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Este blog é atualizado às segundas, quartas e sextas antes do meio-dia.


Saiba quem é Torero
Inter e Paraná: qual o pior dos sulistas?

Eis que chegamos à penúltima rodada das quartas-de-final. E hoje teremos uma decisão regional. Saberemos qual o time dos pesadelos do sul do país: Internacional ou Paraná.

Saberemos quem conseguiu juntar mais, digamos, não-craques. Terá sido o adolescente Paraná, que tem apenas 17 anos mas já possui vários títulos (inclusive, por que não?, a significativa marca de ter vencido o Goiás nesta Copa), ou o Internacional, que já teve Falcão e Figueroa, mas que veio para esta nobre competição com Cleitão e ET?

Para refrescar a memória do leitor, coloco aqui as formações destas duas inesquecíveis equipes.  

O Paraná, dirigido por Gilson Kleina (11 derrotas em 14 jogos), vem com: Darci; Luís Paulo ET (apelido ganho por conta de sua cabeça ligeiramente avantajada), Carlinhos (“dá arrepios só de lembrar”), Fábio Braz e Bezerra; Messias (que tinha físico de Buda), Daniel Frasson, Arinélson e Marcos Tora (“outro nome de peso: Chegou aqui com uns 250 kg, saiu com uns 240”); Wellington Paulista e Zumbi.

O Internacional, dirigido por Joel Santana e sua prancheta, entra em campo com estes onze: Maisena (que ganhou com o Cruzeiro do Flamengo); Nilson, Tonhão, Dacroce (uma zaga de crasse) e Admílson; Cleitão, Leandro Guerreiro, Tim e Celso; Mazinho Loiola e o inolvidável Didi Facada.

Quem seguirá entre os quatro piores? O gaúcho colorado ou o paranaense paranista? O Messias ou o Guerreiro? O Facada ou o Zumbi? Tonhão ou Tora?

Leia as escalações, imagine a partida, vote aqui ao lado e comente os melhores (melhores?) lances desta partida.



Escrito por Torero às 07h11
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Cruzeiro goleia Flamengo por 1 a 0.

Realmente, Cruzeiro e Flamengo fizeram um jogo marcante. No sentido de cheios de marcas. E marcas históricas. Romário (o Zé) chegou ao milésimo gol, sofrido é claro; Vampeta comeu seu milésimo acarajé (com bola em jogo); Argel levou seu milésimo cartão vermelho; Patrick fez seu milésimo cruzamento errado (só nesta Copa); e tivemos o milésimo CD vendido (e devolvido) pela dupla Macalé e Marabá.

Apesar de tantas marcas, foi um jogo desbotado. É que a lavadeira que cuidou os uniformes usou muita cândida, de modo que o time azul celeste entrou de azul-bêbê, enquanto o rubro-negro jogou de cinza e rosa. Para completar, as 5 estrelas do escudo mineiro caíram, numa metáfora da ausência de estrelas em campo.

Mas chega de prefácio e vamos ao romance!

1’: Rola a bola. As duas equipes se estudam neste início de jogo. E ambas são reprovadas.

2’: No primeiro lance de perigo, Macalé e Marabá trombam, caindo um para cada lado e reeditando a velha tática WM.

9’: Argel faz pênalti, Dill bate como sempre: mal. A bola bate em Maizena, que se desfaz, mas impede o gol.

25’: Bruno Quadros pinta o sete, mas, quando vai marcar, Jr. Baiano lhe aplica uma voadora e lhe arranca uma orelha. Agora ele é Bruno Van Gogh

27’: Whelliton tabela com Bandelack, esse sim com "n", e chuta forte - bola no mar

39’: Maurinho tenta dar um drible da vaca em Patrick, mas, burro, não consegue.

43’: Falta perigosa na intermediária para o Flamengo. Maizena arma a barreira com 05 jogadores. Júnior Baiano toma distância, tira a chuteira e o meião, limpa a cabeça do dedão e parte em direção à bola. Ele solta a bomba e a bola vai reto, até assobiando, bem no meio da barreira. Não foi gol, mas foi strike!

Intervalo de jogo: O segundo tempo começa com 5 minutos de atraso por causa de uma ventania no estádio, o que poria em risco a integridade física de Maizena, goleiro cruzeirense, que poderia se espalhar. 

55’: Patrick cruza e Toby acerta uma bicicleta. A bicicleta de um dos gandulas que trabalhavam no jogo.

63’: Goooool! E é do Cruzeiro! Marabá lança para Toby. Ele não vai na bola porque a zaga do Flamengo faz a linha burra, mas Zé Romário também participa e bola entra no gol vazio. Cruzeiro 1 x 0 Flamengo.

90’: Escanteio para o Cruzeiro. Argel na área. Marcação de Júnior Baiano. Temendo o confronto, todos os jogadores fogem. Menos Zelão, que vai cobrar o córner. A torcida pede para que Zelão cobre para fora, mas ele erra e a cobrança é perfeita. A bola faz uma curva linda. Argel e Júnior Baiano correm em direção à bola. Acotovelam-se. Empurram-se. Bufam um sobre o outro. A escala Richter marca 6 pontos. E a bola viajando. Caindo. Mal sabe ela o que a espera ao cair. 7 pontos. O gol está vazio. O campo está vazio. O estádio está vazio. Só os dois, Argel, o touro Nelore da Toca, e Júnior Baiano, o tiranossauro rex da Gávea. 8 pontos. A bola chegando, caindo (a esta altura, a pobrezinha já deve saber o que a espera). 9 pontos na escala Richter! As igrejas estão cheias. É o Armagedon! Eles vão se encontrar! A Terra vai tremer... Mas soa o apito. O árbitro, prevendo o pior, encerra a partida. O Flamengo está na semifinal!

E o Motorádio vai para o juiz, que impediu o fim do mundo.


(PS: Na contagem oficial, encerrada às 8h00, houve uma goleada. A maior até aqui. O Flamengo recebeu nada menos do que 82,65% dos 415 votos).



Escrito por Torero às 07h10
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Corinthians e Bahia, um jogo esquecível pela Copa dos Pesadelos!

Caros leitores, baratas leitoras, Bahia e Corinthians fizeram um jogo digno da Copa dos Pesadelos (o que não é exatamente um elogio).

Os torcedores adivinharam que isso aconteceria e mais de 50 mil fiéis foram ao Pacaembu. Todos para esperar o Papa, já que o jogo foi realizado na Somália, a fim de mostrar que existe coisa pior que a fome.

Mas vamos aos principais lances:

1’: o pontapé inicial foi dado e, há um minuto, a bola permanece parada no mesmo lugar.

2’: Gooool! Do Corinthians! Os jogadores do Bahia não subiram ao gramado porque já estão cansados. O Corinthians se aproveita e dá início à partida. Alcindo manda um bicão para a frente e a bola entra no gol (sem goleiro)... Timão 1 a 0.

3’: Jogada de perigo: Acioli, sozinho, se enrosca com a bola e torce a coluna. Ele sai para ser atendido pelo Departamento Médico, que, no entanto, não o atende.

4’: Alcindo passa protetor solar na careca.

5’: Edinho Nazareth, satisfeito com o resultado, pede para o time prender a bola.

6’: Alcindo pede um boné.

7’: Novo lance de perigo, Baré pega na bola.

8’: Alcindo tenta colocar um guarda-sol no meio de campo, mas o juiz não deixa.

14’: Gooool! Do Timão! Índio dança pedindo ajuda a Tupã. E Tupãzinho surge do nada, feito um raio, e marca o gol do Corinthians?! O juiz dá o gol para Índio alegando que a intenção foi dele. Bahia 0 x 2 Corinthians.

15’: Wilson Mano e Viola levam cartão amarelo por comemorarem o gol do Corinthians.

22’: O Bahia busca diminuir a diferença no placar e ataca com facilidade. A zaga do Corinthians é mamão-com-açúcar, ou melhor, chocolate com refrigerante.

34’: A bola sai e os gandulas fazem greve. Não querem devolver a bola pelo bem do futebol.

38’: Gralak dá uma bicuda para o alto e a bola sobe e acerta um bando de pombas. Em represália, elas começam a fazer tiro ao alvo na cabeça dos jogadores. Os mais afetados pelo ataque são Alcindo, pela lustrosa careca, e Volnei Baleia, pela área ocupada.

40’: Goooool! E de Viola (que está mais para violoncelo, de tão gordo). Bahia 1 x 2 Corinthians.

43’: Alcindo. Jogo paralisado para atendimento de Alcindo que, após passar shampoo e condicionador, volta à campo.

44’: Goool do Bahêêaa!!! Viola rouba a bola de Baré e chuta forte no canto para marcar! 2 a 2!! Na comemoração, relembra seus tempos de Corinthians e imita um porco! A imitação sai bem mais realista do que da última vez, pois ele vinha engordando uns cinco quilos por ano!

45’:A imitação de porco de Viola foi tão realista que Índio sacou seu arco e flecha e mandou uma flechada na pança do goleador!

Intervalo de jogo! O médico do Bahia informa que, apesar da profundidade da flechada, ela só atingiu tecido adiposo, não afetando nenhum órgão vital, como o estômago, por exemplo. Com isso o atacante está apto para a segunda etapa.

50’: Alcindo passa por Alex Guimarães e cruza para Alex Rossi. Sozinho, debaixo das traves, o atacante fura, cai sentado. Hilário!

53’: Repetição do lance anterior. Agora já é triste!

61’: Viola e Baleia trocam de posição no ataque do Bahia. Cada hora um fica de pé e o outro sentado.

64’: Guinei faz falta feia em Viola que sai de campo carregado. O massagista troca duas cordas e Viola volta ao jogo.

66’: Advaldo NBA avisa que começou a chover.

67’: As gotas de chuva atingem o gramado.

72’: Volnei Baleia joga na banheira e encalha.

80’: Escanteio para o Corinthians. O trio parada dura, Baré, Gralak e Guinei, vai para a área tentar o cabeceio. E consegue! Os três batem cabeças e caem desmaiados na grande área.

