Blog do Torero

25/11/2009

As perguntas

Acabei de enviar as perguntas aos dois candidatos à presidência do Santos. Sâo estas aqui:

 

1. Os dois candidatos prometem a participação de fundos de investimentos nas contratações. Que fundos são esses? Vamos citar nomes?

2. O senhor pretende manter a base do time atual ou pretende renovar o grupo?

3. Qual o seu perfil para novas contratações? (jogadores renomados ou promessas, caros ou baratos, etc)?

4. Qual será sua relação com os torcedores das cidades de São Paulo e Santos?

5. Qual seu projeto para aumentar a arrecadação do clube?

6. Quem serão seus principais assessores. Poderia citar de três a cinco nomes?

7. Quem será seu técnico para 2010?

8. Quais seus planos para a Vila Belmiro?

9. Qual é a sua referencia em termos de administração? Um estadista, um escritor ou outra pessoa que o inspira?

10. Qual sua posição quanto a reeleições. Manterá o estatuto como está?

11. Quais são as propostas para aumentar a transparência administrativo/financeira do clube em relação a empréstimos, pagamentos de comissões e recebimento das vendas de jogadores?

12. O que o senhor pensa e fará em relação ao futebol feminino?

13. Como se relacionará com as torcidas organizadas?

 

 

Por Torero às 12h04

24/11/2009

Eleição santista - 2

Os santistas e interessados podem mandar perguntas aos candidatos. Elas devem ser comuns aos dois, ou seja, deve ser suficientemente aberta para que ambos os candidatos possam respondê-la. Daqui a alguns montarei uma entrevista e envio às duas chapas, publicando as respostas aqui.

Por Torero às 16h42

Eleição santista - 1

Vou abrir cá espaço para manifestantes das duas chapas. O ideal é publicar textos de dois em dois, um de cada lado. No máximo com três mil toques, incluindo espaços.

Por Torero às 16h40

Grandes clássicos paulistas

Quem estiver de bobeira neste sábado, lá pelas 15h00, pode dar um pulo no Sesc Pompéia, em Sâo Paulo, para ter uma conversa sobre os grandes clássicos paulistas. Quem vai coordenar o papo é o pessoal do MEMOFUT, uns doidos muito interessantes que são fanáticos por futebol. Serão apresentadas curiosidades, estatísticas históricas, informações sobre os grandes jogos, as finais e os craques que participaram e fizeram a história de cada clássico paulista.
 

Local: SESC Pompéia   

Data: 28/11 Sábado, às 15h.

Por Torero às 16h21

Indefinições definitivamente definidas

Para ler o texto de hoje na Folha, assinantes do UOL e da Folha podem clicar aqui.

Por Torero às 07h49

23/11/2009

ABC do fim de semana

 

Aleluia!: O Ceará demorou dezesseis anos mas voltou à Série A.

 

Bárbaro!: O Guarani também voltou! Perdeu para o Bahia, mas comemorou muito. E conseguiu uma subida dupla, porque no ano passado foi da C para a B.

Caramba!: O Atlético Goianiense também conseguiu uma bissubida. O Dragão vem soltando fogo pelas ventas.

 

 

 

Dupla caipira: O time do Goiás que começou o jogo ontem  poderia fornecer cinco duplas caipiras: Harlei & Iarley, Fernando & Fernandão, Ernando & Euzébio, Rithelly & Rafael, e Victor & Léo, que até já existe.

 

Emparrota: Neologismo criado para descrever um empate com gosto de derrota para os dois times. Foi o caso de Atlético-PR e Cruzeiro. O primeiro continua a perigo. O segundo já não pode ser campeão.

 

Fortaleza: O time teve o quinto melhor ataque da Série B, mas acabou caindo. É que teve, disparado, a pior defesa. Até agora já levou 78 gols. Uma média superior a dois por jogo.

 

Goiás: É um time do qual a torcida do Flamengo não deve gostar muito. Mas pode passar a amá-lo se o Verdão do cerrado vencer o São Paulo na próxima semana.

 

 

Highlander: Romário volta a jogar nesta quarta-feira.

 

Intrêmulo: Destemido, intrépido, Fluminense. O time tem agora oito vitórias seguidas.

 

Juízes: Os trios de arbitragens de Flamengo x Goiás e Botafogo x São Paulo foram muito bem. É bom assistir a um jogo do Vuaden, um árbitro que não cai nas encenações dos jogadores.

