Blog do Torero

27/11/2006

Lágrimas nas ruas poeirentas de Brasileirão City

Hoje só falarei das tristezas que vi em Brasileirão City.

E as maiores foram que Caetano Bill e Black Bridge caíram. Tombaram. Passaram desta para pior. Os dois lutaram até o fim, mas já estavam muito feridos. Black levou 64 tiros em seus 37 duelos (a terceira defesa mais vazada). Já o problema de Caetano Bill foi sua pontaria. Ele acertou apenas 36 tiros (o pior ataque), menos de um por duelo.

Leo Yoshida

Mas o futebol tem vantagens sobre a vida. Os dois caubóis perderam muitos duelos, foram mais alvejados que tábua de tiro ao alvo, mas não morreram. Eles vão para Série B Village, que pode lhes ser uma espécie de UTI, e lá podem recuperar suas forças.

Quem sabe lá eles troquem de armas, de cavalos e de chapéus, e talvez voltem a orgulhar seus fãs?

Aí serão como aqueles velhos caubóis de filmes de faroeste, que todos pensam que já não atiram mais nem com um revólver d’água, mas que voltam à ativa e destroçam os bandidos.

Feito um Clint Eastwood ou um Jack Palance, eles treinarão com afinco atirando em latinhas e ensaiarão o sacar de suas armas até criarem calos nos dedos. Feito Clint e Palance, eles se levantarão, sacudirão a poeira e darão a volta por cima.

Ou não.

Talvez apenas comecem a beber e a falar do passado. Dependerá um bom tanto de seus fãs.

E, falando em velhos caubóis, Big Green levou quatro tiros de James Colorado. Quatro! É verdade que ele escapou de Série B Village, mas seus fãs devem estar mais tristes do que alegres.

O pior é que não há uma mudança no horizonte de Big Green. Há apenas nuvens escuras. E há que se fazer alguma coisa, senão daqui a algum tempo Big já não será mais chamado de Big.

 Leo Yoshida

Por Torero às 02h10

O duelo derradeiro na beira do despenhadeiro

O Criciúma é o campeão da Série C. Ontem venceu o Vitória por magníficos 6 a 0, sendo que cinco gols aconteceram no primeiro tempo, e no segundo, já sem empenho, ainda fizeram mais um.

Ipatinga e Vitória já estavam classificados e, jogando relaxados, perderam (o time mineiro, por 3 a 1 para o Ferroviário).

Na ultima rodada, que acontece nesta quarta-feira, só um jogo será para valer: Grêmio Barueri x Ferroviário-CE. O time paulista joga em casa e só precisa do empate. No primeiro turno, o Ferrinho venceu por um a zero, gol de Everton.

Será um jogo de sair faísca. Para os jogadores dos dois times será a chance de sair do semi-anonimato. Será a grande chance da vida de muitos deles. E, talvez, a última para alguns.

Eis aí um jogo cheio de histórias e personagens. Nestas partidas é que o futebol vira cinema, vira teatro, vira tragédia e comédia.

Por Torero às 02h05

A última luz do crepúsculo em Série B Village

Em Série B Village lutou-se até a última luz do crepúsculo, até a última gota de sangue.

E tanto foi assim que os cinco caubóis piores colocados venceram seus duelos.

O melhor da rodada foi a festa da torcida de Rob Gallo, o xerife de Série B Village.  Foram mais de 74 mil pagantes e a mais bela festa do ano.

Seu duelo contra Paul T. Guar foi emocionante, e Paul esteve a um passo de não ir para Brasileirão City, pois perdia por 2 a 0. Mas o caubói vermelho acertou dois tiros (o último por debaixo das pernas, a dez minutos do final) e aí respirou aliviado. Paul T. Guar só empatou quatro vezes em seus 38 duelos. Com ele, sempre foi vencer ou perder. Mas, ironicamente, classificou-se com um empate.

O bravo Paul East chegou a estar classificado em quarto lugar. Ele começou vencendo Al Lee Gator. Mas Lee virou para 2 a 1. Porém Paul revirou o duelo, que acabou em 4 a 3.

Entre a turma de baixo não foi menos empolgante.

O índio Guarani acertou cinco belas flechadas em Django Villa Nueva. Foi a única vez este ano em que teve pontaria tão boa. Mas ela veio tarde demais. O Guarani e Villa Nueva morreram abraçados.

