, dos motoristas barbeiros e dos operadores de telemarketing que nos ligam às 8 da manhã no sábado.
Nesse dia das mães, como presente para mim, ele não vai apitar nenhum jogo. Ainda bem. Porque na semana passada ele apitou o jogo do meu time. Não é que o FDP expulsou o zagueiro sem ele ter feito nada?
Por Torero às 07h58
10/05/2007
O que mais mudou no nosso futebol?
A pergunta acima é o título do texto da Folha de hoje. Para lê-lo, uolistas e folhistas podem clicar aqui.
Por Torero às 06h15
07/05/2007
O melhor dia para escrever
O melhor dia para um cronista escrever é hoje, o dia seguinte a um título do seu time. Aí ele lê todos os jornais com gosto, passeia pelos sites, revê os gols nos telejornais matinais e então, feliz e satisfeito, senta-se em frente ao computador para escrever.
No dia seguinte a um título pode-se exagerar nos adjetivos, pode-se pintar cabeças-de-bagre com tintas de herói, pode-se esquecer polêmicas e falar só de glórias.
No dia seguinte a um título, o sol é mais brilhante, o pão com manteiga é mais saboroso e até o alarme do despertador parece tocar o hino do clube.
Mas falemos do jogo.
O Santos começou com o que lhe faltou na partida anterior: gana, raça, alma. Durante todo o campeonato o time foi competente, tocando bem a bola, marcando gols e defendendo com eficiência. Mas poucas vezes o Santos mostrou raça. As exceções foram nos jogos contra o Palmeiras (mas só acordou depois de estar perdendo) e contra o São Paulo.
Nos dois jogos contra o Bragantino e na partida anterior contra o São Caetano, a equipe se esforçou, mas não se via uma vontade ensandecida de vencer. Não se via aquele desejo animal de devorar a sua presa, não se via o brilho que há no olho do leão antes de ele pular sobre a gazela, não se via a baba do touro antes de ele correr para acertar o toureiro (oh, meus pobres antepassados...).
Porém, ontem, contra o São Caetano, a história foi outra. O time entrou com fome de vitória [o time e a torcida, pois 59 mil pagantes, fora os milhares de bicos, estiveram lá para empurrar o time. Foi quase o que levaram, juntos, Flamengo e Botafogo ao Maracanã (63 mil)].
E o Azulão se deixou intimidar pelo time e pela torcida adversários. Entrou em campo como presa, como vítima, como time pequeno. Na partida anterior também defendeu-se, mas estava sempre prestes a dar um bote. Desta vez só se encolheu num canto, esperando que os dentes de seu algoz não o alcançassem.
Mas abro aqui um parênteses: (apesar desta má partida, é preciso lembrar que o São Caetano fez um bom campeonato, ficando em terceiro na fase classificatória, fazendo o artilheiro do torneio e superando ao favorito São Paulo nas semifinais com uma inesquecível goleada.)
A fome de vitória santista foi satisfeita com dois bocados. O primeiro foi o gol de Adailton, o seu primeiro pelo Santos. O segundo foi o gol de Moraes, o seu segundo na carreira. Aliás, fico imaginando como foi a noite deste rapaz de vinte anos. Deve ter sonhado com a volta olímpica, com o troféu, com a multidão no Morumbi gritando seu nome, com a festa no ônibus, com a chegada em Santos e, principalmente, deve ter sonhado dezenas de vezes com seu gol.
Já Fábio Costa deve ter sonhado que saltava para agarrar o troféu enquanto levantava os pés para afastar onze jogadores do São Caetano; o pequeno Marcos Aurélio provavelmente sonhou que tinha dois metros de altura; Pedrinho, que tinha pernas de aço; Adailton, que era centroavante; Maldonado, que escorregava centenas de metros para dar seus carrinhos; Kleber, que cruzava bolas que ganhavam os céus e iam encontrar as cabeças de Ronaldo, Fred, Robinho e Vágner Love pelos campos do mundo; e Zé Roberto, o ex-volante, sonhou com uma partida sem fim, onde ele driblava todos os adversários eternamente.
