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Este blog é atualizado às segundas, quartas e sextas antes do meio-dia.


Saiba quem é Torero
Candidatos ludopédicos

Entre os participantes da pesquisa aqui ao lado, o único a ser eleito vereador em São Paulo foi Marco Aurélio Cunha, do DEM (antigo PFL, sempre é bom lembrar), com 38.421 votos. Cunha foi o segundo mais desvotado na pesquisa do blog, com 37.98%. Dinei, o único a superá-lo (52,71%), teve uma boa votação, com 22.732 bobos, digo, votos. Ademir da Guia chegou a 17.009, Wladimir ficou com 5.975 e Ataliba conseguiu apenas 442. Um tal de Pellé, que trabalha como sósia do rei, ficou com 1007 votos. Número menor que os gols do original.


Escrito por Torero às 10h14
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Abecês de A, B e C

Academia. Um ou outro palmeirense mais fanático já chama o time de Nova Academia. É um exagero. O time está na frente na classificação, tem um técnico competente e possui um bom elenco. Mas não é um líder tão incontestável. Não é o Palmeiras da era Parmalat ou o São Paulo do ano passado.

Bazófia. Substantivo abstrato que significa vaidade exacerbada, presunção. É do que sofrem alguns corintianos. O time está sobrando tanto na Série B que, quando acontece um empate fora de casa, estes já reclamam.

Cláudio Milar é um atacante uruguaio esperto, de 34 anos, que fez sucesso em clubes pequenos daqui, passou por Polônia, Tunísia e Israel. Um autêntico cigano. No sábado, foi ele quem fez o gol que deu a vitória do Brasil de Pelotas contra o Rio Branco.

Artilheiro. Kléber Pereira continua na ponta da tabela. Dos 36 gols do Santos, 20 foram dele. Quando ele se machucar (toc, toc, toc), como fará o Peixe?

Balzaquiano. Túlio Maravilha, que no ano que vem será um quarentão, continua disparado na frente da artilharia da Série B. Ele tem 21 gols, oito a mais que Pedrão, do Grêmio Barueri.

Campinas continua uma cidade dividida entre dois times. Hoje, na luta para ver quem tem mais torcida, está dando Guarani. O Bugre tem uma média 5,4 mil pessoas por jogo em casa. A Ponte Preta, de 3,8 mil.

Atlético Paranaense é o time em que se consagraram Alex Mineiro e Kléber Pereira, os dois artilheiros do Brasileirão. Ironicamente, hoje o time tem o pior ataque do campeonato. E, pelo que vi sábado na Vila Belmiro, tem mesmo chance de cair.

Bragantino. O time venceu a Série C no ano passado e está em sétimo lugar na B. É uma equipe de altos e baixos. Depois de seis vitórias seguidas, perdeu três jogos.

Cognome é uma coisa importante no futebol. Às vezes um apelido diferente garante que o jogador seja lembrado pela imprensa. Mesmo assim, Felipe Mamão, o bom atacante do Águia de Marabá (que marcou um gol e deu passe para o outro na vitória contra o Guarani) quer eliminar o seu. O jogador diz que Mamão é um apelido herdado do pai, e quer ser apenas Felipe.

Adeílson Pereira de Mello, o Adeílson, também desistiu de seu apelido. O artilheiro do Ipatinga (9 gols), era chamado de Tiéia em seus tempos de júnior no União Luziense (viva o Google!). Tiéia me parece bem melhor que Adeílson. Mas, com qualquer nome, é um jogador para se prestar atenção.

Bahia, eis aí um time em fase trágica. Está apenas em 11º. lugar na segunda divisão, tomou 9 gols nos últimos dois jogos, despediu o técnico Roberto Cavalo e continua mandando seus jogos em Feira de Santana, com o que está apenas em 12º. lugar em média de público.  Para piorar, terá três jogos difíceis, contra São Caetano, Corinthians e Vila Nova.  O rebaixamento é um fantasma que pode voltar a assombrá-lo.

Caseiros. São os times do octogonal decisivo da Série C. Todos os que jogaram em casa venceram. Mas apenas um, o Duque de Caxias, por dois gols de diferença. Os outros tiveram vitórias apertadas por 2 a 1. Vai ser um ótimo campeonato, daqueles em que cada jogo é uma epopéia cheia de lama e sangue.

