Blog do Torero

28/09/2006

Ah, que saudades daquele negrão...

"Não, malevolente leitor e malemolente leitora, o título acima não é o que vocês estão pensando. Esta saudade é uma saudade futebolística. É que sinto falta daquele centroavante –centroavante, aquele sujeito que ficava no pequeno espaço entre a marca do pênalti e o meio círculo da grande área, apenas esperando a bola para fazer seus gols.

"Era sempre um grandalhão e raramente tinha grande habilidade. Mas nós, os torcedores, sabíamos que naquele brutamontes sem coordenação motora estava nossa maior esperança de gol. Ele era nosso Golias, nosso Sansão, nosso Hulk."

Estes são os dois primeiros parágrafos do texto de hoje na Folha. Para ler o resto, assinantes do UOL e da Folha podem clicar aqui.

Por Torero às 10h21

25/09/2006

O fracasso nosso de cada dia

O fracasso é a coisa mais comum da vida. Só um é o ator principal, os outros são coadjuvantes, só um é o primeiro da classe em português, os outros são adiáforos, só um é o primeiro colocado, os outros são o resto.

E todos os dias todos nós fracassamos várias vezes, seja queimando a torrada matinal, chegando atrasado no trabalho, brigando com o cônjuge por mesquinharias ou esquecendo algum compromisso.

Por isso o fracasso não deve ser visto como tragédia, como algo fatal e terrível, como uma coisa que não deveria acontecer jamais, nunca, em tempo algum. O fracasso nos acompanha como nossa própria sombra, faz parte de nós e é melhor aprender a conviver com ele do que se debulhar em lágrimas a cada tropeço.

Feito o consolador preâmbulo, falemos dos fracassados deste fim de semana:

E comecemos pelo São Paulo, que poderia ter aberto uma distância gigantesca para o segundo colocado, mas fracassou frente o Palmeiras (que tinha tudo para perder: vinha de duas derrotas e ficara sem o técnico). Mais fracasso do que isso só a briga entre os torcedores dos dois times, um triste bando que vê no futebol sua única chance de alegria. Isso sim é verdadeiro um fracasso.

A sorte do São Paulo é que o Grêmio também fracassou. E de forma retumbante, perdendo de 4 a 0 para o Goiás. Os pessimistas de plantão podem dizer que o Grêmio acabou, que era fogo de palha, mas o caso é mais simples: tomou o primeiro gol, foi para cima e levou gols no contra-ataque. Não é caso para tocar um tango argentino.

Um fracasso surpreendente, ou pior, nem tão surpreendente assim, foi o do Fluminense, que perdeu em casa para o Fortaleza. A ausência de Pet pesou (e também as de Marcão, Roger e Evando). O time, um dos favoritos ao título no começo do campeonato, continua no meio da tabela, sem conseguir disparar rumo à classificação para a Libertadores. Na verdade, mesmo a Sul-Americana (que não é um grande sonho para ninguém) está ameaçada.

No sábado foi a vez do São Caetano fracassar. Desta vez perdeu para o Atlético Paranaense. Agora são nove jogos sem vitória. Fracassar é comum, mas para o São Caetano está virando rotina.

Um fracasso doloroso foi o do Figueirense. Em casa, ele perdeu para o Paraná por um a zero. O time catarinense pressionou, chutou mais a gol, mas o azar, a falta de pontaria e o goleiro Flávio impediram que a bola entrasse. Caso vencesse, o Figueirense estaria numa honrosa quinta posição, com um pé dentro da Libertadores. Mas perdeu na hora errada. O fracasso não tem hora certa para aparecer.

O Flamengo vinha de três vitórias consecutivas, mas o sucesso não dura para sempre. O fracasso está sempre por perto, é como uma cobra escondida atrás da moita, é como um rato que espreita nos bueiros, é como uma barata que se esconde nos desvãos. E o Rubro-Negro foi atacado por cobras, ratos e baratas ao mesmo tempo, pois perdeu por 3 a 0, um placar que é quase uma goleada. Está apenas a três pontos do rebaixamento mas, mais uma vez, deve escapar do grande fracasso que seria cair para a Série B. 

Vasco e Botafogo também fracassaram. Além de não fazerem um bom jogo, o que em si já é um fracasso, o primeiro não conseguiu saltar para o grupo da frente e o segundo não escapou da turma de trás.