Jeff Curuzu viu sete de seus homens debandarem de seu bando. Por outro lado, ele foi para o duelo contra a bela Marilia Mae com sete cabras-machos nascidos no Pará. E a mudança deu certo. Jeff meteu três balas em Marília, e por um triz não escapou de para Hell C Hill.

Jonh Lettersoup, o caubói das Alagoas, começou perdendo de Ray Moon, mas virou o jogo, acertou duas balas em seu rival e também escapou, pelo saldo de gols, de queimar nas chamas, e lamas, de Hell C Hill.

O caubói manaura Sam Raymond, mesmo vencendo Ken Dango, também vai duelar nas ruas de Hell C Hill.

E quem escapou do rebaixamento num duelo épico, que merecia ser cantado por Camões, foi Jesse Bacalhau. Jesse é conhecido como um caubói gauche, caipora, azarado, mas desta vez não tem do que reclamar. Foi salvo por um tiro nos últimos minutos.

Nos últimos jogos, quando parecia que Jesse já estava morto, oito pontos atrás da salvação, ele colocou um chapéu da marca Benazzi, mudou seu jeito de duelar e chegou lá. Ou melhor, não saiu de lá, o que já foi uma vitória.

Por Torero às 02h03

23/11/2006

Zé Cabala e o homem da salsicha

Logo que cheguei à casa de Zé Cabala, fui direto ao assunto: "Preciso de uma entrevista internacional!".

O mestre dos mestres coçou seu turbante e disse: "Para isso preciso de uma concentração especial".

Então foi até seu fogão, cozinhou duas salsichas, colocou-as num pão e, enquanto dava giros pela sala, ia dando mordidas em seu cachorro-quente. Quando finalmente acabou de comer, parou de girar e disse: "Muito prazer, meu nome é Ferenc. Ferenc Puskas."

Para ler o resto deste texto, uolistas e folhistas podem clicar aqui.

Por Torero às 08h09

20/11/2006

Uma nova estrela para Jack Tricolor

 Leo Yoshida

Sim, Jack Tricolor é novo xerife de Brasileirão City!

E dois duelos antes do final do campeonato!

Ontem ele apenas empatou com Harry Hurricane, mas poderia até ter perdido. Isso porque Jack Tricolor venceu 21 dos seus 36 duelos. E só perdeu quatro. Números de um campeão.

Jack Tricolor tinha chegado perto de outros três títulos este ano. Por isso seus fãs comemorarão este campeonato quatro vezes mais.

Agora, só resta a Jack Tricolor montar em seu cavalo branco (com patas negras e sela vermelha) e ir em direção ao pôr-do-sol cantarolando uma velha música que diz: “Tu és forte, tu és grande, dentre os grandes és o primeiro...”

Nesta rodada, Jack teve a ajuda de Blue Reed, o caubói que leva um violão a tiracolo. Ele venceu o bravo James Colorado e está firme na luta por uma vaga em Libertadores Town.

Um de seus inimigos é Billy Santos, que ontem vinha ganhando bem de Will Uai, porém, poucos minutos antes do fim do duelo, Billy bobeou e levou um tiro nas nádegas. Um doloroso 1 a 1. Agora, para garantir sua vaga na diligência para Libertadores Town, Billy terá pelo menos que empatar com Joaquim Wayne na próxima rodada.

Leo Yoshida

Aliás, ontem Joaquim conseguiu uma boa vitória sobre Caetano Bill. Foi apenas um tiro certeiro, mas, como diz aquele ditado do velho oeste, “é melhor um tiro certeiro do que dez de raspão”. Esta derrota, em casa, deixou Caetano Bill a um passo de Série B Village. Ela está mancando e sangrando, mas ainda não desistiu da luta.

Dos cinco caubóis que lutavam para escapar do rebaixamento, só Young Boy venceu. E escapou definitivamente do perigo. Ele passou, de virada, por Big Green, que está tendo um final de campeonato dramático. Big saca sua arma com rapidez, mas sua pontaria é pior que a de um cego vesgo (sem falar que um de seus revólveres, um Colt Enílton 45, às vezes parece que está com o cano torto).

A sorte de Big Green é que Black Bridge perdeu para Bob Baião, e segue como sério candidato ao rebaixamento.