 



Escrito por Torero às 08h43
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Um vencedor na Toreroteca

E os resultados dos jogos da Toreroteca foram:

1-) Palmeiras 3 x 1 Atlético/MG

2-) Grêmio 2 x 1 Botafogo

3-) Ipatinga 1 x 2 São Paulo

4-) Náutico 0 x 2 Flamengo

5-) Santos 4 x 0 Atlético/PR

6-) Vasco 2 x 4 Figueirense


Nesta rodada sem empates, alguns apostadores chegaram aos cinco pontos, como João Luís Amaral (que apostou num empate entre Grêmio e Botafogo) e Aduil junior, de São José dos Campos (que apostou no empate entre Vasco e Figueirense).

Mas um leitor fez a previsão. Este vidente, este haríolo, este profeta ludopédico, este Zé Cabala é o senhor Daniel Corsi, que por suas qualidades vaticinatórias vai ganhar um livro (meu, infelizmente).

Escolha aí o livro e mande seu endereço, Daniel.

 



Escrito por Torero às 09h04
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Poesias visuais de Al-Chaer

O "Sempre aos domingos" de hoje é um tanto diferente. São poesias visuais feita por Al-Chaer, que está sempre presente nos comentários e brincadeiras deste blog (e esta semana errou os seis palpites da Toreroteca). Os textos explicativos também são seus.

Em tempo: minha poesia preferida é a sobre Pelé. Maradona ficou em segundo. Como sempre.

 

- A RIVALIDADE: MARADONA

No Futebol, rivalidade é tudo. A desconstrução do número 10 da camisa da Seleção da Argentina. Uma "homenagem" ao Craque Portenho, sem perder a oportunidade da provocação. Lo siento, mis hermanos, pero Maradona es el segundo. El primero es sólo uno. Y El Rey es nuestro.

 

- O DRIBLE: GARRINCHA

A magia do drible. O drible atingindo o limite impossível das pernas tortas. 

As curvaturas em paradoxo com o equilíbrio. O improviso. A surpresa. Queremos ver o gol, mas com o drible é muito mais gostoso. Com preliminares é sempre mais gostoso...

 

- A TORCIDA E O ÍDOLO: ZICO

O ídolo da maior torcida do Mundo. O grito da torcida movimentando-se para dentro do Número 10 de sua camisa. O orgulho tremulando em forma de bandeira.

 

- A TÁTICA: FUTEBOL

A escalação, o esquema tático, a estratégia. A preleção em 2D que busca extrair dos jogadores a motivação para que realizem o movimento em 3D. As letras sob a forma de funções que descrevem o dinamismo dentro de um campo de futebol. Assim como no futebol, as táticas fazem parte de nossa vida, nas expectativas e preparações para realizarmos os nossos sonhos. 

 

- O REI: PELÉ  

A disposição das chuteiras, além de escrever a palavra PELÉ, tem nas cores o REI com o uniforme da Seleção.

E a inclinação sugere a maneira com que o PELÉ partia para a área, com a cabeça e o peito à frente, as pernas e os pés mais atrás, com a bola sendo conduzida e protegida dos zagueiros.

A cabeça e o pescoço é a letra P (chuteiras pretas).

A camisa é a letra E (chuteiras amarelas).

O calção é parte das demais letras L e E. Infelizmente não consegui pintar as chuteiras de azul celeste, que era a cor do calção da Seleção de 70. Ficou azul escuro, muito próximo da cor preta, mas conseguiu-se o efeito esperado.

E o restante das letras da sílaba LÉ volta a ter as chuteiras na cor preta, que são as pernas e os pés do Rei.

Não esqueci do acento!!! A bola é o acento agudo no "É" !!!

 



Categoria: Sempre aos domingos
Escrito por Torero às 08h27
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Toreroteca

E vamos aos jogos:

Primeiro, os jogos dos líderes

1-) Palmeiras x Atlético/MG

2-) Grêmio x Botafogo
 
Depois, os dos candidatos a líderes, que jogam fora de casa:

3-) Ipatinga x São Paulo

4-) Náutico x Flamengo

E, por fim, a turma do deus-me-acuda:

5-) Santos x Atlético/PR

6-) Vasco x Figueirense

Valem os votos enviados até as 15h00 de sábado.