Perder para o lanterna do campeonato é sempre um amargo fracasso, e foi o que aconteceu com o Juventude. O Santa Cruz (ou “Sam T. Cruz” na linguagem bang-banguística) conseguiu sua segunda vitória consecutiva. Sua torcida deve estar com renovadas esperanças de escapar da segundona. Mas, sem querer ser agourento, lembro que não existe fracasso mais doloroso do que aquele que vem precedido de otimismo.

A Ponte Preta fracassou em casa, o que é sempre lamentável. Perdeu de um a zero para o Cruzeiro e continuou na zona de rebaixamento. Se vencesse, seria o Corinthians que estaria em seu lugar.

Falando em Corinthians, ele e o Inter tiveram um fracasso relativo. O time gaúcho saiu vaiado de campo e perdeu o terceiro lugar no campeonato para o Santos. O Corinthians, com o empate, caiu na tabela e é o primeiro acima da faixa de rebaixamento. Ontem, duas falhas impediram o time de chegar à vitória: o erro crasso de Marcelo, um goleiro com bons reflexos mas que nem sempre reflete muito bem, e o erro de Leão, que tirou Roger de campo.

O consolo para estes fracassados é que o futebol é uma gangorra, onde quem está embaixo, logo estará por cima.

Ou, pensando melhor, talvez seja um carrossel, que parece que se move, que hora está num lugar e hora está noutro, mas na verdade está sempre andando em círculos.

Por Torero às 08h11

21/09/2006

Texto da Folha

Uolistas e folhistas podem clicar aqui para ler o texto de hoje na Folha, uma entrevista inédita de Zé Cabala com o craque Pagão.

Por Torero às 06h26

20/09/2006

Concurso

Quem mandar as melhores (ou a melhor) sugestões de nomes para os personagens de um bang-bang em Série B Village ganha um exemplar de "Terra Papagalli", obra deste que vos escreve.

Já o segundo colocado vai levar um exemplar de "O mundo é uma bola" (Ed. Ática), livro com crônicas sobre futebol feitas por Drummond, Verissimo, Millôr, Rubem Braga, Stanislaw Ponte Preta, Fernando Sabino, Armando Nogueira, Moacyr Scliar, Paulo Mendes Campos etc...

(Obs.: O etc sou eu).

 

Por Torero às 20h07

18/09/2006

O sangue vermelho na terra marrom.

Neste fim de semana, montados em seus cavalos, os caubóis cruzaram as ruas poeirentas e as vielas enlameadas de Brasileirão City disparando seus revólveres.

O primeiro a cair foi Sam T. Cruz, que continua um caubói meio gauche: luta, luta, mas acaba perdendo. Desta vez quem o derrubou foi Harry Hurricane, que acertou seu tiro decisivo no último minuto, pior, no último lance do duelo (e a bala foi William, recentemente repatriado do Tenerife).

Sancho Pampa, o caubói de vastos bigodes e vastíssimas bombachas, conseguiu a vitória mais impressionante do fim de semana. Botou quatro balas no peito de Seth Fire. E três delas foram da marca Rômulo, que agora é a melhor bala de Sancho Pampa (ele fez 8 gols nos últimos 13 jogos, e pinta como possível artilheiro desse campeonato sem artilheiros). 

Joaquim Wayne, o caubói que tem uma cruz de malta no chapéu, não conseguiu passar por John Esmeraldine, o valente que veio do Centro-Oeste. Foi o único empate da rodada. Sempre que Joaquim luta em sua região, nos arredores de January River, ele tropeça. Foi o que se deu nas últimas quatro (!) vezes. Joaquim continua melhor na defesa que no ataque, e sua última vitória foi há sete duelos. Neste tempo ele perdeu, inclusive, duas vezes para Tim Timão.

Falando em Tim Timão, ele passou por Blue Reed, o equilibrado caubói do sul. Tim não fez malabarismo com seus revólveres, não empinou seu cavalo nem galopou de pé na cela, mas saiu vitorioso do combate. Timão não dá espetáculo, mas vence e, na sua atual situação, é isso que importa. Já Blue Reed conseguiu apenas uma vitória em seus últimos oito confrontos, e no meio da semana caiu fora das lutas em South American Valley, pois foi derrotado por seu arquiinimigo Harry Hurricane.

Young Boy passou por Caetano Bill. Mas foi uma vitória dura, suada, que só apareceu quando faltavam cinco minutos para soar o sino da igreja e acabar o duelo. Com isso, Young ganhou duas posições e é agora o sexto melhor caubói de Brasileirão City. Já Caetano Bill continua caindo despenhadeiro a baixo. Seus últimos sete duelos foram cinco derrotas e dois empates. Caetano já deve estar comprando a passagem para uma carruagem que o leve até Série B Village.  