Quem conseguiu respirar um pouco foi Louis Laranjeira, que empatou com Tim Timão, o caubói mudo. Mas foi um breve respiro. Ele ainda precisa de uma vitória para escapar de vez de Série B Village. Para sua sorte, na próxima rodada ele enfrentará Sam T. Cruz, que já está rebaixado (mas, como se viu com Bob Baião, mesmo os rebaixados ainda são perigosos).

Enfim, a estrela de xerife já tem dono, mas muitas balas ainda cruzarão as ruas de Brasileirão City.

Por Torero às 05h53

A luta pela última vaga

Na Série C já temos três classificados: Criciúma, Ipatinga (que empataram em zero a zero) e Vitória (que venceu o Ferroviário-CE por 4 a 0).

Faltam duas rodadas e a última vaga será decidida entre Grêmio Barueri (17 pontos), Ferroviário (16) e Bahia (13).

O favorito entre os três é o time paulista, que este ano também subiu para a primeira divisão estadual.

Na última rodada teremos praticamente uma final entre Grêmio Barueri e Ferroviário. O jogo será em Barueri e, antes dessa partida, o Grêmio enfrentará o já desclassificado Treze (curiosamente, o Treze começou muito bem esta fase final, mas, nas últimas sete partidas, perdeu seis e empatou uma).

Aliás, o Grêmio Barueri vem numa escalada notável: no começo de 2002 estava na sexta divisão paulista, em 2007 estará na primeira. Fora o sucesso nos outros esportes. É um clube jovem (fundado em 1989), mas que vem crescendo rápido. Olho nele!

Por Torero às 05h42

A cruz da malta

As eleições do Vasco da Gama poderiam ficar nas páginas de Esporte, já que o Vasco é um dos mais tradicionais clubes do país, poderiam ficar nas páginas de Política, já que se trata de uma eleição, ou, talvez mais acertadamente, deveriam ficar na editoria de Polícia, pois obviamente houve um monte de fraudes e falhas, como bem tem mostrado o jornal Lance!.

É triste ver que o clube da Cruz de Malta tornou-se na verdade o clube da malta, no sentido de corja, bando.

Se essas eleições forem aprovadas, servirão de exemplo para que muitos outros grupos manipulem suas eleições. É hora de ver até onde vai a preguiça do Ministério dos Esportes.

Por Torero às 05h34

Sangue corintiano

Em comemoração aos 30 anos da invasão corintiana de 1976, quando mais de 70.000 corintianos invadiram o Maracanã para assistir à semifinal do Campeonato Brasileiro contra o Fluminense, a ONG “Corinthians para Corinthianos”, em parceria com a Fundação Pró-Sangue, realizará uma campanha de doação de sangue e uma exposição sobre a invasão.

Será no dia 3 de dezembro, das 8h00 às 14h00, no Posto Clínicas (Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, 1º. Andar, metrô Clínicas). Haverá a presença de ex-jogadores, além da exposição e filmes sobre a invasão corintiana de 1976.

É a hora da Fiel mostrar seu valor.

Por Torero às 05h34

19/11/2006

O bonitão

Depois de cerca de seiscentos votos, Rogério Ceni foi eleito o jogador mais bonito do Brasileiro. Ele teve aproximadamente 28% dos votos. Roger, do Corinthians, ficou em segundo, com 23%. Cá entre nós, a eleição de Ceni comprova a velha máxima que diz "o amor é cego".  

Por Torero às 15h19

Seis times e dois destinos

Que tarde de sábado!

As balas zuniram feito abelhas. O sangue regou as poeirentas ruas de Série B Village.

As melhores lutas foram as dos caubóis que tentam escapar de Hell C Hill. Tanto que três dos que estavam nas últimas quatro posições venceram.

Agora, seis caubóis brigam para evitar a queda. Só dois sobreviverão.

Num duelo de bigodudos, Jesse Bacalhau (42) venceu Django Villa Nueva (42) e, momentaneamente, saiu da zona de rebaixamento. Na primeira parte do duelo, ninguém acertou ninguém. Mas, no segundo tempo, Villa Nueva já estava cansado e não conseguiu se desviar de duas balas de Jesse.

Agora, o caubói lusitano só depende de si para escapar do descenso. Mas será uma missão difícil. Ele vai duelar contra Cliff Reciff (64) no Island of Good Rest Saloon, e Cliff vai querer se despedir de sua torcida com uma vitória.