(Meus palpites: Começo com os óbvios Palmeiras, Grêmio e São Paulo (este não tão óbvio, pois o Ipatinga em casa anda perigoso), arrisco um empate nos Aflitos, cravo Santos com esperança e acho que o Vasco conseguirá vencer em casa.)  



Escrito por Torero às 17h41
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Carta aberta a José Wilker

(Antes de mais nada, deixo claro que esta carta não é para o o ator, mas para o goleiro reserva do Águia de Marabá)


Caro José Wilker, desejo-lhe boa sorte nas próximas semanas.

Você vai ter que viajar muito, mas muito mesmo.

É que na fase final da Série C você irá cortar os céus do país. Provavelmente acumulará uma boa milhagem. Talvez possa até ir para a Europa.

Para começo de conversa, você terá que mudar de cidade. Vai ficar em Belém, treinando e jogando na capital do estado durante as próximas sete semanas, já que Marabá não pode receber a fase final do campeonato. Sete semanas é muito tempo. Faça uma mala bem grande.

Na primeira rodada, você ficará em casa e jogará contra o Guarani. Mas a moleza acaba logo, e você terá que viajar até Goiânia, para enfrentar o Atlético.

De lá, volta para Belém e enfrenta o Confiança. Aí viaja de novo, desta vez para o Acre, enfrentar o Rio Branco.

No domingo, dia 19/10, você está novamente em Belém, onde recebe o Brasil de Pelotas. Mas na quarta já tem que estar em Volta Redonda, onde provavelmente será o jogo contra o Duque de Caxias. E no sábado tem que estar em Campina Grande, para jogar contra o Campinense.

Cansado? Já não lhe restam cuecas limpas na mala? Pois ainda falta muito. Porém, para sua sorte, as duas próximas partidas são em casa. É a hora de botar a roupa para lavar, porque logo depois, na quarta, dia 5/11, você vai até Pelotas, na outra ponta do Brasil. Vai ter que sair na segunda de manhã e torcer para que não tenhamos uma recaída do caos aéreo. Aliás, já pensou em quantas vezes a sua mala vai se extraviar? Isso acontece com certa frequência, caro José Wilker. Aconselho-te a levar uma malinha de roupas com você.

Bom, no domingo, dia 9/11, você já estará em Belém novamente. Mas por pouco tempo.

Aí você vai voar para Aracaju, voltar a Belém, e viajar para Campinas. Tudo em oito dias. Somando o tempo em que você ficará sentado no avião com o tempo sentado no banco, acho que uma boa precaução é comprar um tubo de Hipoglós. E, para não perder a forma, treine no corredor do avião.

Bem, José Wilker, desejo-lhe sorte nestas viagens. Aproveite para tirar fotos, estudar os tipos de nuvens e fazer um bom estoque de barrinhas de cereal, que serão seu único alimento durante os vôos.

Podem ser dois meses muito divertidos, onde você conhecerá gentes, estádios e lugares. Mas, se você tem medo de avião, é melhor largar a profissão agora.


Um abraço, Torero.



Escrito por Torero às 10h34
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Nepotismo. Ou melhor, filhismo.

E, quem diria?, a filha de Ricardo Teixeira será a secretária administrativa do Comitê Executivo da Copa de 2014. Agora estou mais tranquilo.

Escrito por Torero às 09h16
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Crasso* da semana

Na abertura do Museu do Futebol, em São Paulo, Cléber Machado, que é um bom narrador, deu esta escorregadela:

"Pelé, que foi o autor de obras muito primas, ..."

 

(*O romano Marco Licínio Crasso fez parte do triunvirato (junto com Pompeu e Caio Júlio) que governou o Império Romano no século I e II a.C. Quando comandava um ataque, decidiu cortar caminho por um vale estreito para ganhar tempo. Sua decisão é considerada um dos maiores erros militares de todos os tempos, porque os inimigos fecharam as duas únicas saídas do vale e massacraram os romanos com seus arcos e flechas. Daí, surgiu a expressão "erro crasso".)
 