No encontro entre os primos da família Palestra, Will Uai venceu Big Green. A luta foi num grande cânion conhecido como “Big Boy from Minas”. E lá Will Uai não perde há 32 anos para Green. Foi um duelo vistoso, com bons tiros e boas esquivas dos dois lados, e, para deixar tudo mais dramático, Uai perdeu uma de suas armas quando ainda faltavam 25 minutos para o fim da luta. Mesmo assim agüentou o ataque adversário e parece que vai espantando a má fase.

O célebre Louis Laranjeira, com seu chapéu verde, sua roupa vermelha e suas botas brancas, finalmente voltou a vencer, o que não acontecia há nove longos duelos. A vítima foi o simpático Phil Gueira. Pelo jeito, Louis, assim como Will Uai, é outro que está sacudindo a poeira e dando a voltar por cima. Mas só o tempo dirá se ele não cairá do cavalo de novo.

Billy Santos e Black Bridge fizeram um duelo duro. Duro de ver. Tanto que o tiro mortal teve que ser de pênalti, caso contrário não cairia uma gota de sangue no Moisés Lucarelli Saloon. Billy Santos estava estreando um novo revólver, marca Zé Roberto, mas isso não foi suficiente. Billy reclamou de um pênalti feito por Black Bridge, e me parece ter razão, mas isso não muda o fato de o duelo ter sido mais feio que André Belezinha, um dos caubóis do bando de Santos. 

O duelo mais agitado da semana foi entre Black Red e Bob Baião. Red venceu por 4 a 3 e agora é um dos seis caubóis que têm 30 pontos. Isso mesmo, há seis caubóis com o mesmo número de pontos. A diferença entre o primeiro a ir para Série B Village e o primeiro a se classificar para South American Valley é de apenas um ponto, um ínfimo mas importantíssimo ponto. Já a distância entre Série B Village e a honrada Libertadores Town é de sete pontos, o que também é muito pouco.

Mas finalmente chegamos ao duelo mais importante da semana: Jack Tricolor x James Colorado.

Quem vencesse pintaria como o grande vencedor do ano em Brasileirão City. E Jack saiu-se muito bem. Ganhou por 2 a 0 e deu uma arrancada para ser o xerife da cidade.

O primeiro tiro, ele acertou logo no começo da luta, o que complicou as coisas para Colorado. Mas James não se entrega, e quando o vermelho de seu sangue misturou-se ao vermelho de sua camisa é que ele lutou melhor. Ainda na primeira parte da lide ele teve três boas chances de empatar.

Então os dois pararam para tomar um refresco, ou, no caso de James, um chimarrão.

O segundo tempo do duelo foi dramático, porque Jack perdeu seu cavalo Alex Silva logo aos 9 minutos. Então Jack fugiu para um beco e ficou lá, acuado, dando alguns tiros de contra-ataque. Não tiros desesperados, mas com certa pontaria e arte, tanto que um deles foi se alojar no peito de James Colorado. James, duplamente ferido, ainda tentou alguma coisa, mas sem sucesso.

Quando os sinos da igreja soaram encerrando o duelo, a camisa de Jack Tricolor estava empapada de suor. Então ele acendeu um cigarro e caminhou feliz rumo ao pôr-do-sol, certo de que aquela vitória tinha sido um importante passo -talvez o mais importante até aqui- para a conquista de Brasileirão City.

Por Torero às 07h40

B de bolero

A Série B continua produzindo mais lágrimas que bolero.

Nesta rodada, os três que lideravam na rodada anterior perderam, e assim seus torcedores voltaram a roer as unhas de preocupação.

O ainda líder Náutico caiu frente ao Vila Nova, que assim escapou da zona de rebaixamento; o Coritiba foi derrotado pelo Sport, que subiu para a segunda posição (formando uma dobradinha pernambucana na liderança); e o Atlético-MG foi vencido pelo ex-lanterna Remo, que com esta conquista passou dois adversários e volta a ter esperança de escapar da Série C.

Já o Ceará, que agora segura a lanterna, levou uma impiedosa goleada do Paulista (4 a 0), com três gols de Victor Santana. Com isso, o campeão da Copa do Brasil em 2005 está apenas a 3 pontos da zona de classificação para a Série A.

O vice-lanterna é a Portuguesa, que continua enfrentando o fado de jogar melhor e não vencer (nas últimas doze partidas, só duas vitórias). Desta vez, em casa, e mesmo dominando a partida, empatou com o Gama (do artilheiro do campeonato, Vanderlei, com 13 gols).