 

  O Coritiba escorregou e o Santos se aproveitou.

 

Luxemburgo: Que idéia brilhante ele teve ao colocar Mádson e Neymar como titulares! Genial! Como ninguém pensou nisso antes?! Só ele mesmo para ter uma idéia dessas! Realmente é um técnico diferenciado.

 

Maracanã: Que bela festa! Fiquei com inveja dos 80 mil que estavam lá.

 

Novamente: Novamente a Portuguesa não consegue retornar à Série A.

 

 

Oxigênio: O Náutico ganhou uma sobrevida com sua vitória sobre o Corinthians em pleno Pacaembu.

 

Patrocinador: Só hoje reparei que a Bozzano está nas mangas dos dois times mais populares do país, Corinthians e Flamengo. Eis aí um patrocinador que fez barba e cabelo (ah, trocadilho infame...).

 

Quatro: Número de equipes que lutam para escapar do rebaixamento para a Série C: Juventude, Ipatinga, Brasiliense e América-RN. Um deles não escapará.

 

Revirada: Neologismo que explica o que conseguiu o Botafogo. Saiu na frente, tomou a virada do São Paulo, mas aplicou uma revirada.

 Estevam Soares vibrou com a vitória de seu time.

 

Sápido: Saboroso, gostoso. Adjetivo estranho mas aplicável a este final de Brasileiro, que realmente está muito sápido.

 

Trirrota: Neologismo que indica três derrotas seguidas, como as do Atlético Mineiro, que disse adeus ao título mas ainda tem chances de se classificar para a Libertadores.

 

  O Flamengo esteve a ponto de abocanhar a liderança, mas deixou-a escapar.

 

Umbral: Limiar, fronteira. As traves, por exemplo, podem ser consideradas os umbrais do gol. Ainda mais para o São Paulo, que chutou duas na trave contra o Botafogo.

 

Val Bainasten: Val Baiano fez um golaço pegando uma bola de primeira. Me lembrou um de Van Basten.

 

Xurumbambo: Traste velho. Pet, por exemplo, parecia um xurumbambo depois de fracassar no Santos, no Galo, no Goiás e no Fluminense. Mas hoje é um dos melhores jogadores do Brasileiro.

 

Zorato: Doido, amalucado, imprevisível. Este final de campeonato está completamente zorato.

 


PS: Quem levou o livro da Toreroteca foi André, de Santos, o primeiro a votar em Neymar (por conta de erros nas contas, valeram os votos dados a Aílton, do Náutico, Camilo, do Santo André, e Neymar, mas só este foi citado).

PSS: O título da coluna de hoje, OAB Seedorf índice Emaná, foi enviado por Francisco Marchini.  

Por Torero às 07h31

22/11/2009

Sempre aos domingos

 
 

A “verdadeira” história das Copas do Mundo (do ponto de vista dos defensores de teorias conspiratórias) – Parte II (1978 – 2014)

Por Cláudio e Lino Porto

1978 – Argentina (Argentina). Única copa ganha somente nos gramados. Cansada de ser roubada ao longo da história, a Argentina enfim vence a sua, e com tamanha categoria que seu treinador chegou a dispensar o jovem Maradona, indiscutível maior jogador de todos os tempos, conforme eleição transparente, realizada sob os mais rígidos critérios pela FIFA através da Internet. Contaminados por teorias conspiratórias, alguns ingênuos defendem a tese de que o holandês Cruijff abdicou (covardemente) de jogar a copa por desconfiar que o democrático governo militar do país vizinho teria comprado a taça em acordo com seu co-irmão brasileiro, sob aval do bravo selecionado peruano.

 


1982 – Espanha (Itália tri). O juiz da decisão foi Arnaldo César Coelho, para quem a regra era clara: a Alemanha não poderia vencer de modo algum, pois a máfia italiana havia prometido denunciar que o esquema das loterias (motivo de injusta punição ao excepcional Paolo Rossi) ia muito além das fronteiras da Bota. A FIFA acertou o tri italiano com a Cosa Nostra em troca de silêncio. Lamenta-se apenas o bom time brasileiro ter ficado pelo caminho, deixando gênios como Valdir Peres, Paulo Isidoro e Serginho Chulapa sem terem erguido uma taça do mundo. Às vezes o futebol é injusto.