Escrito por Torero às 09h00
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Três avisos

1-) Não houve acertadores na Toreroteca. Os empates de Coritiba e Santos, em casa, derrubaram quase todo mundo. Uma das exceções foi Lincoln, de Capivari, que acertou todos os jogos da Série A. Mas errou os dois da C.

2-) Há pesquisa nova aqui do lado.

3-) Na pesquisa antiga, sobre quem cairia, ganhou a Portuguesa.

 



Escrito por Torero às 02h08
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Zé Cabala e o menino de Barra Bonita

No sábado, quando cheguei ao sacrossanto templo de Zé Cabala, que fica no quartinho dos fundos de sua casa, encontrei-o sentado em posição de lótus. Mal ele me viu e disse: "Já sei, você quer falar com um grande narrador do rádio, não é?"

"Exatamente", respondi impressionado. "Como o senhor sabe? Previu a minha chegada pelos astros? Leu a minha mente? Foi informado por um espírito?"

"Não, é que ele estaria fazendo 80 anos hoje, e jornalistas adoram efemérides. Bem, vamos lá."

Então ele entoou um mantra que parecia um rádio mal sintonizado, até que falou: "Abrem-se as cortinas! Começa o espetáculo!"

"Fiori Gigliotti?"

"A seu dispor."

(Para ler o resto do texto, uolistas e folhistas podem clicar aqui.)



Escrito por Torero às 07h46
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O Brasileiro de A a Z, ou melhor, de C a A

 

A Série C definiu os outros seis classificados para sua fase final (Guarani e Brasil de Pelotas já estavam garantidos).

No Grupo 25, o Paysandu (com 8 pontos) ficou de fora. Perdeu para o Rio Branco (13 pontos) por 2 a 1 e terá que adiar sua volta para a Série B. Mas, se o Paysandu ficou no meio do caminho, outro time do Pará está na próxima fase. O Águia de Marabá apenas empatou, em casa, com o já desclassificado Luverdense (1 a 1), mas isso bastou para que ficasse um ponto à frente do Paysandu.

Pelo Grupo 26, passaram o sergipano Confiança, que venceu o pernambucano Salgueiro, em Salgueiro por 1 a 0. A outra vaga coube ao paraibano Campinense, que ganhou do alagoano ASA.

O time de Arapiraca precisava apenas de um empate em casa, mas perdeu por 1 a 0. O gol foi marcado por Fábio, aos 8’do segundo tempo. Depois do gol, o goleiro Pantera, do time de Campina Grande, tornou-se o grande astro do jogo. Mas, por retardar a partida, levou dois cartões amarelos e acabou expulso. O jogo ficou dramático. O ASA foi para cima. Mas a bola não entrava. Irritado, o zagueiro Rafinha, do ASA, chutou a bola no técnico do Campinense, e os dois acabaram expulsos.

No final das contas, o time de Campina Grande, passou ao octogonal decisivo. Os torcedores do rival Treze devem estar se mordendo de inveja.

E, no Grupo 27, uma curiosidade: três times terminaram empatados em primeiro lugar com 10 pontos: Atlético-Go, Guaratinguetá e Duque de Caxias.

Na rodada final, duas goleadas: o Atlético fez 3 a 0 no Duque de Caxias e o Guará venceu o Mixto (que terminou com 4 pontos) por 5 a 0. Mesmo com esse placar generoso, o Guará acabou ficando de fora.

Em primeiro lugar no grupo, com 6 gols de saldo, ficou o Atlético. Os outros dois empataram em 4 tentos de saldo, mas, no quesito gols marcados, o Guará ficou com 10 e o Duque de Caxias, com 12.

Na fase final, os oito times ficarão cortando o país de cima a baixo, do Acre ao Rio Grande do Sul, em turno e returno. Quatro deles estarão na Série B no ano que vem.

Falando em Série B, este campeonato parece ser meio monótono para o torcedor que o acompanha de longe, tal a vantagem do Corinthians. Mas, tirando o líder, vê-se um campeonato bem disputado, com seis times lutando a cada rodada pelas outras três vagas.

O goiano Vila Nova (GO), o catarinense Avaí e os paulistas Grêmio Barueri, Ponte Preta, Santo André e Bragantino estão separados por poucos pontos. Faltando dez rodadas, é emocionante ver a disputa entre eles, que ficam trocando de posição na tabela todo o tempo.