Outro paulista, o Ituano, também está na zona de rebaixamento. Dessa vez a equipe perdeu, fora de casa, para o Brasiliense por 2 a 0.

O mais interessante na Série B é a pouca diferença que separa o céu do inferno. Entre o último colocado e o passaporte para a Série A, a diferença é de 15 pontos.

Na segunda divisão, o inferno e o céu ainda não estão muito distantes.

Por Torero às 07h38

17/09/2006

"Fome de bola" é prato cheio para famintos por futebol

Um livro interessante para quem gosta de cinema e/ou futebol é “Fome de Bola – Cinema e Futebol no Brasil”, de Luiz Zanin Oricchio.

Zanin é o homem certo para escrever sobre a junção desses dois assuntos, pois tem um raro acúmulo de empregos em O Estado de S.Paulo, onde é, ao mesmo tempo, crítico de cinema e cronista esportivo. E se sai bem nas duas posições.

O mais interessante do livro é que ele transborda. Explico. É que ele não fala só de futebol+cinema, ou seja, dos filmes que tratam do assunto. “Fome de bola” dá também uma boa idéia da história do cinema brasileiro e faz ainda um eficiente relato da evolução do futebol nacional. São três histórias em uma.

E, ao modo dos DVDs, “Fome de Futebol” traz ainda alguns bônus. No final do livro há entrevistas que o autor fez com importantes cineastas e jogadores, como Pelé, Ugo Giorgetti e João Moreira Salles. E depois há a ficha técnica de todos os filmes citados, coisa muito útil para os fãs e fanáticos do cinema e do futebol.
 
Só senti falta de um índice onomástico. Assim, quem quisesse, por exemplo, ver em que páginas se fala de Ademir da Guia, iria rápido ao assunto.

Mas é um detalhe. O trabalho é sério, trabalhoso e trabalhado, e está numa interessante coleção, a Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O livro tem ainda um preço muito simpático: R$ 9,00. Uma pechincha para suas quase quinhentas páginas.


 

Por Torero às 15h33

15/09/2006

Lelê

Clique aqui para ver o blog do Lelê de hoje, onde ele pinta o sete.

Por Torero às 12h06

14/09/2006

Folha de hoje

Clique para ler o texto de hoje na Folha de S.Paulo.

Por Torero às 15h39

10/09/2006

Tim Timão e o empate vitorioso

O odor de uísque falsificado duelava com o cheiro de perfume barato no Saloon Morumby. Não havia sequer uma cadeira desocupada, e já havia até gente debaixo das mesas. Todos esperavam pelo terrível duelo entre Jack Tricolor e Tim Timão.

Nos primeiros minutos, Tim Timão parece dominar a cena. Ele estava estreando três novas armas, mas eis que perde uma delas logo no começo da lide (César foi a aquisição menos útil, já que a equipe tem Gustavo Nery. Um goleiro de seleção seria mais útil).

Mesmo assim, o duelo continuou disputado, equilibrado.

Mas então eis que Tim Timão perde outra arma (esta, surrupiada). Mesmo assim, Tim, como nos velhos tempos, estava cheio de garra e segurou o empate. Mais que isso. No fim da primeira metade da luta, quase acerta Jack Tricolor (mas Rafael Moura errou).

A segunda metade foi ainda mais emocionante, com Tim Timão correndo, pulando, suando e chutando, e Jack Tricolor errando (desta vez, nem Rogério Ceni acertou).

Quando acabaram-se as balas, viu-se que os dois tinham empatado. Mas foi como se Tim tivesse vencido e Jack, perdido.

Phil Gueira continua surpreendendo. Vence quando se pensa que perderá, perde quando se pensa que vencerá. Desta vez conseguiu enganar sua torcida duas vezes. Começou parecendo que iria ser derrotado (perdia por 1 a 0), depois parecia que venceria (virou o jogo), mas no final das contas empatou, em casa, com John Esmeraldine, que vinha de duas vitórias seguidas.

No duelo de decadentes, Blue Reed, depois de cinco derrotas seguidas, venceu Louis Laranjeira, que agora não ganha de ninguém há oito lutas. Foi um 1 a 0 suado, mas que deve dar alívio a Blue. E desespero a Louis.

Young Boy venceu Will Uai por 2 a 0. Will continua em franca decadência. Nos últimos 13 jogos ganhou apenas um. Já Young Boy venceu três dos seus últimos quatro duelos (e assim voltou ao grupo da Sul-Americana).

