Blog do Torero

28/12/2006

Será o mais querido o mais odiado?

Para ler o texto de hoje na Folha, uolistas, folhistas e ladrões de senhas podem clicar aqui.

Por Torero às 13h55

25/12/2006

Um treco diferente

Como reina um clima de férias no ar, resolvi dar folga aos leitores e, em vez de falar sobre futebol, escrevo hoje sobre aqueles amigos secretos feitos pela turma do escritório no fim do ano. E o texto tem o sugestivo nome de...

Eu sei que vou te amar, sem-vergonha.

 

"... sem-vergonha."

"Como, senhor?"

"Sem-vergonha!"

"Desculpe, não entendi"

"Sem-vergoooonha!"

"Será que o nome certo não é 'Romântico, brasileiro e sem-vergonha'?"

"Isso, isso!"

"Do Wando, né?"

"É, é! Do Wando."

"Temos sim. É para o senhor?"

"Não, para o Geremias, meu amigo secreto lá no escritório. Sabe aquele cara que só anda de camisa aberta, usa corrente de ouro e diz que traça todas? É o Geremias."

"Então acho que o presente foi muito bem escolhido. Mais alguma coisa?"

"Bom, eu também queria um outro CD, só que mais do tipo romântico-intelectual, sabe?"

"Para impressionar uma garota?"

"É...", suspirou Durval. E, enquanto ele dizia "é...", pensava em Rosicler, a bela morena com ares de intelectual que trabalhava na mesa ao lado da sua, e por quem ele estava perdidamente apaixonado.

"Que tal o 'Eu sei que vou te amar', do João Gilberto?"

"Perfeito!"

"Embrulho para presente?"

"Sim, sim."

 

*  *  *

 

"Abre, abre, abre!"


Berenice ganhou uma blusinha dois números menor que o dela, e agradeceu a Nestor, o vigia míope. Agora era sua vez de dar o presente:

"Bom, o meu amigo é um o sujeito mais atrapalhado do escritório e ele..."

Berenice não conseguiu acabar a frase, porque todo mundo adivinhou quem era o seu amigo secreto e começou a gritar: "Durval, Durval, Durval!"

Ele ganhou o livro "Organize sua vida e seja mais feliz". Não entendeu muito bem o porquê do presente, mas agradeceu, pigarreou e falou:

"Agora é a minha vez. O meu amigo secreto é um típico machão, daqueles que limpam o dente estalando a língua."

"Gegê!", gritaram todos.

Geremias desembrulhou o CD e engasgou. Depois de alguns segundos, ele, emocionado, respirou fundo e disse:

"Poxa, valeu, Durval. Era justo o que eu queria."

*  *  *

Depois da festa, Durval foi até Rosicler, entregou-lhe algo num papel dourado e disse: "O título deste CD diz como eu me sinto em relação a você."

Ela tirou a fita do presente, desfez cuidadosamente o embrulho e abriu a boca de espanto quando viu o que ganhara.

"'Romântico, brasileiro e sem-vergonha', Durval?"

"Hein?"

"Como você sabia que eu adoro o Wando, seu malandrinho? É o meu gosto secreto", confessou Rosicler antes de dar um demorado beijo no rosto do companheiro de trabalho.

"Sei lá..., desconfiei."

Rosicler emendou: "E também adoro homens românticos e sem-vergonha. Falando nisso, você me dá uma carona para casa?"

Durval ficou nas nuvens. Ele se atrapalhara como sempre, mas dessa vez algum Papai Noel ou um bondoso Espírito de Natal tinha ajeitado as coisas.

Foi uma véspera de Natal perfeita. Durval só achou o estranho o fato de Geremias passar a tarde toda piscando para ele. 

Por Torero às 09h05

23/12/2006

Resultado da pesquisa

Na pesquisa anterior ("O que você vai fazer em relação ao aumento do salário dos políticos?"), ganhou, com 27% dos votos, a alternativa que dizia "Vou sonegar Imposto de Renda para não dar dinheiro para eles". Pelo jeito, o pessoal quer cem anos de perdão.