Cliff Reciff, por sinal, levou duas flechadas e perdeu para o Índio Guarani (41), que há sete duelos não ganhava de ninguém. Com isso, o silvícola continua a ter chances de escapar do rebaixamento. Só que para tanto terá que vencer Django Villa Nueva. E rezar para que Tupã faça seus adversários tropeçarem.

John Lettersoup (41) venceu fora de casa a Hank Hawaii (46). Foi uma conquista suada e muito importante, porque manteve o caubói alagoano na luta. Na próxima rodada, Lettersoup precisa vencer Ray Moon e torcer para que Jesse Bacalhau ou Django Villa Nueva caiam frente a seus adversários.

Falando em Ray Moon (46), ele acertou três balas em Sam Raymond (40), que agora é o lanterna de Série B Village. O caubói manaura terá que ganhar seu próximo duelo e torcer para que três de seus adversários percam. Não é uma missão impossível, mas eu não apostaria um dólar furado em Sam.

Outro caubói que lutará para não cair do cavalo, digo, de série, é Jeff Curuzu (41). Mas não será fácil. Neste sábado ele foi metralhado por Paul East (58). Nove a zero! Repito: nove a zero. Terá ele forças para se levantar? Terá ele band-aid suficiente para consertar estes nove furos? Sei não...

Já Paul East ainda tem esperança de ir para Brasileirão City. Principalmente porque Paul T. Guar, o caubói que se veste de vermelho, perdeu em casa para Andrew Ramalho, que já não queria nada com nada. O pior é que o último duelo de Paul será fora de casa contra o campeão Rob Gallo. Os fãs de Paul T. Guar devem estar roendo as unhas. 

Por outro lado, os fãs mais contentes desta rodada são os de James Capibaribe, que finalmente vai voltar para Brasileirão City .

Foi um retorno demorado e dramático, ainda mais depois do trauma do ano passado, quando ele já tinha a passagem nas mãos mas ela lhe foi roubada por Sancho Pampa no último minuto.

James estava há treze anos longe de Brasileirão City e chegou mesmo a viver em Hell C Hill. Mas as lágrimas de sofrimento são passado. Agora as lágrimas são de alegria. E James Capibaribe e seus fãs derramaram tantas que quase inundaram o Aflitos Saloon.

Por Torero às 07h08

17/11/2006

O Aurélio das Copas

Um livro muito interessante para os loucos por futebol é “Copas do Mundo – Das eliminatórias ao título”, de José Renato Santiago Jr. e Gustavo Longhi de Carvalho, editado pela Novera.

Se o leitor, como eu, ainda usava o livro de Orlando Duarte como obra de consulta sobre a história das Copas, agora já pode trocar de catatau. Sim, porque o livro de Santiago e Longhi é daqueles que fica em pé sozinho. São mais de seiscentas páginas.

A vantagem deste livro sobre os anteriores do gênero é que, como está no título, ele traz dados sobre as eliminatórias, que são sempre deixadas de lado. Além disso, os autores tiveram a sabedoria de temperar o livro com curiosidades, não ficando apenas nos números.

A diagramação é boa, facilitando a leitura. O livro só tem um defeito: seu preço (R$ 79,00).

Por Torero às 07h36

16/11/2006

Texto da Folha

Presente leitora, passado leitor, hoje vocês estão lendo este texto porque ontem eu recebi uma carta de amanhã.

Explico melhor. Quando cheguei em casa encontrei um envelope misterioso debaixo da porta. Era verde, fosforescente, e, dentro dele, havia uma carta que dizia o seguinte:

"Bom dia, meu nome é Trug67. Você não me conhece, mas sou um parente seu. Mais que parente. Na verdade, sou seu descendente. Calma, não estou aqui para pedir um exame de DNA. Sou apenas o seu tatatatatatatatataraneto."

(Para ler o resto do texto, clique aqui.)

Por Torero às 22h07

12/11/2006

Brasileirão City

A rodada começou com um duelo entre o vice-líder e o vice-lanterna. E, como era de se esperar, James Colorado (66) transformou o colete de Bob Baião (31) em peneira.

 

Outro gaúcho, Sancho Pampa (61), conquistou uma bela vitória contra Harry Hurricane em pleno Sallon da Baixada. Sancho chegou a Brasileirão City depois de uma gloriosa vitória contra James Capibaribe. E não decepcionou. Neste ano conquistou o Campeonato Gaúcho e está praticamente classificado para a Libertadores.