1986 – México (Argentina bi). Apesar de Maradona ter feito uma copa razoável, a conquista fora previamente acertada com a Inglaterra e a ONU, como compensação ao pacífico governo portenho por ter concedido aos britânicos o direito de usarem as Ilhas Malvinas, após empate no referido conflito bélico entre as duas poderosas nações. Outra versão, baseada em farta documentação secreta, garante que o título seria francês, em combinação com os brasileiros (daí o pênalti bisonhamente perdido por Zico), como forma de humilhar ainda mais a Grã-Bretanha. Na verdade, outro acordo de bastidores é que prevaleceria nesta e na próxima copa... Afinal, por que a imbatível Alemanha entregaria tão fácil duas finais seguidas?

1990 – Itália (Alemanha tri). A bela seleção de Lazzaroni surpreendentemente fora; repetição da decisão entre Argentina e Alemanha, derrotada facilmente nas duas edições anteriores; pênalti inexistente na final... Meras coincidências? Óbvio que o objetivo era acelerar a unificação alemã após a queda do Muro de Berlim, conquista do valoroso povo ocidental que pôs fim a sua tirania. Bom lembrar que Joseph Blatter é germânico. Segunda copa seguida que o esquema funcionou com precisão. E a terceira final entre os dois países estava armada para ser na Colômbia em 94...

1994 – EUA (Brasil tetra). O imperialismo ianque, em franca decadência, roubou a sede do país sul-americano, alegando insegurança gerada pelo tráfico de drogas (?), fato que causou imensa revolta popular não divulgada pela grande imprensa, pois a Colômbia, além de pacífico exportador de café, era também uma das favoritas ao título. Posando de democratas, os estadunidenses exigiram que a copa fosse decidida nos pênaltis, de modo a agradar os imigrantes ítalo-americanos e hispânicos (para eles, o Brasil é hispânico), abafando a pressão popular que ameaçava irromper no seio de Tio Sam. Deu certo: o conservador Clinton foi reeleito. Chegaram ao cúmulo de excluir Maradona do certame, justo no auge de sua forma física, sob uma estapafúrdia alegação de doping.

1998 – França (França). A história só é conhecida entre nós graças à Internet, que nos permite divulgar as verdades que essa imprensa golpista tenta nos omitir, como o célebre dossiê das multinacionais do esporte com a CBF: França vence em 1998, Brasil em 2002, França em 2006 e Brasil em 2010. Tudo parecendo o mais natural possível. Ronaldo não concordou e inventaram aquela história enrolada da língua enrolada. Um dia Edmundo contará toda a verdade. Os traidores da pátria receberam polpudo prêmio pelo vice. Gonçalves e Júnior Baiano, entre outros, vivem hoje como milionários sem precisarem explicar a origem de tanto dinheiro. Tudo para que o silêncio se mantenha sobre o restrito grupo dos 44 jogadores envolvidos, seus familiares e amigos.

2002 – Coréia/Japão (Brasil penta). Esquema funcionando. Sabedor do acordo, Felipão dá-se ao luxo de deixar Romário de fora para convocar o cerebral Anderson Polga. Os países anfitriões, mesmo inimigos, aceitam fazer a copa juntos apenas para provar ao mundo que são mais poderosos que a China, o que corrobora a nova correlação de forças da geopolítica planetária globalizada... Por via das dúvidas, conforme todos já desconfiavam, Oliver Khan estava comprado na final.

2006 – Alemanha (Itália tetra). O acordo franco-tupiniquim quase funcionou de novo. Só muito dinheiro para explicar o medíocre Zidane passeando em campo sem marcação e aquele ridículo ato de arrumar a meia em pleno ataque francês. O problema para esses conspiradores é que há sempre alguém de reputação ilibada que não se vende: Materazzi, elegante zagueiro italiano, provou que honestidade não tem preço.

2010 – África do Sul (?). Com o acirramento da grave crise econômica nos EUA, comenta-se que a FIFA já teria um plano para tornar os ianques campeões mundiais, alterando o cenário futebolístico internacional e reduzindo, por tabela, o crescente poder da UEFA. Como o fim do império americano nunca esteve tão próximo, e eles quase venceram a última Copa das Confederações, é bom ficarmos alertas.