88’: Gooool! Embu toca para Piá, que deixa passar para Alex Rossi, que deixa passar para Alcindo, que deixa passar para o goleiro Alex Guimarães, que deixa passar! Bahia 2 x 3 Corinthians.

89’: Valdomiro Vaca Braba cai no gramado contorcendo-se, babando e mugindo! É atendido pelo departamento médico. Diagnóstico: encefalopatia espongiforme bovina (vulga "doença da vaca louca"). Valdomiro é levado para o abate no vestiário.

90’: O juiz assinala um minuto de silêncio, mas os jogadores entendem um minuto de acréscimo e continuam jogando.

91’: Termina a partida. O Corinthians vence e é eliminado. O Bahia está na semifinal!


A votação foi um jogo definido nos últimos minutos. Às 20h de ontem, o Bahia era o mais votado, algo como 52% a 48%. Às 22h00, os números tinham virado: o Corinthians chegou a 55%. Pela manhã, às 8h00, quando acabou a votação (394 votos), nova virada: os números eram 51,52% para o Bahia e 48,48% para o Corinthians. Ou seja, o tricolor baiano venceu por apenas dez votos.


PS: O livro “O dia em que me tornei corintiano” vai para o leitor Adamo.



Escrito por Torero às 07h10
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Cruzeiro ou Flamengo?, eis a questão

Nesta terça teremos o segundo jogo das quartas e certamente veremos uma partida de quinta (podem jogar esta piada na cesta).

Os contendores serão Cruzeiro e Flamengo. Um grande clássico interestadual. Será um jogo colorido, onde o azul e branco enfrentará o negro e vermelho (e os espectadores ainda ficarão roxos de raiva e verdes de vergonha).

Para defender o clube de maior torcida do Brasil, entrarão em campo Zé Romário; Maurinho (lembram?), Fernando (esqueceram?), Júnior Baiano (ele mesmo) e Cássio; Douglas Silva, Vampeta (o próprio) e Jorginho; Whelliton (sem “n”), Dill (o trocadilho pronto) e Negreiros. No banco, o presidente Edmundo Santos Silva e Júlio César Leal.

Pelo celestial time das Minas Gerais, as estrelas serão: Maizena (que amanhã também jogará pelo Inter); Zelão, Argel, Izaías e Patrick; Bruno Quadros (que fazia jogadas que eram pinturas; cubistas, infelizmente),  (Tião) Macalé  e (Hélio de la Peña) Marabá; no ataque, o sonoro trio Bandelack, Toby e Tapia. Comandando esta constelação, Nelsinho Baptista (que na quinta dirigirá o Santos contra o Vasco).

São dois times marcantes (que deixam marcas nas canelas adversárias), dois times ofensivos (que ofendem o futebol), que certamente darão o pior de si e jogarão com indeterminação e sem garra.

Quem vencerá este confronto? Quem ganhará o Motorádio como pior jogador em campo? Quem matou Odete Roitmann? Estas e outras questões serão respondidas aqui, amanhã, neste mesmo blog-horário, neste mesmo blog-canal.

Vote e comente.

 



Escrito por Torero às 07h08
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Copa dos Pesadelos: A hora de Bahia x Corinthians

E eis que passamos da metade da Copa dos Campeões. Já lá se foram oito jogos. Faltam apenas sete.

Hoje temos Corinthians e Bahia. Só um deles sobreviverá. O pior deles.

Os dois times jogarão no 3-5-2. O Bahia, será dirigido por Edinho Nazareth. O Corinthians, pelo simpático Ademar Braga.

E eu vos pergunto, cara leitora e barato leitor, qual zaga levará mais gols? Baré, Gralak e Guinei ou Advaldo NBA, Acioli e Valdomiro Vaca Braba?

Que goleiro fará mais lambanças: Johnny Herrera ou Alex Guimarães, o genro do Joel Santana?

E no meio de campo? Índio, Embu, Piá, Adrianinho e Augusto vencerão Jura, Wilson Mano, Galeano, Guaru Corpo Mole e Chiquinho? Eis aí um duelo de gigantes. Gigantes do ringue.

Qual ataque perderá mais gols? Alex Rossi e Alcindo ou Viola e Volnei Baleia? Os grossos ou os gordos?

É, leitores dos meus pesadelos e leitoras dos meus sonhos, eis aí um jogo imprevisível. Quem perderá e seguirá na Copa dos Pesadelos? Amanhã saberemos.

Vote e comente os principais lances do jogo.


PS: Vou sortear entre os comentaristas o livro “O dia em que me tornei corintiano", do curioso Marcelo Duarte, que saiu há alguns dias pela Panda Books.



Escrito por Torero às 07h03
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A fonte da vida

Um filme que vale a pena ver é “A fonte da vida”. O título é piegas, o cartaz é piegas, mas o filme, não. É bom, muito bom. Fala sobre assuntos nos quais as pessoas não gostam muito de pensar, mas que a gente pensa mesmo assim: o sentido da vida, a inevitabilidade da morte..., enfim, essas coisas que vem à nossa cabeça quando o centroavante do nosso time não é grande coisa.

O filme é formado por três linhas narrativas que se alternam e se completam, uma no século 15, outra no 21 e a última no 26 (esta é mais simbólica do que ficção científica).

Há alguns dias, aqui no blog, eu e o leitor Leonardo Lago falamos sobre filmes que têm linhas narrativas diferentes. “A fonte da vida” é um bom exemplo de como isso pode ser feito, e bem.

É um filme, digamos, inteligente, mas nem por isso descuidou da beleza. Pelo contrário. A direção de arte é sensacional, não só pelos belos cenários e roupas, mas porque conseguiu dar uma unidade estética às três narrativas. É legal ver como há elementos recorrentes nas três, como círculos e luzes amareladas.

Mas o melhor é que trata-se de um filme raro, um filme de alguém que quer dizer alguma coisa. E hoje em dia isso não é nada comum. Poucos fazem filmes porque querem expressar uma idéia, uma preocupação. O que se quer é fama e dinheiro, muito dinheiro. A sétima arte virou um investimento de primeira.

Mas “A fonte da vida” é outra coisa.

É um daqueles filmes em que você sai do cinema e continua pensando nele por algum tempo. Não é só uma coisa para vermos enquanto comemos um balde de pipoca.

 



Escrito por Torero às 06h13
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Quartas-de-final da Copa dos Pesadelos

Depois de muito pensar, por três ou quatro segundos, decidi fazer o emparelhamento dos grupos para a próxima fase pelo velho sistema da ordem alfabética. Não tem muita lógica, não tem nada a ver com futebol e por isso achei bom.

Se fui corretamente alfabetizado, nosso primeiro confronto será um jogo para multidões: Bahia x Corinthians. 

Na segunda partida teremos um colorido clássico nacional: Cruzeiro e Flamengo.

Internacional e Paraná farão o terceiro prélio, garantindo um sulista entre os quatro finalistas.

E Santos e Vasco farão um jogo em preto e branco na quarta partida.

Segunda-feira começa o morre-morre. Que perca o pior!



Escrito por Torero às 05h23
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Texto da Folha

Coloco aqui uns pedaços do texto de ontem na Folha (para ler o texto integral, folhistas e uolistas podem clicar aqui).

Pelé na Gaviões?

O carnaval acabou mas meus ouvidos ainda escutam um zumbido. Explico: é que um bloco carnavalesco achou por bem eleger a calçada em frente à minha casa como sua sede, de modo que o baticum perseguiu-me durante todos os dias, e pior, noites do reinado de Momo.

Por conta disso, meus sonhos foram confusões carnavalescas. Vi-me morrendo afogado num mar de confetes e enforcado por serpentinas. Sem falar nos devaneios eróticos, em que Grazi misturava-se a Juliana Paes, Sabrina Sato com Kelly Key, e, misteriosamente, Preta Gil com a águia da Portela.

Mas o mais curioso foi um sonho que tive com Pelé. Ou melhor, com um desfile da Gaviões que tinha Pelé como tema.

E foi um desfile completo, com fantasias, carros alegóricos e samba-enredo.

Na Comissão de Frente, como não poderia deixar de ser, vinham Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe acenando para a torcida.

A “Ala dos Mil Gols” era formada por nada menos que mil pessoas, cada uma representando um dos gols de Pelé. Em tamanho, esta ala só perdeu para a “Ala das Ex-namoradas”, composta pelas próprias.

Falando em mulheres, o Bloco das Xuxas fez muito sucesso. Era formado apenas por homens, todos usando imensas perucas loiras.

Talvez a ala mais engraçada tenha sido a ala “Exame de DNA, oba!”, que falava dos filhos ilegítimos do rei. A fantasia era simples mas interessante: todos os componentes usavam apenas fraldas e uma máscara de Pelé. Um humor um tanto ácido, é verdade, mas há que lembrar que o desfile foi bolado pela Gaviões.

Só não me lembro muito bem do samba-enredo. Mas acho que se utilizava da melodia de uma conhecida marchinha de carnaval e começava com algo como “Doutor, eu não engano, quando criança fui corintiano.”



Escrito por Torero às 05h08
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Os números da Copa dos Pesadelos

O leitor Carlos Eduardo, de Belo Horizonte, deu-se ao trabalho de fazer as estatísticas dessa primeira fase da Copa dos Pesadelos. Vamos a eles:

JOGOS: Nenhum (mas tivemos 8 peladas da pior qualidade);

GOLS MARCADOS: 0;

GOLS SOFRIDOS: Ah, agora sim! 35 (média de 4,375 gols/partida);

FALTAS COMETIDAS: 7.552 (média de 944 faltas por partida, ou 10,5 faltas por minuto, o que é mais compreensível);

CARTÕES AMARELOS: 176 (média de 1 por jogador);

CARTÕES VERMELHOS: 32 (média de 4 por jogo);

MAIOR PÚBLICO: 666 torcedores, no jogo entre Flamengo e Fluminense, além
das moscas.