E há que suar muito mesmo, pois esta é a grande chance de acesso destes clubes. No ano que vem subirão apenas dois times, e, pelo jeito, teremos alguns figurões na segunda divisão do Brasileiro, o que dificulta a subida dos médios.

Lá embaixo, a disputa também é sensacional. O CRB já está praticamente na Série C, mas oito times: Marília, Brasiliense, Criciúma, Fortaleza, América-RN, Gama, Paraná e ABC, estão separados por poucos pontos, e três deles tombarão para a terceira divisão, ficando ainda mais longe da sonhada Série A.


Falando em Série A, o campeonato da primeira divisão está divido em dois claros grupos. O “AA” é formado por 11 equipes que lutam por uma vaga na Libertadores. O “AB” possui 9 times que correm risco de rebaixamento.

No AA, o Grêmio (50 pontos) segue em queda livre. Foi goleado pelo arquiinimigo Inter, está há quatro jogos sem vencer e perdeu a liderança do campeonato. O Palmeiras (50), que ficou num empate nos Aflitos, é o novo primeiro colocado e me parece ser o mais sério candidato ao título.

Acredito que seu maior adversário deve ser o São Paulo, que conseguiu uma importante vitória contra um rival direto, o Cruzeiro, e foi aos 46 pontos. Não é o mesmo time do ano passado, mas melhorou nas duas últimas partidas.

O Goiás é a grande surpresa da segunda fase. Chegou à sua quinta vitória seguida, e assim passou aos 42 pontos e ao sétimo lugar. Hélio dos Anjos, Iarley, Paulo Báier e o lateral Vítor são os destaques deste time equilibrado, que marca bem e ataca com rapidez.

Conseguir uma sequência como a do Goiás é o sonho dos times da AB. Mas seus noves integrantes vivem tropeçando. O goleiro Douglas bobeou e o Santos (quando voltará Fábio Costa?) deixou de conseguir os três pontos contra a Portuguesa, ficando num reles empate.

A sorte destes dois clubes é que seus adversários diretos, Atlético-PR, Atlético-MG, Figueirense e Fluminense, também ficaram no empate. Na AB, apenas o Ipatinga venceu. Já o Vasco perdeu mais uma. Estará Eurico Miranda triste ou alegre?

 



Escrito por Torero às 08h41
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Clube de Futebol Pasquale

Por Marcio R. Castro

Pelas ruas, é fácil nos depararmos com pessoas vestindo roupas com mensagens em inglês, como “please, keep on smiling” ou “brazilian psicho surfers”. Em sua esmagadora maioria, as inscrições não têm qualquer propósito, é apenas bacana (“cool”, perdão) ostentá-las.

Se hoje isso pode ser apontado como um retrato da influência cultural que sofremos dos Estados Unidos, era outra nação de língua inglesa que exercia esse papel no fim do século 19, começo do 20. Justamente o berço do idioma, a própria Inglaterra.

Podemos achar prova dessa influência também no futebol, elo marcante entre os dois países (eles, os inventores, nós, os “inventores”). Os nomes completos de muitos de nossos clubes deixam claro que não é de hoje que somos assombrados pelo anglicismo. Só que, como de costume, fomos ainda mais longe: transformamos o anglicismo em anglicídio e, por conseqüência, em lusocídio também.

É verdade que a palavra “futebol”, em sua forma aportuguesada, só seria criada no começo da década de 30. Até então, usava-se “foot-ball” ou “football”, de maneira similar ao que ocorre hoje com a palavra “mouse”, com a grafia original incorporada ao Português.

De acordo com o dicionário Houaiss, as palavras “clube” e “esporte” também só seriam grafadas assim em 1899 e 1928, respectivamente. Antes disso, eram “club” e “sport”. Esportivo era, evidentemente, “sportivo”. Porém, tais palavras podiam ser usadas adequadamente, sem nenhum problema, como podemos ver no nome que os cruzmaltinos mantêm até hoje, Club de Regatas Vasco da Gama, ou como no tradicional periódico carioca, o “Jornal dos Sports”, que também conserva seu nome original. Português bem aplicado, na grafia da época.