2014 – Brasil (?). Será a copa mais bem organizada da história deste país, sem nenhum desvio de verba, superfaturamento, caos aéreo ou qualquer outro fato que macule a imagem de nação ordeira e organizada que o Brasil possui. A final será no Maracanã e o Brasil jogará por um empate...

 

Por Torero às 12h11

21/11/2009

Sempre aos domingos (de sábado)

 
 

A “verdadeira” história das Copas do Mundo (do ponto de vista dos defensores de teorias conspiratórias) – Parte I (1930-1974)


Texto de Cláudio e Lino Porto

 
1930 – Uruguai (campeão: Uruguai). Tudo combinado. Uruguai faria e venceria a de 30. Argentina faria e venceria a de 34. Em 38 o tira-teima entre eles, no Paraguai.

1934 – Itália (campeã: Itália). Título merecido. Benito Mussolini mostrou ao mundo o que um governo moderno, ético e bem administrado pode fazer dentro e fora de campo.

1938 – França (Itália bi). A FIFA temia que um líder democrático como Adolf Hitler triunfasse. Mesmo com a forte Áustria anexando-se à Alemanha, a Itália de Mussolini novamente nos ensinou como a firme condução de um país reflete-se diretamente no bom futebol jogado por sua seleção. Sem falar que Meazza foi melhor que Pelé...

1942 / 1946 – Era para ser na moderna Alemanha nacional-socialista, mas a FIFA recusou-se a promover a Copa sob a frouxa alegação de que não havia condições devido à guerra do resto do mundo contra o eixo democrático. Mera desculpa para impedir o triunfo da então poderosa nação alemã. A imprensa internacional, sempre dominada pelos semitas, chegou ao absurdo de inventar essa história de campos de concentração, em que até hoje muitos tolos crêem.

1950 – Brasil (Uruguai bi). Fontes secretas afirmam que o presidente Dutra, a mando de Vargas, teria enviado caças da FAB para abater o avião do Torino em 1949, o que facilitaria o triunfo da seleção do popular governo trabalhista brasileiro no ano seguinte. Mas a tese mais coerente é que Barbosa, infalível goleiro brasileiro, teria se vendido por rios de dinheiro e levado uma vida nababesca após abandonar o futebol, a ponto de bancar alguns jornalistas para tentarem nos convencer do contrário.

1954 – Suíça (Alemanha campeã). Auge da Guerra Fria. Era imprescindível ao capitalismo internacional que a invencível e socialista Hungria fosse derrotada. Sem falar que a Alemanha precisava a todo custo conter o crescente desejo interno pela volta do fascismo democrático em sua pátria. ...E ainda dizem que a Suíça é neutra!

1958 – Suécia (Brasil). O jovem Havelange fez um acordo com os franceses para tentar impedir que os ingleses chegassem ao poder máximo na FIFA. A França, disparado melhor time daquela Copa, venceria em 58. Depois o Brasil venceria em 62. Em 66, França. E assim, sucessivamente... O plano só não deu certo porque a comissão técnica brasileira falhou ao explicá-lo para aquele ponta-direita escalado à última hora.

1962 – Chile (Brasil bi). Simples: copa comprada pela CBD... Que Garrincha, que nada! Jogador mediano. Driblava sempre para o mesmo lado. Não era tudo isso que diziam. O tal Mané foi apenas uma invenção da imprensa carioca, notadamente a botafoguense, reduto de intelectuais boêmios com mania de poesia.

1966 – Inglaterra (Inglaterra). O decadente capitalismo anglo-saxão estava cansado das conquistas latinas. Britânicos e germânicos se unem para impedir o tri canarinho, que foi ao Reino Unido com uma seleção super organizada. O conluio: Inglaterra em 66, Alemanha em 70 e Bélgica em 74, para não dar na vista. E o juiz da final era um suíço...

1970 – México (Brasil tri). Pelé? Sem dúvida um bom jogador, mas aquelas “famosas” jogadas que não terminaram em gols foram combinadas com os goleiros adversários, inclusive com truques de câmera para endeusá-lo posteriormente. Pelé foi uma invenção da imprensa neoliberal paulista, através de jornalistas como Juca Kfouri e José Torero, saudosistas corno-mansos, que ainda acreditam que futebol se decide dentro de campo. Essa “conquista” brasileira só foi possível graças à destacada atuação do ultra popular presidente Médici, que além de escalar o ousado Zagallo como treinador, no lugar do retranqueiro comunista Saldanha, mandou convocar o genial atacante Dario Beija-Flor, demonstrando que seus conhecimentos iam muito além do mero terreno da democracia.