MAIOR RENDA: R$ 1,99, no mesmo jogo.

ARTILHEIROS: Alcindo, do Corinthians (com a participação especial de Gato Fernandez) com 3 gols, é o artilheiro até aqui. Jardel, do Goiás, marcou 2 contra o Paraná e eliminou seu time. Bizu também fez 2 gols, um para cada time em que jogou, Sport e Palmeiras. Júnior Baiano, do Flamengo, não ficou atrás e tratou de balançar as redes em 2 oportunidades, mas uma a favor e outra contra. Cocito, do Grêmio, também foi artilheiro e marcou 2 gols, no clássico contra o Inter. Como destaque, temos ainda o árbitro José de Assis Aragão que assinalou 1 tento para o Santos, no jogo contra o São Paulo.

A segunda fase promete!



Escrito por Torero às 04h53
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Uma revista, um DVD e um CD

A Carta Capital desta semana traz uma excelente reportagem de Phydia de Athayde sobre o desperdício de dinheiro nas obras para o Pan. Aliás, nas últimas semanas a revista têm trazido capas surpreendentes e enfoques diferentes. 

O DVD "Paulo César Baptista de Faria", da série "Grandes nomes - TV Globo", traz um saboroso show de Paulinho da Viola de 1980. Vale a pena assistir aos pouquinhos para não acabar logo. 

O novo CD de Maria Bethânia, "Mar de Sophia", é muito bom. Sem hits, com uma pesquisa bacana e uma uniformidade de estilo que dá a impressão de que tudo é uma música só. Não sou um betanista juramentado, mas este CD é realmente bom.  

 

 



Escrito por Torero às 04h44
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Copa dos Pesadelos: Corinthians 5 x 5 Palmeiras

Corinthians e Palmeiras encerraram a primeira fase da Copa dos Pesadelos com um jogo à altura, ou à baixura, desta nobre competição. O elástico placar de 5 a 5, por culpa das defesas, mostra bem o que foi a partida.
 
Antes mesmo de a partida começar já tivemos lances comoventes, como quando o locutor anunciou as escalações e a torcida do Palmeiras gritou entusiasticamente o nome de Gralak (como ocorreu no Pacaembu em 94).

E me arrepio só de lembrar que, quando o juiz apitou o início do jogo, o célebre narrador Fiori Plagiotti pegou seu microfone e disse: "Rasgam-se as cortinas e começa o desastre."

Mas vamos aos principais lances do prélio:

1’: Marcinho Guerreiro recebe um cartão amarelo preventivo do árbitro, que sabia que dali a instantes ele iria acertar alguém mesmo.

5’: Goooool! Do Palmeiras! Lúcio passa por Índio, que fazia a dança da chuva, escorrega e cruza. A bola passa pelo trio calafrio (Gralak, Baré e Guinei) e cai nos pés de Guerreiro, que chuta fraco mas Herrera aceita.

6’: Índio faz marcação dura em Odair He-Man. Quer fazer um escalpo com a cabeleira dele, como já fez com Alcindo na concentração.

8’: Goooool! Do Corinthians! Índio tabela em tupi-guarani com Embu e cruza para Alcindo que, careca de perder gols, empurra para dentro. 1 a 1.

9’: Alcindo, preocupado com o sol,  passa protetor solar na careca.

10’: Goooool! Do Corinthians! Gralak cobra lateral na área, Fernandez grita “Sobe, Alexandre!” Os zagueiros do Palmeiras perguntam “Qual dos dois?” e a bola sobra para Alex Rossi que (quem diria?) faz 2 a 1 para o Corinthians.
 
17’: Adrianinho cai no buraco deixado por Lúcio na lateral e sai machucado.

18’: O trio calafrio (Athos, Porthos e Aramis) bate cabeça na defesa. O médico entra em campo para levar analgésicos.

20’: Goooool! Cruzamento na área palmeirense. Alcindo sobe, a bola escorrega na sua careca engraxada e pega um efeito doido. Corinthians 3 a 1.

22’: No meio de campo, Osio come uma macarronada feita com produtos Parmalat.

25’: Gooooool! Gralak cobra outro lateral na área do Palmeiras e Gato Fernandez engole um frango. Corinthians 4 a 1.

26’: O trio calafrio (Moe, Larry e Joe) se embaralha na grande área. O massagista entra em campo para desentrelaçar suas pernas.

28’: Augusto arranca tufos de grama a cada chute. O jardineiro do estádio tenta invadir o gramado mas é contido pela PM.

31’: Goooool! Índio faz a dança da chuva. Taddei passa por ele e diminui. Palmeiras 2 a 4.

41’: Grande jogada! Dualib é reeleito para mais uma gestão no Corinthians.

45’: Goooool! Os cachorros da polícia perseguem Gato Fernandez, que foge em disparada. Alcindo ainda precisa chutar duas vezes para acertar o gol vazio. O Corinthians faz 5 a 2 e termina o primeiro tempo.

48’: Guinei faz o milésimo pênalti da carreira e recebe uma placa da Fifa. Osio chuta e (quem diria?) marca. Palmeiras 3 a 5.

49’: Augusto, mantendo a escrita de sempre ajudar o Palmeiras, faz contra. 4 a 5.

50’: Confusão entre os defensores corintianos. Herrera fala em espanhol, Índio fala em tupi e Gralak, Guinei e Baré não falam, não se entendem e não marcam o ataque palmeirense. Resultado? Goooool do Palmeiras! E (quem diria?) de Bizu!. 5 a 5.

60’: Nada acontece há dez minutos.

70’: Nada acontece há vinte minutos.

80’: O juiz encerra o jogo por excesso de tédio e começa a chover. Provavelmente por causa da dança da chuva de Índio, que por isso leva o Motorádio. Como o placar estava empatado, faz-se uma final entre os dois presidentes. Vence quem comer mais esfirras. Resultado: Mustafá 78 x 65 Dualib, e a torcida sai com uma baita indigestão.

O Corinthians passa para a próxima fase (55,51% a 44,49% em 472 votos).



Escrito por Torero às 08h55
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E o pior time do Nordeste é...

Eis aí um clássico digno de nota. Nota zero. Em campo estiveram insignes craques que já provocaram torrentes de lágrimas de seus torcedores. Era o duelo definitivo para ver quem teve os piores jogadores de todos os tempos no Nordeste. Vamos aos piores lances do jogo:

1': Gooool! Bola na área do Bahia e Valdomiro, lembrando o que fez contra o Cruzeiro, dá uma cortada de vôlei. Pênalti que Bizu cobra no centro, fraquinho, praticamente uma atrasada. Alex Guimarães apenas se agacha para recolher a bola, mas ela escapa e entra pelo meio das pernas, para desespero do sogrão Joel Santana, que acompanhava das arquibancadas com sua prancheta. 1 x 0 Sport.

6´: Disco é arranhado por Darinta.

8’: Viola pede bola na entrada da área, mas o passe é horrível e ele reclama: “O quê que é Wilson, Mano?”.

13´: Disco é novamente arranhado por Darinta. Desta vez, no lado B.

19’: Gooooool! Do Bahêêêêaaa!!! A bola sobra na pequena área para Chiquinho. Ele erra o chute, mas Jura que marca! 1 x 1.

22’: Disco é lançado, mas no caminho é quebrado por Darinta!

24’: Viola, que dá o tom no ataque do Bahia, é tocado dentro da área e cai, mas o árbitro não entra na dança.

31’: Cruzamento na área do Sport. Neneca sai de “so-soco”, erra a “bo-bola” e acerta o quei-xinho de Chi-quinho.

37’: Goooool! Do Sportêêêê!!!! E é de Canela!!! E é de canela também. 2 x 1.

Intervalo: Pelo Sport, Celso Roth não gostou da "ofensividade" do time no 1º tempo e recua Irani para a zaga, com a missão de marcar o grande Volnei Baleia. Pelo Bahia, Disco vira o lado.

55’: Pelo Bahia, temos Advaldo e Valdomiro, ou seja, Advaldo + Valdomiro. Botando em evidência, fica Val (Addo + domiro), que é o mesmo de Val (do (Ad + miro)). Logo, Val (do (Admiro)). Simplificando, dá (Valdo)(Admiro). Como a ordem dos fatores não altera o produto, podemos dizer que isto é o mesmo que (Admiro)(Valdo). Conclusão: perdemos um tempo danado, e não descobrimos nada.

61': Gooool! Escanteio para o Sport. Marco Antonio (conhecido como Marco Zero por nunca ter feito um gol) cobra. E mal. A bola vai a uns quatro metros de altura, exatamente na cabeça de NBA, que faz contra. 3 x 1.

63’: Galeano quer terminar pelo menos um jogo em toda a sua carreira e evita todas as divididas para não ser expulso.

64’: Galeano é substituído por Bujica

82’: Val Pilar e Irani tabelam. Irani entra na grande área e se perde lá dentro!

88’: No outro lado do campo, Volnei Baleia encalha na área do Sport.

89´: Marco Zero que pega a bola, dribla todo o time adversário e, sem goleiro, consegue perder o gol!! (Milésimo gol perdido por ele! que recebe uma placa da comemorativa da FIFA pelo feito!)

90´: Termina o jogo. Vitória fácil do Sport, que teve apenas 37,28% dos 289 votos. O Bahia, com 62,72%, passa para a próxima fase e consagra-se como o pior time do Nordeste de todos os tempos!

 

PS: O Motorádio vai para Disco, que não aceita o presente e explica: “Meu negócio é vitrola.”



Escrito por Torero às 07h56
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Chegou a hora do esperado duelo entre Palmeiras e Corinthians pela Copa dos Pesadelos

Sim, eis que chegamos ao último grande clássico regional desta primeira fase da Copa dos Pesadelos. Corinthians e Palmeiras sempre fazem jogos históricos, e esse não será diferente. Será o pior da história.