Por Torero às 10h25

21/12/2006

Texto da Folha: Os quarentões

Durante UM jogo da terceira divisão, sentados no banco de reservas, os dois veteranos conversavam. "Sabe?, até que ter 40 anos tem suas vantagens."
"Tem?"
"Ô! Por exemplo, hoje em dia eu já não sou tão ansioso."
"Isso é verdade. Há 20 anos, se o técnico me deixasse no banco de reservas, eu quebrava ele."
"O técnico ou o banco?"
"Os dois."
"E ter 40 tem outras coisas boas. Por exemplo, minhas juntas sempre dizem quando vai chover. O meu joelho esquerdo não erra uma. É melhor que o Narciso Vernizzi."

(Para ler o texto inteiro, uolistas e folhistas odem clicar aqui.)

Por Torero às 06h36

19/12/2006

Abaixo assinado contra o aumento

Por enquanto, na pesquisa ao lado, está ganhando a sonegação de impostos (o que é um protesto proveitoso mas pouco eficiente). Para quem quiser assinar a petição contra o aumento, o link é:  
http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?oeleitor

Por Torero às 08h25

18/12/2006

Por que vencemos os europeus?

Por que, apesar de termos times mais pobres, menos badalados, vencemos os dois últimos mundiais? Por que vencemos os poderosos Liverpool e Barcelona? Por que estas seleções planetárias perderam para São Paulo e Internacional?

A primeira resposta para as perguntas acima pode ser apenas “acaso”. Afinal, o futebol é o mais ilógico dos esportes, onde nem sempre vence o melhor, e assim as duas vitórias podem ser duas exceções consecutivas.

Ou não.

Ou pode ser que tenhamos um algo mais que nos faça vencer.

Mas o que seria este algo mais? Arrisco que é a vontade de vencer. Duvida? Olhe a foto abaixo:

Ela mostra os dois craques dos dois times. Ronaldinho está dando um belo chute. Fernandão está dando uma tesourada no ar. Ronaldinho está jogando futebol. Fernandão está ganhando um jogo.

Os brasileiros, nestes dois últimos confrontos pelo mundial, entraram com mais vontade de vencer. Com mais gana, com mais raça, com dentes renhidos.

Não que o Barça tenha jogado de salto alto. Longe disso. Jogou bem (não tão bem quanto contra o América), fez belos lances, mas faltava-lhe algo. Faltava-lhe o “olho do tigre” de Rocky. Faltava-lhe a necessidade, a fome, a necessidade suprema de vencer.

Comer um coq au vin é bom, mas comer um prato de arroz e feijão quando se está com fome é melhor ainda. Imagine então um coq au vin quando se está com fome! É isso que é o Mundial.

Para Ronaldinho e Deco, ganhar o jogo de ontem seria muito bom e eles ficariam bem felizes. Para Adriano Gabiru, seria muito mais que isso. Seria maravilhoso, sensacional, estupendo! Duvida? Olhe só a foto dele aqui embaixo e veja se ele não está ensandecido pela vitória, veja se ali ele não saciou todas as fomes, se ali ele não superou todas as frustrações de uma carreira incerta. Veja se ali ele não sabe que está no grande momento de sua vida. 

Mas não pense que nós somos os bambambãs da raça. Do mesmo modo que derramamos mais sangue e suor por este título, nossos irmãos sul-americanos dão mais sangue pelo título da Libertadores. E isto explica porque não temos o domínio desta competição.

Antes víamos a Libertadores com olhos esnobes. Mas de uns tempos para cá as coisas mudaram. A Libertadores passou a ser um sonho, passou a ser um desejo supremo.

Foi por isso também que fracassamos na última Copa do Mundo. Em vez de complexo de vira-latas, tivemos complexo de poodle. Achamos que já tínhamos vencido. E desejamos menos o que pensamos que já temos.