 

Leo Yoshida

 

 

Billy Santos (59) venceu o importante duelo contra Blue Reed (53) com um tiro estranhíssimo. Billy deu um tiro para o alto só para espantar alguns urubus, mas, quando a bala caiu, alvejou Reed. Realmente, um tiro de sorte. Ou de azar, do ponto de vista de Blue Reed, que agora fica um pouco atrás de Joaquim Wayne na briga pela Libertadores.

 

Joaquim Wayne (54), por sinal, perdeu a chance de vencer Young Boy (43), que está ameaçado de cair. De qualquer forma, com o empate Wayne passou para a quinta posição.

 

No encalço do caubói que usa seu cinturão a tiracolo estão Blue Reed e, mais atrás, Phil Gueira (50). O imprevisível caubói, que vence quando se pensa que vai perder e vice-versa, desperdiçou a possibilidade de meter balas em Tim Timão (48), que, mesmo com duas armas a menos, heroicamente segurou o empate.

 

Logo atrás de Phil Gueira temos um empate triplo entre Black Red, Will Uai e Seth Fire. Todos com 49 pontos.

 

Black Red perdeu de outro Black, o Bridge (38). E por 3 a 0. Mas Bridge, que luta para escapar de Série B Village, é muito azarado: quando seus adversários diretos são derrotados e ele tem chance de ultrapassá-los, ele também perde. E quando Bridge ganha, seus inimigos também vencem.

 

Um destes inimigos é Louis Laranjeira (40), que não vencia há uma dúzia de duelos. Mas ontem, quem diria?, ele passou por Will Uai. Foi a vitória na hora certa. Se ele perdesse, teria ficado entre os quatro últimos. Mas seus fãs ainda não podem respirar aliviados.

 

Nem os de Big Green (43). Ele venceu Seth Fire, é verdade, mas nada é fácil para Greenzão, e greensenses sabem disso. Provavelmente eles estarão tensos até o último duelo, contra Louis Laranjeira.

 

Sam T. Cruz, que ano que vem estará em Série B Village com Bob Baião, perdeu em sua casa para Caetano Bill. É a terceira vitória seguida de Bill. Sua pontaria melhorou muito desde que ele passou a usar o chapéu da marca Dorival Júnior. Se ele tivesse começado sua recuperação um pouco mais cedo...

 

E, por fim, houve o duelo entre John Esmeraldine e o impiedoso Jack Tricolor. Mais uma vez Jack venceu. E bem. Na próxima rodada deve receber sua estrela de xerife. Seus fãs contarão os dias. Os minutos. Os segundos. Não, os segundos, não. Chega de segundos!

Por Torero às 23h07

Série B Village

Na poeirenta Série B Village, dois caubóis já compraram suas passagens para a diligência que vai para Brasileirão City: Rob Gallo e Cliff Reciff.

Paul T. Guar e James Capibaribe também já estão com um pé no estribo, mas Coxa Cox e Paul East tentarão acertá-los pelas costas.

A melhor briga está lá embaixo, na luta para escapar de Hell C Hill. Por enquanto estão caindo Sam Raymond (40), Jesse Bacalhau (39), John Lettersoup (38) e o Índio Guarani (38). Mas tudo pode acontecer, pois estes quatro galopam em perseguição a Jeff Curuzu (41), Django Villa Nueva (42) e Ray Moon (43).

E, para deixar esta luta mais emocionate, na próxima rodada teremos duelos diretos entre quatro destes sete caubóis. Ray Moon receberá Sam Raymond no Mangueirão Saloon, e Jesse Bacalhau vai enfrentar Django no Canindé Canyon. Quem perder estará mais perto do inferno.

Por Torero às 23h05

Hell C Hill

Faltando quatro rodadas para i fim do campeonato, o Criciúma (25 pontos), que goleou o Ferroviário (13), já está de volta à Série B. O Ipatinga (22) perdeu de 3 a 0 para o Vitória (16), mas se mantém numa tranquila segunda posição. Já o time baiano assumiu o terceiro lugar isolado, à frente do Grêmio Barueri (13), que hoje seria o último a subir.

A grande partida da rodada foi entre Bahia e Grêmio Barueri: 4 a 3 para o time baiano. E um dos quatro foi marcado por Sorato, aquele mesmo que você está pensando. E, quem diria, o veterano atacante é o artilheiro da Série C, com 13 gols.  