Só para lembrar, os times ficaram assim:

O Corinthians de Ademar Braga, num precavido 3-5-2, formará com: Johnny Herrera; Baré (o mais votado), Gralak e Guinei; Índio, Embu, Piá, Adrianinho e Augusto; Alex Rossi e Alcindo ("o careca com rabo-de-cavalo").
 
O Palmeiras de Celso Roth (de novo) virá com Gato Fernandez; Odair, Alexandre (“o Rebaixador”) Alexandre Rosa e Lúcio (que se intitulou o quarto melhor do mundo, mas que, para esta Copa, talvez não tenha três jogadores à sua frente); Taddei, Marcinho Guerreiro, Diego Souza e Marco Ozzio; Bizu (vulgo Bizunho) e Ricardo Boiadeiro (que lamentou a desclassificação do Sport, pois não poderá mais enfrentar Valdomiro Vaca Braba).

Será um Corinthians e Palmeiras de duelos incríveis, e mesmo no banco de reservas, onde se enfrentarão Mustafá e Dualib, os dois presidentes mais votados da competição.

Sim, meus caros, este é um dos clássicos mais esperados desta Copa.

Baré e Embu conseguirão parar Bizu?

Quem vencerá o duelo internacional entre Johnny Herrera e Marco Ozzio?

Quem fará o gol decisivo? Alcindo com seu rabo-de-cavalo ou Boiadeiro com seu chapéu de caubói?

Qual a melhor fantasia de carnaval, Guerreiro ou Índio?

Vote e comente os, digamos, grandes lances da partida.



Escrito por Torero às 07h54
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Três filmes

Fugindo das festividades de Momo, vi três filmes nestes últimos dias: Rainha, A Grande Família e Borat.

Borat é o melhor disparado. Para meu gosto, é claro. Há momentos um tanto escatológicos, mas o filme tem uma certa novidade da forma e muita coragem no roteiro, que coloca um falso jornalista andando pelos EUA. Para quem gosta dos caras do Pânico, por exemplo, é um prato cheio. E a cena em que Borat canta o hino norte-amricano num rodeio é sensacional.

A Grande Família é assim, assim. E Rainha parece um filme de sessão da tarde. Mais previsível que jogo do Íbis.  



Escrito por Torero às 07h03
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Copa dos Pesadelos: Vasco 2 x 3 Botafogo

Que jogo! O Maracanã estava lotado! Sim, lotado! Por flamenguistas e tricolores que foram assistir o show de horror dos rivais. Foi uma partida renhida, na qual os os goleiros não tiveram culpa pela falta de gols. No final, o Botafogo venceu por 3 x 1 (em 257 votos, o Vasco teve 57,59% e o Botafogo, 42,41%).

Vamos às notas e comentários dados aos insignes atletas:


Botafogo

ZAGALLO: Depois da vitória, gritou: “Vocês vão ter que engolir este time!”. Nota 1,3.

PALMEIRI: Não teve culpa nos gols que sofreu, a não ser no que ele mesmo fez. Fica com a nota 1,99 (pela altura e pelo valor do passe).

REGÍLSON: O filho de dona Regina e de seu Wilson apoiou bem quando o Vasco atacou e defendeu bem quando o Botafogo atacou. Nota 0,25 (ele acertou uma cobrança de lateral).

BANDOCH: Sem nota. Foi expulso ainda na concentração ao agredir o cozinheiro. O recorde de Argel está batido!

MONGOL: Tem um estilo bárbaro, como se fosse o último remanescente do exército de Gengis Khan. Trata-se de um jogador especial, num sentido patológico. Fez uma marcação dura, babando nas costas de Pirulito. 3.

CACHAÇA: No confronto com Cafezinho, começou melhor mas terminou cambaleante. Mesmo assim, marcou o gol da vitória e fez o melhor jogo de toda sua carreira. Pena que não vai lembrar de nada no dia seguinte. Nota 5,1.

PERIVALDO: 0,69. Pivô do escândalo com Nelson Patola, não se comprometeu na partida. Tem nome de osso do corpo humano mas seu futebol é duro de roer.

OZIEL: Armou bem os ataques (do Vasco). Na defesa, quebrou Pirulito e entrou rasgando em Papel.

DELAIR: O campeão de votos não desapontou e fez tudo o que se esperava dele. Resultado: nota zero.

SILAS (vulgo Gavanildo): Um jogador que põe medo no adversário. Principalmente quando faz caretas. Foi substituído por ninguém e o time, incrivelmente, melhorou.

GUILHERME. Caiu e não levantou mais (na rampa de acesso ao gramado).

WILLIAM: Teve falta de sorte no lance do pênalti, que bateu naquele seu estilo peculiar: fraco e no meio do gol. Tadic percebeu e ficou parado para fazer a defesa, o que não adiantou muito, pois a bola passou entre suas pernas. Porém, para sua sorte, parou na linha do gol.

 

Vasco

DÁRIO LOURENÇO: Não influiu no resultado da partida, pois não houve tempo para registrar os 49 jogadores do Volta Redonda que tinha contratado. 

TADIC: Defendeu uma falta de costas para o lance! (conversava com Pet no celular). Recebe a nota de sua camisa: 1.

CAFEZINHO : Pequeno, fraco e sem açúcar. Atuação um tanto quanto amarga. 2.

BEBETO: Confundiu a torcida , que imaginara tratar-se do atacante. Mesmo assim, balançou a rede duas vezes. E daí que os gols foram contra? Nota -2.

ALÊ: Quando foi expulso, a torcida gritou: “Aleluia!”. 3.

DIEGO: Marcou bem pela direita, o que só seria qualidade se não fosse ele o lateral esquerdo. Disputou com Regílson quem acertava mais cruzamentos. Houve empate em zero a zero, que é a sua nota.

NASA: Atrasou todos os lançamentos do time, apenas orbitou em campo e seus chutes foram como um foguete, não pela força mas por mandarem a bola para o espaço. Pelo gol contra e por ser fonte de tantos trocadilhos, recebe a nota 3,1416.

NELSON PATOLA: Zero. Expulso por pôr a mão na bola.

GOMES: Correu bem, procurou espaços, desmarcou-se com precisão e esteve sempre na cobertura. Só se atrapalhou um pouco com a bola. Nota 4.

NILSON PIRULITO: Marcá-lo foi como tirar doce de criança. 2.

VALDIR PAPEL: Se embrulhou no ataque com Pirulito e fez um papelão. Seu sonho é atual ao lado de Grafite. 3. 

FÁBIO JUNIOR: Protagonizou o grande lance da partida: com seus Vinte e Poucos Anos (?) ele dominou a bola, tabelou com sua Alma Gêmea, deu um drible que deixou seu Pai orgulhoso e chutou Em Nome do Amor. Ao comemorar o gol, ele disse Desculpe Mas eu vou Chorar e deu um Beijo na Boca dos companheiros. Pelo gol: 5. Pelo último CD: -10. Nota final: -2,5. Com isso ele ganhou o Motorádio como o pior em campo, ao que agradeceu dizendo: “Obrigadu!”.



Escrito por Torero às 08h23
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Sport x Bahia, o clássico do Nordeste

Bahia e Sport lutarão para ver qual é o mais terrível time do Nordeste. Será um duelo de nobres gladiadores: de um lado, Wilson Mano e Galeano, de outro Bizu e Darinta, de um lado, Viola e Vaca Braba, do outro, Disco e Canela.

Para relembrar os torcedores, eis as escalações completas:

Edinho Nazareth armará sua equipe num moderno 3-5-2 com: Alex Guimarães (“o frangueiro que era genro de Joel Santana e não deixou o Bahia voltar para a série A”); Advaldo NBA, Acioli e Valdomiro Vaca Braba; Jura, Wilson Mano (“o mesmo do Corinthians, com 40 anos”), Galeano, Guaru Corpo Mole (“o apelido já diz tudo”) e Chiquinho; Volnei Baleia (“150kg”) e Viola.
 
O Sport formará com: Neneca, Rincão (“esse nome deve ser a mistura de Ruim que só o cão”),  Neguetti, Darinta e Disco; Canela (“fazia jus ao nome”), Léo Mineiro e o jogador mais votado da equipe: Val Pilar; Irani, Marco Antônio e Bizu (que também está na desseleção do Palmeiras). O técnico é Celso Roth.

Sonhe com este jogo dos pesadelos e depois vote, dê a nota e comente a atuação dos jogadores.



Escrito por Torero às 08h19
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Carta aberta de amor despudorado

Por que você não volta para mim? Por que você não volta para nós? Eu sei que você está infeliz nesta sua nova vida. Volta. Eu vou lhe receber de braços abertos.

Sim, você me abandonou, me trocou por outro mais rico, mais bonito, mas eu não tenho mágoa. O verdadeiro amor perdoa. O verdadeiro amor não tem orgulho. O verdadeiro amor não tem honra, decência nem pudor. O verdadeiro amor se ajoelha, agarra joelhos, chora e implora. Eu não quero dignidade, só quero você de volta. Só quero que você me faça chorar de vez em quando. De alegria ou de tristeza, tanto faz, desde que você esteja aqui.

 

(Para ler o resto do texto da Folha, clique aqui.)



Escrito por Torero às 07h03
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Botafogo x Vasco

Hoje é dia do clássico entre os alvinegros cariocas. O time da estrela, sem estrelas, e o da cruz de malta (cruzes, que malta!) se enfrentam para ver quem é o pior. Será um duelo de anões.

Vamos às equipes:
 
Botafogo: Palmieri; Regílson, Bandoch, Mongol e Eduardo Cachaça; Perivaldo (não é o lateral-direito que chegou à seleção), Oziel e Silas, apelidado de “Gavanildo”(“pernas do Garrincha, bigode do Valdir e orelhas do Iranildo”); Delair (o mais votado), William (“o batedor de pênaltis do time”) e Guilherme (chamado carinhosamente pela torcida de “Quiverme”). Técnico: Zagallo.