Esse talvez seja o segredo de conseguir as coisas: o desejo. Há que desejar intensamente, com desvario e sandice. Seja vencer um jogo, conquistar uma mulher ou escrever um livro realmente bom. Só um desejo absoluto, uma loucura sã, é que nos faz conseguir as grandes coisas. Inclusive o Mundial de Clubes.

Ou pode ser apenas acaso.

Por Torero às 07h36

17/12/2006

Resultado da pesquisa

O mais votado para vencer o Mundial de clubes foi o Barcelona, com 44,8%.  Inter tinha 38,9%.

 

Por Torero às 16h49

Inter X Barça (segundo tempo)

48'00'': Inter campeão!

47'30'': Clemer faz uma boa saída. Acabou sendo o nome do segundo tempo. 

45'00'': Galvão Bueno disse "Nunca o branco foi tão vermelho quanto hoje." O que será que isso quer dizer?

39'00: Ronaldinho quase faz de falta. Mas quase não ganha jogo. Nem empata.

37'34'': Que defesa do Clemer!

36'00'': Goool! Adriano! Ah, o futebol... Fernandão, o melhor do time, teve que sair e entrou o Adriano, um jogador promissor que nunca se firmou definitivamente. Se perder, o Barcelona terá que aguentar o pessoal do Real dizendo que eles sempre perdem para times de branco. 

32'30'': Índio está com um tampax no nariz.

28'29'': Clemer faz boa defesa. É um goleiro de lua. Mas hoje deve ser lua cheia.

26'00'': Índio é nocauteado por um companheiro. E Fernandão está contundido.

22'11'': Começam a aparecer espaços nas duas defesas.

18'00'': Vargas melhrou o Inter. O jogo fica mais animado.

17'00'': Rubens Cardoso está jogando bem. Quem diria?!

16'20'': Iarley chuta a gol. Mas mal.

16'00'': Sai Pato. É a primeria partida de sua carreira em que ele não marca gol.

15'00'': Deco chuta de longe. E Xavi, o volnte, acabou de ir até a linha de fundo.

12'00'': É um jogo do tipo nervoso, não do tipo bonito. A entrada de Xavi pode melhorar o Barça. O Tostão é fã do Xavi, o que é mal sinal.

11'00'': Outro chute colorado. As coisas estão melhorando.

8'30'': O Inter melhora e Pato dá um chute. Longe do gol, mas pelo menos é um chute. 

4'39'': Giully chuta, mas a bola bate na zaga. O domínio dos caras está chato. Estamos sem contra ataque. 

3'43'': O Barcelona começa melhor. Ronaldinho erra uma cabeçada.

Por Torero às 08h30

Barcelona x Internacional (primeiro tempo)

Fim do primeiro tempo. O Barcelona foi melhor, mas o Inter não teve complexo de inferioridade. Lá pelos vinte minutos houve um momento em que abusou do chutão, mas depois se  reorganizou e voltamos a ter umcerto equilíbrio.

Se eu fosse escolher um jogador para levar o MotoRádio, escolheria Ceará, que enfrentou Ronaldinho e se deu bem. Até conseguiu ir para o ataque.

Para o segundo tempo, o Barça é favorito. Mas não muito.

Agora, na etapa final, vou postar aqui de cinco em cinco minutos. 

Por Torero às 08h14

14/12/2006

Texto de hoje na Folha de S.Paulo

Internacionalista leitor, interiorizada leitora, foi difícil, mas o Inter passou pelo Al Ahly. Esteve longe de ser uma exibição de gala, mas foi o suficiente e o time está na final.

Será o maior jogo da história do Internacional. Se vencer, será campeão do mundo e poderá até trocar de nome. Não será apenas Internacional, mas Intercontinental! Interplanetário!

 

(Para ler o resto do texto, folhistas e uolistas podem clicar aqui.)