Enfim, sonhemos todos. E que nunca chegue a terça-feira.
Por Torero às 09h43
Para lá do umbigo
Em Porto Alegre, o Grêmio prosseguiu em sua fase vitoriosa e passou fácil pelo Juventude, vencendo por 4 a 1, com dois gols de Tcheco. Isso pode dar ao time ânimo, confiança e adrenalina para o jogo contra o São Paulo no meio de semana. Ou pode provocar um “efeito endorfina”, ou seja um relaxamento, pois já teria alcançado seu objetivo de ser campeão. Veremos.
No Rio, o Flamengo foi campeão. Não é um time melhor que o Botafogo, mas compensou com empenho o que faltou em tática e talento. Deve ter sido um segundo tempo fantástico para quem estava no Maracanã. Um segundo tempo com quatro gols, uma virada e um empate. Um segundo tempo de primeira. Depois vieram os enfartantes pênaltis. E aí tem coisas que sempre acontecem com o Botafogo. Pobre técnico Cuca, trabalhou bem, mas ficará com seu ar personagem-angustiado-de-filme-de-Bergaman por um bom tempo.
O Atlético Mineiro perdeu mas venceu. Só que não foi um passeio. Aos 43’do primeiro tempo já estava dois a zero para o Cruzeiro. Mas então o zagueiro Luizão foi expulso e, contra apenas dez homens, o Atlético dominou e venceu.
Na Bahia, o Vitória foi campeão por antecipação, o que chego a lamentar, pois teríamos um Ba-Vi decisivo na última partida. Mas tenho certeza que os vitoriosos do Vitória acham melhor vencer assim, sem a tensão de uma partida final.
E o troféu do campeonato cearense, o mais feio do país (o troféu, não o campeonato), irá para as estantes do Fortaleza, que ganhou do Icasa por 1 a 0, frente a um público de quase 58 mil pessoas. O gol foi de Rinaldo, aos 14’ do primeiro tempo. E foi um belo gol. Clique aqui para vê-lo
O Remo, que só precisa empatar, empatou. Tinha vencido a Tuna Luso por 4 a 1 na primeira partida e começou vencendo o segundo, com um gol de Beá aos 9 minutos. A tuna só foi empatar aos 33’da etapa final, mas aí já era tarde.
Porém, os torcedores mais felizes do Brasil devem ser os do Paranavaí, que conquistou o primeiro grande título de sua história, e nada como uma primeira conquista.
O Paranavaí ganhou por causa de Paranavaí. Nas semifinais venceu o Coritiba em casa por 3 a 2, e depois empatou em Curitiba por 1 a 1. Já nas finais ganhou do Paraná em casa por 1 a 0 e depois, em Curitiba, empatou em 0 a 0, com grande atuação do goleiro Vanderlei.
Os torcedores do Paranavaí são felizes, mas são raros. Na semifinal foram apenas 3.700. Na final, nem isso: 3.400. A felicidade é para poucos.
(Obs.: Talvez os únicos que possam rivalizar com os paranavaístas sejam os torcedores da Portuguesa. Eles venceram o campeonato da segundo divisão paulista com uma goleada: 4 a 0 sobre o Rio Preto. Tão bom quanto uma primeira vez, só uma alegria depois de muitas tristezas.)
Por Torero às 09h41
03/05/2007
Convite
Relanço hoje o livro "Santos, um time dos céus", em São Paulo, na Livraria da Vila, rua Fradique Coutinho, 915, a partir das 19h00.
Por Torero às 09h46
Convite
Relanço hoje o livro "Santos, um time dos céus", em São Paulo, na Livraria da Vila, rua Fradique Coutinho, 915, a partir das 19h00.
Por Torero às 09h46