1974 – Alemanha (Alemanha bi). Milhares de alemães ocidentais arriscando suas vidas para cruzar o Muro de Berlim em busca de uma vida melhor no lado oriental, socialista. Óbvio que a imprensa burguesa mundial tentava noticiar o contrário. Neste contexto de Guerra Fria, era natural que o timaço da Alemanha Oriental fosse garfado, restando apenas a boa, mas conservadora, equipe holandesa, apelidada de “laranja mecânica” em alusão a um obscuro filme dos anos 70 em que seus personagens primam pela violência. Tudo para facilitar a vitória da fraca equipe alemã capitalista, na qual se destacava o mediano Beckenbauer.

(continua amanhã)

Por Torero às 09h43

A seleção fora da Copa

 
 
Texto de Rafael Calixto Tauil
 
A Fifa temia que as duas maiores estrelas do futebol atual, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, não participassem da Copa do Mundo de 2012, na África do Sul, já que suas respectivas seleções passavam por dificuldades nas eliminatórias. A Argentina, coroada com gritos de “chupem” proferidos por Maradona, conseguiu sua suada classificação. Nesta última quarta-feira, sem o “gajo” -que enfrenta uma contusão e as mandingas de um bruxo chamado Pepe-, Portugal também conquistou sua vaga, no dia em que as 32 seleções do torneio foram, enfim, definidas.

Outros jogadores renomados, assim como suas respectivas seleções, no entanto, não vão participar da Copa. Como seria então uma seleção, de 23 atletas, formada apenas pelos que não podem jogar o torneio? Confira a lista dos que você poderia (mas não vai) ver em campo na África do Sul.

 

GOLEIROS

Petr Cech (República Tcheca/Chelsea): Considerado um dos melhores do mundo, joga com proteção desde 2007, depois de ter literalmente "quebrado a cabeça". Os tchecos foram superados por eslovacos e eslovenos em seu grupo na Europa.

Reserva: Shay Given (Irlanda/Manchester City): Arqueiro do hoje milionário City, destacou-se anteriormente no também inglês Newcastle. Fora graças à “mão grande” de Thierry Henry.

 

DEFENSORES

John O’Shea (Irlanda/Manchester United): Curinga de Alex Ferguson no time dos Red Devils, pode atuar em qualquer posição da zaga e até como volante. No clube, costuma aparecer mais como lateral direito.

Dmytro Chygrynskiy (Ucrânia/Barcelona): Custou nada menos que 25 milhões de euros aos cofres do Barça, com recisão de mais 100 milhões. É bom? Não vai ser na Copa que vamos saber.

Cristian Chivu (Romênia/Internazionale de Milão): Canhoto, joga na zaga, mas também faz a lateral esquerda quando necessário. Sua seleção passou longe de uma vaga –ficou atrás até da Lituânia nas eliminatórias.

Yuri Zhirkov (Rússia/Chelsea): Foi contratado pelo time inglês pela bagatela de 21 milhões de euros, vindo do CSKA de Moscou. É lateral esquerdo de origem, apóia bem o ataque e pode jogar de meia.
Reservas: Ivan Córdoba (Colômbia/ Internazionale de Milão); Olof Mellberg (Suécia/Olympiacos);  John Arne Riise (Noruega/Roma); Marek Jankulovski (República Tcheca/Milan).

 

MEIO-CAMPISTAS

Seydou Keitá (Mali/Barcelona): Sua seleção, que ainda conta com jogadores como Sissoko, Kanouté e M.Diarra, conseguiu ficar atrás do Benin em nas eliminatórias africanas –Gana ficou com a vaga do grupo. Volante de contenção, leva vantagem com suas passadas largas.

Ryan Giggs (País de Gales/Manchester United): A uma semana de completar 37 anos, o craque, extremamente técnico, conduz com maestria o meio-campo e tem feito a diferença no clube inglês. Ganhou, na votação dos jogadores, a Professional Footballers Association, o prêmio de melhor de 2009. Seria o capitão do time.