Por Torero às 06h51

11/12/2006

E o nosso bolão ficou assim:

Memorioso leitor, memorável leitora, cerca de oito meses atrás, mais especificamente no dia 14 de abril, lancei eu um desafio aos leitores deste blog. Eu daria três livros aos três primeiros que acertassem os cinco primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.

Chegaram até às 16h00 do dia seguinte mais de 800 palpites. Decidi dar 16 pontos para quem acertasse o campeão, 8 para quem acertasse o vice, 4 para o terceiro, 2 para o quarto e um para o quinto. Ontem passei a tarde relendo as tentativas de futurismo dos meus amigos leitores e vou dar o resultado agora.

Ou melhor, daqui a algumas linhas. Antes, algumas preliminares:

Digo que meu voto, manifestado no post daquele dia, foi que em primeiro ficaria o São Paulo. Acertei.

 

Para mim, o segundo seria o Corinthians, mas escrevi que “se o Tevez for embora no meio do ano, o time perderá um bocado”. Dito e feito. Tevez foi embora e o time perdeu um bocado. Mas o caos foi muito maior do que imaginei, e não apenas por conta de Tevez.

Arrisquei que o terceiro seria o Inter (que ficou em segundo com a queda corintiana), o quarto seria o Cruzeiro (eu, como muitos, acreditava no Cruzeiro. Mas as contratações não vingaram, houve contusões, etc...) e o quinto, o Santos.

Não falei nem em Grêmio nem em Paraná. Mas quase ninguém falou. Os favoritos para o campeonato, olhando os cem primeiros votos eram São Paulo (39%), Corinthians (28%), Santos (10%), Inter (6%), Flamengo (4%), Palmeiras e Goiás (3%), Cruzeiro e Fluminense (2%), e Atlético-PR, Santa Cruz, e Vasco (1%).

Mas vamos aos vencedores.

Ninguém conquistou a trifeta, ou seja, nenhum leitor acertou o trio vencedor na ordem correta. Mas vários acertaram o primeiro, o segundo e o quarto colocados no mesmo voto. Para desempatar, optei por dar os prêmios a quem votou primeiro.

E o primeiro a acertar estes três times, o nosso Zé Cabala internético, foi Gustavo Baldin, de Poços de Caldas, que votou às 12h26, duas horas e oito minutos depois de iniciada a votação. Ele vai receber em sua casa “Bombas de Alegria”, um saboroso livro de memórias do ex-jogador Pepe.

O segundo, às 12h43, foi o tricolor (a julgar pelos pontos de exclamação que colocou ao lado do nome do São Paulo em seu voto) Renato Gomes, de São Manuel. Ele ganhará o livro “Jogos inesquecíveis”, que conta os jogos mais importantes da vida de várias personalidades.

E, antes de nomear quem foi o terceiro, sadicamente direi quem foi o quarto colocado, aquele que teria ganho o bronze caso tivesse votado dez minutos antes (ou se colocasse o Paraná em quinto ou o Grêmio em terceiro), e este foi o leitor Jonatas Cesário. Ele votou às 12h53, e o leitor Ricardo às 12h43. Ricardo ganhará como prêmio, ou castigo, o meu Terra Papagalli.

Ainda ganhará um prêmio extra o leitor Rogério Penna, que me cobrou de fazer a verificação dos votos daquele bolão, que estava num canto esquecido de minha fraca memória.

Por Torero às 05h57

Os Nostradamus tupiniquins

Houve alguns Nostradamus interessantes entre os leitores:

Leandro Fonseca Nicolau Marques colocou o Grêmio em quarto lugar e disse: “vai surpreender muita gente”. Ficou em terceiro e surpreendeu até ao próprio Leandro.

Daniel disse: “Espero que o Corinthians perca Tevez e Nilmar para a Europa e fique sem time, e não consiga nem o quinto lugar.” Nilmar não foi para a Europa, mas se machucou. E o Corinthians realmente não chegou nem em quinto. Daniel é bom de praga.