Por Torero às 23h05

Resultado da enquete anterior

Chegamos ao fim da eleição sobre os textos. E 45,66% dos leitores votaram a favor de 100% de textos bang-banguísticos. Ou seja, doravante teremos exclusividade de Brasileirão City.

Abaixo, o texto sobre a nova enquete.

Por Torero às 23h04

De homem para homem

Amiga leitora, queira, por favor, ignorar este texto. Você não precisa dele. Desta vez escrevo apenas ao leitor do sexo masculino.

Companheiro de gênero, bom dia. Antes de seguirmos tenho, primeiro, que lhe fazer um pedido: gostaria que você se desarmasse e se preparasse para percorrer caminhos inusitados. Muito bem, feito esse intróito, posso dizer finalmente qual o tema dessa coluna: é uma enquete.

Uma enquete!?, você deve estar se perguntando. Blogs fazem enquetes de cinco em cinco minutos. Para que tanto suspense?

Calma, essa não é uma enquete comum. Dessa vez não me interessa saber quem você acha que é o craque do Brasileirão e muito menos qual a revelação do torneio. Seria falta de imaginação sugerir um escrutínio dessa natureza. O que proponho? Sente-se, por favor. Está sentado? Peço que você escolha o jogador mais bonito do campeonato.

Bonito!?, você deve estar se perguntando, com a boca aberta e os olhos arregalados. Será que li direito? Sim, você leu direito. Qual é, repito a pergunta, o jogador mais bonito do campeonato?

Antes que você saia por aí tirando conclusões a respeito da minha vida particular, afirmo com todas as letras (até porque sem elas todas a frase ficaria incompreensível): sou um tradicional heterossexual,. Mas não nos desviemos do assunto. Quero que você pare por um momento e, em vez de pensar em estatísticas, formações táticas ou novas contratações, atente simplesmente para a beleza dos atletas. E aí, vai encarar?

Não deve ser tão difícil. Seja sincero, você certamente já assistiu a um filme de George Clooney, Antonio Banderas ou Brad Pitt e pensou: “Pô, eu poderia ser como esses caras”. Também já deve ter dado um invejoso olhar para modelos, nadadores, boxeadores, lutadores etc. Se você já observou esses senhores, por que não poderia fazer o mesmo com jogadores de futebol?

Como o mais difícil é o primeiro passo, fiz uma lista para ajudá-lo. Ela está aí ao lado. Seu único trabalho será consultá-la e, depois de estar certo de que não há ninguém por perto, clicar o mouse rapidamente.

Eu já tenho o meu favorito. Não é porque joga no Santos e temos o mesmo nome, mas vou de Zé Roberto, um afro-descendente de fina estirpe e interessante composição fisionômica. Agora é a sua vez.

Abra-se para o novo, leitor, e não fuja do desafio. Faça como Aparício Torelli, vulgo Barão de Itararé, que disse: “Triste não é mudar de idéia, triste é não ter idéias para mudar”. Faça como Oscar Wilde, que decretou: “A única coisa de que podemos ter certeza sobre a natureza humana é de que ela muda”. Ou, enfim, faça como Pepeu Gomes, que afirmou: “Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino”.

Seja homem, vote!

Por Torero às 20h12

10/11/2006

0 a 0

O jogo de ontem entre Ponte Preta e Fluminense foi o pior que vi este ano. Atualmente os dois estão pior do que o São Caetano. Foi um jogo tão ruim que 0 a 0 não foi placar. Foi nota.

Por Torero às 07h36

09/11/2006

O dia em que virei santista

Um amigo corintiano perguntou-me como aconteceu o absurdo de eu me tornar santista. Foi assim:

Aos dez anos eu ainda não tinha escolhido para quem torceria. E isso era muito bom, porque criava uma certa disputa entre o pessoal de casa.

 Meu tio Mauro falava que eu tinha que torcer para o Palmeiras, porque o verde era a cor mais bonita do mundo. Mas como essa cor me lembrava alface, chuchu, chicória e outras verduras que eu tinha que comer à força, seu argumento não era grande coisa.

Já minha avó era corintiana. E muito. Escutava os jogos em seu radinho de pilha e gritava quando saía um gol. Porém, como o Corinthians estava há muito tempo sem ganhar um título (eram os idos de 1974 e o deserto ainda duraria mais três anos), ela não possuía grandes argumentos para me convencer. Ela só dizia que, mesmo perdendo, era bom ser corintiana. Mas eu ainda era muito criança para a metafísica.