Mas vamos às acusações de assassinato. Paremos para pensar: o Liverpool Football Club, se fundado aqui, seria Clube de Futebol Liverpool, certo? No fim do século 19, Club de Football Liverpool. Nada mais natural. Porém, não foi o que aconteceu. Santos, Cruzeiro e São Paulo são alguns exemplos da confusão lingüística criada.

O tricolor paulista, por exemplo. Em vez de Clube de Futebol São Paulo, foi batizado como São Paulo Futebol Clube, estranha formação que manteve a estrutura idiomática em inglês, mas que traduziu as palavras para o português, sem levar em conta que formam uma locução. O que hoje nos soa comum é na verdade bizarro. Não existem “futebóis clubes”, e sim clubes de futebol.

Internacional e Corinthians fizeram o contrário. Deixaram os substantivos comuns em inglês, mas quebraram a estrutura do idioma bretão ao colocarem o substantivo próprio por último. Então, o que deveria ser Clube Esportivo Internacional (ou Club Sportivo Internacional, pela época de fundação), não conseguiu sequer ficar no anglicismo escancarado que Internacional Sport Club proporcionaria: se tornou Sport Club Internacional, deformação em qualquer dos dois idiomas.

Outro caso inusitado é o do Leão da Ilha. Verdadeiro “frankenstein”, não quis ser nem Clube Esportivo do Recife (Club Sportivo do Recife, em 1905) nem Recife’s Sport Club. Virou Sport Club do Recife.

Mais exemplos dessa salada de idiomas não faltam: Esporte Clube Bahia, Esporte Clube Vitória, Paraná Clube, Figueirense Futebol Clube, Ceará Sporting Clube, Fortaleza Esporte Clube, Goiás Esporte Clube, Atlético Clube Goianiense, Santa Cruz Futebol Clube, ABC Futebol Clube e tantos outros.

Poucos são como Fluminense, Coritiba e Paysandu, que assumiram o anglicismo, mas não podem ser acusados de assassinarem os vernáculos: são Fluminense Football Club, Coritiba Football Club e Paysandu Sport Club, em inglês e pronto.

Reunidos em um grupo reduzido, alguns clubes não cometeram pecados contra os idiomas e nem se curvaram à rainha. Como não poderia ser diferente, a Lusa é um deles: Associação Portuguesa de Desportos, ora pois!

Sociedade Esportiva Palmeiras e Botafogo de Futebol e Regatas, dois dos nomes com maior personalidade de nosso futebol, também estão nesse grupo, ao lado de Clube de Regatas do Flamengo, Clube Náutico Capibaribe, Associação Atlética Ponte Preta, Clube do Remo, Clube Atlético Mineiro, Clube Atlético Paranaense, Associação Desportiva São Caetano e outros poucos.

Dos maiores clubes do Brasil, somente o Grêmio não havia sido mencionado por mim. Mas não foi esquecimento, preferi deixá-lo para o encerramento do caso. O glorioso Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense também não passou nos critérios desse tribunal improvisado. Às vezes, um pequeno detalhe como um “de” (que eu pensei que existisse) pode alterar dramaticamente o veredicto.

Curiosamente, as distorções que ocorreram ao longo dos anos foram se auto-alimentando e se tornaram padrão, verdadeiras aberrações. Por mais esquisitos que sejam os resultados, não há muito que possa ser feito, pois se trata de uma situação consolidada há muito tempo. Como diria o ilustre professor, é isso.

(A seção Sempre aos Domingos sempre traz textos enviados por leitores. Se quiser opinar sobre algum assunto futebolístico, mande aí o seu)



Categoria: Sempre aos domingos
Escrito por Torero às 21h52
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Toreroteca

E eis que a Toreroteca está de volta. Desta vez, teremos quatro clássicos estaduais e dois jogos decisivos da Série C. O prêmio para o primeiro que acertar os seis jogos é um livro meu (se é que isso pode ser chamado de prêmio). Eis as partidas selecionadas

Coritiba x Atlético Paranaense

Internacional x Grêmio

Santos x Portuguesa

Botafogo x Fluminense

ASA x Campinense

Atlético-GO x Duque de Caxias



Escrito por Torero às 22h42
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Momento decisivo na Série C

A Série C está chegando ao fim da terceira fase. Só oito clubes passarão adiante.