Andrei Arshavin (Rússia/Arsenal): Rápido e criativo, o meia-ofensivo levou o Zenit São Petersburgo à conquista da Copa da Uefa e, posteriormente, da Supercopa na decisão contra o Manchester United, em 2008. O Arsenal despendeu cerca de 15 milhões de libras.

Reservas: Darren Fletcher (Escócia/Manchester United); Mahamadou Diarra (Mali/Real Madrid); Martin Petrov (Bulgária/Manchester City); Antonio Valencia (Equador/Manchester United).

 

ATACANTES

Andriy Shevchenko (Ucrânia/Dinamo de Kiev): Já com 33 anos, o centroavante tornou-se um jogador mais cerebral. Armaria o ataque. Teve seu auge no Milan, mudou-se para Stamford Bridge e agora voltou para o clube que o revelou.

Zlatan Ibrahimovic (Suécia/Barcelona): Indiscutivelmente fator decisivo dos últimos três títulos nacionais da Inter de Milão, mudou-se para a Catalunha como contratação mais cara da história do time azul-grená –66 milhões de euros. Provavelmente o craque do time.

Emmanuel Adebayor (Togo/Manchester City): Fez fama ao substituir Thierry Henry, depois que o francês deixou o Arsenal. Foi levado para Manchester com a onda de contratações resultante da injeção de dinheiro de Abu Dhabi no clube.

Reservas: Roman Pavlyuchenko (Rússia/Tottenham); Edin Dzeko (Bósnia/Wolfsburg); Milan Baros (República Tcheca/Galatasaray).

São muitas opções consideráveis para o ataque. Entre elas, Craig Bellamy, Adrian Mutu, Robbie Keane, Dimitar Berbatov, Claudio Pizarro, Vedad Ibisevic, Henrik Larsson (sim, jogou as eliminatórias), Mohamed Zidan, Amr Zaki, John Carew e até o brasileiro-croata Eduardo da Silva.

Faltou alguém? Quem você levaria? Quem mais merece o troféu “George Weah” de arquibancada VIP na África do Sul –lembrando, jogadores que não costumam ser convocados, mas de seleções que vão à Copa, não contam.

Por Torero às 09h32

20/11/2009

999

(Por conta do quadragésimo aniversário do milésimo, republico aqui um texto do livro "Os cabeças-de-bagre também merecem o paraíso".)

O quando era 19 de novembro de 1969 e o onde era o Maracanã. O quê foi um pênalti apitado contra o Vasco da Gama pelo juiz Manoel Amaro de Lima. O quem era Pelé, o número dez do Santos, autor de 999 gols.

Ele ajeita a bola na marca de cal. Antes de bater, olha para as arquibancadas. Centenas de milhares de pessoas querem compartilhar aquele momento histórico. Ele também olha para Andrada, o goleiro magricela que, para tornar ainda maior a alegria de Pelé, é argentino.

Pelé começa a correr. Escolhe o canto direito e bate colocado à meia altura. Ainda cego pelos inúmeros flashes das máquinas fotográficas, não consegue entender direito o que se passa, mas a reverberação de um comprido “Uuuh!” chega aos seus ouvidos. Ele esfrega os olhos e vê Andrada com a bola apertada contra o peito. Não tinha sido daquela vez.

Pelé ficou triste e desmotivado; até pediu para ser substituído minutos mais tarde. No jogo seguinte, contra o São Paulo, esteve outra vez perto da glória, mas por duas vezes mandou a bola de encontro às traves.

Vieram outras chances. No empate contra o Palmeiras, o jovem goleiro Leão rebateu a bola à frente de seus pés; ele, porém, mandou-a para fora. Alguns dias depois deu dois chapéus em Ditão, mas acabou chutando em cima de Ado. Pena! Ele adorava vencer o Corinthians...

Pelé foi ficando nervoso e um dia, sem que ninguém visse, começou a beber. Primeiro foi uma cerveja, depois uma caipirinha e no fim acabou experimentando aguarrás. O efeito disso foi que começou a chegar atrasado aos treinos, caiu de rendimento e, diante dos clamores da torcida, perdeu a posição para Brecha.

Isso foi fatal para seus planos de jogar a Copa de 1970. Zagallo, receoso, não o convocou para a equipe tricampeã. Tostão jogou um pouco mais recuado no meio-campo e Dario foi o centroavante.