Meu pai, por sua vez, tentava ganhar minha simpatia dizendo que o Santos era o time da minha cidade. O problema é que uma criança não tem o sentimento bairrista desenvolvido e, assim, esse argumento também não ia muito longe.

Como ninguém conseguia me convencer com palavras, passaram a tentar comprar minha opinião com presentes. Eu ganhava montes de chaveiros, jogos de botões e figurinhas. Mas, como havia um equilíbrio entre os presentes, o empate permanecia.

Porém, um dia, ou melhor, uma noite, meu pai mandou que eu me arrumasse porque ele ia me levar até a Vila Belmiro. Disse que iria acontecer um jogo muito importante e que eu tinha que ver aquilo.

Achei o estádio uma coisa fantástica. Nunca tinha visto tanta gente junta. Nem tantas bandeiras, nem tantas luzes. Era uma mistura de música, fogos de artifício e gritaria. Uma coisa selvagem e linda ao mesmo tempo.

De toda aquela festa eu tinha gostado muito. Já o jogo não estava sendo grande coisa. Mas aí, de repente, um dos jogadores do Santos se ajoelhou no meio do campo e houve um instante de silêncio, como se ninguém acreditasse no que via. Logo depois os torcedores ficaram de pé e começaram a bater palmas.

O jogador abriu os braços e virou-se, de joelhos, para os quatro lados do estádio. Olhei para trás e vi que todo mundo estava chorando. Pior, olhei para o lado e vi que meu pai estava chorando. Meu pai chorando!? Aquilo era uma coisa que eu nunca tinha visto na vida. Nem visto, nem imaginado.

Perguntei-lhe o que estava acontecendo. Ele me explicou que aquele homem de joelhos ia parar de jogar futebol.

“Ele vai parar por que é muito ruim?”, perguntei.

“Não, ele é o melhor do mundo”, meu pai me respondeu com os olhos cheios de lágrimas.

Eu não entendi aquela lógica: “Se ele é o melhor do mundo, por que vai parar de jogar?”

Meu pai não me respondeu, só ficou olhando para o campo. Talvez ele também não tivesse a resposta. Nem ele, nem os milhares de homens que choravam na Vila Belmiro, transformando as arquibancadas em cascatas.

Depois, quando o jogo recomeçou, com meu pai ainda triste e calado, resolvi que tinha que fazer alguma coisa para consolá-lo. Pensei no que poderia deixá-lo mais alegre. Pensei, pensei e, quando tive uma idéia, falei:

“Pai, acho que vou torcer para o Santos.”

Ele olhou para mim, enxugou as lágrimas, pôs a mão no meu ombro, sorriu e não falou nada. Mas nem precisava. Naquele momento, eu vi que tinha substituído Pelé.

Foi assim, no dia mais triste da história do meu time, que eu me tornei santista.

Por Torero às 09h37

05/11/2006

A Série A mereceu um A

Que domingo! Que duelos! As ruas de Brasileirão City ainda estão cheirando a sangue, suor e pólvora.

Logo de cara tivemos um grande duelo entre Jack Tricolor e Billy Santos, o primeiro e o terceiro colocados. O confronto começou meio truncado, mas Jack dava passos, e passes, mais decisivos, fazendo com que Billy Santos andasse para trás. E, por conta desse domínio, aos 29’ Jack acertou um tiro em Billy com seu pequeno, mas valioso, revólver Mineiro.

No segundo tempo, Billy foi para cima de Jack segurando três revólveres nas mãos. Jack, por sua vez, novamente bebeu um pouco de bourbon no intervalo e voltou meio lento. Mas as bolas de Billy bateram em traves e bandeirinhas (ah, aquele gol anulado...), e não alvejaram Jack.

Tricolor não fez uma luta maravilhosa. Na verdade, nem merecia vencer. Mas venceu e deu mais um passo para ganhar a estrela de xerife. Já Billy Santos vê sua vaga para a Libertadores ameaçada. Para piorar, seu próximo duelo será contra o temível James Colorado.

Falando em James Colorado, ele venceu Sancho Pampa num equilibrado duelo. Tudo estava igual até os 19 do segundo tempo, quando James usou sua pistola Iarley (que só dá tiros bonitos) e acertou Pampa.