Big Green estreou uma nova roupa. No começo de seu duelo, ele deu a impressão de que perderia para Caetano Bill, pois estava ferido pelos 5 a 1 contra Billy Santos e começou perdendo. Mas recuperou-se com estilo e virou o jogo para 3 a 1. Por conta de sua roupa nova, já há quem o chame de Big Gray.

Black Bridge, quem diria, venceu, e bem, a Sam T. Cruz. Curiosamente, Black Bridge, hoje situado na zona de rebaixamento, está apenas a três pontos da zona de classificação para a Sul-Americana (há oito times entre os 27 e os 30 pontos). Quanto a Sam, parece inevitável que no ano que vem ele seja substituído por outro pernambucano em Brasileirão City. Ou mesmo por dois.

Sancho Pampa continua bem e desta vez esteve perto de vencer Joaquim Wayne. Joaquim é um especialista no contra-ataque, e por isso não joga bem em casa, quando tem que atacar. Quanto a Sancho, firmou-se entre os quatro favoritos,

Seth Fire vinha de quatro vitórias seguidas e Black Red não vencia há quatro duelos. Mas o bang-bang despreza as estatísticas, e eis que Black jogou água fria na recuperação de Fire, vencendo-o por 2 a 0 e escapando da zona de rebaixamento.

Billy Santos e Bob Baião fizeram um duelo que começou morno mas esquentou. Billy começou melhor, mas logo Bob equilibrou as coisas e até ficou superior. Mas passou a desperdiçar seus tiros. Justo nesse momento, oh, injustiça, Billy acertou uma bala certeira em Bob Baião.  Depois do intervalo, quando os duelistas aproveitaram para tomar um bourbon, Bob Baião voltou melhor e empatou. Depois, quase virou, mas, oh, injustiça, ficou tudo no empate mesmo.

No fim das contas foi uma rodada perfeita para James Colorado. Seus adversários empataram e ele passou bem por Harry Hurricane. Agora está em segundo lugar na tabela, o que é ótimo para Brasileirão City, pois na próxima semana teremos o duelo entre os dois líderes no nobre Saloon Morumby.

Por Torero às 19h25

Segundona

A Série B continua com emoções classe A.

 

A Portuguesa, atualmente na faixa dos que vão para a C, quase venceu o Coritiba, que está na faixa dos que vão para a A. Mas cedeu o empate aos 48 do segundo tempo (num gol do pequenino Batatinha, e de cabeça). Torcer para a Portuguesa é coisa de herói.

 

Talvez a vitória mais importante tenha sido a do Atlético-MG, que conseguiu um 1 a 0 sofrido frente ao CRB (que, se vencesse, poderia estar entre os quatro líderes). E foi vitória com gol de pênalti, jogador expulso (do Atlético-MG), e expulsão de técnico (Levir Culpi).

 

Se a Série A é bang-bang, a Série B é guerra.

 

Por Torero às 18h03

07/09/2006

Texto de hoje na Folha

Para ler o texto de hoje na Folha sobre a seleção brasileira, clique aqui (só para assinantes do UOL e da Folha).

Por Torero às 06h37

03/09/2006

As cores de Brasileirão City

O branco da neve cobria as ruas de Brasileirão City. Mas logo elas seriam maculadas por gotas vermelho-sangue.

O primeiro duelo foi entre Will Uai e Phil Gueira, um duelo fraternal (Oswaldo x Waldemar). Will era o favorito, mas só conseguiu empatar nos últimos instantes. O consolo para Phil é que seu revólver, marca Schwenck, passou a ser o artilheiro isolado da competição. 

Depois foi a vez de rubro-negros e alvirrubros se enfrentarem. James Colorado mostrar sua força frente a Black Red. E em pleno Maracanã Saloon. O resultado é que Black Red está há quatro duelos sem vencer e voltou a ficar entre os quatro piores caubóis de Brasileirão City.

Billy Santos (a melhor defesa do condado) conseguiu uma grande vitória sobre Big Green. E Big Green ajudou um bocado, porque praticamente deus dois tiros nos próprios pés. Billy retornou à vice-liderança e pode embalar, ainda mais que comprou novas armas. Já Big Green parece que gastou sua munição, pois nos últimos seis duelos venceu apenas um, contra Louis Laranjeira. É preciso recarregar seu revólver.