Nos anos seguintes, na reserva, Pelé não conseguiu fazer seu milésimo gol. Decidiu então despedir-se do futebol. As glórias passadas ainda estavam na memória de todos, e a Vila Belmiro lotou naquela tarde de 1972 para ver o seu adeus contra um combinado de craques. Quem sabe se na partida derradeira ele não chegaria ao milésimo gol.

Pelé estava infernal. Num lance brilhante, a Vila ¬Belmiro quase veio abaixo. Pôs a bola no meio das pernas de Piazza, deu o drible da vaca em Luís Pereira, deixou Figueroa no chão e chutou colocado no ângulo. Ele já ia dar um soco no ar quando viu a bola sendo espalmada para escanteio pelo goleiro. O nome dele era Andrada.

Daquele dia em diante, ninguém mais o viu. Pelé deixou a barba crescer e ficou conhecido pelos habitantes de Três Corações como um mendigo esquisito, que vivia chutando pedrinhas como se estivesse cobrando um pênalti. E nunca acertava.

“Acorda, acorda!”

“Que foi, Assíria?”

“Você está tendo um pesadelo e não pára de me chutar!”

“Sonhei que perdi o pênalti contra o Andrada, entende?”

“Que bobagem... Dorme, Edson.”

Mas ele não consegue mais dormir e passa a noite em claro.

Enquanto isso, em algum lugar, Andrada tem o mesmo sonho de Pelé. E sorri.


 

Por Torero às 00h58

Toreroteca do Milésimo

Hoje teremos uma toreoteca simples.

Como ontem foi aniversário do milésimo gol de Pelé, e como neste domingo deve sair o milésimo gol do Brasileiro (faltam 7), a pergunta é a seguinte:

Que jogador fará o gol mil deste Brasileiro?

O prêmio é este:

Ganha o primeiro que acertar o jogador. Se tivermos muitos zero a a zero, o palpite continua valendo para a próxima rodada. 

 

PS: Faltam 7 e não 24 gols (como estava escrito anteriormente) para  o milésimo gol. Portanto darei dois livros, um para que acertar o autor do sétimo gol daqui para frente e outro para quem acertar o autor do vigésimo-quarto.

Por Torero às 00h55

19/11/2009

Mil outra vez

 
 

Texto de Carlos Eduardo Sisso


19 de novembro de 2009.

O dia em que a Terra parou.

Os olhos do mundo se voltam, ansiosos, para o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Todas as emissoras de rádio e TV se acotovelam por um mínimo espaço que pudessem encontrar à beira do gramado.

Vasco e Santos empatam por 1 a 1.

E, de repente, silêncio.

32 minutos do segundo tempo.

Lançamento para Pelé.

“É agora!”, diz um torcedor ao meu lado.

Trila o apito.

Pênalti!

O Maracanã explode.

Torcedores do Santos se abraçam nas arquibancadas.

Torcedores do Vasco se abraçam nas arquibancadas.

Torcedores de todos os times se abraçam por todo lugar.

“É agora!”, repete o torcedor, e me abraça também.

Pelé pega a bola e a beija.

Tensão.

Bola na marca da cal.

De um lado, Pelé.

Do outro, Andrada.

Pelé.

Andrada.

Andrada.

Pelé.

Ninguém respira.

Trila o apito.

 

 


O Maracanã explode.

O mundo explode.

E Andrada soca o chão.

Pelé pega a bola e a beija.

Todas as emissoras de rádio e TV se acotovelam por um mínimo espaço que pudessem encontrar dentro do gramado.

Era o gol 3000.

Ovacionado, mais uma vez, e diante de centenas de microfones e lentes de televisão, Pelé diz:

“Pô, galera, de novo?

Já se passaram 40 anos!

Quantas vezes eu vou ter de repetir?

‘Tem que cuidar das criancinhas! Tem que cuidar das criancinhas! Tem que cuidar das criancinhas!’

Tem dó, né?!”

E, de repente, silêncio.

 

Por Torero às 16h11

Diálogo entre palmeirense e tricolor

 

Hoje pela manhã, no Bar da Preta, estavam Ivo, o exclamativo, e Vicente, o reticente. Ivo é tricolor doente. Vicente, um doente palestrino.

 

Os dois sentaram-se lado a lado e logo começaram a conversar. Mas não acho que aquilo tenha sido um diálogo. Foram mais dois monólogos paralelos.