Depois disso, Sancho partiu desesperadamente para cima de James. Mas eram investidas desorganizadas e por pouco ele quase leva o segundo tiro de Iarley. O resultado: James Colorado manteve o controle do duelo até o final e manteve a mesma distância para Jack Tricolor.

Black Bridge e Caetano Bill fizeram o jogo dos desesperados. O começo foi promissor: Caetano acertou Black logo aos sete minutos; e Black acertou Caetano aos nove. Porém, quando se esperava um tiroteio violento e muitas poças de sangue, os caubóis decepcionaram. Foram oitenta minutos de jejum. Só no último instante da luta é que Caetano Bill acertou um segundo tiro. Assim, manteve-se um tabu: o caubói alviceleste nunca perdeu para Black Bridge no Lucarelli Saloon. E quebrou-se outro: Caetano venceu depois de 15 duelos de jejum. No ano que vem provavelmente haverá uma revanche. Mas em Série B Village.

A luta pelo quinto lugar na tabela está emocionante. Por enquanto Blue Reed é o dono da posição. Está com 53 pontos depois de vencer Big Green. Mas vários perseguidores galopam em seu encalço. Will Uai, o caubói que só veste azul, venceu e passou para 49 pontos. Joaquim Wayne, que usa seu cinturão de balas atravessado no peito, perdeu e manteve-se nos 50. O imprevisível Phil Gueira conseguiu duas vitórias seguidas e saltou para 49. John Esmeraldine, que esteve por um bom tempo entre os quatro últimos, desde que começou a usar o chapéu Geninho melhorou muito. Tanto que venceu seis dos últimos oito duelos e chegou aos 48 pontos. E Seth Fire, depois de uma dramática vitória sobre Louis Laranjeira, também chegou aos 49.

Lá na rabeira da caravana, ainda há esperança para Caetano Bill e Black Bridge. Nem tanto por eles, mas mais porque Louis Laranjeira e Big Green andam falhando muito, errando tiros à queima roupa, distraindo-se no meio do duelo e levando azar, o nefasto azar que pode levar qualquer um para...

Por Torero às 23h04

A terrível Série B Village

Faltando apenas quatro rodadas, temos um novo primeiro colocado: Rob Gallo (61 pontos). Isso aconteceu porque Gallo venceu Jeff Curuzu, e porque Cliff Reciff (60), o ex-líder, sucumbiu frente a Paul East (5º.colocado com 54 pontos).

James Capibaribe (56) meteu cinco balas em Sam Raymond e voltou à terceira posição.

Paul T. Guar (54) empatou com Coxa Cox (52). O primeiro caiu para o quarto lugar. O segundo manteve-se em sexto.

Na excelente luta para ver quem não irá para Hell C Hill, Jesse Bacalhau (36) ainda está em último, logo atrás de Sam Raymond (37), Índio Guarani (37) e John Lettersoup (vulgo CRB, com 38). Mas vários outros rondam o rebaixamento, como o destemido Django Villa Nueva (39), o elegante Sir Arah (41), os inimigos fidagais Jeff Curuzu (41) e Ray Moon (42), e até o grande Bib Bigger (43).

De todas as lutas em todas as séries do Brasileiro, a mais disputada, a mais equilibrada, a mais selvagem é esta, entre os últimos colocados da B. É a luta para não ir para...

Por Torero às 23h02

A infernal Série C

O Ipatinga (19 pontos) continua líder, apesar de empatar em casa com o Grêmio Barueri (3º., com 13). Mas o Criciúma, que venceu o Brasil de Pelotas (e quem não venceu?), foi para 19 pontos e só perde a liderança no saldo de gols.

A luta pelo quarto lugar (a última vaga para a Série B) é a mais emocionante. Temos um empate entre Treze, Vitória e Ferroviário, todos com 10 pontos. Provavelmente dois destes três times permanecerão queimando na terceira divisão. Será um sensacional duelo triplo. Ou, como diria meu sobrinho Lelê, um trielo.

Por Torero às 23h01

02/11/2006

Bang bang no papel

A Série B Village foi parar na Folha. Quem quiser ler o texto de hoje (e for assinante do UOL ou da Folha), clique .

Por Torero às 06h42

Sobre o autor

Formado em Letras e Jornalismo e quase formado em Cinema, é autor de treze livros (como "O Chalaça"), escreveu roteiros para cinema (como "Pequeno Dicionário Amoroso") e para tevê ("Retrato Falado").

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