Vasco da Gama: Tadic (chamado de “o amigo do Pet”, “o afilhado do Pet” e “o motorista do Pet”); Cafezinho, Bebeto, Alê (também selecionado para o Fluminense dos pesadelos) e Diego; Nasa, Nélson Patola e Gomes (“o melhor jogador do Furacão na goleada por 7 a 2”); Fábio Junior, Nilson Pirulito e Valdir Papel. Técnico: Dário Lourenço. Presidente: Eurico Miranda.

E hoje convido meus leitores-comentaristas a, em vez de falar dos grandes lances do jogo, dar nota e comentar a atuação dos jogadores, como fazem os jornais depois dos jogos.

Vamos ver quem serão os destaques deste inigualável prélio!



Escrito por Torero às 08h06
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Atlético e Cruzeiro, a partida mais disputada da Copa dos Pesadelos

Cruzeiro e Atlético fizeram o jogo mais disputado até aqui. O vencedor ficou menos de três pontos percentuais à frente (51,39% a 48,61% em quase trezentos votos, ou seja, uma diferença de apenas sete ou oito sufrágios).

Na verdade, foi uma partida que quebrou recordes antes mesmo de começar. No caso, o da expulsão mais rápida da história. É que, para quebrar a marca que já tinha sido de Nem e de Cocito, Argel invadiu o ônibus atleticano e deu um carrinho em Curê.

Mas vamos aos lances dentro de campo:

3’: Escanteio pela direita, Zelão cobra. O goleiro Humberto pede a Kanapkis para marcar Bandelack, a Guttemberg para marcar Patrick, para Ryuller e Uéslei ficarem na sobra e sofre distensão na língua.

4’: A torcida começa a atirar pães de queijo nos jogadores.

7': Rodrigo Fabri e Fábio Baiano tiram fotos para o novo comercial das havaianas.

10’: Briga entre torcedores e policiais. Os primeiros queriam ir embora, mas os segundos, por ordem dos presidentes, impedem a saída dos torcedores!

26’: Momento de rimas: Kanapkis come um canapé, Ryuller ri, Patrick toma um drink, Uéslei e um whisky.

35’: Os torcedores fazem cordas com suas bandeiras para tentar fugir do estádio.

36': Fabri tropeça sozinho e cai. A maca entra em campo. Fabri cumprimenta os maqueiros, seus velhos amigos.

41': Bruno Quadros começa a se dirigir ao vestiário para o intervalo

55': Bruno Quadros só agora entra em campo para o 2º tempo.

57’: Outro momento de rimas: Tapia leva um tapa, Fabri está febril e Tite, tonto.

60': Izaías se revolta com a lentidão de Bruno Quadros e dá-lhe um carrinho. Depois toma a tiara de Quadros e a entrega para Tapia amarrar a cabeleira que não o deixa jogar.

65': Rodrigo Fabri e Fábio Baiano discutem qual é o melhor Departamento Médico que eles já passaram.

66': Tapia, com o cabelo preso, domina a bola e prepara-se para chutar em gol. A torcida do Cruzeiro em desespero começa a cantar o hino chileno. Tapia pára e coloca a mão no peito.

67': Macalé é expulso (chamou o juiz de “Ih, nojento!”). Com um a mais, o Atlético canta de galo, mas sua bola se revela redonda como um ovo.

85’: O juiz assinala quatro minutos de desconto.

86’: Acaba a partida num merecido 0 x 0. Vamos para os pênaltis.

Pênaltis: Todos os cobradores erram, menos o atleticano Adriano, que chutou como se estivesse atrasando a bola para seu gol. Com a derrota, o Cruzeiro avanaça na Copa dos Pesadelos.

Nelsinho Baptista e Maizena, que já estavam nas quartas-de-final por Santos e Internacional, dividem o Motorádio. A moto fica com Nelsinho e o rádio com Maizena.



Escrito por Torero às 08h05
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Copa dos Pesadelos: Goiás goleia e Paraná não pára

Quem diria? O Paraná, que entrou na última vaga da Copa, está nas quartas-de-final. A equipe perdeu, e bem, do Goiás (53,3%). E olhem que não era um Goiás qualquer. Era o Goiás de Táxi e Pirata, de Jardel e Wando, de Célio Silva e Galeano.

Mas o Paraná mereceu. Esforçou-se com afinco para esta derrota. Antes mesmo de o jogo começar, já dava para ver Messias e Marcos Tora se preparando. Montaram a grelha, passaram o sal grosso e colocaram os 45 quilos de maminha para assar. Célio Silva não aguentou e foi ajudar. A comer, claro.

O único senão do jogo foi o atraso de 15 minutos, causado pela demora de alguns atletas em subir as escadas do vestiário. Célio Silva precisou de uma maca. Marcos Tora, de um guindaste. Vamos aos lances:

4’: Gilson Kleina já dá entrevista para explicar o porquê da derrota.

6’: O time do Goiás, provavelmente a equipe com a maior média de idade do torneio, recebe uma torcida organizada da terceira idade. Os torcedores agitam suas bengalas freneticamente e a cada erro do adversário tiram suas dentaduras e dão risada com as mãos.

7’: Uma torcedora atira uma calcinha em Wando. 

10': Pirata domina, pisa na bola e cai. É mesmo um perna-de-pau.

12’: Um torcedor atira uma cueca em Wando.

18’: Wellington Paulista e Luciano Mineiro conversam no meio de campo sobre um amigo comum: Marcelinho Carioca.

25’: Wando perde gol feito. A torcida atira calcinhas e cuecas em Wando. Com pedras dentro.

30': Agora sim! Goooooool! Do Goiás! Vampeta tira a roupa para posar para umas fotos e os jogadores do Paraná ficam atônitos. A bola sobra tão redonda quanto o próprio Jardel, que faz 1 a 0 para o time do cerrado.

35’: Wando acerta milagrosamente um tirambaço de fora da área e Fábio Braz, em cima da linha de gol, salva. A bola explode no seu peito e Fábio Braz começa a tossir sem parar. A torcida, empolgada com o lance, exalta a raça do zagueiro e grita: “São Braz! São Braz! São Braz!”.

40': Cobrança de falta perigosa para o Goiás! O Canhão Célio Silva toma distância! Ele caminha (não dá mais pra correr) e chuta! A bola leva a nocaute o treinador Gilson Kleina que estava sentado no banco de reservas! A torcida do Paraná vibra.

42’: Goooool! Do Paraná! E de Zumbi. O lance parecia morto, mas Zumbi foi mais vivo que Galeano e empata a partida.

45’: Célio Silva e Matosas saem de campo para dar entrada no INSS.

52’: Frasson causa frisson ao fazer um bom lançamento. Mas Marcos Tora, comendo uma picanha, e Zumbi, comendo um cérebro, não alcançam a bola.

61’: Goooool! O Goiás se aproveita da velocidade de Táxi, que avança pela avenida deixada por Luís Paulo ET, que fica vendo estrelas. O cruzamento de Táxi é horrível, mas cai no pé certo, o de Fábio Braz, que dá um chutão para trás e encobre o goleiro Darci. Goiás 2 x 1 Paraná.

62’: Bezerra dá uma cabeçada em Jardel e leva cartão amarelo.

63’: Wando começa a cantar e leva um tomate vermelho.

67’: Goooool! E num lance curioso: Galeano chuta a bola para frente e ela entra no umbigo de Marcos Tora, que sai correndo em direção ao gol e entra com bola e tudo. Empate em 2 a 2.

70': Vampeta pendura uma rede entre as duas traves do gol do Paraná e dorme.

78': Matosas cai no gramado e é atendido pelo departamento médico, diagnóstico: osteoporose.

80': Escanteio para o Goiás: Jardel pede bola alta, mas Pirata cobra à meia altura com sua perna-de-pau. A bola passa por todo mundo, menos pela barriga do matador Jardel! Gol do Goiás! 3 a 2!

80’01’’: Vampeta acorda irritado com a comemoração e pede para jogarem bola sem fazer barulho.

85’: Goooooool! Rodrigo Queiroz pede falta que não aconteceu, mas, como é filho do presidente... Na cobrança Célio Silva enche o pé e... acerta o travessão, que é atravessado pela bola. O juiz fica em dúvida sobre o que dar, mas olha para a cara de Célio Silva e resolve validar o gol. Goiás 4 x 2 Paraná. E Vampeta vai montar sua rede no vestiário.

90’: Termina o jogo. A torcida disputa avidamente as camisas de Messias e Tora, que podem servir de pára-quedas, carpete, barraca de camping... Messias, que não teve culpa nenhuma na derrota, é crucificado pela torcida. Pirata arma sua banca na lateral do campo para vender produtos eletrônicos "lerrítimos", inclusive o Motorádio que ganhou como o pior em campo. Wando aproveita a onda para vender seu novo CD.

 

PS: Lembro que este texto foi feito principalmente com pedaços dos comentários dos leitores.



Escrito por Torero às 06h53
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Cruzeiro e Atlético no jogo dos tropeços

Cruzeiro e Atlético sempre fazem jogos dramáticos. Mas este está mais com ares de comédia. Ou tragicomédia, se você for torcedor de um deles. Vejamos as escalações:

O Cruzeiro vai com Maizena (que já está nas quartas-de-final defendendo o Inter); Zelão ("de quem poucos se lembram e muitos querem esquecer"), Argel, Izaías e Patrick; Bruno Quadros ("ou 'quadro a quadro', de tão lento"), Macalé (que nos fez lembrar do Tião) e Marabá ("também chamado de Hélio De La Peña"); Bandelack, Toby e Tapia ("que não tapeou ninguém!"). Comandando estas estrelas, Nelsinho Baptista (que também já está nas quartas com o Santos).

O Atlético, dirigido por Tite, vem num 4-5-1: Humberto (o homem da semi de 94 contra o Corinthians); Dinho, Adriano (fez 3 gols contra no ano do rebaixamento), Kanapkis (o astro do time) e Vicente; como volantes teremos Gutemberg, Ryuller, Uéslei (“conseguiu no mesmo ano rebaixar o Bahia pra terceira e o Galo pra segunda”); os conhecidos Fábio Baiano e Rodrigo Fabri estarão mais à frente (fazendo as vezes de Messi e Ronaldinho); e Curê no ataque.