Ontem dois times do Grupo 28 já garantiram sua classificação e respiram aliviados. O Bugre derrotou o Ituiutaba, no Brinco de Ouro, por 2 a 0 (gols do meia Márcio César e Fernando Gaúcho, cobrando pênalti). O Guarani dominou o jogo, mas só foi marcar no último minuto do primeiro tempo. Em compensação, no segundo tempo marcou logo no segundo minuto. Devem ter sido 43 minutos de festa para a torcida. Aliás, os bugrinos formam a quinta maior torcida da Série C até aqui. E devem subir de posição na fase final, onde todos jogam contra todos em turno e returno.

Já para o time de Pelotas, bastou empatar em casa com o Marcílio Dias.

No Grupo 27 há ainda uma boa briga. O Duque de Caxias tem 10 pontos, o Guaratinguetá e o Atlético Goianiense (bicho papão das fases anteriores) estão com 7, e o Mixto ficou nos 4 pontos.

Nesta rodada, todos empataram. Sorte do Guaratinguetá, que recebe o Mixto em casa no próximo domingo e tem grande chance de vitória. O outro jogo será em Goiânia. Acredito em vitórias do Guará e do Atlético, o que deixaria os três times empatados em com 10 pontos. A decisão deve ser no saldo de gols, e aí a vantagem é do time fluminense, que pode até perder por um gol de diferença.

 Torcedores ciclistas em Arapiraca

Três times lutam no Grupo 26: ASA (8 pontos), Confiança (8) e Campinense (7).

Ontem, a bobeada foi do Campinense, que empatou em casa com o Salgueiro (3). O pior é que o time vencia ate os 38’ do segundo tempo.

Agora, o Campinense, empurrado por suas torcedoras, terá que vencer o simpático ASA, e em Arapiraca. No primeiro turno, o jogo entre as duas equipes foi um desastre para o Campinense: 1 a 5 para o ASA. Resultado que prejudica o time paraibano até no saldo de gols. Está mais para o ASA e seus torcedores ciclistas.

Quanto ao Confiança, que ontem venceu o ASA de virada (3 a 1) em Sergipe, terá que empatar com o Salgueiro fora de casa, o que não parece tão difícil.

E no Grupo 25, mais ao Norte, também há três lutando por duas vagas: Rio Branco (10), Paysandu (8) e Águia de Marabá (8). O Luverdense, que tinha aparecido bem nas fases anteriores, tem apenas um ponto (curiosamente, perdeu quatro partidas por apenas um gol. Eis aí um time gauche).

Na próxima rodada, o Águia terá a sorte de jogar em casa contra o Luverdense. Se vencer, estará entre os oito. E no começo do campeonato isso não parecia possível. O time começou mal e o técnico foi despedido. Quem assumiu o time foi o presidente em exercício João Galvão. E deu certo. O Águia começou a vencer e foi em frente. Um raro exemplo de presidente-técnico que não afunda o time.

O outro jogo será entre Rio Branco e Paysandu, no Acre. O Rio Branco é soberano na Arena da Floresta. Só venceu em casa. E basta-lhe um empate.

Se meus cálculos zecabalísticos estiverem certos, na próxima fase teremos, além de Guarani e Brasil de Pelotas, os seguintes times: Águia de Marabá, Rio Branco, Confiança, ASA, Guaratinguetá e Duque de Caxias.
 



Escrito por Torero às 08h21
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Marquetimão

O Corinthians já tinha dado uma boa prova de que seu Departamento de Marketing era esperto ao lançar a camisa roxa. Agora, com a camisa com fotos de torcedores (veja a notícia aqui), dá outra bela tacada.

É claro que eu não gastaria mil reais para ter uma camisa com minha foto, mas já há 250 endinheirados, ou loucos, que toparam a brincadeira.

De qualquer forma, uma bela idéia. E o clube ainda está inaugurando uma nova forma de comprar ingressos, o Fiel Torcedor. Pelo jeito, o Corinthians também começa a disparar no campeonato de marquetim. 



Escrito por Torero às 07h46
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