E Caio Alexandre Bezarias acertou o 1º., o 2º. e o 4º. colocados, mas só às 00h35 do dia 15/04. Em compensação, disse: “o Corinthians está fora por dois motivos: O edílson (a minúscula é proposital) está fora do futebol e acredito que os desdobramentos da briga Dualib X Kia serão tenebrosos ao time e aos corinthianos e deliciosos aos demais torcedores”. Eis aí um profeta profissional.

Por outro lado, tivemos alguns votos mais furados que cueca velha:

Jean Marcel, por exemplo, disse: “Com licença, axar q os times paulistas vão fazer bonito, ME DÁ UM TEMPO, Corinthians já demonstrou ser mt fraco, São Paulo não dá pra confiar, Santos time mt fraco, Palmeiras idade avançada, pelo menos 2 caem, como só caem 2, aí vcs escolhem. 1º Flamengo, 2º Botafogo, 3º Fluminense 4º Vasco, 5º Goiás.”

Ou foi humor, ou Jean Marcel é tão ruim em previsões quanto um economista de governo.

Por Torero às 05h53

Moral da história

Revendo os votos dos leitores, vê-se que a grande decepção do Brasileiro foi o Corinthians. Ele era considerado o segundo time mais forte do país (o São Paulo tinha acabado de ganhar o Mundial), mas a saída de alguns jogadores e as brigas entre MSI e Dualib afundaram a equipe, que até andou na zona de rebaixamento.

Outras decepções foram Cruzeiro, Goiás, Fluminense e Palmeiras. Os dois alviverdes tinham feito boas campanhas na fase final do Brasileiro e pareciam ter chances de ir longe. Mas o Palmeiras desentendeu-se com Leão (e depois com Tite). O Goiás perdeu vários jogadores (e depois o técnico Geninho por boa parte do campeonato). O Cruzeiro começou o ano com boas compras, mas parecem que estavam com defeito. E o Fluminense juntou boas peças, mas elas não foram bem montadas.

Por outro lado, as boas surpresas foram o Vasco, que aparecia mais como candidato ao rebaixamento, o Paraná, que chegou a ser vice-líder e foi lembrado por pouquíssimos leitores, e o Grêmio, que só os mais otimistas poderiam imaginar que saltaria da Série B para o terceiro lugar, mesmo perdendo Anderson.

 

Por Torero às 05h52

07/12/2006

Texto de hoje na Folha.

Clique aqui.

Por Torero às 05h48

04/12/2006

E o sol se põe em Brasileirão City...

Acabou. Sim, acabou. Foram meses e meses de duelos tremendos, de tiros cortando os ares, de balas ricocheteando, de chapéus caindo, de revólveres falhando na hora agá, e, às vezes, de tiros certeiros.

Mas agora acabou. Agora os ventos sopram a areia pelas ruas vazias de Brasileirão City. As manchas de sangue já começam a ressecar, o cheiro de pólvora já foi levado pelo vento.

Enquanto os caubóis galopam em direção ao horizonte, é hora de fazer um balanço de todo esse tiroteio.

O melhor, sem dúvida, foi Jack Tricolor. Teve o melhor ataque, a melhor defesa e nove pontos de vantagem. Uma supremacia indiscutível.

James Colorado foi bivice. Mas ganhou a Libertadores e seus fãs estão mais que contentes.

Sancho Pampa, o gordo e bigodudo Sancho Pampa, surpreendeu até os mais otimistas. Saiu de Série B Village num jogo milagroso e está na Libertadores. Foi uma sensação! Principalmente na era d.C. (depois da Copa). Tomara que consiga segurar Lucas, diferentemente do que aconteceu com Ronaldinho e Anderson.

Billy, the Fish, que usa um colete cheio de escamas, ganhou um Paulista depois de mais de vinte anos. E também está na Libertadores. Se melhorar sua pontaria (comprando um bom meia e um atacante eficiente), pode ir longe em 2007.