Imagino que os torcedores veriam este jogando comendo o famoso feijão tropeiro do Mineirão. Mas, neste caso não é aconselhável. Pode haver indigestão. Não pelo tropeiro, mas pelos tropeços.

Este glorioso confronto deixa várias perguntas no ar: Quantos dribles levará Kanapkis? Macalé e Marabá largarão o futebol para formar uma dupla caipira? Quem tem o nome mais feio: Bandelack ou Ryuller? Rodrigo Fabri e Fábio Baiano conseguirão fazer uma boa jogada ou enganarão mais uma vez? Maizena e Nelsinho Baptista continuarão invictos (ou, no caso, inderroctos?) Estas e outras respostas amanhã, neste mesmo blog, neste mesmo horário.

Vote em quem você acha que perderá este duelo e comente os grandes lances da partida.

 

(PS: Falando em feijão tropeiro, para ler um texto que fiz sobre comidas em estádios, clique aqui.)



Escrito por Torero às 06h47
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Um Gre-Nal tri-triste

O Gre-Nal da Copa dos Pesadelos foi tão ruim que os gremistas ficaram vermelhos de vergonha e colorados, azuis de raiva.

O jogo foi realizado na beira-rio. Não no Beira-Rio, o estádio, e sim em um campo de terra na beira do rio Guaíba.

Em volta das quatro linhas espremia-se uma pequena multidão de torcedores fanáticos (por lute livre, não por futebol).

Vamos aos momentos esquecíveis da partida:

1’: O jogo começa e logo se vê um pequeno incêndio. Mas desta vez não são os banheiros. É a torcida do Inter que pôs fogo na prancheta de Joel Santana.

3': Lançamento para Bruno "Soneca"... que não alcança a bola.

5': Falta de Cocito em Cleitão.

7': Falta de Cleitão em Cocito.

9': Falta de Cocito em Cleitão.

11': Falta de Cleitão em Cocito.

13’: Amato recebe no meio de campo um belo passe de Fábio Bilica (que jura que foi de propósito) e dispara. Quando ia entrar na área, recebe um carrinho de Cocito, seu companheiro de time. Cocito se desculpa e explica que estava tentando acertar o Cleitão.

20': Celso invade a área e sofre pênalti de Tavarelli, mas o juiz Márcio Resende de Freitas não marca a infração e ainda expulsa Celso. Força do hábito.

29’: Pênalti para o tricolor. “El Loco” Abreu chuta o chão, erra o pênalti e quebra o dedão. Força do hábito.

32': Cartão amarelo para Cocito depois de uma entrada forte de Fábio Bilica em Mazinho Loiola. O árbitro se desculpa e diz que foi por força do hábito.

36': Boa quadriculação (?) gremista entre Ayupe, Astengo, Astrada e Amato. Pena que não era com a bola, mas sim com a garrafinha d’água, que eles atiraram um para o outro.

45': Lançamento para Bruno "Câmera Lenta", que ainda voltava do primeiro lançamento, aos 3'. O bandeirinha marca impedimento.

57’: Gooool! Finalmente! Ayupe cruza e Cocito marca. De carrinho, é claro. Grêmio 1 x 0.

66’: Cocito ia bater o tiro de meta mas acaba chutando a trave. A trave, prontamente atendida, teve de ser retirada por um guindaste.

67’: Cocito dá um carrinho em Tim.

68’: Cocito dá outro carrinho em Tim. O curioso é que Tim já estava na maca, pois tinha recebido uma entrada de Cocito dois minutos antes.

76’: Goooools!: E no plural! Tim, o síndico do Inter, carrega a bola na sua intermediária. Cocito e Astrada dão um carrinho ao mesmo tempo. A bola estoura em duas partes e ambas vão parar dentro do gol de Maisena, o mãos de mingau. Grêmio 3 x 0.

79’: Olheiros da seleção brasileira observam Cocito e decidem convocá-lo (para a seleção brasileira de luta greco-romana no Pan).

80’: Momento raro: O jogo é tão ruim que as torcidas de Grêmio e Inter se unem e resolvem fazer um churrasco. Didi empresta a faca para fatiar a picanha.

83’: Momento raríssimo: Cocito dá um carrinho e acerta só a bola.

87’: O maqueiro, cansado por entrar tantas vezes em campo para socorrer os atletas atingidos por Cocito, é substituído.

90’: Termina o jogo. O Grêmio vence por 3 a 0 e está fora da Copa dos Pesadelos. Nas entrevistas finais, Cocito dá um carrinho no repórter que lhe entrega o Motorádio de melhor em campo.

As estatísticas do jogo dizem que o Inter teve 4% de posse de bola e o Grêmio, 7%. Os outros 89% do tempo foram gastos para atendimento médico e entrada dos maqueiros em campo.

Enfim, foi um jogo tão ruim que até Chapolin se arrependeu de ser Colorado.

 


PS: Eis que tivemos nossa primeira goleada na Copa dos Pesadelos. Dos 290 votos, 57,59% foram para o Inter, e apenas 42,41% para o tricolor sulino. Ou seja, uma diferença de mais de quinze pontos percentuais. Uma surra!

PPS: Os premiados com ingressos para “O Chalaça” foram Carlos Eduardo S. Souza e Luiz F.V. Pereira.

 



Escrito por Torero às 06h51
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Paraná X Goiás na Copa dos Pesadelos

Vamos romper fronteiras! Vamos atravessar divisas e integrar este Brasil varonil!

Sim, meus caros, finalmente chegamos ao nosso primeiro jogo interestadual: Paraná x Goiás.

Estes clubes entraram na Copa dos Pesadelos pela pressão de torcida, pelo clamor popular, e montaram equipes que merecem estar aqui.

Duvidam-me? Provo-vos!

Eis a escalação das equipes:

O Paraná entra em campo dirigido por Gilson Kleina (11 derrotas em 14 jogos) com: Darci; Luís Paulo (“conhecido como ET por sua cabeça disforme”), Carlinhos (“dá arrepios só de lembrar”), Fábio Braz e Bezerra; Messias (“que com sua vasta pança ocupa dois lugares ao mesmo tempo na cabeça de área”), Daniel Frasson, Arinélson e Marcos Tora (“outro nome de peso: Chegou aqui com uns 250 kg, saiu com uns 240”); Wellington Paulista (odiado pelos paranistas) e Zumbi (um morto-vivo em campo).

O Goiás é representado por Josenildo; Rodrigo Queiroz “Filho do Ex-Presidente”, Célio Silva, Galeano (um miolo de zaga de peso e experiência, diria um publicitário) e Luciano Mineiro; Vampeta (olha ele aí de novo), Matosas (“velho uruguaio em fim de carreira”), Táxi e Pirata; Jardel (com 100 kg) e Wando (o cantor jogava melhor). Para dirigir tal escrete, uma comissão técnica formada por Roberval Davino e Antonio Lopes (“que fez história ao ficar 11 jogos seguidos sem vencer no campeonato brasileiro”).

Quem vencerá este duelo do outro mundo entre Luís Paulo ET e Arinélson, que parecia estar sempre no mundo da Lua? Quem levará o cinturão de campeão dos pesos-pesados: Marcos Tora ou Célio Silva? Quem ganhará a luta de horrores entre Zumbi e Vampeta. Quem estará de pé no fim dos 90 minutos, o Pirata ou o Messias? Vote e comente!

 

 



Escrito por Torero às 06h49
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O resultado do Sansão careca

Com estádio lotado (de moscas), São Paulo e Santos fizeram um grande jogo (grande mesmo, parecia que não ia acabar nunca!).

Somadas, as duas equipes possuem cinco títulos mundiais, cinco continentais, vários nacionais e dezenas de estaduais. Mas eles não têm ainda o grande, o único, o inigualável e indesejável título de campeão da Copa dos Pesadelos.

Este glorioso "Sansão careca" foi realizado na Rua Javari. O jogo começou apenas às 23h, já que a censura achou indecente passar uma pelada dessa qualidade antes das 22h.

Mas chega de lero-lero e vamos aos melhores, digo, piores lances da partida.

0’: Paulão ouve seu nome ser anunciado pelo locutor do estádio e desmaia de emoção.

0’: No aquecimento, Nem faz falta em Maezono e ganha cartão amarelo. Mais um recorde na vida do grande zagueiro.

1’: Mal o jogo começa e os torcedores santistas arremessam suas havaianas. Mas contra seus próprios jogadores, para ver se eles vão embora.

2’: Sierra, cansado, pergunta quanto tempo de jogo ainda falta.

7’: Grande lance! Serginho Fraldinha dribla o primeiro, dribla o segundo, dribla o gandula, dribla o fotógrafo e só percebe que acabou o campo quando tropeça na escada de acesso aos vestiários.

9’: Reforço para a equipe são-paulina: Wilson é expulso.

13’: Um torcedor grita para Nelsinho: “Nelsinhoooo, tira o Baez.” Depois, olha para o banco de reservas e dá um novo grito “Tira o Baez, mas não põe ninguém.”

23’: Gooooool! Camilo não intercepta um cruzamento, Sierra Helicóptero sobe e, na sua especialidade, o jogo aéreo, faz o primeiro tento são-paulino. Gilbertossauro estava comendo um sanduíche na barraquinha de cachorro-quente e não teve culpa no gol.

24’: Nelsinho Baptista brada: “Vamos pra cima deles! Perdido por 1, perdido por 7!”

28’: Fraldinha sofre falta de Nem. É atendido pelo Departamento Médico e por sua mãe, que enxuga suas lágrimas.

35’: Kobayashi e Maezono, a dupla nipo-piscosa, tira fotos do jogo.

43’: Pênalti para o São Paulo. Dill bate, Gilbertossauro defende e comemora. O juiz manda voltar a cobrança alegando invasão de campo, pois a barriga do goleiro estava muito à frente da linha do gol. Na segunda cobrança, Dill chuta para fora.