 

“Me vê um desses aí para comemorar!”, disse Ivo apontando para a travessa que a Preta mantém sempre cheia de torresmos gigantescos.

 

“Também quero um”, falou Vicente. “Quem sabe assim as minhas veias entopem e eu morro de uma vez...”

 

Vicente não estava exatamente de bom humor. Cabisbaixo, deu uma mordiscada em seu torresmo e murmurou: “O meu time deixou escapar o título...”

 

“O meu vai escapar do rebaixamento!”, exclamou Ivo, dando uma barulhenta mordida em seu pedaço de porco. Ainda mastigando, emendou: “E ainda seremos  campeões da Sul-Americana!”

 

“O meu Palmeiras talvez nem consiga entrar na Libertadores...”

 

“E olha que o nosso técnico estava em baixa. Vinha de três demissões!”

 

“O nosso estava em alta. Vinha de três títulos...”

 

“Até aquela briga depois do jogo foi divertida. A gente acabou com eles!”

 

“Aquela briga no meio do jogo foi terrível. Acabou com a gente...”

 

“Foram sete vitórias nos últimos sete jogos!”

 

“Só uma vitória nos últimos sete jogos...”

 

“Nas últimas semanas ganhamos de Atlético Mineiro, Cruzeiro e Palmeiras, que estão lá em cima da tabela!”

 

“Nos últimos tempos não ganhamos de nenhum dos quatro clubes que estão na zona de rebaixamento. Perdemos do Náutico, do Santo André e de vocês. E no empate com o Sport teve aquele apito do juiz...”

 

“E pensar que ficamos um bom tempo na lanterna!”

 

“E pensar que ficamos 19 semanas em primeiro lugar...”

 

“O time está mais unido do que nunca! O pessoal só pensa em vencer!”

 

“O time está mais rachado do que nunca. Tem uns jogadores que só pensam em ir para a Europa...”  

 

“Fred foi um grande acerto!”

 

“Vágner Love ainda não disse a que veio...”

 

“Viu como a nossa torcida ficou no estádio depois da partida, comemorando e soltando fogos?!”

 

“Viu que o nosso presidente deu vexame e pegou nove meses de gancho...?”

 

“Ah, que fase!”

 

“Ah, que fase...”

 

“Preta, mais um torresminho!”

 

“Preta, mais um torresminho...”

Por Torero às 08h37

Wisnik mais um

Hoje, às 19h00, na Casa Mário de Andrade (Rua Lopes Chaves, 546, Barra Funda – São Paulo) haverá uma ótima palestra para quem gosta de futebol e literatura

A mediação será de Manuel da Costa Pinto crítico literário da Folha de São Paulo e diretor do programa Entrelinhas da TV Cultura.

Quem for ao debate poderá escutar as sempre boas idéias de José Miguel Wisnik, professor de Teoria Literária na USP, músico, bom ponta-direita e autor do livro Veneno Remédio – o futebol e o Brasil, que ganhou um monte de prêmios no ano passado.

O outro debatedor sou eu, mas prometo falar pouco.

Inscrições e informações pelo telefone (11) 3666-5803. Entrada Franca

Por Torero às 08h35

18/11/2009

Dois convites para são-paulinos e um para corintianos

Comecemos pelos tricolores.

Amanhã, quinta-feira, 19 de novembro, às 19 horas, no Bar Boleiros (rua Mourato Coelho, 1194), será lançado o livro "Tricolor Celeste", de Luís Augusto Simon. A idéia do livro é curiosa. Ele vai falar dos uruguais que jogaram no São Paulo: Pablo Forlán, Pedro Rocha, Dario Pereyra e Diego Lugano.

O mesmo Luís Augusto Simon, vulgo Menon, junto com Marcelo Prado, vulgo Marcelo, lançará na quarta-feira da próxima semana, dia 25, na Livraria Saraiva do Shopping Morumbi, às 19h00, o livro Nascido para Vencer. Junto com este livro vem um mimoso pocket book, O time do meu coração, do incansável Thiago Braga.

O único senão destes livros tricolores é que logo eles podem estar desatualizados. Mas isso não é um problema.

E, para os corintianos, teremos o lançamento de um livro do onipresente Celso Unzelte, já falando sobre os cem anos daquele que nunca se rende.

Será na próxima terça-feira, dia 24, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Paulista, às 19h00.

 

Por Torero às 07h45

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