Blue Reed, o caubói que toca blues em seu violão, também está na Libertadores. Foi um exemplo de como se pode conseguir muito com pouco dinheiro. Esta semana, Reed fará uma exceção e dedilhará um rock em seu violão: “We are the champions” (Nós somos os cogumelos).

Joaquim Wayne bobeou no finalzinho, nos dois últimos duelos, e não se classificou para a Libertadores. Mas foi melhor do que se esperava. Se não vender seu revólver Morais & Weston, terá um bom ano.

O surpreendente Phil Gueira esteve muito bem e venceu vários duelos fora de seu saloon. Pena que deve fazer uma liquidação e vender armas, coletes, cinturões, etc... Phil terá que fazer boas compras para continuar tão bem quanto neste ano. E não será fácil.

John Esmeraldine esteve cotado para ir para Série B Village, mas colocou seu velho chapéu da sorte, marca Geninho e se recuperou brilhantemente.

Tim Timão, o caubói mosqueteiro, e Black Red, que tem um urubu de estimação, os mais populares caubóis da cidade, tiveram altos e baixos, e acabaram na média. Estou curioso para ver como estarão em 2007. O cavalo de Tim trocou-o por Black Red. Mas é um cavalo daqueles que escoiceiam e derrubam o caubói. Na foto abaixo, tirada pelo fotógrafo Leo Yoshida, Tim diz para Black: "Este cavalo já me derrubou e vai te derrubar, Black." E Black responde a Tim: "Mas pelo menos eu não estarei a pé."

Daqui a alguns meses saberemos quem estará a pé e em pé.

Will Uai era promissor, mas acabou em décimo. No ano que vem teremos duelos memoráveis entre ele e Rob Gallo, que voltará com tudo.

Set Fire foi realmente mediano. Perdeu treze duelos, ganhou outros treze e empatou onze. Foi o único caubói que teve o mesmo número de vitórias e derrotas. Em alguns momentos parecia que ia cair do cavalo, mas manteve a cuca fria e se deu bem.

Já Harry Hurricane e Young Boy foram menos que medianos. O papa-defunto da cidade chegou a tomar suas medidas para construir seus caixões, mas eles acabaram escapando.

Louis Laranjeira foi uma decepção, e só não foi uma decepção completa porque não caiu. Louis e Tim Timão são a prova de que um homem não pode montar em dois cavalos ao mesmo tempo.

Big Green quase matou seus fãs de susto (e de desgosto). Suas velhas garruchas, das marcas Little Junior e Edworld, funcionaram razoavelmente, mas Big precisa de um arsenal mais novo para contrabalançar.

Por fim, Black Bridge, Bob Baião, Caetano Bill e Sam T. Cruz foram expulsos de Brasileirão City. E merecidamente. Quatro homens e um destino: Série B Village.

Brasileirão City só terá caubóis em suas lamacentas ruas em maio. Até lá eles farão duelos em seus ranchos, o que pode ser muito divertido.

Por alguns dias sentiremos falta das balas zunindo e teremos que nos dedicar à família, aos amigos, essas coisas. Mas fiquemos tranqüilos, logo os caubóis estarão de volta.

Por Torero às 06h01

01/12/2006

Doze homens e uma surpresa

Selecionado leitor, seleta leitora, já que todos os colunistas deste jornal estão fazendo suas seleções deste Brasileiro, também escolherei meus 12 homens. Sim, 12, porque incluirei o técnico e porque 12 são os apóstolos, os meses do ano, os signos do zodíaco e os trabalhos de Hércules.

Para ler o resto do texto, uolistas e folhistas podem clicar aqui

Por Torero às 08h44

Sobre o autor

Formado em Letras e Jornalismo e quase formado em Cinema, é autor de treze livros (como "O Chalaça"), escreveu roteiros para cinema (como "Pequeno Dicionário Amoroso") e para tevê ("Retrato Falado").

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