54’: Começa a chover! O que já estava ruim, fica pior! E, devido às condições de jogo, Serginho Fraldinha troca sua fralda de pano por uma descartável.

58’: Goooooool! Espetacular triangulação do ataque praiano. Após clássica bicuda de Nem, a bola estourou na canela de Demétrius, resvalou no joelho de Fricson George e sobrou novamente para Demétrius, que, com um belo escorregão na bola, mandou-a entre as pernas do atento Alencar, que, surpreendentemente, não defendeu. Paulão desmaia de raiva.

57’: Baez, desinteressado no jogo, anda a esmo pelo campo e pergunta: “Se eu não sou eu, quem eu sou?”

64’: Serginho Fraldinha erra um passe, senta e chora, sendo prontamente atendido pelo massagista, que traz uma mamadeira quentinha.

74’: Sierra deita e rola (literalmente. É que ele dormiu em campo).

75’: Sierra recebe três copos de água (literalmente atirados em sua cabeça, se não ele não acordaria).

78’: O drible do jogo! Serginho Fraldinha passa entre as pernas de Nem (o Serginho, não a bola). Paulão ri tanto que desmaia. 

79’: Pênalti para o Santos. O placar já marca 2 a 1 para o Peixe antes mesmo do pênalti ser batido (afinal, o goleiro é Alencar...). Mas Baez cobra para fora. E depois diz: “Não fui eu que perdi o pênalti, foi o outro.”

81’: Cruzamento sobre a área são-paulina. Paulão afasta de cabeça. E desmaia.

84’: Kobayashi e Maezono desinteressam-se do jogo e começam a cantar a música-tema de Titanic num karaokê.

85’: Oswaldo de Oliveira finalmente toma uma atitude: caminha até o banco de reservas e pega um copo de água na mochila do massagista.

87’: Nem agride o mastro da bandeirinha de escanteio. “Os jogadores, eu já tinha acertado todos”, explicou. Com isso chega a 155 faltas e entra para o Guiness Book.

89’: Oswaldinho pensa em trocar o lateral direito por outro lateral direito, mas acha melhor esperar um pouco mais por precaução.

90’: Goooool! Maurício Copertino dá uma "bicuda" para tirar a bola da área, porém, a pobre redondinha (já quadrada a esta altura do jogo) ricocheteia em Marcelo Fernandes, bate no árbitro-artilheiro José de Assis Aragão e entra. Paulão desmaia de felicidade.

92’: Fim de jogo. São Paulo 2 X 1 Santos. O Peixe segue na competição. O São Paulo não consegue perder. Seu consolo é que Paulão é escolhido para ganhar o Motoradio. Aliás, quando recebe o prêmio, ele fica emocionado e desmaia.

 

PS: O resultado final dos 651 votos (às 8h30 desta segunda) deu 52,38% para o Santos e 47,62% para o São-Paulo. Ou seja, menos de 5% de diferença. O Sansão foi ainda mais disputado que o Fla-Flu.

PPS: O melhor do jogo, mais uma vez, foram os comentários (na qualidade e na quantidade: mais de 250!). Até guardei algumas idéias para os próximos jogos.

PPPS: Os ganhadores dos livros “Por que me tornei santista/são-paulino” foram Leonardo Lago e Marcelo L. Arruda.



Escrito por Torero às 07h45
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O Gre-Nal dos pesadelos

Poucos clássicos são tão clássicos como este. E nenhum é mais aguerrido. Mas, desta vez, a raça terá que ser do torcedor, pois ele terá que mostrar muito amor ao seu time para conseguir assistir à partida até o fim.

Exagero? Nem tanto. Olhem só as escalações:

Grêmio: Tavarelli (também conhecido como o Horácio da turma da Mônica); Ayupe, Astengo, Fábio Bilica e Wellington; Astrada, Cocito (“o capitão da queda”) e Bruno “Devagar Devagarinho”; Amato, Somália e "El Loco” Abreu. O time será treinado por Hélio dos Anjos.

Internacional: Maizena; Nilson, Tonhão, Dacroce (que miolo de zaga!) e Admílson; Cleitão, Leandro Guerreiro, Tim e Celso; Mazinho Loiola e ele: Didi Facada. No banco, com sua prancheta mágica, Joel Santana.

Quem perderá este emocionante duelo? Cocito ou Cleitão? Bilica ou Tonhão? “El Loco” ou Didi Facada? Com certeza, são dois times que entram para dar o pior de si e lutar pela derrota até o fim. Vote ao lado e comente aqui (vou sortear pares de entrada para "O Chalaça - a peça", em cartaz em São Paulo, entre os nobres comentaristas).  

 



Escrito por Torero às 07h43
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Santos X São Paulo

Já houve Sansão mais forte do que este. Digamos que esta partida da Copa dos Pesadelos será um Sansão careca, pós-Dalila.

Para lembrar os torcedores (a memória é seletiva e tentamos esquecer as coisas ruins), eis aqui a escalação dos dois times:

Santos: No gol, o paquidérmico Gilberto; na zaga teremos o asinino Reginaldo Araújo, o rinocerôntico Maurício Copertino, o quelônico Camilo e o pavônico Fricson George. No meio, Marcelo Fernandes e a dupla de música caipiro-nipônica Kobayashi e Maezono. No ataque, Serginho Fraldinha, Demétrius e Edgar Baez (também conhecido como “o que não é aquele”). Miguel Kodja Neto é o presidente e Nelsinho “Só-Tomo-de-Sete” Baptista será o técnico.

O São Paulo terá sua sorte nas mãos do goleiro Alencar, nos pés do zagueiro Wilson, no bico da chuteira de Nem e na cabeça de Paulão Desmaiei-na-Apresentação. Os volantes serão Axel e Carabali; os alas: Jura (juro) e Lino; o armador é Sierra Papai Noel, aquele que chegou de helicóptero. No ataque (ai, ai, ai...): Dill e Rondon. No banco, o presidente Fernando Casal Del Rey e Oswaldo de Oliveira.

Dê o seu voto em nosso moderno placar eletrônico e faça seu comentário.

Aliás, hoje há um motivo a mais para fazer comentários. É que sortearei dois livros entre os nobres comentaristas: “O dia em que me tornei santista”, do jornalista Vladir Lemos, e “O dia em que me tornei São-Paulino, do ator e torcedor Selton Mello (que aliás está muito bem no filme “O cheiro do ralo”, filme diferente e bem interessante). Os dois livros foram recém-publicados pela Panda Books.

Dedos à obra!

(PS: Amanhã, sábado, às 20h30, no programa Juca Entrevista na ESPN, eu e Juca Kfouri vamos debater sobre o tema: "Estaduais ou não, eis a questão"). 



Escrito por Torero às 08h20
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Fla 1 X 2 Flu

Foi um Fla-Flu diferente de todos os anteriores. E pior.

Nas arquibancadas, apenas 666 torcedores. E mesmo assim a polícia teve que empurrar as pessoas para dentro do estádio, pois elas relutavam em entrar. Flamengo  e Fluminense entram em campo com o que têm de pior. A partida é a primeira do “morre-morre” (antípoda do nosso “mata-mata”).

O trio de arbitragem foi formado por Márcio Rezende de Freitas (bicampeão brasileiro 1995/2005), José Roberto Wright (o herói da classificação do Cruzeiro na Copa União de 1987) e, como convidado especial, Javier Castrilli (o artilheiro da semifinal entre Corinthians e Portuguesa pelo Paulistão de 1998).

Quem lá esteve viu um jogo horrorosamente belo. Vamos aos melhores (ou piores) momentos:

1': Júnior Baiano dá um pontapé sem bola em Sérgio Lobo, e avisa: “Se  tentar  qualquer gracinha, eu vou te arrebentar!”. Levou só cartão amarelo, mas sabia que merecia o vermelho e por isso saiu reclamando e dizendo que o juiz era ladrão.

2’: Vampeta recebe um lançamento e dispara, mas tropeça em seu abadá e cai (ele já veio vestido pensando no carnaval de Salvador).

15': Nonato não está bem na lateral-esquerda do Flu. Provavelmente porque, como destro, ele não é um lateral-esquerdo nato. Daí seu nome: "No Nato" (foi infame, eu sei, mas tudo é permitido na Copa dos Pesadelos).

17’: Fernando Diniz gira para a esquerda, gira para direita e cai no meio de campo. O Departamento Médico atende o atleta prontamente e faz seu diagnóstico: tontura causada por excesso de giros.

24’: Alê atrasa perigosamente, mas o montinho zagueiro salva Ricardo Pinto.

35’: Whelliton perde um gol.

36’: Negreiros perde um gol.

37’: Dill perde um gol.

38’: A torcida do Flamengo perde a cabeça.

42’: Goooool de Júnior Baiano. E a favor! Ricardo Pinto fica cabisbaixo.
 
46’: Começa o segundo tempo.

51’: Gooool! Nonato, que tinha lampejos de craque, lança Arinélson, que também tinha seus momentos, e este empata a partida. Zé Romário comemora o milésimo gol tomado. Este ano.

60’: Vampeta come um acarajé encostado na bandeirinha de escanteio.

64’: Carlinhos Itaberá, inteligente que é, cruza várias bolas na cabeça de Júnior Baiano, o melhor atacante do Flu. Infelizmente erra todos os cruzamentos, que vão cair na cabeça de Sérgio Lobo, que, obviamente, perde os gols.
 
67’: Vampeta come um acarajé encostado na trave.

68’: Ribamar tenta armar contra ataque, mas erra seu 99º passe. Só no segundo tempo.

74’: Vampeta come um acarajé em cima do travessão.

75’: Morre um torcedor na arquibancada. Mas o pobre homem não sofreu um ataque do coração. Morreu de um ataque de riso causado por uma jogada de Maurinho. Triste, triste...

85’: Pênalti a favor do Flamengo. É Dill contra Pinto, um clássico duelo. Dill corre para a bola e chuta. Goleiro para a esquerda, bola para a direita. Arquibancada direita.