Falando em Louis Laranjeira, ele empatou com Joaquim Wayne numa luta feia, cheia de tiros tortos. Mesmo com má pontaria, ele venceria se não tivesse cometido a bobagem de puxar Wayne pela camisa (pênalti imoral convertido por Morais). Os dois se equivalem. Louis parece ter mais habilidade, Joaquim parece ser mais organizado.

Não foi apenas Joaquim que se deu bem com um pênalti. Tim Timão também saiu lucrando. E três pontos. O lamentável é que Black Bridge, que anda numa terrível maré de azar, perdendo por detalhes, não cometeu o pênalti. Os fão de Tim Timão, é claro, podem argumentar que ele lutou melhor, atirou várias balas que rasparam em Bridge e mereceu vencer. De qualquer forma, com as novas balas que comprou, Tim deve melhorar e subir na tabela. 

Na luta entre alvirrubronegros, Jack Tricolor (o melhor ataque de Brasileirão City) mostrou porque é o líder. Venceu Sam T. Cruz fora de casa. É verdade que houve momentos (no meio do segundo tempo) em que parecia que seria derrotado. Mas Jack sacodiu a poeira e deu a volta por cima (já é hora e Thiago ser efetivado como titular no ataque), acertou mais dois tiros em Sam T. Cruz e continua com folga na liderança, quatro pontos à frente do vice-líder. Já Sam está quatro pontos atrás do vice-lanterna. É hoje o grande candidato a ir para Série B Village.

O confronto entre dois caubóis vestidos de verde-esperança acabou com vitória de John Esmeraldine. Foi a segunda seguida, e assim ele se afastou do rebaixamento e terá alguns dias de paz pela frente. Já Young Boy vinha de boas vitórias sobre Blue Reed e Black Red (que, apesar dos nomes parecidos, não são parentes), mas dessa vez sua boa defesa falhou e ele foi vencido. Mesmo assim, continua na beirada da classificação para disputar o rodeio da Sul-Americana. 

A maior vitória do fim de  semana foi de Seth Fire sobre Harry Hurrycane. E fora de casa, o que é ainda mais surpreendente. Harry vinha se recuperando, com três vitórias nos últimos três confrontos, mas dessa vez foi massacrado. Curiosamente, Fire estava sem seu chapéu Cuca na cuca (e ficará sem ele mais 60 dias). O problema de Harry foi perder uma de suas armas logo no começo do confronto, quando já havia sido alvejado uma vez mas ainda poderia reagir. Aí ficou fácil para Fire, que acertou três tiros em seis minutos. E ainda desferiu um balaço de misericórdia no último instante da luta. Fire venceu seus últimos quatro duelos e saiu do perigo do rebaixamento para a décima posição.

Blue Reed, que há pouco tempo era vice-líder e uma das sensações de Brasileirão City, foi derrotado pela quarta vez seguida. Desta vez seu carrasco foi Sancho Pampa, o surpreendente Sancho Pampa, que luta com um revólver numa mão e um espeto de churrasco na outra. Sancho está à frente de seu eterno inimigo James Colorado, mas James tem um duelo a menos.   

No único duelo sem sangue da rodada, Caetano Bill e Bob Baião mostraram que são dois candidatos a mudar de cidade e ir para Série B Village. Para estas duas equipes que se vestem de azul, a coisa está ficando preta. 

Por Torero às 22h06

01/09/2006

Balanço do troca-troca

Encerrada a estação de compras e vendas, é hora de fazer um balanço:

O time que mais perdeu foi o Inter. Bolívar e Jorge Wágner, mas principalmente Sobis e Tinga, farão falta ao campeão da Libertadores. E Sobis, caso ficasse mais algum tempo por aqui, poderia ser vendido por um preço maior.

O Santos acabou fazendo a maior contratação. E precisava mesmo de alguém para a meia. Agora volta a ter chances de entrar na turma da Libertadores.

O Corinthians perdeu e ganhou. Por um lado, dificilmente Amoroso será tão eficiente quanto Tevez. Por outro, o clima estava ruim para os argentinos e a chegada de César e Magrão pode dar um jeito no time.

Talvez quem mais tenha ganho seja o Fluminense, que não vendeu nem comprou ninguém, mas evitou perder Lenny e Marcelo, dois jovens que valerão cinco vezes mais daqui a dois ou três anos.

 

Por Torero às 09h42

Sobre o autor

Formado em Letras e Jornalismo e quase formado em Cinema, é autor de treze livros (como "O Chalaça"), escreveu roteiros para cinema (como "Pequeno Dicionário Amoroso") e para tevê ("Retrato Falado").

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