88’: Vampeta tem uma indigestão por excesso de acarajé.

89’: Cruzamento de Cássio para Whelliton, que não consegue alcançar a bola porque está enterrado no chão. “O professor mandou eu jogar plantado na área.”

90’: Lançamento para Sérgio Lobo nas costas da zaga, ele passa por Zé Romário com um drible de corpo (como Pelé contra o Marzurkiewicz, em 70). Um lance lindo (e inacreditável, tendo em vista o seu autor). Júnior Baiano, entretanto, não  gostou nadinha. Antes que pudesse concluir em gol, Sérgio Lobo ouve um bufado, seguido de um zunido e de um urro. Era Júnior Baiano que tinha dado um carrinho (na verdade, uma voadora) e estava em pleno processo de aterrissagem (gritando: “Eu disse que te arrebentava!”). Sérgio salta como um lobo e escapa. Júnior Baiano passa voando por baixo e só atinge a bola, que vai direto para o gol vazio. Gol do Fluminense! Sérgio Lobo comemora de joelhos junto à bandeirinha de escanteio. Os jogadores do Flu não sabem se comemoram com ele ou com Júnior Baiano.

91': Fim de jogo. O Fluminense vence e está desclassificado. O Flamengo segue na competição e Júnior Baiano recebe o Motoradio de pior em campo.

 

Post Scriptum: Fiz o texto usando várias observações dos leitores (cá entre nós, este blog pode não ter um grande escritor, mas os leitores são os mais criativos).

Post post escriptum: Até as 9h09 de hoje, o Flamengo teve 52,91% dos 429 votos e o Fluminense, 47,09%. Ou seja, menos de 6% de diferença, o que mostra que o tamanho da torcida não influencia tanto assim neste campeonato. 



Escrito por Torero às 08h09
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O Fla-Flu dos pesadelos

Nada como começar um torneio mata-mata com um Fla-Flu, um clássico com nome sonoro (se bem que às vezes eu penso que trata-se de um desdentado fanho tentando dizer alguma coisa).

Quem vencerá este confronto? Ou melhor, quem perderá? Tricolor ou Mengo?

Só para lembrar, o Fluminense entra em campo com: Ricardo Pinto; Carlinhos Itaberá (o campeão de votos do time), César, Alê e Nonato; Pires, Fernando (“o irmão do Carlos Alberto”), Fernando Diniz e Ribamar (o jogador mais citado por diferentes clubes); Arinélson e Sérgio Lobo (aquele que perdeu um gol aos 43 do segundo tempo que rebaixou o Flu). O técnico será Paulo Campos.

O glorioso rubro-negro desfilará com estes onze: Zé Romário; Maurinho, Fernando, Júnior Baiano (conhecido contra-artilheiro, mas que ontem, pelo América, marcou a favor na vitória sobre o Vasco) e Cássio; Douglas Silva, Vampeta e Jorginho; Whelliton, Dill (“nem gol de pênalti”) e o campeão de voto Negreiros. No Banco, o presidente Edmundo Santos Silva e Júlio César Leal.

Será um jogo cheio de pontos de interrogação:  Sérgio Lobo conseguirá fazer um gol embaixo das traves? Dill acertará o pênalti? Ribamar e Fernando Diniz ficarão girando pelo meio campo até cair? Vampeta jogará ou fingirá que joga? Júnior Baiano marcará contra ou a favor?

Vote aqui do lado esquerdo e mande seu comentário: diga o placar, descreva a partida e qual o melhor (ou pior) lance deste grande jogo imaginário, o Fla-Flu dos pesadelos!

(16h08: Com 254 votos, os dois times estão rigorosamente empatados. E os comentários estão ótimos.)



Escrito por Torero às 06h04
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Os jogos da Copa dos Pesadelos

A insônia tem suas vantagens. Ela faz com que tenhamos mais tempo para tomar decisões difíceis.

Hoje, por exemplo, acordei às cinco da manhã e fiquei matutando em como poderiam ser as chaves da gloriosa Copa dos Pesadelos.

Pensei em separar os times por cores, cogitei em emparelhá-los por ordem alfabética, imaginei até mesmo um simples e singelo sorteio. Mas joguei todas estas idéias fora e decidi começar pelos confrontos regionais.

"Isso é uma injustiça!", dirão alguns. E eu responderei: "É verdade. Mas é mais emocionante."

Assim, para começar teremos um glorioso Fla-Flu, que já foi o jogo mais conhecido e charmoso do país.

Depois, um magnífico Sansão.

Para manter a onda de jogos com apelidos, teremos um fantástico Gre-Nal.

A seguir, a única partida inter-regional desta primeira fase: Paraná X Goiás.

Cruzeiro e Atlético lutarão para ver quem teve os piores jogadores entre os mineiros.

Vasco e Botafogo farão o segundo confronto carioca.

Sport e Bahia lutarão pela primazia nordestina.

E encerraremos com um fantástico Corinthians x Palmeiras.

Depois desta fase os jogos serão definidos por sorteio.

Farei um texto para preparar cada jogo e, depois de cada votação, farei um texto contando como foi o jogo imaginário.

Os comentários serão muito bem-vindos e podem influir na votação. 

Até amanhã. E que percam os piores!  



Escrito por Torero às 06h08
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O Paraná escalado por Kafka

O Paraná é um time ainda adolescente (nasceu em 1989), mas já conseguiu formar uma equipe competitiva para a Copa dos Pesadelos.

Seus torcedores votaram com muito humor, quase sempre colocando alguma ácida observação junto ao nome dos indicados. Vamos aos eleitos:

O técnico escolhido foi Gilson Kleina (“11 derrotas em 14 jogos, dispensa comentários”).

Sob o arco estará Darci (“o único goleiro realmente pavoroso nesses 17 anos de Paraná Clube”)

Na lateral-direita, Luís Paulo (“disparado o pior jogador do time que quase foi rebaixado em 2002. Também jogou no São Paulo e no Goiás. Era conhecido como ET por sua cabeça disforme”).

Na esquerda, Bezerra (“veio em uma troca com o Coxinha... Não podia sair coisa boa...”).

Na zaga, a dupla Carlinhos (“dá arrepios só de lembrar”) e Fábio Bráz (“o pior de todos. Em um de seus poucos jogos como titular fez uma lambança inesquecível entregando um clássico pros alfaces”).

A dupla de volantes será formada pelo divino e onipresente Messias (“que com sua vasta pança ocupa dois lugares ao mesmo tempo na cabeça de área”) e Daniel Frasson (“e o Luxemburgo ainda insistia em colocar ele no lugar do Hélcio!”).

Na criação, Arinélson (também citado por santistas e selecionado por fluminenses) e Marcos Tora (“outro nome de peso: Chegou aqui com uns 250 kg, saiu com uns 240”).

Já no ataque teremos Zumbi (um morto-vivo em campo) e Wellington Paulista (“que, após 2 anos sendo reserva por aqui com um futebolzinho horrível, foi pro Santos e depois foi transferido pro futebol espanhol no Alavés, onde recentemente marcou um gol no Barcelona! Já com a nossa camisa não lembro de nenhum gol desse imprestável”).

Enfim, o jovem representante paranaense vem com força para a Copa. Que tremam os adversários!



Escrito por Torero às 06h15
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O Santos dos demônios

Ah, o Santos dos pesadelos... Lágrimas caem sobre meu teclado quando lembro dos nomes que vestiram aquele manto sagrado. Alguns chegaram mesmo a conspurcar a camisa 10. Ah, quanta ignomínia..., ah, quanta desonra...

Deixei este clube por último por saber que meus dedos tremeriam e seria difícil digitar. Mas há que ser forte. Eu e os outros santistas, pois o time que ganhou a Copa dos Sonhos teve em suas hostes jogadores que podem muito bem levá-lo a conquistar sua antípoda, a Copa dos Pesadelos.

Foram tantos os jogadores que envergaram, digo, envergonharam a camisa alvinegra, que alguns torcedores conseguiram formar equipes só com jogadores estrangeiros. A saber: Tapia; Armstrong, Galván, De León (em fase decadente) e Fricson George; Sugawara, Maezono e Kennedy; (“e o ataque dos sonhos de qualquer zagueiro:”)  Usuriaga, Edgar Baez e De Nigris.

Mas respiremos fundo e vamos aos mais votados, à verdadeira desseleção alvinegra praiana:

No banco de reservas, a dirigir a equipe, sentarão o presidente Miguel Kodja Neto e o técnico Nelsinho Baptista (“se tomou de 7 com Geovanni e companhia, imagina com um time desses!”).  

No gol, os cem quilos do arqueiro Gilberto (“tomou 6 gols contra o Palmeiras em plena Vila Belmiro”)

O lateral-direito será o inigualável Reginaldo Araújo, também lembrado por são-paulinos e flamenguistas.

A zaga será protegida por Maurício Copertino e Camilo "cabeceio-a-bola-no-chão", o mais votado do time, vencendo Reginaldo Araújo por um único voto.

Na lateral esquerda, o já citado Fricson George, que superou Dutra e Rubens Cardoso por pouco.

O volante será Marcelo Fernandes, que jogou mais como zagueiro, mas recebeu tantos votos que entra aqui improvisado no meio (“ele bateu umas 500 faltas pelo Santos e nunca sequer acertou o gol”).

E eis que chegamos ao ponto forte da equipe: a dupla de armação. Ela é formada por dois atletas que nos fazem dar valor ao dito “joga como um japonês”. São eles Paulinho Kobayashi e Maezono.

Por fim (graças a Deus, estamos chegando ao fim), o ataque será formado pelo miúdo Serginho Fraldinha, pelo grandalhão Demétrius (“o gladiador”) e por um caso único no futebol brasileiro: Edgar Baez (o Santos pensou que estava comprando um jogador e acabou comprando outro). 

Eis aí o fim das nossas seleções. Agora, vamos aos jogos!

Os dados da sorte (ou do azar) estão lançados!



Escrito por Torero às 06h08
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